JORNAL DE PLÁSTICOS - OUTUBRO DE 2000



NOTAS SINTÉTICAS

• CONTINUA SENDO MUITO LUCRATIVA A RECICLAGEM de plásticos no RS. Existem 63 empresas, pelo menos, atuantes nesse setor, com um faturamento em torno de R$ 18 milhões/ano. Isso se deve, principalmente, aos programas de coleta seletiva do lixo implantados em vários municípios gaúchos.

• JÁ EM VÁRZEA GRANDE, NÃO ESTÁ SENDO FÁCIL a reciclagem do material plástico, mesmo com a entrada em funcionamento da Pantanal Recuperadora de Plásticos, que tem capacidade para reciclar até uma tonelada de PP/dia. Com a ausência de programas de seleta coletiva e reaproveitamento de materiais, muitos plásticos acumulados em lixos são queimados, provocando fumaça poluente.

• PARA ENFRENTAR A CONCORRÊNCIA COM OS IMPORTADOS, as indústrias nacionais vão investir em brinquedos mais baratos, mas aprimorando a qualidade dos mesmos. Espera-se que, com essas medidas, haja aumento nas vendas dos brinquedos nacionais com a aproximação do Natal.

• CONTINUA EM FASE DE EXPANSÃO A INDÚSTRIA DE EMBALAGENS: com a proximidade do verão, o mercado nacional aumenta o consumo de mais vários produtos, entre eles: xampus, sorvetes, refrigerantes, etc. Sendo assim, espera-se que o setor de embalagens, que já havia demonstrado crescimento de 2% em relação ao ano de 99, venha a se ampliar ainda mais nesse final de 2000.

• A PROCURA PELA BORRACHA NATURAL CONTINUA INTENSA: 10 mil toneladas de borracha foram leiloadas em outubro e todas foram arrematadas. Segundo o presidente da Comissão da Borracha da CNA (Confederação Nacional da Agricultura), o Brasil produz 80 mil ton/ano e consome 210 mil ton/ano.

• INVESTINDO EM QUALIDADE, A ABIMAQ (Associação Brasileira de Indústrias de Máquinas e Equipamentos) lançou o Programa Abimaq de Excelência (PAE), que trará um selo de qualidade, além de incentivar a certificação da ISO 9000. As indústrias que se enquadrarem nas especificações desse programa colocarão em seus equipamentos o selo Abimaq, tornando-se, assim, uma referência para esse setor.

• O PREÇO DA NAFTA SUBIRÁ 6% ATÉ DEZEMBRO. Este foi o resultado da reunião, realizada no Rio de Janeiro (RJ), entre a Petrobrás e as centrais petroquímicas, sobre o valor da tonelada desse produto. Tal aumento deverá ser mantido até o final do ano.

• A ELEVAÇÃO DO PREÇO DAS MATÉRIAS PRIMAS derivadas do petróleo provocou um impacto negativo nas indústrias petroquímicas nesse último trimestre. A melhora relativa da receita das mesmas não foi suficiente para cobrir seus gastos operacionais, que reverberaram com o aumento das matérias primas.

• A PETROBRÁS AUMENTOU SUA PRODUÇÃO, chegando a 1,4 milhões de barris/dia. A meta da estatal é alcançar, em 2005, a produção de 1,850 milhões de barris/dia, para que o Brasil consiga sua auto-suficiência, sendo que a produção nacional deverá chegar a 2,150 milhões barris/dia.

• ALBACORA LESTE, NA BACIA DE CAMPOS (RJ), deverá ser explorada, a princípio, apenas pela Petrobrás e a Repsol/YPF (empresa hispano-argentina), sabendo-se que a estatal já rompeu as negociações com as petroleiras Esso, Shell, Texaco e tradings japonesas.

• O COMPLEXO INDUSTRIAL DA FLEXTRONICS (empresa de equipamentos de telecomunicações e informática), inaugurado em Sorocaba (SP), com investimentos na ordem de US$ 50 milhões, contará com 100 mil metros quadrados destinados aos seus fornecedores: indústrias de injeção de plásticos, fábricas de gabinetes e placas de circuito.

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