NOVEMBRO DE 2001

 

LUCRO DA UNIPAR CRESCE 30%
NO TERCEIRO TRIMESTRE DO ANO

Empresa registra lucro de R$ 97,8 milhões de janeiro a setembro

A UNIPAR encerrou o terceiro trimestre do ano com lucro de R$ 31,4 milhões, o que representa crescimento de 30% em comparação ao igual período do ano passado. Com isso, até setembro deste ano, o resultado da UNIPAR já soma R$ 97,8 milhões, valor superior aos R$ 96,7 milhões apurados de janeiro a setembro de 2000. “Este foi um trimestre de adversidades, como o racionamento de energia, forte valorização do dólar e a consequente elevação do preço da nafta. Mas, de uma forma geral, conseguimos superá-las e manter a nossa trajetória de resultados positivos”, afirma Roberto Dias Garcia, presidente da UNIPAR.
Segundo o presidente, a constância de resultados favoráveis do grupo, nos últimos três anos, coloca a UNIPAR “num quadro extremamente favorável de liquidez, aliada a um baixíssimo nível de endividamento”. Por conta disso, a maioria das empresas da UNIPAR se beneficiou da desvalorização cambial, sendo possível a obtenção de preços médios de venda superiores aos do ano anterior, embora, em alguns casos, insuficientes para compensar a elevação dos custos das matérias-primas, que retrataram a trajetória de crescimento de 27% do preço da nafta até setembro.
O bloco de empresas 100% UNIPAR - Divisão Química (considerada como empresa independente), União Terminais, Unipar Comercial e Unipar Polímeros – apresentou uma contribuição conjunta para o resultado da UNIPAR até setembro de R$ 29,5 milhões – valor próximo ao registrado nos nove primeiros meses de 2000. Juntos, os quatro negócios participaram com 31% da receita de equivalência patrimonial, “o que demonstra a consolidação da importância dos negócios próprios no portfolio da UNIPAR”, comenta o presidente.
O lucro líquido da União Terminais cresceu 82% até setembro (R$ 10,4 milhões). A empresa vem registrando elevado nível de utilização da capacidade adicional do terminal de Santos (10.700 m3), que entrou em operação em fevereiro/2001, a partir de investimentos de R$ 8 milhões, dos quais R$ 5 milhões via financiamento do BNDES e o restante, gerados através de recursos próprios. A Unipar Comercial registrou aumento de 66% no lucro líquido, fruto, principalmente, do aumento de 31% das vendas físicas, destacando-se a comercialização de termoplásticos, alavancada pela distribuição de resinas da Polietilenos União, iniciada em janeiro deste ano. A Divisão Química – tratada como empresa independente - contribuiu para o resultado da UNIPAR com um lucro líquido de R$ 15,7 milhões, superando em 29% o resultado apurado de janeiro a setembro de 2000. A elevação do preço internacional do cumeno, principal produto da empresa, contribuiu para o melhor resultado.
Já a Unipar Polímeros obteve um lucro líquido de R$ 193 mil até setembro, refletindo não apenas suas próprias despesas, como também o resultado da Polietilenos União, sua controlada, que apurou um lucro líquido de R$ 320 mil. Vale lembrar que a Polietilenos União foi constituída em 20/12/2000, a partir da operação de descruzamento societário com o grupo Odebrecht, incorporando a unidade industrial produtora de polietileno de baixa densidade e EVA localizada em Capuava, São Paulo. A operação de permuta e incorporação que deu origem à Polietilenos União gerou um ágio de R$ 167 milhões, a ser amortizado em 10 anos, conseqüência da diferença entre os valores contábeis dos ativos envolvidos.

A contribuição das quatro empresas controladas em conjunto, via equivalência patrimonial, se deu da seguinte forma:

· A Carbocloro registrou um aumento de 121% do lucro líquido acumulado até setembro deste ano, somando R$ 76,4 milhões. Esse resultado é fruto principalmente da recuperação dos preços de venda, retratando a evolução das cotações internacionais, sobretudo da soda cáustica, principal produto da empresa. Além disso, a Carbocloro obteve aumento de 5% das vendas físicas e uma redução de suas despesas operacionais, fruto do processo de reorganização administrativa implementado no ano passado. A receita de equivalência patrimonial da Carbocloro para a UNIPAR ultrapassou em 113% o patamar do ano passado, chegando a quase R$ 40 milhões. Em função do racionamento de energia, a empresa vem compensando a redução da carga de produção com a realização de operações de revenda. No terceiro trimestre, o lucro da Carbocloro foi de 25,4 R$ milhões.

· A elevação em 27% do preço médio da nafta este ano gerou uma redução nas margens de contribuição da Petroquímica União. No acumulado do ano, o lucro líquido da central foi de R$ 57 milhões, valor 52% menor do que o apurado nos nove primeiros meses do ano passado. Com isso, a contribuição da PQU para o resultado até setembro da UNIPAR, via equivalência patrimonial, foi de R$ 24,3 milhões, valor 48% abaixo do registrado nos primeiros nove meses de 2000. A Petroquímica União vem cumprindo as metas do racionamento, disponibilizando, desde junho, cotas adicionais a seus clientes, sendo a Polietilenos União a principal beneficiada. O lucro líquido da PQU no terceiro trimestre deste ano foi de R$ 6,7 milhões.

· O lucro líquido de R$ 7,4 milhões registrado até setembro deste ano pela Petroflex representou uma reversão do quadro de prejuízo de R$ 8,7 milhões registrado pela empresa nos nove primeiros meses do ano passado. Isso se deve, principalmente, ao crescimento de R$ 31 milhões do lucro bruto, motivado pela elevação dos preços de venda e pela redução do preço do estireno no mercado internacional, uma de suas principais matérias-primas. Além disso, a Petroflex fez o reconhecimento contábil de uma receita líquida de R$ 14,3 milhões, relativa ao ganho de ações judiciais, envolvendo o recolhimento da Taxa de Organização e Regulamentação do Mercado de Borracha (TORMB) e a cobrança indevida de reajuste de energia elétrica por parte da CERJ. Adicionalmente, foram registradas receitas oriundas da alienação de terreno à Rio Polímeros e da disponibilização de cotas de energia elétrica a terceiros, que totalizaram R$ 3,7 milhões. A receita de equivalência patrimonial da empresa para a UNIPAR foi de R$ 792 mil neste ano, contra o valor negativo de R$ 778 mil no ano passado.

· O lucro líquido acumulado pela Polibutenos foi de R$ 1,5 milhão, valor 33% menor em relação ao igual período do ano passado. A elevação dos preços do isobuteno – principal matéria-prima da empresa, com cotação atrelada à nafta – gerou compressão das margens de comercialização da empresa. A contribuição da Polibutenos para o resultado da UNIPAR, via equivalência patrimonial, foi de R$ 497 mil, valor 33% menor que o patamar registrado no ano anterior.

Roberto Dias Garcia ressalta que a UNIPAR, no momento, está voltada também para o início da implementação efetiva da Rio Polímeros, a partir da assinatura dos contratos de financiamento pelo Eximbank/EUA, SACE e BNDES. “A UNIPAR saiu na frente no processo de descruzamento acionário. Agora, com o início das obras da Rio Polímeros, podemos já afirmar que a Petroquímica do Sudeste é uma realidade. E, como maior acionista da PQU e com a participação de 33% na Rio Polímeros, é natural que a UNIPAR lidere o processo de consolidação dos núcleos de São Paulo e do Rio”, afirma o presidente do grupo.

   

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