ABRIL DE 1998  

 

EDITORIAL - A ARGENPLAS  E OUTRAS FEIRAS EM 1998 * NOTAS SINTÉTICAS * K'98 A FEIRA DO SÉCULO * IMACOM - PARCERIA, TECNOLOGIA E GLOBALIZAÇÃO 
* ELASTÔMEROS AGORA É COM A NITRIFLEX * LÍDER SUL-AMERICANA NA PRODUÇÃO DE RESINAS E ESPECIALIDADES PLÁSTICAS MARCA PRESENÇA NA ARGENPLAS’98 
* SEMINÁRIO INTERNACIONAL: EMBALAGENS TERMOFORMADAS EM POLIPROPILENO 
* FÁBRICA DA DUPONT EM PAULÍNIA RECEBE CERTIFICAÇÃO ISO 14001 * EMPRESAS BRASILEIRAS CONFIRMAM PARTICIPAÇÃO NA MAIOR FEIRA MUNDIAL DE PLÁSTICO * A EMBALAGEM DE PVC COMO SUCESSO DE VENDAS * TRANSPORTES ALTERNATIVOS
 
 

 

 
 

EDITORIAL

A ARGENPLAS  E OUTRAS FEIRAS EM 1998

EM TEMPOS DE CONTENÇÃO de despesas, redução de investimentos e outras medidas do gênero, é extremamente louvável a atitude de empresas que participam de Feiras, inclusive internacionais, numa demonstaração clara que aguardam um reaquecimento dos negócios.

RECENTEMENTE TIVEMOS A OPORTUNIDADE de visitar a Argenplas 98, em Buenos Aires, no início do mês de abril e, pudemos constatar quanto acertaram, ao colocarem estandes naquela Feira portenha, diversas empresas brasileiras dos setores de matérias primas, máquinas e equipamentos e mesmo de produtos transformados.

FOI OPINIÃO GENERALIZADA que o movimento de visitantes na versão 98 da Argenplas superou, em muito, o da Argenplas 95.

APROVEITANDO-SE DO "GANCHO" ECONÔMICO que é o Mercosul, empresas como a Politeno, a OPP Petroquímica (ver matéria na pág. 6), Romi, A.Carnevalli, Pavan & Zanetti, Ipiranga Petroquímica fizeram-se presentes de maneira marcante não economizando na área utilizada para exposição de seus produtos.

A POLITENO, por exemplo,  mostrou para os transformadores do Mercosul, duas novidades que já estão no mercado brasileiro: uma delas, a linha de resinas Suplex® , responsável pela eliminação da etapa de formulação de diversas resinas para a obtenção do produto final. O outro destaque foram as novas resinas de injeção de fluxo rápido, a IB-58 e a IF-33.

JÁ A ROMI aproveitou a Feira para lançar-se, oficialmente, no mercado argentino, através de sua subsidiária Favel Argentina S/A, que já vem operando regularmente, desde 1º de janeiro de 1998.

1998, ENTRETANTO, APRESENTA outras ótimas oportunidades para expositores e visitantes do setor plástico realizarem ótimos negócios: em maio acontece a tradicional Feira da Mecânica no Anhembí, em São Paulo.

EM JUNHO, DE 02 A 06, A LATINOPLAST, em Bento Gonçalves, RS. É, sem dúvida, a 2ª mais importante Feira do setor, no Brasil, só perdendo em importância para a Brasilplast.

CULMINANDO O ANO, de 22 a 29 de outubro, ocorrerá a K'98, maior e mais importante Feira de Plástico e Borracha do mundo, em Düsseldorf na Alemanha, com a presença de 12 expositores do Brasil, sendo esperada a visita de 4000 brasileiros.


 NOTAS SINTÉTICAS

* APESAR DO DESENVOLVIMENTO DE SUAS VENDAS NA CHINA E ÍNDIA, a imprensa diz que a Ciba está decepcionando o mercado: segundo pronunciamento de sua fábrica na Suíça sua receita está abaixo das expectativas.

* A “FEBRE DE FABRICAÇÃO DE CARTÕES já chegou às fábricas de resinas da Asahi Glass produtora de vidros. Com sede em Tóquio, filiais na Indonésia e Tailândia - onde já produz resinas de “vinil chloride” usado na produção de cartões de crédito e produtos plásticos domésticos - a Asahi quer alcançar, na Ásia, a produção de 870 mil toneladas da citada resina por ano.

* ENQUANTO ISSO ACONTECE NO EXTERIOR, AQUI, DECEPCIONA O MERCADO o Cartão Telefônico-cuja demanda fica abaixo das perspectivas. Fatalmente a solução será estimular o surgimento de outros para diversos fins.

* A HUSKY DO BRASIL (raramente mencionada) sente-se realizada com a produção de injetoras para o setor de embalagens de polietileno  tereftalato (Pet) e para a indústria automobilística. Diante das perspectivas do mercado, está construindo um Centro Tecnológico em Jundiaí (SP), que vai exigir um investimento de 7 milhões de dólares.

* NO BOJO DO CAPITAL DA PETROQUÍMICA UNIÃO (PQU), 9,5% são de propriedade da Sociedade Anônima dos Empregados da Petroquímica (SEP), na condição de minoritários. Mesmo assim, pleiteiam vaga no Conselho de Administração da Unipar, movendo, para tanto, uma ação ordinária de indenização de seus 1180 funcionários e ex-funcionários da usina, julgando-se capacitados a negociar com o grupo de controle da PQU.

