AGOSTO DE 1998

 
Matérias do Mês:
Editorial: A união vem nas necessidades
Notas sintéticas
Posse de Jean Daniel Peter na presidência do SIRESP
INP tem nova diretoria
Convênio garante brinquedos cada vez mais seguros
Desempenho da Petroquímica Triunfo garante mais um Prêmio Excelência Empresarial
Clorosur: empresas apoiam integração
CALF: líder internacional em máquinas de impressão
Diretoria do SIMPERJ toma posse na FIRJAN
Unipar fecha 1º semestre com lucro de R$ 19,4 milhões
MERCOPLAST 98 & roda de negócios
Plásticos pagam mais IPI nas fases de produção
Substituição de importações exige esforço segmentado
Tubos e mangueiras é com a INPLA

 

EDITORIAL
A União Vem nas Dificuldades...

O JORNAL DE PLÁSTICOS, como é do conhecimento de nossos estimados leitores, completou em 09 de julho último, 42 anos de atividade em prol do desenvolvimento do setor plástico nacional.
QUANDO FOI LANÇADO O JP, em meados da década de 50, o setor transformador plástico em todo território nacional chegava, quando muito, a 300 empresas; o de máquinas e equipamentos nacionais era incipiente e a indústria petroquímica nacional inexistia.
COM O DECORRER DOS ANOS e com o inevitável crescimento desses setores (crescimento de que, por sinal, enquanto um dos mentores, muito nos orgulhamos), sempre nos empenhamos por uma maior união e sindicalização das empresas, em suas entidades de classe, como meio de enfrentar as diversas crises econômicas e, também, para se ter maior peso político em negociações com o governo.
ESSE SONHO, ENTRETANTO, parecia fadado ao fracasso: mesmo dentro de entidades representativas de transformadores, as divergências e preocupações em relação a “vazamento de informações para concorrentes” eram tantas que dificultavam os entendimentos quando surgiam problemas concretos de interesse da classe .
FELIZMENTE ESSES TEMPOS MUDARAM. Hoje, o fantasma da globalização e os problemas de colocação dos produtos finais transformados em um mercado açodado pela importação desenfreada, levaram à criação do grupo denominado Força Tarefa, composto pelo SIRESP, ABIQUIM e ABIPLAST, que tem trabalhado, realmente, no sentido da valorização do plástico.
AO QUE TUDO INDICA e considerando-se as palavras recentemente pronunciadas por Jean Daniel Peter, quando da cerimônia de posse de sua reeleição como Presidente do Siresp, essa parceria deve ser mantida e fortalecida.
A FORÇA TAREFA VEM DESENVOLVENDO importantes trabalhos, tais como a realização do Workshop sobre produtividade e publicação dos estudos Pesquisa Nacional de Importações de Produtos de Matérias Plásticas e Carga Tributária do IPI incidente sobre produtos plásticos e outras matérias primas. Sobre esses importantes trabalhos, estamos publicando, nessa edição, matérias nas páginas 11 e 13.
AGORA, PARA QUE ESTE ESFORÇO de união alcance o máximo de objetividade, é necessário, mais do que nunca, que principalmente as indústrias de transformação plástica busquem suas entidades representativas em seus estados e, filiando-se, como associados, fortalecerão a iniciativa do Grupo Força Tarefa, sendo diretamente beneficiados nessa luta pelo “aumento das exportações dos produtos transformados, revertendo o quadro crescente de importação desses produtos no nosso País, melhorando a competitividade dos produtos transformados brasileiros”, conforme palavras de Jean Daneiel Peter em seu discurso de posse.

