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CLARIANT AGUARDA DEFINIÇÕES DO
PRÓXIMO GOVERNO
Chairman mundial vem ao país
pela primeira vez e defende regras claras para a economia
Em sua primeira visita ao Brasil, o Chairman Mundial
da Clariant, Robert Raeber, disse que os investimentos no país no próximo ano vão depender
da política econômica do novo governo. Segundo Raeber, os investimentos da empresa no país,
que somaram US$ 20 milhões este ano, podem ser mantidos ou incrementados, dependendo das previsões
de retorno do capital. Raeber, que falou a mais de 20 jornalistas na sede da Clariant, ressaltou que o principal
desafio do governo Lula é recuperar a confiança dos investidores internacionais.

Chairman mundial da Clariant, Robert Raeber
Assim como toda a comunidade internacional, Raeber disse estar ansioso para conhecer o futuro ministro da economia.
“Se o governo escolher um bom time, rapidamente vai conquistar os investidores e esfriar os ânimos do mercado”,
afirmou. Ele frisou que grande parte dos fatores que determinam o comportamento dos investidores é psicológica,
e não reflete a situação real do país.
A Clariant, empresa global de especialidades químicas, resultado da fusão da Hoecht e Sandoz, está
presente em mais de 100 países, com um faturamento aproximado de US$ 6 bilhões de dólares.
Robert Raeber, que é suíço, foi indicado para o cargo, em maio, graças a sua experiência
à frente de corporações multinacionais e à sua familiaridade com os mercados mundiais.
Além de parte da estratégia de integração e de troca de informações entre
as divisões da Clariant, a visita pretende destacar a importância da filial brasileira especialmente
na atual conjuntura. O Brasil é responsável por 5%. A América Latina, excetuando o México,
responde por 9% do faturamento total.
Robert Raeber frisou que as perspectivas da Clariant no mercado mundial são muito boas, mas demonstrou preocupação
com o cenário internacional, sobretudo com a possibilidade da guerra contra o Iraque que, segundo ele, pode
trazer conseqüências desastrosas para o mundo inteiro, inclusive para o Brasil.
Para a filial brasileira, Günter Martin, Presidente da Clariant para a América Latina, ressaltou que
a aprovação de reformas como a tributária e a da previdência serão fundamentais.
“Precisamos estabelecer regras claras para o desenvolvimento e dar às empresas do país as mesmas
condições competitivas dos demais países”, disse.
Como a indústria nacional precisa importar matéria-prima para alguns produtos, é fundamental,
para Günter Martin, incrementar as exportações, para conter o déficit na balança
de produtos químicos. Para isso, a Clariant vem investindo em tecnologia e aumento da produtividade.
A meta é, num período de três ou quatro anos duplicar as exportações, atualmente
de US$ 50 milhões para US$ 100 milhões. Há uma tendência também de a empresa
brasileira assumir cada vez mais a produção de alguns produtos para a Clariant mundial.
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