NOVEMBRO DE 2003

Rio sediou 23a Reunião Anual da APLA
Associação Petroquímica e Química Latino-Americana.

Impacto da Alca foi um dos temas do encontro

A governadora do Rio, Rosinha Garotinho, participou  da cerimônia de abertura da 23ª Reunião Anual da Associação Petroquímica e Química Latino-Americana (APLA), que aconteceu entre os dias 09 e 11 de novembro, no Hotel Sofitel, no Rio. Da esquerda para direita: Anthony Garotinho, Secretário de Segurança do Est. do RJ, Rosinha Garotinho, Governadora do RJ, Roberto Garcia, Pres. da Reuinião e da Unipar, e Eduardo Eugênio G. Vieira, Pres. da Firjan.

        O impacto da Alca sobre a  petroquímica da América Latina foi um dos temas  debatidos durante a 23a Reunião Anual da Associação Petroquímica e Química Latino-Americana (APLA), que aconteceu entre os dias 9 e 11 de novembro, no Rio de Janeiro. O evento reuniu mais de 500 executivos de 180 empresas de 25 países, no Hotel Sofitel, em Copacabana, incluindo representantes dos Estados Unidos e Europa. A cerimônia de abertura teve a presença da governadora do Estado do Rio, Rosinha Garotinho, e foi realizada às 19h do domingo, no Sofitel.

        “O setor petroquímico ocupa um lugar cada vez mais importante na economia latino-americana. Em 10 anos, o consumo de termoplásticos dobrou na região, enquanto o consumo per capita cresceu 150%. E as perspectivas futuras são otimistas”, ressaltou Roberto Garcia, presidente da 23a Reunião Anual da APLA e presidente do grupo Unipar.

        Além de encontros de negócios, a reunião da APLA teve palestras e mesas-redondas tratando dos cenários macroeconômicos e setoriais da região. Na segunda-feira, dia 10, o ex-embaixador brasileiro na França, Marcos Azambuja, falou sobre “Alca, Oportunidade ou Ameaça para a Indústria Petroquímica Latino - Americana”, num painel que contou com a participação dos economistas Arturo Garcia (México) e Alejandro Mayoral (Argentina).

         No dia seguinte aconteceu uma mesa-redonda reunindo os economistas Gilberto Dupas (USP), Roberto Cachanoski (Argentina) e Guillermo Güemez Garcia (México). O debate foi mediado pelo jornalista William Waack e abordou a situação atual e projeções para a economia mundial e suas conseqüências no desenvolvimento da América Latina.

        Consolidados, os dados do setor petroquímico na América Latina apontam para um faturamento global da ordem de US$ 55 bilhões, com uma produção total de 50,4 milhões de toneladas e uma participação de 3% no Produto Interno Bruto da região, gerando 250 mil empregos diretos.

        No Brasil, em 2002, a petroquímica teve um faturamento estimado em US$ 36,6 bilhões, com uma produção de 32,3 milhões de toneladas. A participação do setor no Produto Interno Bruto (PIB) nacional foi de 3%.

        No México, a produção global da petroquímica alcança a cifra de US$ 13 bilhões, representando 2,2% da participação no PIB daquele país. Já na Argentina, embora a produção seja de US$ 2 bilhões, o valor corresponde a 1,5% do PIB do país.

        Roberto Garcia destacou a Reunião da APLA como importante fórum para a troca de experiências entre os empresários do setor. “O evento promove um intercâmbio entre as empresas, fundamental para que os empresários e executivos possam vislumbrar novas oportunidades, analisar a atuação do setor em cada país e as respectivas estratégias de mercado, bem como abordar as conseqüências para os países do Mercosul da formação da ALCA”.


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