* O CADE, CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA, assegurou a Bayer Polímeros S.A. da América Latina como a principal fabricante de termoplásticos. A empresa assumirá negócios com a Nitriflex, detentora de fórmulas de coloração para a produção de plásticos de engenharia - ABS (acrilonitrila-butadieno-estireno) opaco e SAN (estireno-acrinolitrila) transparente, ambos utilizados em larga escala nas indústrias automobilística e eletrônica.

* A ODEBRECHT É UMA MARCA QUE ESTÁ SEMPRE PRESENTE NOS NEGÓCIOS RENTÁVEIS. Hája vista que, definitivamente, aderiu ao transporte marítimo costerio (cabotagem) ao despertar sua atenção para o negócio após atender a uma necessidade dessa ordem de um de seus clientes, a Fitesa S.A..

* AGORA A NOTÍCA É ORIUNDA DA VENEZUELA que anuncia que sua fábrica de plásticos Inversiones Selva está se propondo a vender US$ 575 mil em “comercial paper”.

* E O CARTÃO DE PLÁSTICO VOLTA À BAILA NESSE NOTICIÁRIO, uma vez que manchete de jornal de cobertura econômica declara em “alto e bom tom” que o Dinheiro de Plásticos (cartões) na América Latina está atingindo o ápice dos negócios, sendo que os grupos multinacionais estão disputando o ápice dos negócios, sendo que os grupos multinacionais estão disputando o mercado.

* NITRIFLEX LANÇA NOVA BORRACHA NITRÍLICA. Essa tradicional indústria petroquímica, comunica que desenvolveu com sucesso um novo produto, denominado NITRICLEAN que apresenta um avanço tecnológico como produção de matéria prima com aplicação em diversos segmentos industriais (automotivo, calçadista, eletro-eletrônico, etc.). Leia, na próxima edição do JP, maiores detalhes sobre este lançamento.

* TANTAS NOTÍCIAS IMPORTANTES PARA VOCÊ. NÃO MENOS IMPORTANTE é, para nós, do JORNAL DE PLÁSTICOS, o cumprimento de dever assumido há 42 anos de PROMOVER UMA INDÚSTRIA DE POUCO MAIS DE 150 EMPRESAS A 6.000. DEVER CUMPRIDO, TUDO O QUE AÍ ESTÁ SE DEVE A NOSSA TENACIDADE E AMOR PROFISSIONAL.

 


Atenção Profissionais Ligados ao 
Setor de Plásticos e Polímeros

O JORNAL DE PLÁSTICOS pretende divulgar em seu site na internet, trabalhos técnicos relacionados a plásticos e polímeros. 
Se você é autor de alguma tese, monografia, artigo, etc.,
contate-nos pelo fone/fax: (021) 717-0375 ou pelo e-mail: jorplast@openlink.com.br 

 

K'98 A FEIRA DO SÉCULO

 

Como acontece a cada três anos, a Federação Alemã das Indústrias de Plástico (VKE), promotora da feira de plásticos de Dusseldorf e a Mess Dusseldorf, organizadora desse mega evento, promoveram de 14 a 17 de março passado uma conferência de imprensa da qual participaram plásticos de trinta e quatro países.

 Demonstrando competência e experiência acumuladas nas treze feiras anteriores, os patrocinadores da feira receberam seus convidados a bordo do navio MS Britania em Moulhuse na França para uma viagem pelo rio Reno até o porto de Meinz, cidade vizinha a Frankfurt, com paradas em Strasburg para uma visita à sede do Parlamento Europeu e debates sobre a unificação monetária européia que se aproxima e, em Worns para visita ao complexo petroquímico da BASF.

 Como nos eventos anteriores, o objetivo da Conferência é apresentar a Feira e seus grandes temas escolhidos como destaques.

 Na K 98 serão destaques O PLÁSTICO NA MEDICINA E O PLÁSTICO NA INDÚSTRIA AUTOMOTIVA.

 Uma prévia do que será mostrado e debatido em Dusseldorf nos foi antecipada através de palestras de renomados cientistas e tecnológos de Universidades e de grandes Indústrias, informações estas que resumiremos a seguir para os leitores do JP.

 O PLÁSTICO NA MEDICINA

 Na K 98 ESPECIAL DE TECNOLOGIA MÉDICA; se reunirão exibidores de matérias primas, equipamentos e produtos; cientistas, tecnológos e designers, em foruns de debates e workshops onde o plástico na medicina será abordado segundo quatro tópicos:

1 - Desenvolvimento potencial de tecnologia médica: estado atual, aspectos de higiene, endoscopia e cirurgia minimamente invasiva além das inovações em diagnósticos  e terapia.

2 - Desenvolvimento de produtos: projeto, funções e ergonometria, agilidade na produção de ferramentas e protótipos.

3 - Materiais Poliméricos : polímeros novos, novas aplicações, comportamentos dos materiais durante o processo de esterilização e promblemas de embalagem.

4 - Tecnologia de processamento: inovação na construção de máquinas, métodos avançados de associação de materiais e tecnologias de tratamento de superfície.

 Este evento será realizado no Centro de Congressos situado ao lado do Pavilhão 2 da Feira.

 Ainda sobre plásticos na medicina, achamos interessante apresentar um resumo da palestra proferida pelo Dr.Hans Pudleiner, da Bayer, intitulada “Materiais para Tecnologia Médica - um Desafio Interdisciplinar”. Pretendemos ao reproduzir parte da palestra, estender seus desafios à comunidade acadêmica, aos centros médicos e às indústrias de plástico nacionais.

