Setembro de 2005

 

 


Sinal amarelo para as embalagens plásticas

A Austin Asis, tradicional empresa do setor de consultoria, vêem desenvolvendo, também, interessante trabalho de análise setorial que aborda os aspectos macroeconômicos e econômico-financeiros de 48 setores da economia brasileira, avaliando e classificando o desempenho recente e sua evolução histórica.

        Dentre esses setores, está o de plásticos sobre o qual é gerado, mensalmente, o “Relatório Up-Date”, onde são abordados tópicos, tais como: Mercado Externo; Mercado Interno e Empresas.

        De sua mais recente edição, setembro/2005, pinçamos o comentário que julgamos servir como alerta para o setor de embalagems plásticas:

        “A expectativa de novas e sucessivas altas no preço das resinas termoplásticas, resultantes da alta do petróleo, deverá interferir na competitividade do plástico no setor de embalagens, frente a tradicionais concorrentes como vidro, papelão, aço e alumínio. A Petrobras fez um reajuste de 10% para a gasolina e12% para o diesel, e já havia repassado a alta de outros derivados, como a nafta.

        Segundo empresas como Saint-Gobain, Owens Illinois do Brasil e Brasilata, além de entidades do setor, as resinas termoplásticas tendem a perder parte do espaço alcançado nos últimos dois anos, conquistado graças aos baixos preços apresentados pelas resinas.

        De acordo com o Sindicato da Indústria de Resinas Plásticas (Siresp), o crescimento econômico mundial acima das expectativas, somado às conseqüências do furacão Katrina, desequilibra a relação entre a oferta e a demanda por resinas plásticas.

        Caso ocorra uma seqüência de reajustes, o plástico perderá competitividade frente ao papel. Embora papel e plástico sejam combinados em diversos tipos de embalagens, o papel provavelmente vai ter uma competitividade muito forte nesse período.

        Há dois anos, o plástico detinha uma participação de mercado de 20% a 30% nas embalagens de óleo comestível, mas, de lá para cá, o plástico avançou e chegou a quase 50%. Como tendência, é possível que o aço recupere parte do que perdeu.

        As embalagens de óleo comestível, de chocolate solúvel, leite em pó e café, são exemplos de que a migração de materiais é dinâmica. Se o plástico vier a perder participação num desses mercados, a redução da demanda também poderá forçar uma queda nos preços, prejudicando o desempenho das empresas do setor.”

Relatório na íntegra

        Os interessados em maiores informações sobre como proceder para adquirir os Relatórios Up-Date sobre o setor de plásticos devem enviar um e-mail para marketing@austinasis.com.br ou ligar para (11) 5581-6600.  

 

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