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PESQUISA DO PROGRAMA PLASTVIDA MOSTRA QUE
CEARÁ RECICLA 21,3% DO PLÁSTICO PÓS-CONSUMO
Índice de reciclagem de plástico no
Brasil já atinge 17,4%
Das 50,6 mil toneladas anuais de plástico pós-consumo geradas
no Estado do Ceará, 21,3% são recicladas. O percentual está abaixo apenas do índice
de reciclagem de plástico no Rio Grande do Sul, de 27,6%. E se situa acima dos 18,6% registrados no Rio
de Janeiro, dos 15,8% na Grande São Paulo e dos 9,4% na Bahia.
As estimativas são de pesquisa feita para o Programa Plastivida da Abiquim (Associação Brasileira
da Indústria Química), pela Maxiquim Assessoria de Mercado. O índice médio de reciclagem
de plástico no Brasil é de 17,5%. Comparado à taxa européia, que há anos está
estabilizada em 22%, o percentual brasileiro se mostra extremamente positivo. Aqui a reciclagem acontece de forma
espontânea, diferentemente do que ocorre em países da Europa, onde a prática é impositiva,
regulada por legislações consolidadas.
O Ceará conta com 63 recicladoras de plástico. Destas, 19 informaram ter capacidade para reciclar
25,6 mil t de plástico pós-consumo, faturando cerca de R$ 13,1 milhões por ano e gerando cerca
de 500 postos de trabalho.
O estudo Plastivida/Maxiquim apresenta uma radiografia da indústria de reciclagem do Ceará, com a
descrição dos processos produtivos, fluxo da comercialização, nível de capacitação
e obstáculos à atividade.
O retrato da coleta seletiva e reciclagem no Ceará está no site www.plastivida.org.br. As principais
conclusões da pesquisa, além das mencionadas acima, são as seguintes:
· A indústria da reciclagem do Ceará é competitiva em capacidade instalada, embora
ainda se encontre em fase de estruturação;
O fato de apenas 19 das 63 empresas recicladoras de plástico concordarem em prestar informações
se deve à informalidade do setor;
· Há uma concentração de pequenas e de grandes empresas recicladoras, o que pode estar
limitando a capacidade de desenvolvimento da indústria de reciclagem no Estado;
· A retração do mercado, a elevada tributação e a dificuldade na obtenção
do resíduo plástico foram apontados como os fatores que mais limitam o desenvolvimento da indústria
de reciclagem do Ceará;
· A ausência da coleta seletiva afeta significativamente a qualidade e a disponibilidade do resíduos
plásticos utilizados pelas recicladoras;
· Diante da dificuldade de obter resíduo plástico pós-consumo, as recicladoras recorrem
a outros Estados e utilizam resíduos industriais como matéria-prima, uma fonte que tende a se esgotar;
· Falta mercado local para absorver o material feito a partir da reciclagem de plásticos como PET
e PS;
· As empresas que se dedicam apenas à reciclagem utilizam mais resíduos domésticos
do que industriais; já as indústrias que fabricam pellets e produtos de plástico reciclado
usam mais resíduos industriais;
· A indústria de reciclagem gera produtos principalmente para a construção civil e
para a agropecuária, sendo o polietileno e o polipropileno os materiais mais consumidos no Ceará.
Segundo o coordenador da Plastivida, Antonio Riera, “o que ocorre no Ceará reforça a necessidade
de implementação de uma política nacional de resíduos sólidos, que tenha por
base a coleta seletiva feita pelos municípios, acompanhada de um esforço da sociedade em favor da
educação ambiental”.
Riera destaca ser “essencial que se implementem programas específicos para as indústrias de transformação
e reciclagem de plásticos no Ceará, para elevar a competitividade de toda a cadeia produtiva. Isto
aumentará a reciclagem, possibilitará renda para os municípios e geração de
emprego para a comunidade.”
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