 Os materiais para a medicina, os chamados BIOMATERIAIS se constituem em um campo relativamente novo, especialmente os plásticos, que só se tornaram disponíveis no início do século XX, embora os metais preciosos como o ouro e a prata tenham sido utilizados na odontologia pelos romanos, chineses e aztecas.

MERCADO MUNDIAL DE APARELHOS MÉDICOS

 Em 1995 o mercado mundial de aparelhos e dispositivos médicos atingiu 83,4 bilhões de dólares, incluindo produtos de plástico, cerâmica e metais e outros compostos utilzados em ossos e costelas artificiais, equipamento de diálise, máquinas de circulação artificial de sangue, lentes de contato, etc. O grande desenvolvimento se deu, todavia, nas aplicações relativas aos aparelhos cárdio-vasculares e dispositivos para cirurgias minimamente invasivas, angioplastia, coronariana, etc..

 A chave do sucesso do desenvolvimento de materiais é, sem dúvida, a compreensão da forma como o sistema biológico interage com os materiais sintéticos ou materiais naturais modificados ou seja; a BIOCOMPATIBILIDADE. Em termos de biocompatibilidade, a tarefa mais urgente consiste em minimizar a interação entre o sangue e o tecido humanos  e os materiais utilizados, reduzindo a possibilidade de rejeição.

 Grande progresso tem sido obtido na elaboração de rins, pâncreas e tecidos artificiais e implantes de ouvido médio.

 Considerando o grande potencial do mercado para o plástico na medicina, a participação na feira e no simpósio paralelo abrirá perspectivas de transferência de tecnologia, joint ventures e bons negócios para pesquisadores, industriais e técnicos do setor.

O PLÁSTICO NA INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA

 Pela segunda vez consecutiva a indústria automobilística merece destaque na K-Dusseldorf e, provavelmente, não perderá este status nas próximas feiras.

 Além de absorver crescente consumo de praticamente todos os termoplásticos e  termorrígidos, a necessidade de reduzir peso e custos empurra este setor inexoravelmente para a tecnologia dos plásticos.

 Os grandes desafios apresentam-se na área científica com busca de novs polímeros e novs blenders, na tecnologia de moldes e máquinas, na automação e na interação dos plásticos com outros materiais (metais, cerâmicas, vidros, etc.).

 Cada peça de cada modelo de veículo está permanentemente sob avaliação científica e tecnológica a procura de toda e qualquer oportunidade de substituição de materiais por outros mais leves, mais resistentes e mais baratos.

 O “redesign” de todas as peças com a ajuda de softwares cada vez mais sofisticados permite a cada lançamento formas mais simples e funcionais.

 A redução da mão de obra via interação de materiais “in mold” nos processos (robotizados) de moldagem tornou-se mais que um desafio econômico, uma obsessão tecnológica.

 Esses fascinantes aspectos da aplicação dos plásticos na indústria automobilística estarão expostos em stantes de fabricantes, de máquinas, de matérias primas, produtos auxiliares e engenharia de processo, além de merecer amplos debates no ciclo de conferências a ser realizado paralelamente à K 98.

UM POUCO MAIS SOBRE A FEIRA

- Nome do evento: K 98 14th Feira Internacional de Plásticos e Borracha.

- Periodicidade: trianual

- Promotores: Associação das Indústrias Alemãs de Plásticos (VKE); Associação Geral de Indústrias e Processos Plásticos (GKV); Divisão de Borracha e Plástico da Associação Alemã de fabricantes de máquinas.

- Organizador: Feiras Dusseldorf GmbH

- Local: Dusseldorf Trade Sair Center Halls 1 a 15  (137.135m²)

- Data: de 22 a 29 de Outubro de 1998.

- Horário: De 9:30 às 18:00 h

- Preço do Ingresso: DM 50,00 ( R$ 35,00)

NÚMEROS DA FEIRA ANTERIOR K 95

- Exibidores: 2.391 (55% de fora da Alemanha)

- Área ocupada: 138.400 m²

- Visitantes: 261.000

EXPECTATIVA PARA A K 98

- Exibidores: 2.401

- Área ocupada: 136.869 m²

 “O JP fornecerá mensalmente até outubro informações que facilitem o acesso e orientem aos visitantes a K 98”.

 

 

 

IMACOM - PARCERIA, TECNOLOGIA E GLOBALIZAÇÃO

A Imacom Indústria e Comércio de Máquinas Ltda. tradicional fabricante de extrusoras e equipamentos estará apresentando na edição 98 da Feira da Mecânica toda sua linha de produtos, lançamentos além de um novo conceito de administração e gestão empresarial.

 Acompanhando as tendências dos países de primeiro mundo a Imacom abriu o ano de 1998 trabalhando a parceria através de acordo inédito dentro do setor, comenta Renato (diretor) pois através de parceria com seu quadro de funcionários a empresa veio a terceirizar internamente o seu trabalho  conseguindo com isso um menor custo operacional no processo de fabricação, levando assim para o cliente a vantagem de um preço final ainda menor.

 Todo este processo está sendo acompanhado de perto pela inovação tecnológica que a empresa vem desenvolvendo afim de acompanhar a competitividade do mercado interno. e externo, já que vem operando com tendências dos países de  primeiro mundo. A modernização dos equipamentos e os investimentos em tecnologia também estão associados a mudanças na imagem da empresa, Renato destaca que “... uma empresa globalizada, é sinônimo de grandes negócios”.