 

NOTAS SINTÉTICAS


Atenção Profissionais Ligados ao 
Setor de Plásticos e Polímeros

O JORNAL DE PLÁSTICOS pretende divulgar em seu site na internet, trabalhos técnicos relacionados a plásticos e polímeros. 
Se você é autor de alguma tese, monografia, artigo, etc.,
contate-nos pelo fone/fax: (021) 717-0375 ou pelo e-mail: jorplast@openlink.com.br 

POSSE DE JEAN DANIEL PETER NA PRESIDÊNCIA DO SIRESP

O JORNAL DE PLÁSTICOS vem, há 42 anos, acompanhando, divulgando e, até, participando, diretamente na implantação de sindicatos e associações de nossos setores petroquímico/plástico. É o caso do SIRESP - Sindicato das Resinas Sintéticas do Estado de São Paulo, entidade que ajudamos a fundar, há mais de quatro décadas, juntamente, com saudosas e importantes figuras de nossa história petroquímica/plástica como o foram Viriato dos Santos e Paulo Figueiredo.
Sentimo-nos, portanto, orgulhosos de nosso trabalho, ao noticiarmos a posse de uma nova diretoria do SIRESP, principalmente porque, mais uma vez, foi reeleito, agora para o triênio 1998/2001, um expoente do setor empresarial que é Jean Daniel Peter, Pres. da Union Carbide.
Trancrevemos, a seguir, o discurso proferido por esse líder do setor petroquímico nacional, no dia 06/08, quando da solenidade de posse:
“É com enorme satisfação que saudamos a todos os presentes em nome da diretoria do Siresp, que acaba de ser empossada hoje para realizar mais uma gestão neste próximo triênio.
Aproveitamos a oportunidade para lembrar a memória de José Edgard Prado, pela pessoa que foi , pelas contribuições que deu ao setor. Ele foi diretor do Siresp em 1966 e presidente da entidade durante três mandatos seguidos, além de ter sido fundador da Abiquim, onde atuou com destaque em diversos departamentos. Por tudo isso, pelo dinamismo na defesa do nosso setor, fica aqui a nossa homenagem a José Edgard.
Como representante dos produtores de resinas plásticas, que têm uma capacidade instalada de 3 milhões de toneladas/ano e um faturamento de 3 bilhões de dólares/ano, o Siresp pretende continuar defendendo medidas que contribuam para o fortalecimento do setor e da economia brasileira.
A filosofia de parceria do Siresp será mantida nesta nova gestão para que possamos alcançar resultados mais ambiciosos. Não podemos esquecer, contudo, do trabalho já realizado em prol da valorização da imagem do plástico, juntamente com a Abiplast - representante da indústria de transformação - e com a Associação Brasileira da Indústria Química - Abiquim. Temos exemplos extremamente positivos, como a realização do Workshop sobre competitividade e a publicação dos estudos Pesquisa Nacional de Importações de produtos de matérias plásticas e Carga Tributária do IPI incidente sobre produtos plásticos e outras matérias primas.
O grupo Força Tarefa, iniciativa pioneira que uniu fornecedores e clientes com uma visão de que o crescimento sustentado só é possível quando se oferecem produtos competitivos para o consumidor final, retrata bem o fortalecimento da relação entre a indústria de segunda e terceira gerações. Hoje, a relação entre produtores de resinas e transformadores é bem mais forte do que antes. Levantamos em conjunto as dificuldades do setor e realizamos em parceria ações que visam melhorar a viabilidade dos nossos negócios. No futuro, será ainda melhor. Vamos colher o que plantamos. Agora, precisamos trabalhar para termos resultados imediatos. E estamos preparados para isso.
Temos que pensar que a cadeia de produção envolve as centrais petroquímicas, os produtores da resina e a indústria que fabrica os produtos para o consumidor final. E, nesse livre mercado, é imprescindível buscarmos uma interação eficiente entre as partes para que o desenvolvimento de ações comuns tornem-se mais eficazes e contribuam efetivamente para alavancarmos o mercado do plástico. Afinal, o sucesso dos nossos negócios depende do sucesso dos nossos clientes, razão de ser da indústria de resinas.
O aumento da competitividade da cadeia do plástico passa pela integração das empresas do setor. É preciso assegurar o fornecimento de matérias-primas competitivas, escalas de produção e melhores tecnologias disponíveis no mercado internacional para garantirmos o crescimento da indústria.
Trabalhar com agressividade, no sentido de reduzir os impostos e taxas incidentes sobre a indústria; isonomia, vis a vis produtos sucedâneos, e redução dos efeitos da carga tributária em si sobre a cadeia, inclusive a eliminação do imposto de importação sobre a nafta; tornar a cadeia mais eficiente e reduzir seus custos, de forma a torná-la mais competitiva, essas são as grandes linhas de atuação do Siresp para o próximo triênio.
Nesse sentido, vamos trabalhar para aumentar as exportações dos produtos transformados e reverter o quadro crescente de importação desses produtos no nosso país, melhorando a competitividade dos produtos transformados brasileiros.
Ainda nesse sentido, é fundamental darmos um maior apoio e incentivo ao Instituto Nacional do Plástico, principalmente no que se refere a novas tecnologias e formação de mão-de-obra.
Também não podemos perder de vista do nosso trabalho a preocupação com o impacto ambiental do plástico. Precisamos encontrar soluções para que o nosso setor continue a contribuir para o bem estar da vida, de forma que o plástico possa exercer cada vez mais a sua função social e econômica em prol da sociedade brasileira.
São muitos os desafios, mas temos certeza de que esse é o caminho a trilhar para que possamos dar ao setor os instrumentos necessários para que ele possa manter e aumentar sua contribuição no cenário econômico brasileiro e mundial.”
Durante a cerimônia de posse de Jean Peter, que contou com a participação de expressivas figuras do cenário petroquímico/plástico nacional, foram também divulgados importantes dados de indicadores ecônomicos do setor - acumulado jan/jun 98 x 97 - e uma breve análise desses dados, que transcrevemos a seguir:

