JORNAL DE PLÁSTICOS - SETEMBRO DE 2000

EDITORIAL

4º WORKSHOP INTERNACIONAL

NO DIA 18 DE SETEMBRO foi realizado, em São Paulo, o4o. Workshop Internacional Sobre Competitividade: Normalização de Produtos e Fontes de Financiamento, uma iniciativa conjunta das indústrias de transformação, através da ABIPLAST, das indústrias de resinas plásticas e do setor petroquímico, pelo SIRESP e ABIQUIM.
FOI UMA CONTINUIDADE das ações iniciadas em 1997, no sentido de buscar maior competitividade para o segmento industrial dos plásticos, desenvolvendo estudos, apresentando resultados práticos e experiências brasileiras e internacionais de sucesso, proporcionando uma maior integração de toda cadeia produtiva.
NA OCASIÃO FORAM APRESENTADAS palestras abordando temas importantes para o setor. Gostaríamos, entretanto, de destacar trechos do discurso de abertura do Workshop, feito por Merheg Cachum, Pres. da Abiplast, onde é mostrado, de forma sucinta mas contundente, como anda o setor plástico, suas perspectivas e aflições:
“CHEGAMOS AO ANO 2000 como uma indústria de transformação de plásticos que fatura US$ 9 bilhões por ano, emprega diretamente 220 mil pessoas, tem um parque instalado de 45 mil máquinas e fabrica produtos para atender os mais diversos segmentos da economia, inclusive os de alta tecnologia.
AO LONGO DA década de 90, crescemos 4 vezes mais que o PIB do período.Somente de janeiro a agosto deste ano, o consumo aparente de resinas cresceu 20% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar de todo o processo de automação industrial, a capacidade do setor de gerar empregos continua crescendo, conforme demonstram estudos realizados.
Mas temos enfrentado um grande número de problemas que podem impedir que este crescimento se torne sustentável. São fatores de competitividade internos e externos à cadeia produtiva.”
EM OUTRO TRECHO, ALERTA CACHUM: “Infelizmente continuamos sem a tão esperada reforma tributária, sendo penalizados com a cumulatividade de impostos, que aumenta cada vez mais conforme se agrega valor aos produtos, e ainda, sendo tratados com discriminação, com o plástico pagando mais IPI que produtos feitos com outros materiais.”
ADIANTE, AFIRMOU O PRES. DA ABIPLAST: “Outro tema fundamental que merece tratamento adequado por parte das autoridades é a questão do preço da nafta, que ameaça a sobrevivência e o crescimento de toda a cadeia produtiva. Apesar do setor agregar grande valor à nafta (9 vezes em média, dependendo da aplicação plástica final), infelizmente, o governo vem privilegiando uma visão de curto prazo sobre o assunto. O preço da nafta deveria ser baseado numa política de longo prazo, que vise os interesses comuns da Petrobrás e da cadeia produtiva do plástico. Uma política dessa natureza permitiria reduzir o impacto das flutuações especulativas do mercado internaiconal.”.

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