 Nova logomarca e novas cores estarão sendo apresentadas também durante a Mecânica 98. Um estudioso trabalho de cores e imagem foi feito por uma agência de publicidade afim de preparar todo o novo visual da empresa que estará presente também nas cores dos equipamentos e na nova comunicação que ela terá com o mercado.

 Tudo isso para estar oferecendo sempre o melhor aos clientes, diz Renato. Por isso acompanhamos a tendência de globalização mundial afim de alcançar uma redução em custos, melhorar a qualidade através de uma padronização, ser mais eficiente no atendimento e cumprir com seriedade os prazos da entrega. Conduta esta que sempre foi tomada pela empresa mas que,  agora, estarão sendo ressaltados através da parceria e globalização, finaliza Renato.

 Na feira Mecânica 98 o leitor do JP poderá encontrar tudo isso além de equipamentos já conhecidos e conceituados no mercado, como também os lançamentos.

 - Conjunto DR 45:14/25:26mm. para co-extrusão de perfis de PVC Rígido com PVC Flexível composto de: Extrusora rosca O 45mm com motor de 10 CV com inversor de Frequência - Extrusora Mono rosca O 25mm com motor de 04 CV com inversor de Frequência - Cabeçote para co-extrusão de perfis em PVC rígido com flexível - Mesa porta calibradores - Puxador Caterpillar - Serra para corte automático de perfis - Calha recolhedora com atuação pneumática.

 

ELASTÔMEROS AGORA É COM A NITRIFLEX

A Nitriflex S.A. comunica ao mercado que vinha produzindo, há 25 anos, e com os melhores padrões internacionais de qualidade, as Resinas ABS e SAN com as quais atendia a diversos e importantes segmentos industriais do mercado brasileiro.

 Em razão, porém do quadro mais recente de concorrência internacional, em que algumas indústrias conseguem colocar tais produtos no Brasil com maior economia de escala, a diretoria da Nitriflex avaliou que o melhor que tem a fazer no momento é encerrar esta atividade e ceder à Bayer Polímeros, informações técnicas e mercadológicas no sentido de não haver descontinuidade no abastecimento do mercado e concentrar seus esforços de produção no segmento de Borrachas Nitrícas Elastômeros e Látices, onde é competitiva a nível mundial, tem sólida posição como líder no mercado latino-americano e vem desenvolvendo pesquisas tecnológicas com excelentes resultados.

 A planta de borrachas nitrílicas/elastômeros recebeu investimentos que a modernizou e ampliou sua capacidade de produção permitindo índices de produtividade iguais aos melhores do mercado internacional o que a coloca em posição competitiva, sobretudo com novas tecnologias.

 Assim sendo, os clientes Nitriflex de ABS e SAN poderão ser atendidos, durante a fase de transição pela Nitriflex e Bayer Polímeros e informam que foram tomados todos os cuidados para que não sofram qualquer transtorno em consequência desta operação.

 Esta decisão foi submetida ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e aprovada, em sessão ordinária, realizada em Brasília-DF no dia 1º/04/98.

 Informam ainda, que as operações de comercialização de resinas ABS e SAN efetuadas pela Nitriflex da Amazônia, em Manaus, permanecem inalteradas, mantendo-se sob o total controle da Nitriflex S.A.

 

 

LÍDER SUL-AMERICANA NA PRODUÇÃO

DE RESINAS E ESPECIALIDADES PLÁSTICAS

MARCA PRESENÇA NA ARGENPLAS’98

OPP/Trikem aposta em tecnologia, ampliações de capacidade produtiva e serviços deferenciados na disputa pelo mercado de plásticos do Cone Sul, que vem crescendo a taxas médias de 10% ao ano.

Com o objetivo de consolidar a posição de liderança sul-americana nos mercados de resinas e especialidades poliolefínicas, PVC e cloro-soda, a OPP Petroquímica/Trikem, empresa da Organização Odebrecht, marcou presença na Argenplas’98, evento que reuniu toda a cadeia produtiva do plástico em Buenos Aires, entre os dias 2 e 8 de abril. Em seu estande de 168m² , foram apresentados os principais produtos disponibilizados pela empresa para o mercado do Cone Sul, além da qualidade dos serviços prestados e dos investimentos na área tecnológica para ampliação de sua capacidade produtiva. Um bom exemplo é a nova planta de polietilenos de Triunfo, no Rio Grande do Sul. Com capacidade de produção anual de 260 mil toneladas, a unidade deve iniciar suas atividades já em 1999. É a terceira no mundo a empregar a nova tecnologia Spherilene, que foi desenvolvida pela italiana Montell. Esta tecnologia proporciona, entre outras vantagens, a diversidade na produção, com a fabricação de vários tipos de polietilenos de alta densidade e de baixa densidade linear, que serão utilizados em diversas aplicações nos segmentos de embalagens para alimentos e paletização (filmes esticáveis). Maior produtividade no processamento, redução de espessura e melhores propriedades óticas e mecânicas serão desenvolvidas de acordo com a solicitação do mercado/cliente e obtidas através de grades especiais. Para atingir o domínio pleno das unidades, foram adquiridas duas plantas-piloto, únicas na América do Sul: uma planta-piloto com tecnologia Unipol para testes de catalisadores de alta performance, com Metalocenos, e outra Spherilene, que realiza testes com diferentes comonômeros, para aumentar a performance dos produtos.

 Outro investimento recente da Empresa para atender o mercado do Cone Sul foi a ampliação da unidade de polipropileno, no Pólo de Triunfo, que já está operando desde o ano passado, elevando sua capacidade de produção para 560 mil toneladas anuais e oferecendo maior diversidade de produtos aos seus Clientes. A unidade, que emprega a tecnologia Spheripol, também conta a exemplo da unidade de polietileno com uma planta-piloto, para realizar testes de produção.

