Novembro de 2004


NOTAS SINTÉTICAS

UM NOVO MERCADO PARA O ETANOL: até 2006, o Brasil deverá exportar cerca de 1 bilhão de litros anuais de álcool etílico para o Japão. Segundo o secretário de Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Turismo do Estado de São Paulo, o Japão já aprovou a mistura de 3% de etanol na gasolina, abrindo grandes perspectivas de negócios entre esses dois países.

A ENGEPACK EMBALAGENS ESTÁ INVESTINDO R$ 20 milhões para aumentar sua capacidade de sopro em mais de 10%. Com fábricas em Manaus (AM) e em Simões Filho (BA), a empresa tem capacidade de produzir 1 bilhão anuais de preformas de PET.

EM TERMOS DE RECICLAGEM DE PET, SUA MAIOR APLICAÇÃO ENCONTRA-SE nas fibras têxteis. As chamadas “vassouras ecológicas”, feitas de PET reciclado, desenvolvidas pelo projeto Recicla Rio, em Três Rios (RJ), já estão sendo exportadas para os EUA e, em breve, deverão atingir também o mercado europeu.

TAMBÉM PREOCUPADA COM A QUESTÃO AMBIENTAL encontra-se a Sinimplast, fabricante de embalagens plásticas sopradas, que fechou parceria com a RES Brasil, que comercializa a tecnologia D2W, destinada a degradar as peças plásticas com maior rapidez. Essa tecnologia pode levar a degradação de resinas entre 90 e 180 dias, dependendo das condições dos locais onde são descartadas as embalagens.

O CEFET-RJ ESTÁ EM BUSCA DE PARCEIROS PARA MONTAR o protótipo de uma casa em PVC, em 2005. A expectativa de Salvador Pires, professor de Materiais de Construção, é demonstrar aos estudantes as alternativas de matérias-primas com menores impacto ambientais.

A PQU (PETROQUÍMICA UNIÃO) LUCROU MAIS DE 90%, no segundo trimestre de 2004, em relação ao mesmo período no ano anterior, ou seja, mais de R$ 50 milhões. Tal resultado deveu-se à recuperação do mercado doméstico e ao repasse dos preços dos derivados de petróleo.

A UNIPAR COMMERCE, DO GRUPO QUE COMPREENDE A UNIPAR COMERCIAL, Polietilenos União, entre outras, está se preparando para ser uma das três maiores tradings do Brasil, até o final de 2006. Apesar de ser relativamente recente, com quase 2 anos de existência, a empresa contabiliza embarque e desmbarque de quase 200 mil comodities agrícolas e de produtos petroquímicos, o que representa uma receita em torno de US$ 200 milhões.

FOI ANUNCIADO PELAS EMPRESAS PETRÓLEO IPIRANGA UM LUCRO LÍQUIDO de mais de R$ 400 milhões durante os nove primeiros meses de 2004, ou seja, mais de 50% superior ao registrado no mesmo período em 2003. Esse resultado é devido à continuidade do desempenho favorável das exportações, assim como ao crescimento da economia interna do país.

A DUPONT DO BRASIL INAUGUROU, ESTE MÊS, SUA NOVA UNIDADE para a produção de tintas industriais. Com um investimento em torno de R$ 50 milhões, essa nova unidade terá a tecnologia que permite a redução em 1/5 do tempo de fabricação dos produtos, garantindo maior flexibilidade e agilidade para as operações, com o objetivo de dobrar as exportações.

O ESTADO DO RIO DE JANEIRO PRETENDE REVITALIZAR O PLANTIO DE SERINGUEIRA. Para tanto, além de órgãos do governo estatal, como a Embrapa-Solos, Emater-RJ, Pesagro e a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, o grupo conta com o reforço do Sistema Firjan, através da participação de Mário Ramos (vice-presidente), a Associação Nacional dos Fabricantes de Artefatos de Borracha (Anfab), além do Grupo Michelin, fabricante de pneus. Segundo informações, na área agrícola, esse é um excelente investimento, capaz de gerar empregos e rentabilidade aos produtores a longo prazo, uma vez que há grande demanda pela borracha natural, o que hoje faz do Brasil um dos maiores importadores desse produto.

EM RELAÇÃO À BORRACHA SINTÉTICA, A PETROFLEX REGISTROU alta de mais de 500% nesse terceiro trimestre de 2004, em relação ao mesmo período no ano anterior. Com isso apurou um lucro líquido de mais de R$ 27 milhões. As vendas cresceram mais de 7% no mercado interno, mas houve a possibilidade de repassar os aumentos dos custos dos derivados de petróleo para seus preços. Também houve melhora no mix de produtos de maior valor agregados, os elastômeros de performance.

UMA DAS RESINAS QUE MAIS APRESENTA TAXA DE CRESCIMENTO é o polipropileno. Contando com investimentos em torno de US$ 300 milhões, até 2007, projetos feitos pela Braskem e pela Polibrasil deverão ampliar a oferta do PP em 40%. O polipropileno é utilizado na indústria de embalagens, além de eletrodomésticos e carros.

EM CERIMÔNIA REALIZADA no Palácio Guanabara, RJ, dia 24/11, foram anunciadas, oficialmente, as seis primeiras indústrias plásticas a serem instaladas na Baixada Fluminense, próximas ao Pólo Gás Químico. São elas: Hermatek, Finoplastic, Vibraço, Poly Embalagens, Raízes, Recycling.



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