Outubro de 2005

 

 


EDITORIAL

Setor petroquímico: crescimento da demanda

        ESTÁ DE PARABÉNS o Siresp-Sindicato da Indústria de Resinas Sintéticas, por apostar na divulgação on-line através do site muito útil ao setor  www.siresp.org.br

        O JORNAL DE PLÁSTICOS, que também acredita no potencial da internet, estando “no ar” desde abril 1997, com uma visitação média por mês de 30800 acessos, congratula-se com o Siresp e aproveita para reproduzir a opinião do Presidente da entidade, José Ricardo Roriz Coelho, oriunda da seção do referido site, intitulada A Palavra do Presidente:

        “Nos meses de agosto e setembro as vendas para o mercado interno, incluindo VIPE – vendas especiais para manufaturados plásticos, apresentaram crescimento. Em comparação com julho deste ano, a movimentação cresceu 18,3% em agosto. Já a movimentação interna no mês de setembro cresceu 4,6% em relação ao mês anterior.

        Em agosto, o mercado interno absorveu 25,8% a mais de PVC em relação a julho. Em setembro, o crescimento nas vendas foi de 8,3% em relação ao mês anterior. Já o polipropileno (PP) cresceu 20,6% em agosto, comparado com julho, e 9,6% em setembro em relação a agosto. O polietileno de alta densidade (PEAD) foi a terceira resina mais vendida, com 20,6% de crescimento em agosto e 5,5% em setembro.

        O resultado das vendas no primeiro semestre ficou abaixo das projeções iniciais de crescimento, sobretudo pelo baixo nível da atividade econômica, em conseqüência da alta carga tributária, as elevadas de juros e a valorização do real frente ao dólar. Nossos clientes consumiram os altos estoques acumulados no final do ano passado, devido às altas taxas de juros e a redução dos preços de resinas no segundo trimestre deste ano.

        Neste período o setor trabalhou fortemente as exportações para compensar o comportamento do mercado interno. Aproveitamos o ritmo de expansão da economia mundial e exportamos mais neste ano.

        Nos primeiros noves meses deste ano, as exportações de resinas cresceram 33,5% em relação ao mesmo período de 2004, movimentando 723,4 mil toneladas. As resinas mais vendidas lá fora foram o polietileno de baixa linear (PEBDL), 80,8%; PP com 72,2%; PVC, com 30,7%, EVA, 14,2% e PEBD, 07%. As vendas especiais para exportação de produtos plásticos manufaturados também apresentaram aumento de 2,8% nos nove primeiros meses de 2005.

        Os Estados Unidos são um grande fornecedor regular de resinas plásticas para a Ásia. Entretanto, após a passagem dos furacões pela região, que responde por 28% da produção norte-americana, houve diminuição nos estoques e a produção naquele país recuou a níveis muito baixos. Esse fator abriu oportunidade para o Brasil vender mais resinas plásticas no mercado externo.

        O setor trabalha com mais otimismo para os próximos meses. Os preços internacionais estão se recuperando, os transformadores estão repondo seus estoques e a dinâmica da economia nesta época do ano favorece um maior consumo de plástico.

        Além disso, as ações para ampliar o crédito de consumo estão aumentando e a economia mundial também demonstra sinais positivos para a indústria petroquímica nos próximos meses. Esses fatores permitiram recompor as margens e equilibrar os preços para compensar os seguidos reajustes da nafta petroquímica.

        A produção nacional de resinas alcançou 3.122,2 mil toneladas de janeiro a setembro deste ano, incremento de 3,7% em relação ao mesmo período de 2004, quando o volume foi de 3.012,2 mil toneladas. A utilização da capacidade instalada da indústria de petroquímicos básicos ficou em 94% em agosto deste ano, contra 97% do mesmo mês ano passado. Já a indústria de resinas plásticas elevou em um ponto percentual seu nível de produção em agosto, alcançando 86%.

        O setor espera um crescimento de vendas para este ano da ordem de 8%, além do aumento do consumo per capita de plástico, dos atuais 23,2 kg/hab, para 25 kg.”


www.jorplast.com.br | Abertura | Índice da Edição do Mês | Próxima Matéria | Correio