 Para atender diretamente e de forma personalizada os transformadores da Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile, mercados que em conjunto consomem anualmente 1,1 milhão de toneladas de plástico e que cresceram mais de 10% no último ano, a OPP/Trikem conta, há cinco anos, com uma subsidiária em Buenos Aires, a OPP Argentina S.A. A Empresa, além de comercializar toda a gama de resinas, compostos e masterbatches produzidos pela OPP/Trikem, disponibiliza serviços diferenciados, como assistência técnica, desenvolvimento de novos produtos, simulação de processos, apoio logístico, entrega direta, entre outros.

LIDERANÇA CERTIFICADA

 OPP Petroquímica e Trikem, empresas da Organização Odebrecht, foram integradas operacionalmente no ano passado, proporcionando aos seus Clientes maior oferta e variedades de produtos, além de serviços mais abrangentes. São 1,3 milhão de toneladas/ano de resinas e especialidades termoplásticas a serviço dos transformadores do Cone Sul, produzidas com tecnologia de última geração e com a garantia de qualidade certificada pelas normas ISO 9001. Seus produtos têm aplicação nos setores de embalagens, construção civil, automóveis, eletroeletrônicos, agricultura, brinquedos e utensílios domésticos, entre outros.

 Possui onze unidades industriais no Brasil, nos estados de Alagoas, Bahia, São Paulo e Rio Grande do Sul, abastecidas pela participação direta da Empresa nas centrais de matérias-primas Copesul, no Rio Grande do Sul, e Copene, na Bahia, e indireta na PQU, em São Paulo. Os planos de investimento na expansão da capacidade produtiva de suas unidades somam cerca de US$ 1 bilhão até a virada do século.

 A relação com o meio ambiente também é parte integrante dos negócios da OPP/Trikem. Seu Sistema de Gerenciamento Ambiental, em pouco tempo, deu mostras de sua eficiência, tornando a OPP o primeiro grupo petroquímico brasileiro a ter todas as suas unidades industriais certificadas simultaneamente pela ISO 14001 - a ISO do meio ambiente.

 
 

SEMINÁRIO INTERNACIONAL: EMBALAGENS 
TERMOFORMADAS EM POLIPROPILENO

O uso das resinas de Polipropileno tem crescido substancialmente em suas diversas áreas de utilização, particularmente no campo de embalagens para os setores: alimentício, farmacêutico, cosmético, higiene e limpeza, em função das suas ótimas propriedades físicas, químicas e principalmente organolétpicas destacando-se:

- Transparência;

- Permeabilidade à gases e vapor d’água;

- Balanço resistência ao impacto x rigidez;

- Totalmente atóxico, reconhecidamente aprovado para a indústria de alimentos e farmacêutica e conforme com a legislação internacional;

- Excelente custo x benefício;

- Baixo peso específico possibilitando redução de matéria-prima na fonte produtora da embalagem;

- Reciclável.

 Ainda considerado um produto em fase de desenvolvimento, o Polipropileno em embalagens termoformadas, tem crescido no Brasil à taxas importantes, sendo que seu consumo nesta aplicação saiu de 15.000 toneladas em 1990 para 26.000 toneladas em 1997, devendo atingir a marca de 40.000 toneladas em 2002.

 Mundialmente, o uso de Polipropileno em embalagens termoformadas tem se desenvolvido consistentemente à taxas de dois dígitos, despertando interesse de fabricantes de máquinas e produtores de resina, que têm investido recursos em alta tecnologia, tais como os polímeros especiais de alta performance da Montell e termoformadoras, totalmente automatizadas e de alta produtividade da Irwin, que possibilitam a produção de embalagens com economia de investimentos da ordem de 30 a 50% em relação a equipamentos convencionais.

 Desta forma, não perca a oportunidade de conhecer as tendências mundiais e o que existe de mais atual em tecnologia para a produção de embalagens termoformadas, ouvindo especialistas trazidos exclusivamente para este seminário.

O SEMINÁRIO

 Neste importante evento, estarão presentes produtores de embalagens, principais fabricantes de alimentos, produtos farmacêuticos, cosméticos, panificação e hortigrangeiros, bem como representantes dos maiores supermercados no Brasil.

 Na ocasião, estaremos convidando especialistas internacionais das seguintes empresas que darão uma visão sobre as tendências mundiais de mercado, bem como apresentarão o que há de mais atual em tecnologia para a produção de embalagens termoformadas em Polipropileno:

- Montell Polyolefins Co. - maior produtor mundial e líder tecnológico na produção e utilização de resinas de Polipropileno, com plantas e laboratórios de desenvolvimentos nos vários continentes;

- Welex Incorporated (USA) - maior fornecedor de equipamentos para a produção de chapas de Polipropileno ON e OFF-LINE com tecnologia especial para chapas finas e transparentes;

- Irwin International Inc. (USA) - especialista há mais de 25 anos na fabricação de máquinas para termoformagem em geral, com equipamentos vendidos em 52 países;

- Marbach (Alemanha) - líder em inovação tecnológica na fabricação de moldes especiais para Polipropileno.

 O seminário, será apresentado com tradução simultânea e sem qualquer ônus para os convidados.