RESINAS TERMOPLÁSTICAS - Análise Comparativa - 98 x 97
Destaques:
Polietileno de Alta Densidade: Manteve tendência de crescimento tanto do consumo aparente quanto das vendas internas. O aumento da produção deve-se aos investimentos já feitos no setor e devido a ganho de mercado em função da substituição funcional entre as resinas. P.ex.:. embalagens rígidas vêem ganhando bastante espaço (artefatos de plástico para o lar).
Polietileno Linear: Manteve tendência de crescimento das vendas internas em 98, já verificada em 97.
Poliestireno: Tem um perfil de índices altos de importação. Foi alavancado pelo aumento das importações. O consumo aparente também subiu.
PVC: O desempenho do mercado interno foi positivo em função da construção civil-saneamento e infra-estrutura. Além disso, as importações subiram (72%) e as exportações caíram (19%), reforçando o aumento do consumo aparente.
Breve Análise: No conjunto das resinas, as importações variaram pouco. As exportações subiram 32,8%, e, somado ao aumento da produção, as forças se equilibraram.
A avaliação do desempenho do setor é positiva, avaliando-se as vendas internas. A conta do consumo aparente praticamente se manteve estável, comparado a igual período do ano anterior.
O 1º e o 2º trimestre de 97 foram muito atípicos no sentido positivo. Estamos comparando o período de 98 a um momento econômico muito forte do ano anterior, que teve uma base alta, principalmente no primeiro trimestre.
Setorialmente, em graus diferentes, estamos sentindo os efeitos das medidas do pacote econômico, o Brasil teve redução na sua taxa de crescimento e o reflexo está aqui. As medidas econômicas do final de 97 tiveram, claramente, um forte efeito sobre a economia, em diversos setores, como o automobilístico e eletroeletrônico e linha branca, por exemplo. Porém, acreditamos que a fase aguda desse ajuste já está superada e que nesse segundo semestre o quadro será mais favorável. Houve uma desaquecida no mercado nos meses de junho e julho, e agosto não promete muito. Até maio tudo ia de acordo com as expectativas, mas teve a copa do mundo e férias das empresas, o que atrapalhou o desempenho do setor, contudo, são boas as expectativas para o próximo semestre (Ver tabela abaixo).

