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SANEAMENTO BÁSICO FICA MAIS
EFICIENTE COM TUBOS DE POLIETILENO
Empresas públicas reduzem
em até 30% o tempo de execução da obra;
Departamento da capital gaúcha já deixou de desperdiçar 34 bilhões de litros de água
tratada.
A petroquímica consolida um novo mercado para
seus produtos. Depois das aplicações na indústria e na construção civil, as
obras públicas que beneficiam milhares de famílias passam a utilizar o polietileno de alta densidade
(PEAD) como solução para o saneamento básico de grandes capitais brasileiras. Somente a Ipiranga
Petroquímica S.A., empresa do grupo Ipiranga instalada no Pólo Petroquímico de Triunfo, comercializa
anualmente 5,9 mil toneladas de PEAD para esse tipo de aplicação.
O PEAD oferece às empresas de saneamento inúmeras vantagens frente aos materiais até então
utilizados, tais como tubulações de ferro e de concreto. Conforme o chefe do departamento de Mercados
Especiais da Ipiranga Petroquímica S.A., Fábio Franck, a instalação da rede é
realizada de forma mais rápida, reduzindo o tempo de execução da obra em até 30% e
em até 20% seu custo. Além disso, diz, a leveza dos tubos permite que sejam alcançados locais
de difícil acesso, tais como o alto dos morros.
“Os tubos de polietileno podem ser conectados fora da vala, e não sofrem a ação de produtos
químicos encontrados na água ou esgoto, mesmo aqueles existentes na rede industrial. Os demais materiais
são suscetíveis a depósitos no interior da rede, o que com o passar do tempo diminui o diâmetro
da tubulação comprometendo o abastecimento”, comenta Franck.
Em Porto Alegre, o Departamento Municipal de Água e Esgotos (DMAE) utiliza o PEAD desde 1986. De um total
de 2,7 mil quilômetros de redes de distribuição de água existentes na capital gaúcha,
900 quilômetros são de tubos PEAD. A cada ano, 100 quilômetros de tubulações de
ferro e PVC são substituídos por tubos de polietileno. Em 2000 o DMAE tratou 183 milhões de
metros cúbicos de água (dez milhões a menos que em 1991), abastecendo 200 mil novos consumidores.
“As substituições reduzem as perdas na rede pois as juntas podem ser soldadas. O sistema de tubulações
em PEAD já permite a obtenção de perda zero no abastecimento de água”, comenta Valdir
Flores, engenheiro de obras do DMAE. A experiência do departamento em Porto Alegre já diminuiu o percentual
de perda de água de 50% para 34% no período de 1991 a 2000. Isso significa que 34 bilhões
de litros de água tratada, antes desperdiçadas em vazamentos, agora são entregues à
população.
Outro exemplo de utilização do polietileno no abastecimento em grandes cidades vem sendo adotado
pela Comgás, em São Paulo, e pela Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro (CEG).
Até 2005, 800 quilômetros da rede de 2.278 quilômetros que abastece as residências cariocas
com gás serão de PEAD. A evolução do produto na rede de abastecimento da população
da Europa é de 5% ao ano, com destaques para países como Alemanha e Inglaterra.
“Nossos projetos incluem a ampliação da utilização de PEAD para obras públicas,
principalmente em municípios do interior brasileiro”, comenta Ricardo Alemar, técnico do Departamento
de Mercados Especiais da IPQ.
Com sede no Pólo Petroquímico de Triunfo, a Ipiranga Petroquímica S.A. é a maior exportadora
de polietileno de alta densidade (PEAD) do Brasil. A sua planta industrial tem capacidade para produção
de 150 mil toneladas/ano de polipropileno (PP), 350 mil toneladas de PEAD (polietileno de alta densidade) e 150
mil toneladas/ano de PEAD/PEBDL (Unidade Swing, que pode produzir polietileno de alta ou baixa densidade linear).
A Ipiranga Petroquímica S.A., que possui escritórios em Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro,
Buenos Aires (Argentina) e Santiago (Chile), é uma das controladoras da Companhia Petroquímica do
Sul (Copesul), central de matérias-primas do Pólo Petroquímico de Triunfo, com 29,5% de participação
no capital votante e, sócia estratégica da Petroquim, localizada no Chile, para produção
de 100 mil toneladas/ano de polipropileno.
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