 

 

FÁBRICA DA DUPONT EM PAULÍNIA

RECEBE CERTIFICAÇÃO ISO 14001

A fábrica da DuPont em Paulínia (SP) foi certificada na norma ISO 14001 pelo BSI - British Standards Institution (certificador internacional credenciado pela ISO), que comprova seu compromisso de melhoria contínua na área ambiental. A certificação reconhece o trabalho realizado pela DuPont em 24 anos de existência da unidade, que passa agora a trabalhar dentro de um sistema de gerenciamento ambiental totalmente padronizado e em harmonia com as linhas de produção.

 A unidade de Paulínia produz fio Lycra®, Teflon®, filme de Riston® e Pasta de Prata. Para eliminar eventuais impactos ao meio ambiente causados por efluentes, a empresa vem continuamente trabalhando na redução da emissão de resíduos. Hoje, 98% dos resíduos são recuperados e reutilizados na produção e os 2% restantes são dispostos de forma segura, garantindo a preservação ambiental.

 Os efluentes são tratados em uma estação interna e parte da água é reutilizada para irrigar o jardim da empresa, sendo o restante devolvido ao rio Atibaia. Antes de chegar ao rio, a água atravessa um aquário com peixes ornamentais. O material não utilizado resultante do processo de purificação dos efluentes é tratado e usado internamente como adubo de jardim.

 Desde o ano passado, a fábrica vem sendo preparada efetivamente para a certificação, com a criação de padrões técnicos que passaram a comprovar seu desempenho ambiental.

PRESERVAÇÃO AMBIENTAL E RELACIONAMENTO COM A COMUNIDADE

 Paulínia foi a primeira fábrica da DuPont a implementar o Conselho Comunitário Consultivo, em 1995, formado por representantes da comunidade da região. O conselho é o elo de ligação entre a DuPont e a população de Paulínia, tendo como objetivo avaliar e fiscalizar os trabalhos realizados dentro da fábrica, bem como trazer informações sobre a comunidade, seus anseios e projetos sociais que possam contar com a colaboração da DuPont para sua realização.

 Após a implementação do Conselho, foram realizados vários trabalhos de cunho ambiental para a região. Em 1995, foi iniciado o trabalho de recuperação da mata ciliar ao redor do rio Atibaia, dentro do limite do terreno onde está situada a fábrica. A marta ciliar é formada por árvores nativas responsáveis pela proteção do rio. O projeto foi aprovado pelo Departamento Estadual de Proteção aos Recursos Naturais - DEPRN, que autorizou o reflorestamento. Hoje, a mata ciliar está totalmente recurperada e o projeto serviu de exemplo, incentivando várias empresas situadas nas margens do rio Atibaia a adotarem o mesmo procedimento.

 A fábrica de Paulínia participou também do projeto, em conjunto com a Secretaria do Meio Ambiente do Estado, de recuperação da mata nativa junto à represa de Americana, conhecida como Mini Pantanal de Paulínia. A DuPont realizou também palestras sobre Educação Ambiental em todas as principais escolas de 1º grau da cidade e está em estudo uma nova etapa do projeto de educação ecológica, onde serão ministradas palestras com o tema “Comportamento das pessoas com relação ao meio ambiente”, para estudantes de 1º e 2º graus da região.

INFORMAÇÕES SOBRE A GESTÃO 14000 E NORMA ISO 14001

 A Organização Internacional de Normatização ISO é uma instituição não governamental, com sede em Genebra (Suíça), que tem como objetivo elaborar normas técnicas.

 A certificação ambiental pela norma 14001 (Sistema de Gerencialmento Ambiental) faz parte da Gestão Ambiental ISO 14000 e é a única norma certificável da série ISO 14000, até o momento.

 A norma tem como objetivo demonstrar e comprovar o compromisso de melhoria contínua do desempenho ambienal, ou seja, do aprimoramento progressivo da própria competência gerencial da empresa para lidar com os efeitos ambientais.

 E, para desenvolver, implementar e manter o Sistema de Gerenciamento Ambiental, é necessário um planejamento eficaz de seus elementos, uma disponibilização eficiente de recursos imprescindíveis e a definição de atributos para o pessoal envolvido.

 

EMPRESAS BRASILEIRAS CONFIRMAM PARTICIPAÇÃO

NA MAIOR FEIRA MUNDIAL DE PLÁSTICO

Doze empresas brasileiras já estão com espaço reservado para participar da K'98 - Feira Internacional do Plástico e da Borracha, agendada para o período de 22 a 29 de outubro, em Düsseldorf, Alemanha. O evento, considerado o maior e mais importante do mundo para os setores envolvidos, reunirá este ano 2.700 expositores de vários países que ocuparão uma área total de 137 mil m2. Somente as empresas brasileiras ocuparão uma área total de 700m2. Do total de expositores, 2/3 são do setor de máquinas e 1/3 do setor de matérias-primas.

 A visitação brasileira também promete superar os índices registrados na última edição da K em 1995. Espera-se que mais de 4 mil empresários brasileiros visitem a K'98 em seus sete dias; a América Latina como um todo deverá atingir uma representatividade de 5 mil a 6 mil profissionais visitantes. A união européia lidera o ranking de visitação com uma participação de 51%.

 "Para facilitar a visitação, este ano a Messe Düsseldorf inaugurará um serviço de credenciamento com cartões magnéticos. Os mesmos cartões facilitarão o trânsito do visitante nos vários pavilhões", esclarece Lauri Müller, diretor da MDK Feiras Internacionais, responsável pela promoção da K  no Brasil.

