Outubro de 2004


Rhodia investe e amplia a produção de polímeros de nylon

        A Rhodia está fazendo um investimento da ordem de US$ 1 milhão na modernização e ampliação da capacidade de produção de polímeros de nylon da sua unidade em Santo André (SP), visando a atender principalmente a demanda do mercado externo. Os polímeros são utilizados para a fabricação de compostos plásticos de engenharia destinados aos setores automotivo e eletro/eletrônico, fios têxteis e fios industriais para pneumáticos e air bags. Com o investimento, que estará completo no primeiro trimestre de 2005, a capacidade total de polimerização da Rhodia será acrescida de mais 15 mil toneladas anuais, destinadas a vendas no mercado, principalmente para os Estados Unidos, Mercosul e Ásia.

        “O mercado mundial de polímeros nylon apresenta uma taxa anual de crescimento de 5% e existem oportunidades interessantes para o Grupo Rhodia ter uma posição de maior destaque no mercado de polímeros nessas três regiões, sobretudo nos Estados Unidos, onde as produções a partir do Brasil têm correta competitividade, além de não ficarem sujeitas às variações cambiais que ocorrem, por exemplo, entre o euro e o dólar norte americano”, diz Luiz Carlos Fernandes, presidente Rhodia Intermediários e Polímeros América do Sul.

        Segundo Fernandes, os investimentos estão sendo feitos na adaptação e modernização de equipamentos de polimerização contínua, que ampliam a tecnologia e melhoram a qualidade do produto da Rhodia frente ao da concorrência instalada. “Com esse investimento, damos um salto importante de tecnologia, atingindo a classificação World Class Reference para nossa gama de produtos ofertada ao mercado”, acrescenta. O mercado livre consumidor de polímeros do Mercosul, estimado em 20 mil toneladas por ano, será também alvo de participação da Rhodia.

        A entrada em operação desse novo investimento deverá incrementar em 30 milhões de dólares anuais o faturamento da Rhodia Intermediários e Polímeros América do Sul, responsável também pelos negócios da empresa na produção e comercialização do Fenol/Acetona, Bisfenol e Ácido Adípico, que são insumos importantes para vários setores da economia nacional.

        “Esses produtos são destinados a mercados importantes da economia brasileira e que têm uma forte vocação exportadora, como são os casos do setor de compensados/laminados de madeira, que usa resinas feitas a partir do fenol; a indústria de calçados, que utiliza o ácido adípico em solas/entresolas de poliuretano; e o segmento automotivo e eletro/eletrônico, através da utilização do bisfenol nas resinas epóxi e policarbonatos”, assinala Fernandes.

        Em 2003, o faturamento da Rhodia IPAS alcançou US$ 255 milhões, 75% desse total foram vendidos ao mercado e os demais 25% alimentaram as cadeias de produtos da Rhodia no Brasil. Nos nove primeiros meses de 2004, essa empresa do grupo Rhodia faturou 30% acima do que o mesmo período do ano passado, com um extraordinário crescimento em volumes.

        “Nossa expectativa – diz Luiz Carlos Fernandes – é crescer ainda mais no próximo ano, se forem superados alguns importantes gargalos, principalmente a falta generalizada de matérias-primas químicas da cadeia inicial de nossa produção,  a questão da infra-estrutura para exportação direta dos nossos produtos (10% do faturamento) e, sobretudo dos clientes diretos e indiretos.(40% do faturamento)”.

        Segundo ele, o setor de intermediários químicos enfrenta uma crise de oferta de matérias-primas químicas derivadas do petróleo/nafta, em nível mundial, o que vem pressionando os preços praticados em toda a cadeia do setor. “Essa é uma situação conjuntural e, em que pesem as estimativas de que possa se prolongar até 2007, ela será solucionada”, assinala o presidente da Rhodia IPAS.

        A empresa concluiu recentemente um investimento de US$ 10 milhões na ampliação de capacidade de produção de fenol/acetona em sua unidade industrial de Paulínia, que passou a produzir 165 mil toneladas de fenol por ano. “Já conseguimos superar a capacidade nominal do investimento em 10%, graças à competência industrial de nossas equipes, e estamos iniciando os pré-estudos para um novo investimento nesses produtos”, adianta Luiz Carlos Fernandes.

 

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