OUTUBRO DE 2002



NOTAS SINTÉTICAS

• IMPORTANTES MODIFICAÇÕES ESTÃO ACONTECENDO no sentido da preservação do meio ambiente: agora já existe o plástico biodegradável, oriundo de vegetais (como a cana-de-açúcar, por exemplo) ou de bactérias, ou ainda de transgênicos. Esses materiais se decompõem com facilidade quando descartados em aterros sanitários. As pesquisas em torno desse tema têm interessado a muitas empresas, entre elas, a Dow Chemical que deverá comercializar, em breve, o plástico proveniente do ácido poliáctico, retirado do milho ou da beterraba.

• A POLITENO, PRODUTORA DE POLIETILENO DO PÓLO DE CAMAÇARI (BA), ampliou sua capacidade de produção para mais de 350 mil ton/ano, dependendo apenas da disponibilização do eteno fornecido pela antiga Copene, hoje Braskem. A Braskem produz atualmente mais de 1 milhão de tons/ano de eteno e tem planos de chegar até 1,5 milhão de tons/ano.

• TAMBÉM A POLITENO RECEBEU O PRÊMIO NACIONAL DE QUALIDADE (PNQ) desse ano. Este prêmio é dado pela Fundação PNQ para as empresas que se candidatam, depois de passarem por um período de inspeção, que pode durar até 5 meses, sendo avaliados os seguintes ítens: liderança, estratégias e planos de ação, clientes e sociedade, informação e conhecimento, processos e resultados. A partir de 2003, outro ítem será avaliado também: o da responsabilidade social.

• POR FALAR EM RESPONSABILIDADE SOCIAL, a empresa alemã Basf tem destinado mais de R$1 milhão em projetos de educação de jovens e preservação de patrimônios culturais. Entre seus primeiros projetos na área educacional, está o Crescer, que tem por objetivo aprimorar a formação profissional e social dos adolescentes. Quanto à preocupação com patrimômios históricos, a empresa investe no Suvinil Cor, que reforma espaços culturais que têm grande importância para a memória nacional.

• O GRUPO ULTRA, POR TER PARTICIPADO DO LEILÃO DA COPENE e não ter conseguido o controle da mesma, pretende investir seus recursos em duas novas frentes, principalmente: a expansão de sua participação no setor de distribuição do gás de cozinha (GLP) e no setor petroquímico, adquirindo plantas em países estrangeiros.

• APÓS DOIS ANOS DE AVALIAÇÕES, FOI APROVADA A CRIAÇÃO DO PÓLO GÁS QUÍMICO do Rio de Janeiro (RJ), pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), com a associação das companhias Petrobrás, Suzano, Unipar, BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Como se sabe, esse pólo produzirá eteno a partir de gás natural, oriundo da Bacia de Campos (RJ), ao invés da nafta, e espera-se que ele esteja em pleno funcionamento até 2005.

• AINDA COM RELAÇÃO AO ESTADO DO RJ, é extremamente alvissareira a notícia de que o primeiro projeto de lei a ser apresentado, pela governadora eleita do RJ, Rosinha Garotinho, no início de janeiro de 2003, será o da concessão de incenticos fiscais para indústrias plásticas que se instalarem em torno do Pólo Gás-Químico.

• AS PROJEÇÕES DE LUCRO DA EMPRESA NORTE-AMERICANA DuPONT elevaram-se bastante para esse terceiro bimestre: o lucro líquido triplicou em relação ao mesmo período em 2001. Essa empresa atua na área de pesquisa e desenvolvimento de produtos para mercados como alimentação, saúde, vestuário, casa, construção, eletrônicos e transporte e resolveu reduzir seus custos (mais de 7%) a fim de lidar com a desaceleração da economia.

• A ABIQUIM (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS INDÚSTRIAS QUÍMICAS) está desenvolvendo ações junto às empresas produtoras do poliuretano (PU) com o objetivo de incrementar o consumo desse material no setor da construção civil. Dentre as primeiras providências, destaca-se a criação de uma comissão para apresentar os aspectos positivos da utilização desse material pelos consumidores. Cabe lembrar que esse material é utilizado em grande escala, tanto nos Estados Unidos, como na Europa.

• A POLIBRASIL, EMPRESA PRODUTORA DE POLIPROPILENO, deverá inaugurar, até dezembro de 2002, em Mauá (SP), uma nova fábrica, aumentando em torno de 70% de sua capacidade de produção, o que resultará na produção de mais de 740 mil ton/ano dessa matéria prima. Assim, ela se consolidará como a maior produtora de PP da América Latina.

• A POLIALDEN, DO GRUPO BRASKEM, ESTÁ PLANEJANDO PARA 2003 exportar mais de 80% de sua produção do polietileno de ultra alto peso molecular, um plástico de engenharia produzido em sua fábrica no Pólo Petroquímico de Camaçari (BA). Essa resina é produzida unicamente pela Polialden, aqui no Brasil, e só há, no mundo todo, 8 fabricantes da mesma.

• NO ESTADO DO PARANÁ (PR), AS EMBALAGENS “LONGA-VIDA” estão sendo 100% recicladas, através de um processo químico inédito - Neociclagem - que consegue separar os três materiais neles envolvidos: papel, plástico e alumínio.


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