 As doze empresas e associações brasileiras que exporão na K'98 são: Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), Carnevalli, Ciola, Crios, Cromex, Imacom, Inbra, OPP, Polibrasil, Policarbonatos, Primotécnica, Rulli Standard, e Battenfeld Pugliese.

 

 A EMBALAGEM DE PVC COMO SUCESSO DE VENDAS

Seminário realizado no dia 16 de abril nos Salões Sidney e Dubai 
do Hotel Meliá, São Paulo - SP

Foi-se o tempo em que embalagem era apenas sinônimo de acondicionamento. Hoje a indústria de embalagens movimenta US$ 500 bilhões anuais pelo mundo - US$ 10 bilhões apenas no Brasil - e é apontada cada vez mais como uma ferramenta eficiente no desempenho financeiro e institucional das empresas.

 Bem gerida e bem produzida, a embalagem agrega valor, dá destaque à qualidade dos produtos e facilita o transporte, o manuseio e a armazenagem. E até gera economia e redução  de custos. Estudos comparativos indicam, por exemplo, que a tecnologia de embalagens conseguiu reduzir as perdas de alimentos industrializados a no máximo 5% no Primeiro Mundo contra índices estimados entre 30 e 50% nos países subdesenvolvidos e de 20% no Brasil.

 A partir das leis de proteção ao consumidor e do meio ambiente, a embalagem ainda passou a ter novas e importantes funções,  entre elas a de ser instrumento do marketing institucional das empresas ao revelar qual postura adotam diante destes temas que têm mobilizado a opinião pública.

 Fiel à razão de sua própria criação, em setembro do ano passado, o Instituto do PVC promoveu o seminário A Embalagem de PVC como Sucesso de Vendas com o objetivo de incentivar e facilitar a troca de informações entre segmentos afins. Afinal, nada melhor do que buscar profissionais experientes do setor para prestar esclarecimentos técnicos sobre a fabricação da resina e dos diversos compostos de PVC e sobre as tecnologias de reciclagem e incineração adotadas  em diversos países. O seminário teve o objetivo também de discutir como e porque gerenciar a embalagem e quais as vantagens das embalagens em PVC neste novo cenário de globalização, competitividade acirrada e legislações rigorosas.

Palestra:Composto x Meio Ambiente

 “O composto de PVC não traz problema ambiental algum desde que bem gerido como resíduo”. A afirmação é de Edson Polistchuck, da área de assistência técnica aos clientes de compostos de PVC da Solvay do Brasil, subsidiária do grupo belga de mesmo nome e um dos gigantes mundiais da petroquímica. Na palestra, ele falou sobre as tecnologias de reciclagem e incineração usadas no tratamento dos resíduos de compostos de PVC, ilustrando cada caso com dados técnicos e procedimentos adotados  em diversos países. Na França, por exemplo, o alto valor calorífico dos compostos de PVC, equivalente ao da madeira, é aproveitado na geração de energia através da incineração de resíduos – entre eles o de embalagens de água mineral.

Palestrante: Edson Polistchuck, gerente de Assistência Técnica (Compostos de PVC), da Solvay do Brasil S/A

Formado em Engenharia Química pelo Instituto Militar de Engenharia, do Rio de Janeiro, e pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas, de São Paulo. Trabalha na subsidiária brasileira da gigante petroquímica belga desde 1978, com experiência nos setores de manutenção, produção, meio ambiente e, agora, na gerência de assistência técnica e desenvolvimento.

Palestra:O  Que é PVC - Vantagens das Embalagens em PVC

 Com 20 anos de experiência no setor e diretor geral da Rionil Compostos Vinílicos Ltda - subsidiária brasileira do grupo francês Dorlyl, maior fabricante mundial de composto de PVC para embalagens alimentares - Alain Jean Maurice Besse fez duas palestras no seminário. A primeira, O Que é PVC, sobre a fabricação da resina e dos diversos compostos produzidos a partir dela. Entre os aspectos  abordados por ele, estiveram as características da resina e dos compostos de PVC, tecnologias de produção e as diferentes formulações dos compostos de acordo com o uso a que se destinam.

 Já na palestra Vantagens das Embalagens em PVC, foram enumeradas as principais aplicações do PVC nos diversos setores da economia, como nas embalagens para a indústria de alimentos e de comésticos, e em tubos, conexões, pisos, forrações e condutores na construção civil. Alain Besse também falou sobre as cinco principais vantagens do uso do PVC nas embalagens: versatilidade de design, baixo custo de máquinas e moldes, facilidade de impressão, boa transparência e estabilidade de preço.

Palestrante: Alain Jean Maurice Besse, diretor geral da Rionil Compostos Vinílicos Ltda

Formado em Engenharia pelo Instituto Mauá de Tecnologia, em São Paulo,  e pós-graduado em Administração de Empresas,  tem 20 anos de experiência na produção de compostos e produtos em PVC. Durante oito anos trabalhou na antiga Brasilit, fabricante de tubos e conexões, e há 12 anos está no grupo francês Dorlyl, controlador da brasileira Rionil e maior fabricante mundial de composto de PVC para embalagens alimentares. O grupo vende para 75 países e a subsidiária brasileira é fornecedora de compostos de PVC para a América do Sul. Besse trabalhou três anos na filial italiana do grupo, a Dorlylia, e quatro anos na sede, na França.

