OUTUBRO DE 2001

Para atingir a meta de economia
adquira termoplásticos de um
distribuidor qualificado.

Ruttino
Sempre bons negócios
em resinas termoplásticas.

Ruttino
Parceria assegurada com seus clientes
Fone: (11) 4161-7300/Fax: (11) 4161-2525
www.ruttino.com.br

HAVERÁ LUZ NO FIM DO TÚNEL?

Sydney A. Latini

Nem mesmo a crise de energia apressou o governo a liberar recursos para investimentos no setor. Dados sobre investimentos da Eletrobras revelam que a estatal gastou até agosto 29,3% da verba para investimentos prevista para o ano.

Essa contenção de gastos reflete uma orientação da equipe econômica para cumprir as metas de superávit primário (receitas menos despesas, exceto gastos com juros), acordados com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Para este ano, o superávit previsto é de R$ 41,5 bilhões. Para chegar a esse número, o governo conta com a ajuda das estatais, que têm que responder por cerca de 20% do esforço do governo federal, em torno de R$ 8,3 bilhões.

Este é um país com freio de mão puxado. O governo não libera recursos, enquanto a população vive o drama do racionamento.

As principais obras da Eletrobras são a ampliação de linhas de transmissão e usinas hidrelétricas. A empresa é responsável pela duplicação da usina de Tucuruí (PA), que dobrará sua capacidade de produção de 4 mil para 8 mil, até 2005.

O orçamento da Eletrobras corresponde a quase um terço dos gastos do Ministério de Energia, que detém uma verba total de R$ 2,4 bilhões para este ano. Dentro do ministério, a regra é a mesma de contenção de recursos para investimentos. De acordo com levantamento do Siaf – sistema que controla os gastos do governo, pela internet – até a última semana de setembro, apenas 2,3% dos recursos alocados (R$ 143,6 milhões) para investimentos tinham sido gastos. O planejamento da expansão do setor elétrico não recebeu nenhum centavo do ministério, até a mesma data. Estavam previstos gastos de até R$ 2,8 milhões. Um dos motivos da demora na liberação das verbas é a indefinição do governo sobre quais serão as obras prioritárias para geração de energia.

A situação corrente do suprimento de energia elétrica na Região Sudeste/Centro – Oeste, possivelmente até o ano 2003, pode ser considerada como sob controle em face das medidas de contenção do consumo de energia implantadas pelo Governo Federal a cargo da Comissão de Gestão da Crise de Energia Elétrica – GCE. No entanto, os riscos de desabastecimento de energia elétrica, num futuro próximo, ainda não foram eliminados, pois o sistema elétrico permanecerá na condição de refém do clima.

Assim, cabe às autoridades governamentais do setor definir e implantar as regras para a operação do setor elétrico que hoje padecem de indefinições no tocante a detalhes operacionais da maior importância.

Ao setor empresarial, principalmente para o consumidor ligado em alta tensão, cabe examinar, com redobrado empenho, a viabilidade de realizar a instalação de equipamentos de co-geração e a produção própria de energia.

   

www.jorplast.com.br | Abertura | Índice da Edição do Mês | Próxima Matéria | Correio