NOVEMBRO DE 2002



NOTAS SINTÉTICAS

• A ULTRAPAR, CONTROLADORA DA OXITENO E DA ULTRAGAZ, obteve um crescimento de sua receita líquida de mais de 30% no terceiro trimestre desse ano. Já a Oxiteno obteve um lucro de mais de R$ 115 milhões entre o período de janeiro a setembro de 2002.

• TAMBÉM A ALEMÃ BASF ESTÁ OTIMISTA QUANTO aos seus resultados nesse ano: está prevendo que seu lucro irá crescer na faixa de 15% em 2002, apoiada, principalmente, pelos resultados obtidos no último trimestre.

• A COMPANHIA PETROQUÍMICA DO SUL (COPESUL) aumentou sua produção e vendas no terceiro trimestre de 2002, revertendo seu endividamento para R$ 840 milhões. No início desse ano, o mesmo chegou a ser de mais de R$ 1 bilhão.

• EM RELAÇÃO À BORRACHA NATURAL NACIONAL, saiu a liberação de mais de R$ 20 milhões para o pagamento dos subsídios dos produtores agrícolas, relativo ao primeiro semestre desse ano. De acordo com o Cepea - Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, como o preço de referência da borracha natural, a partir de julho/02, estabeleceu-se acima de R$ 2,50, isso acarretará que o governo não precisará mais continuar com esses subsídios.

• A CANADENSE ALCAN, PRODUTORA DE EMBALAGENS para balas, rótulos de plásticos p/refrigerantes e forros de maços de cigarro, adquiriu a divisão de embalagens flexíveis da norueguesa Norsk Hydro, a ASA, expandindo ainda mais sua área de atuação.

• A SUIÇA CLARIANT, RESULTANTE DA UNIÃO DA divisão química da Sandoz e da Hoechst, tem, atualmente, no Brasil, 4 fábricas e faturamento na ordem de mais de R$ 300 milhões. Apesar de querer aumentar as exportações, investirá, até 2003, cerca de US$ 40 milhões, sem se descuidar do mercado interno que representa mais de 75% de suas vendas.

• A FRANCESA RHODIA ESTÁ PRETENDENDO INVESTIR na América Latina cerca de US$ 30 milhões, Caberá ao Brasil,ao que tudo indica, em torno de US$ 15 milhões. Mesmo assim, esse investimento é menor do que geralmente a empresa realizava anualmente, que sempre era de mais ou menos US$ 50 milhões.

• A PETROQUÍMICA BRASKEM ESTÁ OPTANDO PELA VENDA de ativos não-estratégicos, com a finalidade de reduzir a dívida do conglomerado. Segundo informações, o foco da empresa é ser líder da América Latina na produção de resinas termoplásticas com forte integração das matérias-primas.

• O GRUPO UNIPAR, MAIOR ACIONISTA DA PETROQUÍMICA UNIÃO (PqU) está criando a Unipar Commerce que irá atuar na área de commodites, para operar no comércio exterior. Cabe lembrar que a Unipar é sócia da Rio Polímeros (RJ) e, segundo informações, teria interesse em formar uma Petroquímica do Sudeste, que uniria os ativos em São Paulo e Rio de Janeiro.

• VALE REGISTRAR TAMBÉM SOBRE A UNIPAR que a mesma obteve lucro líquido de mais de R$ 77 milhões no período entre janeiro e setembro de 2002.
qA PETROBRÁS COMUNICOU A DESCOBERTA DE MAIS indícios de petróleo na Bacia de Campos (RJ), mas ainda não há estimativas sobre volume de óleo existente e nem de perspectivas de início de produção.

• A IPIRANGA PETROQUÍMICA ESTÁ RETORNANDO, ainda que lentamente, as vendas para a Argentina, depois da paralisação das negociações quando a companhia nacional deixou de receber o pagamento de seus produtos. Atualmente já foram renegociadas algumas dessas pendências e a Argentina representa cerca de 15% das vendas externas da Ipiranga. Com a crise de nosso país vizinho, a companhia tentou delocar as vendas para a Europa, mas os custos entre impostos e fretes encareceram muito a operação.

• UM NOVO MERCADO PARA O LIXO PLÁSTICO RECICLADO: o da construção civil. Segundo a pesquisa do engenheiro civil Nelso Parente Jr., com plástico reciclado pode-se substituir a madeira usada nas construções (não incorporadas à obra), para confeccionar formas para concreto, tapumes, andaimes e cavaletes. Por exemplo, a tábua plástica é mais leve que a de madeira, sua durabilidade é maior e ela poderá ser vendida como sucata. Posteriormente, reciclada de novo.

• AINDA FALANDO DE RECICLAGEM, SEGUNDO A ABEPET (Associação brasileira dos Fabricantes de PET) a reciclagem de PET é uma das que mais cresce no Brasil, em média 30% por ano. Em 2001, das 270 mil tons. produzidas, quase 90 mil foram reaproveitadas. Com a reciclagem, todos ganhamos: além da melhoria do meio ambiente, aparecem novas formas de utilização desse material, com custos, certamente, menores.


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