Setembro de 2004

Toma Posse a Nova Diretoria do Siresp

        Tomou posse, no dia 15/09, na sede da Fiesp, em concorrida cerimônia com a presença de cerca de 150 personalidades dos setores petroquímico/plástico nacional, além de dirigentes empresariais de entidades patronais, a nova Diretoria do SIRESP - Sindicato da Indústria de Resinas Sintéticas no Est. de SP, para o período 2004/2007.

        Na ocasião, o Presidente eleito - José Ricardo Roriz Coelho - que já vinha exercendo a função desde a renúncia de Jean D. Peter em janeiro de 2003, pronunciou discurso que julgamos de grande relevância para nossos setores e que, por isso, estamos reproduzindo, na íntegra, a seguir:


Diretoria do Siresp em foto durante a solenidade de posse 

        “Minhas senhoras, meus senhores...

        Boa noite, ao Presidente da Fiesp, Horácio Piva, presidente eleito, Paulo Skaf, presidentes de sindicatos, colegas de diretoria do Siresp, representantes da indústria do Plástico, autoridades e representantes aqui presentes.

        Agradeço a presença de todos para a posse da nova diretoria do Siresp, eleita para o triênio 2004-2007.

        Fundado em 1953,  o Siresp  tem no seu quadro de associados a quase totalidade das empresas produtoras de resinas termoplásticas no Brasil.

        As resinas Plásticas hoje contam com capacidade instalada superior a 4 milhões de toneladas anuais,  exportações da ordem de 600 milhões de dólares/ano  e com faturamento previsto para 15 bilhões de reais em 2004.

        O nosso setor é caracterizado por ser de capital intensivo,  força de trabalho altamente qualificada,  tecnologia de ponta  e grande indutor de mão-de-obra, ao fornecer matéria-prima para indústria de transformação plástica,  que, por sua vez, é responsável pela geração de aproximadamente 220.000 empregos diretos.  São gerados 22 empregos ao longo da processo  produtivo dos Plásticos para cada tonelada de Resinas produzida.

        Nossos produtos estão nos mais variados segmentos da economia  em aplicações que sempre buscam oferecer bem-estar e qualidade de vida para as pessoas.

        O objetivo maior de nossos associados  é o de fortalecer o conceito de cadeia produtiva,  valorizar a imagem do plástico e ampliar os negócios do setor,  contando com empresas cada vez mais fortes e competitivas.

        Mesmo com as baixas taxas de crescimento econômico do Brasil verificadas nos últimos tempos,  o plástico tem crescido a taxas médias superiores a 2,5 a 3 vezes o crescimento do PIB.

        Trabalhos recentes realizados no âmbito do Fórum da Competitividade da Cadeia do Plástico  indicam que nossa indústria precisará praticamente dobrar sua capacidade produtiva até 2012.  Baseados nisto, levantamentos preliminares do BNDES estimam  que serão necessários – no mínimo – investimentos superiores a 8 bilhões de dólares  para aumentar a  capacidade instalada brasileira de produção de resinas termoplásticas  e suportar o projetado crescimento do nosso mercado.

        O plástico está cada vez mais presente no cotidiano das pessoas,  sendo utilizado em diversos segmentos importantes da economia, tais como:  indústria alimentícia e bebidas, indústria automobilística,  embalagens em geral,  construção civil, agricultura,  eletroeletrônicos, saneamento básico, produtos hospitalares, brinquedos,  calçados, entre outros.

        Tudo isso representa grandes conquistas para esta indústria,  mas também revela uma preocupação crescente.

        Está cada vez mais difícil atrair novos investimentos para a indústria petroquímica no Brasil.

        A maioria dos nossos problemas não é diferente de outros segmentos industriais,  que são historicamente conhecidos da opinião pública e do empresário brasileiro. Entretanto, merecem destaque alguns deles, tais como:

• Custo de capital e mecanismos para obtenção de financiamentos de longo prazo;

• Excesso de burocracia e instabilidade das regras;

• Magnitude dos encargos trabalhistas com reduzidíssima contrapartida para o trabalhador;

• Infra-estrutura ineficiente e deficitária;

• E, talvez, a mais danosa de todas a excessiva carga tributária brasileira,  que, hoje, coloca o país como um dos campeões na cobrança de tributos.

        Outro dia, lendo um trabalho recente do economista Arthur Candal,  fiquei chocado quando ele afirmou:  “Enquanto no início da década de 80 os impostos representavam o dobro dos lucros,  nos últimos seis anos eles representam mais de 90 vezes, em média, os lucros do setor químico brasileiro”.  

         Apesar de tudo isto, recentemente assistimos mudanças no PIS e Confins,  que além de, mais uma vez, aumentarem a já elevada carga tributária,  contribuiram para deixar ainda mais complexo o sistema tributário brasileiro,  além de gerar uma grande tensão das empresas no relacionamento CLIENTE-FORNECEDOR.