 


RESINAS TERMOPLÁSTICAS - 1998
Análise Comparativa

 PRODUTOS

 JAN/JUN 98
(A)
ton

 JAN/JUN 97
(B)
ton

 VARIAÇÃO
(A/B)
%

 1. POLIETILENO DE BAIXA DENSIDADE

Produção
Vendas Internas
Vendas VIPE
Importações
Exportações
Consumo Aparente
325.095
236.891
398
9.808
79.236
255.269
328.620
243.913
40
25.675
51.186
303.069
 -1,07
-2,88
895,00
-61,80
54,80
-15,77

 2. PEBD LINEAR

Produção
Vendas Internas
Vendas VIPE
Importações
Exportações
Consumo Aparente
 83.134
74.279
0
19.072
13.629
88.577
 82.735
63.204
0
24.085
13.338
93.482
 0,48
17,52
-
-20,80
2,18
-5,25

 3. POLIETILENO DE ALTA DENSIDADE

Produção
Vendas Internas
Vendas VIPE
Importações
Exportações
Consumo Aparente
 343.112
277.051
200
25.061
57.801
310.172
 311.911
229.913
0
33.797
64.897
280.811
 10,00
20,50
-
-25,85
-10,93
10,46

 4. POLIPROPILENO

Produção
Vendas Internas
Vendas VIPE
Importações
Exportações
Consumo Aparente
 346.841
230.973
13.603
23.919
70.139
287.018
 314.336
240.162
11.965
29.712
25.484
306.599
 10,34
-3,83
13,69
-19,50
175,00
-6,39

 5. POLIESTIRENO

Produção
Vendas Internas
Vendas VIPE
Importações
Exportações
Consumo Aparente
 63.413
62.960
0
69.103
1.943
130.573
 66.030
65.654
0
51.544
1.731
115.843
 -3,96
-4,10
-
34,00
12,25
12,72

 6. POLICLORETO DE VINILA

Produção
Vendas Internas
Vendas VIPE
Importações
Exportações
Consumo Aparente
 312.570
270.230
7.785
45.026
24.385
325.426
 298.759
258.525
8.508
26.110
30.139
286.222
 4,62
4,53
-8,50
72,45
-19,00
13,70

 7. EVA

Produção
Vendas Internas
Vendas VIPE
Importações
Exportações
Consumo Aparente
 16.308
0
2.658
4.271
10.851
14.695
 12.981
0
5.595
2.558
10.838
16.018
 25,63
-
-52,50
67,00
0,12
-8,26

 8. TOTAL GERAL (1+2+3+4+5+6+7)

Produção
Vendas Internas
Vendas VIPE
Importações
Exportações
Consumo Aparente
 1.490.473
21.986
194.647
251.404
1.163.235
1.411.730
 1.415.372
20.513
196.518
189.333
1.112.209
1.402.044
 5,31
7,20
-0,95
32,80
4,59
0,69

Consumo aparente = produção + importação - VIPE - exportação


 

INP TEM NOVA DIRETORIA

No dia 18/08, tomou posse a nova diretoria do Instituto Nacional do Plástico, sob a presidência de Alexandrino de Alencar, diretor da OPP Petroquímica, empresa da Organização Odebrecht. A cerimônia aconteceu na sede da Fiesp (Av.Paulista, 1313), em São Paulo e contou com a presença de expressivas figuras de nosso setor industrial.
A principal meta da entidade, que representa toda a cadeia petroquímica até o produto final, além dos fabricantes de máquinas, é a valorização da imagem do plástico, material que concentra em sua cadeia produtiva cerca de 4% do PIB brasileiro. Modernização tecnológica, principalmente de pequenas e médias empresas; programas de qualificação profissional e outros voltados à qualidade do produto brasileiro estão entre as prioridades do INP. Os desafios para uma maior competitividade do setor são grandes. Desde 93, quando o valor das importações foi praticamente igual ao das exportações, o déficit na balança comercial de produtos de material plástico vem crescendo anualmente, atingindo R$ 453 milhões em 97.

