JORNAL DE PLÁSTICOS - SETEMBRO DE 2000

LUCRO DA UNIPAR CRESCE 240%
NO PRIMEIRO SEMESTRE DO ANO

Empresa lucra R$ 72,6 milhões com 30,4% de rentabilidade patrimonial.
Ações sobem 82,5% no semestre, contra queda de 3,7% no Ibovespa.

A UNIPAR encerrou o primeiro semestre deste ano com lucro líquido de R$ 72,6 milhões. Esse resultado representa aumento de 240% em relação ao mesmo período do ano passado e reflete o excelente desempenho operacional dos nove negócios que englobam a holding petroquímica – tanto as subsidiárias integrais e a divisão química, como os outros seis controlados e coligados registraram aumento de vendas. A rentabilidade patrimonial da UNIPAR foi de 30,4% no primeiro semestre de 2000, contra 11,4% no igual período do ano passado. Até o fim do ano, a empresa estará distribuindo um total de R$ 35, 8 milhões em dividendos.
A valorização das ações da UNIPAR foi de 82,5% no semestre, enquanto o Ibovespa registrou queda de 3,7%. “A empresa vem registrando sucessivos resultados positivos, o que demonstra um posicionamento correto frente à nova realidade da petroquímica brasileira”, afirma Roberto Dias Garcia, referindo-se ao fato de a UNIPAR ter decidido, há dois anos, focar todos os seus negócios no Rio e em São Paulo, região que congrega tanto a proximidade com as matérias-primas quanto com 70% do mercado consumidor. “A nossa diretriz é clara: foco no eixo Rio-São Paulo, no segmento das commodities petroquímicas, buscando a liderança em custos”.
Nessa estratégia, a Petroquímica União – da qual a UNIPAR é a maior sócia, com 37,2% - desempenha papel chave, junto com a Rio Polímeros, pólo gás-químico que entrará em operação nos próximos anos no Rio de Janeiro. “Na discussão em torno do redesenho do setor petroquímico, a UNIPAR sempre defendeu a consolidação de um núcleo petroquímico do Sudeste. Juntas, PQU e Rio Polímeros formarão um novo bloco, que já nascerá com capacidade de produção compatível a dos pólos da Bahia e do Sul”.
A PQU registrou aumento de 11% nas vendas totais no semestre e redução das despeas financeiras. Com isso, foi a empresa que mais contribuiu para o lucro recorde da UNIPAR – foram R$ 35,1 milhões dos R$ 72,6 registrados pela UNIPAR. “A PQU é a central de maior rentabilidade patrimonial no semestre, com 53%”, comenta Vítor Mallmann, vice-presidente e relações com mercado da UNIPAR. “Ao longo dos últimos dois anos, a empresa ganhou confiabilidade operacional, reduziu endividamento e reduziu custos fixos desembolsáveis”, explica Roberto Dias Garcia, que participa da gestão da PQU como presidente do conselho de administração da empresa.
Depois da PQU, as maiores contribuições para o lucro da UNIPAR vieram da OPP Polietilenos (R$ 18,8 milhões) e da Carbocloro (R$ 13,1 milhões). Já as subsidiárias integrais – União Terminais e UNIPAR Comercial – e a Divisão Química (unidade operacional da holding) contribuíram conjuntamente com R$ 13,5 milhões para o lucro da UNIPAR – contra R$ 12,8 milhões no primeiro semestre de 1999. “Se a nossa filosofia é participar ativamente da condução dos negócios de nossas coligadas e controladas, é essencial que façamos um bom trabalho dentro de casa. Depois de um processo de reorganização, os três negócios 100% UNIPAR têm uma gestão unificada, apresentam reduzido nível de endividamento e agora estão prontos para crescer”, comenta o presidente da UNIPAR.
A Rio Polímeros – empreendimento no qual a UNIPAR (33%) é parceira da Petrobras (16,7%), Grupo Suzano (33%) e BNDESPAR (16,7%) – exigirá investimentos de US$ 138 milhões da UNIPAR. Deste total, US$ 8 milhões já foram realizados até junho deste ano. No próximo dia 29, uma cerimônia no terreno do pólo, em Duque de Caxias (Baixada Fluminense) marcará o início das atividades de terraplanagem. Em paralelo, a estruturação do “project finance” para captação de recursos no exterior avança, com a elaboração do PIM (Project Information Memorandum) – documento a ser encaminhado às agências internacionais de financiamento. “A produção de termoplásticos a partir de gás natural no Rio de Janeiro foi uma oportunidade identificada pela UNIPAR em 1986. As vantagens inerentes ao projeto original prevalecem até hoje e estão refletidas na concepção da Rio Polímeros – produção integrada de eteno e polietilenos a partir do gás natural da Bacia de Campos”, comenta Roberto Garcia.

Roberto Dias Garcia
Diretor Presidente da UNIPAR

Vítor Mallmann
Vice-presidente e relações
com mercado da UNIPAR


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