Outubro de 2005

 


 

Presidente da Afipol alerta para o perigo de
reajuste consecutivo no preço das resinas

                São Paulo, Outubro de 2005 – O Presidente da AFIPOL (Associação Brasileira dos Produtores de Fibras Poliolefínicas), o empresário Eli Kattan, teme que os reajustes consecutivos no preço da matéria-prima básica da indústria de ráfia, o polipropileno (PP), prejudiquem ainda mais a performance do setor em 2005.

        “Nossa indústria entrou no último trimestre deste ano com perdas acumuladas que dificilmente serão recuperadas. Portanto, não podemos nem pensar em novos reajustes entre novembro e dezembro.” Segundo ele, os reajustes no mercado internacional, em função da alta do petróleo, foram intensificados com os efeitos dos furacões nos EUA.

        Eli Kattan acredita que hoje as exportações sejam a saída mais viável para manter o equilíbrio financeiro do setor de sacaria de ráfia. Dados divulgados pelo programa Export Plastic mostram que os Estados Unidos continuam sendo um consumidor potencial do tecido de ráfia.

        Até o final deste ano, o país deverá importar cerca de US$ 250 milhões, superando os US$ 179 milhões negociados em 2004. Os principais produtos importados são telas agrícolas, telas para construção civil, telas geotêxteis, telas para big bags e sacarias, telas para carpetes, telas para aviários e telas laminadas para outras aplicações.

Tradicionalmente, o Canadá e o México são os maiores exportadores desses produtos para os EUA. Países como Brasil, China, Alemanha, Tailândia, Taiwan, Coréia e Turquia são potenciais exportadores; o entrave continua sendo o das altas taxações.

  

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