SETEMBRO DE 2002



NOTAS SINTÉTICAS

• A COMPANHIA PETROLÍFERA ARGENTINA, PEREZ COMPANC, deverá ser comprada pela Petrobrás no mês de outubro de 2002, prazo estipulado desde julho passado quando foi feito o acordo de aquisição pelas duas empresas. O que ainda está em questão são as condições das negociações das dívidas da petrolífera argentina.

• TAMBÉM ESTÁ PREVISTO PARA O PRÓXIMO MÊS O REAJUSTE DE PREÇOS das resinas plásticas: polipropileno, polietileno e poliestireno, todos em torno de 10% em média. Essa medida deverá ser tomada devido à alta do petróleo, conseqüentemente à alta da nafta e do eteno, além da alta do dólar, naturalmente.

• COMO ALTERNATIVA ÀS ALTAS FREQÜENTES DA NAFTA, a Suzano Petroquímica (pertencente ao grupo Suzano) resolveu investir em projetos que não tenham que consumir essa matéria-prima. Um dos objetivos da companhia é investir na Rio Polímeros, uma vez que esta utiliza gás oriundo da Bacia de Campos (RJ) e propeno.

• A PRODUÇÃO DE PVC (POLICLORETO DE VINILA) E DE POLIETILENO LINEAR cresceu nos últimos meses devido à campanha eleitoral, pois os adesivos e painéis de plástico ganharam muita popularidade, em parte, em função das novas regras do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que proibiram pichações e regulamentaram a colocação de out-doors dos candidatos.

• O PÓLO TÊXTIL DE AMERICANA (SP), RESPONSÁVEL PELA PRODUÇÃO de mais de 60% de tecidos planos artificiais e sintéticos, está aguardando a aprovação do projeto de criação do Pólo Tecnológico da Indústria Têxtil e de Confecções, que tem por objetivo aumentar a produção, gerar mais empregos e mais renda para a região. Localizadas nesse pólo estão Fibra DuPont, Vicunha Têxtil, Santista Têxtil, Tabacow entre outras.

• FOI DECRETADO O FIM DA FALÊNCIA DA CEVEKOL S/A IND. E COM. DE PRODS. QUÍMICOS, um dos maiores grupos químicos dos anos 80 no Brasil. Agora, a empresa voltará ao controle de Mônica Rosemberg, filha de Ralph Rosemberg, criador da empresa na década de 70. O fim da falência foi solicitado pelos próprios credores que aceitaram entrar com acordo com a empresa.

• A CARBOCLORO S/A INDÚSTRIAS QUÍMICAS RESOLVEU APOIAR a preservação do meio ambiente e tem em sua própria planta fabril uma área verde tombada pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) como Reserva Particular do Patrimônio Natural. Cabe lembrar que a Carbocloro está localizada em Cubatão (SP), cidade que foi, por muito tempo, a mais poluída do Brasil.

• A CARBONO QUÍMICA ESTÁ INVESTINDO MAIS DE US$ 2 MILHÕES para transferir sua fábrica, situada em Diadema (SP), para outra cidade paulista - São Bernardo do Campo, com o objetivo de dar mais segurança aos clientes e aumentar a capacidade de armazenamento de sua produção.

• A RHODIA, NO BRASIL, POSSUI UM PROGRAMA DE ESTAGIÁRIOS E TRAINEES que visa avaliar a competência e habilidades pessoais, como a boa comunicação interpessoal e liderança, entre outras. Os estagiários, após 18 meses de trabalho, podem enfrentar um novo processo de seleção, visando tornarem-se trainees que, dependendo de seu desenvolvimento, podem chegar a ser enviados para o exterior. Nesse ano, a Rhodia abriu 100 vagas p/estágio, mantendo a relação de mais de 150 candidatos por vaga.

• JÁ A BAYER ALEMÃ ESTÁ PLANEJANDO DEMITIR, EM TODAS SUAS SUBSIDIÁRIAS, mais de 4,5 mil empregados, até 2005, com o objetivo de econimizar custos. A subsidiária brasileira também deverá participar desse projeto, sendo que ainda não foi divulgado o número de demissões que será requerido. Cabe lembrar que a Bayer já reduziu, recentemente, sua produção de ABS em Camaçari (BA).

• A POLIBRASIL, JOINT VENTURE ENTRE CIA. SUZANO DE PAPEL E CELULOSE E BASELL, que é responsável, hoje, pela produção de 300 mil tons/ano de polipropileno, deverá aumentar ainda mais sua capacidade produtiva devido a uma nova fábrica, instalada em Mauá (SP), que deverá entrar em operação antes do final desse ano. Atualmente, a produção da Polibrasil encontra-se no pólo petroquímico de Camaçari (BA) e em Duque de Caxias (RJ).

• O NÍVEL DE EXPORTAÇÃO DA COPESUL (CIA. PETROQUÍMICA DO SUL), central de matérias primas do pólo de Triunfo (RS), não tem apresentado diferenças em relação ao ano de 2001, apenas está registrando déficits devido à importação da nafta. O que é mais exportado em volume pela companhia é o benzeno (mais de 35%), seguido do MTBE e do butadieno.

• O SETOR DE EMBALAGENS ESPERA FECHAR O ANO DE 2002 com um crescimento de mais de 8% em relação ao ano passado, quando faturou mais de R$ 15 bilhões.


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