Resultados da Brasilpack 2004 Refletem o
Otimismo do Setor de Embalagem
A mais abrangente feira da embalagem do Hemisfério
Sul apresentou dois mil modelos de embalagem processou 17 toneladas
de PET, 19 toneladas de resina de polipropileno, 14 toneladas
de resina de polietileno, 9 toneladas de embalagens de papel
cartão, 6 mil folhas de papelão ondulado e 10 mil embalagens
metálicas.
Os
resultados registrados pela Brasilpack 2004 superaram em muito
as expectativas de expositores, parceiros e organizadores. Reflexo
do otimismo do setor de embalagem, que este ano deve movimentar
R$ 26 bilhões, a feira contou com 573 expositores de 22 países,
distribuídos por 47 mil m2. O número de visitantes também ficou
acima do esperado, com 30.393 brasileiros e 792 estrangeiros,
de 41 diferentes países. “Conseguimos montar no Anhembi, em
uma só planta, a mais completa fábrica de embalagens de que
se tem notícia, com capacidade de produção de 22 embalagens
diferentes de cartão, papelão ondulado, plástico, metal, vidro
e etiquetas, rótulos, tampas, reciclagem etc. Um verdadeiro
recorde, cuja capacidade instalada só de termoplásticos foi
de 500 toneladas/mês”, explica Evaristo Nascimento, diretor
da feira.
Somente a
Rodada de Negócios, promovida pela Abimaq (Associação Brasileira
da Indústria de Máquinas e Equipamentos) em parceria com a Alcantara
Machado Feiras de Negócios, contabilizou 150 reuniões entre
14 empresas internacionais (Chile, Argentina, Colômbia, Espanha,
Costa Rica, Equador, Bolívia e México) e 35 empresas brasileiras
fabricantes de máquinas e equipamentos. Os números divulgados
pela entidade são promissores: US$ 3,4 milhões em negócios gerados
durante a feira, que deverão se concretizar nos próximos 12
meses. Se projetados para os próximos 24 meses, os números sobem
para US$ 4,7 milhões em compra e venda de máquinas.
“Estava imaginando
que não venderia nada durante a feira, mas todos estão fazendo
bons negócios. Isso revela o potencial do evento”, afirma Rogério
Correa Ferreira, diretor da Cardiff, indústria de máquinas que
está há três meses no mercado e que vendeu três linhas de produção
para envasamento de produtos de limpeza. Alguns expositores
atingiram cifras de até R$ 3 milhões em vendas, como a Wortex.
Já a Kraft Máquinas fechou negócios com empresas do México e
Peru.
Para George
Lam, da Packmate, “a feira é muito bem organizada e funciona
como um ponto de difusão da nossa empresa. Daqui podemos fazer
contato com muitos países da América Latina”. O gerente Nacional
de Vendas da Plastnet, Sérgio Curcio, também comemora os resultados.
“Este é o primeiro ano que participamos da BRASILPACK e atendemos
mais de 100 pessoas. Nossa expectativa é transformar 10 destes
contatos em clientes efetivos”.
Além dos
estandes, os visitantes também puderam acompanhar de perto a
fabricação de 22 produtos durante a feira. A montagem inédita
de 15 linhas de produção dentro do pavilhão mostrou processos
de industrialização e reciclagem de materiais. Para se ter uma
idéia, nos cinco dias do evento foram processadas nada menos
que 17 toneladas de resina de PET, 19 toneladas de resina de
polipropileno, 14 toneladas de resina de polietileno, 9 toneladas
de papel cartão, 6 mil folhas de papelão ondulado, 9 mil frascos
de vidro, 10 mil latas recravadas e 590 mil peças de rótulos
e etiquetas.
Mas não foram
apenas os resultados da BRASILPACK 2004 que deixaram as empresas
otimistas. Em 2003, as exportações do setor de embalagem tiveram
aumento de 33%, totalizando vendas de US$ 180 milhões. Entre
os compradores, destacam-se a Argentina (22%), o Chile (16%),
o Uruguai (11%), o Paraguai (10%), os EUA (10%) e o México (10%).
RESPONSABILIDADE AMBIENTAL
A preocupação
com o meio ambiente também mereceu especial atenção na feira.
Das 15 linhas de produção, duas foram dedicadas à reciclagem
e uma apresentou a sacola degradável que se decompõe na natureza
em apenas 18 meses. Além disso, foram recicladas mais de 50
toneladas de material plástico processado nas ilhas.
PRESENÇA DO JORNAL DE PLÁSTICOS
Como acontece
habitualmente em Feiras ligadas ao setor, o estande do JORNAL
DE PLÁSTICOS foi muito visitado, principalmente, por pessoas
interessadas em informações sobre o CBIP - Curso Básico Intensivo
de Plásticos.
 Na
foto do estande do JORNAL DE PLÁSTICOS, na Brasil Pack 2004,
o Diretor Engo. Ângelo Roberto Sardinha Chagas e nossa colaboradora,
no evento, Francine Fichtler.
Dessa vez,
cumpre ressaltar o interesse de futuros alunos de fora do Brasil,
que nos cobravam a data que será disponibilizada a versão do
CBIP em espanhol.
Para esses
interessados e demais que nos enviam e-mails, temos um boa notícia:
já está pronta a tradução e, brevemente, será lançada
para todo o mundo hispânico.
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