Novembro de 2004


Consumo aparente de resinas cresce 22% no 3º trimestre

Setor deve fechar o ano com aumento de 8% na produção

        O Siresp (Sindicato da Indústria de Resinas Sintéticas no Estado de São Paulo) divulgou, em 30/11,  os resultados do setor brasileiro de resinas termoplásticas no terceiro trimestre de 2004. O consumo aparente cresceu 22% em comparação ao mesmo período do ano anterior, com destaque para o PVC, que apresentou incremento de 44,6%, e o PP, de 21,2%. Os segmentos que mais demandaram estas matérias-primas foram construção civil, filmes de BOPP e automobilismo.

        O consumo aparente projetado para o ano de 2004, em relação a 2003, indica um crescimento de 14,6 %. Já as vendas para exportação de produtos plásticos transformados (VIPE) continuam apresentando resultados positivos, com um aumento de 39,1% em relação ao ano anterior.

        As empresas produtoras de resinas estão operando praticamente a plena carga, sendo que as matérias-primas (petroquímicos básicos) estão produzindo a 98% da capacidade instalada. Com isso, as exportações caíram 40,1% no trimestre, para que fosse atendida a maior demanda do consumo aparente brasileiro.

        De julho a setembro, a produção nacional de resinas termoplásticas alcançou 1,091 milhão de toneladas, o que representa um aumento de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior. “Esperamos fechar este ano com um aumento de 8,2% sobre 2003, o que já é maior do que prevíamos no primeiro trimestre”, explica José Ricardo Roriz Coelho, presidente do Siresp. As maiores ampliações na produção de resinas neste trimestre ocorreram em PP, com 12,5% e PVC, com 10,5%.

        Nesse ritmo, segundo o presidente do sindicato, muitas empresas do setor já estudam realizar investimentos nos próximos anos, sendo que vários projetos de expansão da capacidade já foram anunciados. Mas, para que isso seja concretizado, o setor aguarda que questões como as altas taxas de juros, excessiva carga tributária, baixos investimentos em infra-estrutura e dificuldades de acesso a capital sejam enfrentadas com urgência pelo Governo, criando as condições necessárias para que estes investimentos saiam do papel.

Nafta

         Um fator que pode comprometer a competitividade do setor frente a outras matérias-primas são os preços internacionais da nafta petroquímica. Nos últimos doze meses, o produto subiu 42%, sendo que 29% do aumento ficou concentrado entre maio e outubro, quando a cotação do produto chegou a US$ 475. No Brasil, os preços internacionais são repassados mensalmente pela Petrobras. Hoje, estes valores são sustentados pela elevada demanda mundial. “O comportamento da economia no ano de 2005 será fundamental para garantir a continuidade dos resultados divulgados pelas empresas petroquímicas nos últimos meses”, finaliza Roriz Coelho.

 

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