CONVÊNIO GARANTE BRINQUEDOS
CADA VEZ MAIS SEGUROS

Com o objetivo de oferecer ao consumidor um produto cada vez mais seguro e, ao mesmo tempo, estimular o aprimoramento da qualidade, buscando um padrão internacional para o brinquedo nacional confeccionado com o plástico PVC, a Abrinq - Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos e o Instituto do PVC - representante nacional da cadeia produtiva do PVC, com interveniência dos seus sócios OPP/Trikem e Solvay do Brasil, assinaram um termo de compromisso que implica em vantagens para os fabricantes de brinquedos de PVC certificados de acordo com a regulamentação do Inmetro. Enquanto isso, órgãos fiscalizadores comemoram a marca de 600 milhões de brinquedos produzidos de acordo com a norma da ABNT.

O acordo entre as duas entidades, firmado em solenidade realizada na Fiesp, e divulgado durante a 15º Abrin - Feira Internacional de Brinquedos, reforça o poder de fiscalização dos órgãos responsáveis pelo atendimento da norma e garante a produção de brinquedos cada vez mais seguros. O objetivo principal do convênio é a concessão de condições e tratamento diferenciado aos sócios da Abrinq que usam PVC e tenham seus brinquedos certificados pelo Inmetro.
Assinaram o documento o presidente do Instituto do PVC, Francisco de Assis Esmeraldo, o presidente da abrinq, Synésio Batista da Costa, o diretor de Relações Institucionais da OPP/Trikem, Alexandrino de Alencar, o diretor da Solvay do Brasill, João Batista Matuja, o presidente da Abiquim- Associação Brasileira da Indústria Química, Guilherme Duque Estrada, e o presidente da Abiplast - Associação Brasileira do Plástico, Merheg Cachum.
A Norma Brasileira NBR nº 11786, que fixa as condições exigíveis à segurança do brinquedo fabricado e comercializado no País e refere-se a possíveis riscos que não podem ser identificados prontamente pelo público, mas que podem surgir durante o uso normal destes brinquedos ou em conseqüência de abuso razoavelmente previsível, é a que deve ser seguida pelos fabricantes de brinquedos. Para Esmeraldo, presidente do Instituto do PVC, esse é um grande passo em benefício da criança brasileira, e para o presidente da Abrinq, Synésio Batista, também é um passo importante para que o Brasil não fique atrás das soluções técnicas.
Entre as cláusulas estabelecidas no convênio, estão a garantia de acesso a informações estratégicas internacionais, promoção de intercâmbio com produtores mundiais de brinquedos, desenvolvimentos tecnológicos gerados pela OPP/Trikem e Solvay do Brasil, assim como utilização de seus laboratórios de assistência técnica, e prioridade no suprimento da resina de PVC. O alinhamento com os princípios de programa internacional da Abiquim “Atuação Responsável’, referentes ao impacto do uso e manuseio dos produtos nas áreas de saúde, segurança e meio ambiente, também está contemplado no acordo.

