SETEMBRO DE 2001

NOTAS SINTÉTICAS

• FOI APROVADO EM BRASÍLIA (DF) UM PROJETO DE LEI QUE PROÍBE que certos condimentos, como maionese, ketchup e mostarda, sejam servidos em restaurantes e bares em embalagens plásticas reutilizáveis. A proposta é que esses condimentos sejam sempre servidos em embalagens plásticas individuais descartáveis, com a descrição de seus elementos e validade em seus rótulos.

• POR FALAR EM BRASÍLIA (DF), EM MEADOS DESSE MÊS, FOI REALIZADO A Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação nessa cidade, com o objetivo de discutir as estratégias a serem utilizadas para que haja maior investimento na área de pesquisa tecnológica no país. O investimento em educação, em pesquisas sobre o melhor aproveitamento de nossos recursos naturais deveriam ser as prioridades de um governo que acredita em soluções oriundas de seu próprio povo.

• A PARTIR DE NOVEMBRO, O NOVO NOME DA COPENE SERÁ BRASKEM., formada num primeiro momento, pela fusão da antiga Copene com a Trikem, OPP, Proppet, Nitrocarbono e Polialden. Segundo declarações da Odebrecht, a Braskem deverá ser uma “empresa-âncora”, capaz de criar mercado de capitais, exportar, dar sustento à pequenas e médias empresas, produzindo, principalmente, tecnologia.

• A EXPORTAÇÃO DE PRODUTOS NACIONAIS ESTÁ CADA VEZ MAIS COMPLICADA, devido a fatores externos, como a desaceleração da economia norte-americana, a crise argentina, a retração econômica na Europa e Japão, mas também pela falta de invesimentos nas empresas capazes de manter uma política de exportação. Só o setor químico necessitaria de investimentos em torno de US$ 5 bilhões/ano para conseguir reverter o déficit comercial atual, segundo a Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química).

• COM O OBJETIVO DE SOLUCIONAR O IMPASSE DA DESACELERAÇÃO ECONÔMICA, estão sendo estudados pelo setor petroquímico da América do Sul, projetos de integração binacionais, visando melhorar as condições de exportação de seus produtos. Para tanto, é necessário que o governo brasileiro possa prestar maior atenção à reforma tributária e redução de juros.

• TAMBÉM ESTÁ SENDO ESTUDADO PELO GRUPO IPIRANGA O PROJETO DE CONSTRUÇÃO de uma refinaria no Brasil, contando com a parceria da petrolífera PDVSA, da Venezuela. O que ainda está inviabilizando a implantação de tal projeto é seu custo, que pode chegar a US$ 2 bilhões, sendo que o retorno desse investimento só se daria a longo prazo.

• O SETOR DE EMBALAGENS CONTINUA DANDO SINAIS DE QUEDA DE RECEITA, devido ao racionamento de energia e também à desaceleração da economia. Segunda a Abre (Associação Brasileira de Embalagens), no ano passado houve alta de mais de 15%; até o primeiro semestre de 2001, a alta estaria na faixa de 2,3%, sendo que as projeções feitas até dezembro apontam para apenas 1% de crescimento.

• O FUNDO DE PENSÃO DOS FUNCIONÁRIOS DA PETROBRÁS, A PETROS, que está sempre investindo em projetos de exploração e produção de petróleo, resolveu investir mais recursos na área de gás químico, contando com o aproveitamento do gás da Bacia de Campos. O objetivo é competir, a longo prazo, com os pólos de Camaçari e Triunfo,

• APESAR DAS AMPLAS POSSIBILIDADES DE UTILIZAÇÃO DO SILICONE, em variados tipos de próteses, sendo também um antiaderente, amaciante e isolante eficaz, encontrado em cosméticos, carros e fios de alta tensão, seu consumo no Brasil é limitado devido a seu alto custo: um quilo sai em torno de US$ 5, duas vezes mais que os melhores plásticos de engenharia, além de ser muito mais caro ainda do que os óleos minerais. No país há apenas 4 fabricantes que tentam demonstrar as vantagens de seu produto, mas não há projetos de aumento de produção de silicone enquanto o mercado não absorvê-lo mais.

• COPESUL CONTARÁ COM UM EMPRÉSTIMO DE RS$ 49 MILHÕES DO BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) destinado à modernização de sua área logística, o que aumentará a competitividade dessa empresa.

• A POLIBRASIL IRÁ INSTALAR UMA NOVA UNIDADE DE PRODUÇÃO DE POLIPROPILENO em Mauá (SP). Essa fábrica irá aumentar a capacidade total da empresa em 40%, a médio prazo, utilizando o gás propeno como matéria prima básica. Esse projeto conta com um acordo com a Petrobrás, que será a responsável pela unidade de separação do propeno dentro da nova fábrica.

   

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