Palestra:Inteligência de Embalagem para o Crescimento dos Negócios

 Não é à toa que a indústria de embalagens movimenta anualmente cerca de US$ 500 bihões em todo mundo e US$10 bilhões no Brasil. Cada vez mais elas são vistas como fator importante de competição e nos lucros das empresas. Alguns motivos:  agregam valor, dão evidência à qualidade dos produtos e até reduzem custos. Estudos comparativos indicam, por exemplo, que a tecnologia de embalagens conseguiu reduzir as perdas de alimentos industrializados a no máximo 5% no Primeiro Mundo contra índices estimados entre 30 e 50% nos países subdesenvolvidos e de 20% no Brasil.

 A partir das leis de proteção ao consumidor e do meio ambiente, as embalagens ainda passaram a ter novas funções, além do acondicionamento de produtos.

Como e porque gerenciar a embalagem neste novo cenário foi o tema desta palestra.

Palestrante: Lincoln Seragini, da Seragini Design, empresa especializada em Design e Tecnologia de Embalagem

 Tem 25 anos de experiência no setor de embalagens, com passagens pela Colgate-Palmolive, Nestlé, Toga e Johnson & Johnson. Foi sócio da Young & Rubicam durante 10 anos. É consultor das Nações Unidas para Assuntos de Tecnologia, Design e Economia de Embalagem.

Palestra:A Embalagem em PVC para Óleos Comestíveis

O uso de PVC em embalagens para óleos comestíveis em geral, e , em particular, do PVC biorientado na embalagem do óleo Lisa, um dos carros-chefe da Cargill no segmento, foi o tema desta palestra. Com ampla experiência na indústria alimentícia, Vagner Teófilo Rodrigues, também traçou um painel do que estão pensando e quais tendências estão seguindo os produtores de óleos comestíveis.

Palestrante: Vagner Teófilo Rodrigues, gerente de Embalagens da Cargill Agrícola S/A

Engenheiro mecânico atuando há 18 anos na indústria alimentícia, com experiência em equipamentos de processos, desenvolvimento de embalagens e suprimentos. Na Cargill, trabalhou nas  áreas de produção, engenharia, manutenção, e atualmente, está na gerência da área de embalagens.

EMBALAGEM GARANTE SUCESSO DE XAMPU

 "É uma história curta e interessante sobre o uso inteligente do PVC". Assim o Diretor Presidente da Niasi S/A, João Luiz Amaral Rezende, costuma resumir o caso de sucesso do xampu Niasi Nilky.Lançado em outubro passado, o produto tem vendido tão bem que a recolocou no disputado mercado de xampus, um dos mais importantes e segmentados da indústria de cosméticos, com cerca de 600 marcas produzidas.

 Criado para substituir um outro xampu, o Milky foi formulado a partir da idéia de ressaltar os benefícios das proteínas do leite, já utilizadas pela empresa."Fomos ouvir as consumidoras e elas nos descreveram o leite como nutritivo, saudável, puro e sem contra-indicação”, lembra Resende. “Era tudo o que queríamos ouvir”. Aprovado o xampu, era preciso embalá-lo.  Depois de várias pesquisas, o designer Jean Udry chegou ao formato que acabaria sendo adotado: o do velho litro de leite. No teste de aceitação da embalagem, as consumidoras rejeitaram os desenhos mas aprovaram o protótipo de madeira pintada. “Descobrimos que era o brilho da tinta que fazia a diferença, o que nos remeteu ao PVC , que tem a superfície lisa e brilhante”, explica o diretor da Niasi..

Segundo Resende, a embalagem em PVC branco além de expressar com exatidão o conceito do produto,  ainda aumentou sua visibilidade nas gôndolas atraindo a atenção dos consumidores por se diferenciar das embalagens das marcas concorrentes, com pouca variação de forma e usualmente em materiais foscos ou transparentes. “De cara, o Milky passou a vender três vezes mais que o outro xampu com proteínas do leite que produzíamos antes”, diz ele. Fabricante de 24 produtos – entre os quais os tradicionais esmaltes Risqué, a tintura Biocolor e o creme Biorene -, a Niasi faturou R$ 146 milhões no ano passado, registrando um crescimento de 30%. Neste ano espera crescer mais 10% por conta, inclusive, do desempenho do novo xampu, que agora em abril vai ter a produção duplicada e uma campanha promocional do tipo “leve três e pague dois”. A experiência da Niasi foi uma das relatadas durante o seminário .

 
 

TRANSPORTES ALTERNATIVOS

Diante do elevado custo do transporte rodoviário, as empresas estão procurando novas alternativas para movimentar suas cargas. Meios de transporte como o ferroviário e o de navegação por cabotagem, por exemplo, passaram a ser boas opções.

 A OPP Petroquímica, líder sul-americana na produção de resinas e especialidadestermoplásticas, é uma das empresas que aposta em novos modais. Acostumada a embarcar matérias-primas em navios para exportação, a OPP passou a adotar, desde novembro do ano passado, a navegação por cabotagem para distribuir resinas para os clientes internos e entre suas unidades.

 A diferença do tempo de viagem, que alterna entre três e quatro dias em relação ao transporte por rodovias, é compensada pela economia de até 45% no frete e pela redução nos riscos de avarias, pois o material é acondicionado em conteiners - embalagem que reduz os custos portuários de movimentação. Atualmente, a OPP está utilizando rotas entre os portos do Rio Grande (RS), São Francisco do Sul e Itajaí (SC), Serra (ES), Santos (SP), Recife (PE), Salvador (BA), Pecém (CE) e Manaus (AM). A privatização dos portos é outro fator que estimula o transporte por navios. “Queremos mudar a matriz dos transportes, distribuindo melhor as cargas entre modais em desenvolvimento”, afirma Rodrygo Vilaça, Responsável por Logística da OPP.

 

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