Sistema de destinação final processou 12.348
toneladas de embalagens entre janeiro e agosto
Entre
janeiro e agosto de 2005 já foram recicladas ou incineradas
12.348 toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas,
número 23% maior do que o alcançado no mesmo período do ano
anterior.
Nos
oito primeiros meses de 2005 foram processadas 12.348 toneladas
de embalagens, números que indicam crescimento de 23% em relação
ao mesmo período de 2004, quando foram registradas (entre janeiro
e agosto) 10.050 toneladas. Os Estados que mais destinaram embalagens
foram Paraná, Mato Grosso, São Paulo, Goiás e Rio Grande do
Sul, que, juntos, representam 77% do total devolvido em todo
o País. Apenas em agosto foram devolvidas, em todo o país, 1.619
toneladas de embalagens.
Estado que
mais destina embalagens vazias de agrotóxicos, o Paraná encaminhou
para destino final, até agosto de 2005, 2.629 toneladas (7,8%
a mais do que no mesmo período de 2004, quando foram processadas
2.438 ton). Os agricultores do Mato Grosso, segundo Estado em
devolução de embalagens, destinaram 2.604 toneladas de embalagens
(19% a mais que o volume registrado no ano anterior: 2.190 ton).
Em São Paulo, o volume dos recipientes entregues pelos produtores
rurais soma 1.851 toneladas (13,7% a mais se comparado com o
mesmo período de 2004, quando foram processadas 1.627 ton).
Alguns Estados
merecem destaque ao apresentar altos índices de crescimento
quando comparado o volume de embalagens devolvidas e destinadas
nos oito primeiros meses de 2005 e de 2004. O Espírito Santo,
primeiro Estado em crescimento, destinou 80,7% a mais de embalagens
entre janeiro e agosto de 2005 (passou de 31,8 (em 2004) para
as atuais 57,5 toneladas). Os maranhenses foram responsáveis
pelo segundo maior crescimento nos índices de devolução com
65,5% a mais de embalagens recicladas ou incineradas (passou
de 69,2 para 114,6 toneladas). Em seguida está Pernambuco, que,
nos oito primeiros meses de 2005, destinou 61,8% a mais de embalagens
(passou de 57,4 (em 2004) para 93 toneladas). O Mato Grosso
do Sul elevou os índices de destinação final do Estado em 58,2%
(de 468 para 741 toneladas) e Goiás encerrou o mês de agosto
com 57% de crescimento (de 759 para 1.192 toneladas de embalagens).
Nos últimos
12 meses (julho de 2004 a agosto de 2005) 16.231 toneladas de
embalagens já tiveram o correto destino final. As embalagens
recebidas podem seguir para reciclagem ou incineração. Atualmente
existem 16 artefatos produzidos através do material destas embalagens,
como conduíte, cordas, embalagem para óleo lubrificante, madeira
plástica, barricas de papelão, economizadores de concreto entre
outros.
O programa
de destinação final de embalagens vazias de agrotóxicos é um
sistema formado pela integração de diversos elos da cadeia produtiva
agrícola como agricultores, canais de distribuição, cooperativas,
indústria e o poder público. O inpEV, Instituto Nacional de
Processamento de Embalagens Vazias, é uma entidade sem fins
lucrativos que une os elos envolvidos no programa e representa
a indústria fabricante de produtos fitossanitários em sua responsabilidade
de destinar corretamente as embalagens vazias dos agroquímicos
que comercializam. O Instituto atende às determinações
da Lei Federal 9.974 de junho de 2000.
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