Convênio recebe apoio do ministério
O Ministro da Indústria, Comércio e Turismo, José Botafogo Gonçalves, esteve presente na solenidade da Fiesp dando apoio ao brinquedo nacional. Ele reconheceu e valorizou o esforço do setor em crescer de acordo com os melhores padrões internacionais, gerando emprego e renda.
A valorização de produto nacional, uma bandeira levantada pelo presidente da Abrinq, resultou em ações efetivas dos fabricantes brasileiros de brinquedos. De julho/96 até hoje, mais 5 mil trabalhadores foram admitidos e foram investidos R$ 227 milhões em qualidade e produtividade. Cerca de 100 mil novos brinquedos, com custos reduzidos em torno de 20%, foram colocados no mercado, popularizando o brinquedo no País para uma média de 7 milhões de crianças que até então não tinham acesso a essa fantasia.
No Brasil, a média é de 6,3 brinquedos criança/ano, mas a Abrinq quer alcançar a meta dos Estados Unidos, com 23 brinquedos criança/ano. Hoje, existem 36 milhões de crianças com brinquedo no País e 23 milhões sem possibilidade de concretizar esse sonho. Por isso, os fabricantes querem expandir a produção e as vendas de brinquedos nacionais. Eles já comemoram, junto com o Instituto Falcão Bauer, Inmetro e IQB - Instituto da Qualidade do Brinquedo a marca de 600 milhões de brinquedos produzidos de acordo com a norma da ABNT. O estímulo serviu para um recorde de produção física de 202 milhões de brinquedos este ano, a maior dos últimos 50 anos.
A exportação de brinquedo brasileiro, crescente desde 96, chegou a 26% em 98, o equivalente a US$ 11 milhões. Apesar do cenário econômico brasileiro, os brinquedeiros querem produzir para atender as 55 milhões de crianças existentes no País, dando alegria às crianças materializando seus sonhos.
O ex-ministro e atual Dep.Federal, Francisco Oswaldo Neves Dornelles, também prestigiou o evento e falou que a decisão do governo, em 96, de salvaguardar a indústria nacional, foi não apenas um instrumento para abertura do setor, mas uma medida de proteção que, somada ao esforço de crescimento da indústria de brinquedos, resultou em produtos com mais qualidade e em melhores condições de competitividade no mercado internacional.

DESEMPENHO DA PETROQUÍMICA TRIUNFO GARANTE
MAIS UM PRÊMIO EXCELÊNCIA EMPRESARIAL

A Petroquímica Triunfo conquistou, mais uma vez, o Prêmio Excelência Empresarial da Fundação Getúlio Vargas, sendo a única empresa a obter essa distinção pela terceira vez consecutiva - nos anos de 96,97 e 98. A solenidade de premiação aconteceu dia 18/08, às 11 horas, na sede da Fundação, no Rio de Janeiro. Recebeu a distinção o Diretor Superintendente da empresa, Miguel Lampert.
O Prêmio Excelência empresarial surgiu há oito anos, quando o Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getúlio Vargas decidiu destacar, da lista das “500 Maiores” da revista Conjuntura Econômica, editada pela Fundação, as 12 empresas que apresentaram os melhores indicadores de desempenho econômico-financeiro. A Petroquímica Triunfo apresentou, no ano passado, uma rentabilidade do patrimônio líquido de 29,1%, grau de endividamento de 0,38 e liquidez corrente de 2,87 - indicadores muito superiores à média do setor petroquímico, conforme apuração da FGV: 1,88% , 0,85 e 1,24, respectivamente.
Além disso, outros fatores também foram decisivos para a premiação: a obtenção do certificado ISO 9002 para todos os seus produtos, índices de exportação, a aprovação do projeto de unidade linear (PELBD) e de polietileno de alta densidade (PEAD), capacitando-a a ampliar a produção em 130 mil toneladas/ano, o constante aperfeiçoamento tecnológico, o compromisso com a ABIQUIM quanto à proteção ambiental, e a filosofia de apoiar eventos artísticos e culturais.
Com produção recorde em 97 - volume anual 10,8% superior a 96, a Triunfo também apresentou comercialização 5% superior ao total verificado no ano anterior, com as vendas totais atingindo 142,4 mil toneladas, das quais 113,3 mil para o mercado interno e 29,1 mil para o mercado externo.
Ao adotar estratégias direcionadas à melhoria do seu desempenho, imagem e condução dos negócios, a Petroquímica Triunfo foi destacada também como a “Melhor Empresa do Setor de Química/Petroquímica” e com o Prêmio Desempenho Industrial da Região Sul pela Fundação Instituto Miguel Calmon de Estudos Sociais e Econômicos da Bahia.