        Mas é uma conhecida característica dos que, como nós, trabalham na indústria do plástico,  ser otimistas.  Lutamos muito e conseguimos em muito pouco tempo  oferecer e tornar acessível à toda a população  este produto tão importante para o bem estar das pessoas.

        O momento é o de identificarmos os objetivos comuns de nossa cadeia produtiva,  alinharmos as nossas prioridades, não perdendo o foco no principal,  e, principalmente, não esquecermos que deveremos caminhar juntos.  Dessa forma, acreditamos que o setor alcançará o desenvolvimento pretendido.

        No início do ano, a nossa preocupação era com a baixa performance da economia.  Agora o mercado já demonstra sinais claros de crescimento.  Também temos acompanhado diariamente os sucessivos reajustes do preço do petróleo, a discussão dos blocos econômicos, e as eleições nos Estados Unidos. Temos constatado a cada vez maior influência da China em nossos negócios,  embora tenhamos muito pouco conhecimento daquele país, e seja muito difícil prever a conseqüência de tudo isto para as nossas empresas.

        Caminhar juntos não significa que desconhecemos as nossas diferenças,  e, sim, que vislumbramos  a possibilidade de potencializar os pontos em que podemos nos complementar  em busca dos objetivos traçados para o setor.

        Precisamos valorizar o setor produtivo no Brasil  e a sociedade deveria conhecer a sua importância para o desenvolvimento sócio-econômico do País.

        O momento não é de criticar o passado.  Não podemos mudá-lo, mas podemos aprender com ele.  O momento é de trabalhar o presente para construir o futuro.

        Hoje vivemos em um Brasil diferente e economicamente mais distribuído. Mudaram os governantes, surgiram novas lideranças e novos pólos de desenvolvimento. O Brasil e o brasileiro estão aprendendo conhecer e valorizar as potencialidades do interior, e há muito o que fazer,  pois sequer iniciamos a solução de alguns dos inúmeros problemas estruturais do nosso país.

        Como presidente do Siresp e contando com o apoio dos colegas de diretoria e associados, vou trabalhar com muita determinação para atender a expectativa de fortalecer a nossa cadeia de produção do Plástico e darmos a nossa contribuição para o fortalecimento do setor produtivo brasileiro.

        Eu queria dizer ao presidente eleito da Fiesp,  Paulo Skaf, que contamos com a sua inquestionável capacidade de liderança para o fortalecimento da indústria. Tenho certeza de que você continuará engrandecendo esta casa. Desde já, pode contar com nosso apoio.

        Agradeço também ao presidente Horácio Piva, que durante as duas gestões em que esteve à frente da Fiesp,  sempre apoiou as ações de nosso setor e as iniciativas do Siresp.

        Quero também prestar uma homenagem ao nosso querido amigo Jean Daniel Peter,  a quem substituí nesta gestão como primeiro vice-presidente,  e por quem tenho muita estima e admiração por sua competência, caráter e amizade,  além dos inestimáveis serviços prestados para indústria do plástico.

        Muito obrigado a todos, pela presença na posse da nossa nova diretoria!”

Diretoria do Siresp para o período de 2004 a 2007

Presidente: José Ricardo Roriz Coelho (Polibrasil)
1º Vice-Presidente: Vitor Manuel C. Mallmann (Unipar)
2º Vice-Presidente: Flávio Augusto Lucena Barbosa (Innova)
3º Vice-Presidente: Isidro Quiroga (Dow)
4º Vice-Presidente: José de Santa Rita Vaz (Basf)
1º Diretor-Tesoureiro: Marcelo Calil Bianchi (Innova)
2º Diretor-Tesoureiro: Jayme Lucchese Moura (Ipiranga)
1º Diretor-Secretário: Eduardo Berkovitz Ferreira (Rio Polímeros)
2º Diretor-Secretário: Carlos Roberto Belli (Polibrasil

 

Diretores:
Almir Daier Abdalla (Solvay)
Wilson Koji Matsumoto (PQU)
Henri Armand Slezynger (Unigel)
Jaime Paulo Antonio Sartoni (Politeno)
Roberto Villa (Rio Polímeros)
Eduardo Tergolina (Ipiranga)
Javier Alberto Constante (Dow)
Maria Regina Piña Rodrigues (Petroquímica Triunfo)

Conselho Fiscal:
Carlos Alberto Tieghi (Solvay)
Domingos Antonio Jafelice (Polietilenos União)
Henrique Lewi (Politeno)

Suplentes do Conselho Fiscal:
Zoé Cecília de Araújo Moncorvo (Pepasa)
João Paulo Canto Porto (Schenectady Crios)
Edson Roberto Simielli (GE)

Delegados Representantes junto à Fiesp:
José Ricardo Roriz Coelho (Polibrasil)
Almir Daier Abdalla (Solvay)

Suplentes:
Heinz Friedrich Mayer (Basell)
Vitor Manuel C. Mallmann (Unipar)


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