MARÇO DE 2003


Braskem assina contrato de
R$ 300 milhões com a Rio Polímeros

A Braskem firmou com a Rio Polímeros um contrato no valor de R$ 300 milhões para o fornecimento de polietileno de alta densidade (PEAD) e polietileno de baixa densidade linear (PEBDL). As resinas serão produzidas na unidade de Camaçari (BA), que opera com tecnologia Unipol, a mesma que a Rio Polímeros vai utilizar em sua produção. Os produtos serão utilizados pela empresa em suas atividades de pré-marketing junto ao mercado.

       O contrato prevê o fornecimento de diversos grades de polietileno pelo período aproximado de dois anos. Segundo o vice-presidente da Unidade de Poliolefinas da Braskem, Luiz Mendonça, o acordo é vantajoso para ambas as partes. “Para a Braskem, o contrato traz volumes adicionais de venda com boa rentabilidade, na medida em que estabelece que os preços serão aqueles vigentes no mercado”, diz o executivo.

        A escolha da Braskem como fornecedora vai assegurar à Rio Polímeros, segundou informou a empresa, produtos desenvolvidos sob medida, assistência técnica e garantia de qualidade, já que a fornecedora domina amplamente a tecnologia Unipol . A Braskem investirá cerca de R$ 8 milhões na unidade de Camaçari para ampliar a produção do polietileno de baixa densidade linear. Atualmente, a planta baiana fabrica também polietileno de alta densidade com esta tecnologia.

        Além de confirmar a modelagem pró concorrencial do mercado brasileiro de plástico, um movimento como esse contribui para a redução do déficit da balança comercial do setor no país. O acordo demonstra, ainda, a competitividade da Braskem em relação aos fornecedores nacionais e internacionais. Ela é fruto da liderança de mercado da Braskem e da sua estrutura competitiva de custos, baseada na adequada economia de escala e nas sinergias obtidas no processo de integração da primeira e segunda gerações petroquímicas. Do ponto de vista tecnológico, mostra que a produção de resinas a partir da nafta é vantajosa em relação a outros processos.

        Para a Braskem, a chegada de um novo player reafirma o dinamismo da indústria brasileira do plástico, que cresceu na média 5,3% em 2002. A empresa já registra os primeiros sinais de retomada gradual do consumo de termoplásticos no mercado interno e do crescimento de sua rentabilidade. Em muitas aplicações, os termoplásticos vêm substituindo as matérias-primas tradicionais. Outro fator que reforça o otimismo da Braskem no mercado brasileiro é o baixo consumo per capita de termoplásticos. Enquanto cada americano consome anualmente cerca de 47 quilos de polietileno, contra 33 da Europa e 31 quilos da Coréia do Sul, no Brasil esse índice não ultrapassa os dez quilos anuais.

        Líder brasileira na produção dessa resina, a Braskem detém cerca de 40% de participação no mercado de polietileno linear, e 35% de participação no polietileno de alta densidade.

        A Braskem é uma empresa brasileira de classe mundial, líder em termoplásticos na América Latina e posicionada  entre as cinco maiores companhias industriais privadas do Brasil. Com 13 plantas industriais localizadas pelo Brasil, a empresa fabrica 4,3 milhões de toneladas de produtos petroquímicos. A Braskem é líder no mercado regional em todos os segmentos onde atua – nos produtos básicos, com participação de 35%; em polipropileno, com 36%; em polietileno, com 30%; e em PVC, com 50%.

 

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