CLOROSUR: EMPRESAS APOIAM INTEGRAÇÃO

Associação Sul-americana da Indústria de Cloro-Soda e Derivados realiza primeira conferência em Buenos Aires, ganha apoio de 28empresas e reconhecimento internacional

A 1ª Conferência Anual da Clorosur, entidade que reúne os produtores de cloro e derivados da América do Sul, teve saldo bastante positivo: realizado no final de junho em Buenos Aires, o encontro contou com 74 participantes e ao final contabilizou um salto expressivo no número de associados (de onze para 28). Além dos sócios de sete países do continente(Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Peru, Venezuela e Uruguai), duas empresas de fora da região aderiram à Clorosur - uma dos Estados Unidos e uma do Japão.
“A Clorosur é muito importante como representação da indústria do cloro, e não apenas na América do Sul”, afirmou Bob Smerko, presidente do Chlorine Institute, principal entidade da indústria de cloro dos Estados Unidos. Participante da reunião de Buenos Aires, Smerko lembrou: Com a Clorosur, passamos a contar com um interlocutor de peso no continente, que trabalha dentro dos princípios de Atuação Responsável”.
A Clorosur é a primeira iniciativa de um setor econômico de peso de colocar em prática a integração regional na América do Sul. “O cloro e seus derivados são de grande importância para o continente”, afirmou ao final da conferência o presidente da Clorosur, Antonio de Castro Almeida: “A região tem capacidade instalada de 1,6 milhão de toneladas anuais de cloro e derivados, o que nos coloca como o sétimo maior produtor mundial”. Ele previu que em pouco tempo pelo menos 50 empresas estarão associadas à entidade.
Antonio Almeida considera que as empresas do setor entenderam com rapidez a importância da Clorosur: “Mostramos de início nossa atuação direcionada sempre em prol do meio ambiente, com ações voltadas para as questões de saúde e segurança e controle de tecnologias. A associação vai atuar de maneira integrada, organizada e pró-ativa”.
Entre as prioridades da Clorosur está incentivar o uso do cloro. Trata-se de uma iniciativa importante: segundo a Organização Mundial de Saúde, 25 mil crianças morrem todos os dias em consequência de doenças propagadas pela água, em lugares do mundo em que não há água clorada.

CALF LÍDER INTERNACIONAL EM MÁQUINAS DE IMPRESSÃO

Desde 1960 a Calf S.p.A. construiu uma invejável reputação baseada na ética que “a contínua qualidade é a qualidade de procurar”.
A Calf é uma empresa fabricante de máquinas de impressão Serigráficas e Offset, carregadores automáticos e fornos de secagem, para frascos e cápsulas de plástico e alumínio, e líder internacional na produção de máquinas automáticas por conta de terceiros. A empresa oferece um serviço completo de instalação, arranque, instrução do pessoal e um serviço de assistência técnica após venda para se apresentar à clientela como parceiro ideal de fornecimento, atingindo assim um elevado nível de cooperação entre as empresas.
A Calf dispõe de uma rede de distribuição espalhada pelo mundo, com agentes nos cinco continentes. Os estabelecimentos Calf encontram-se situados em Montecchio Emilia, nos arredores de Reggio Emilia, com uma extensão de mais de 12.000 metros quadrados.
A Calf foi fundada no início dos anos 60 possuindo hoje mais de 100 trabalhadores. Obteve a certificação ISO 9002 em 1991 e continua em expansão através da pesquisa e desenvolvimento da própria gama de máquinas para impressão e a cooperação nos projetos com os próprios clientes sobre novos produtos, além da produção de máquinas e componentes sobre desenho dos clientes. A filosofia Calf baseia-se em dois princípios fundamentais: Qualidade e Serviço prestando especial atenção às exigências dos clientes. Segundo sua diretoria, sua equipe tem capacidade para trabalhar em conjunto, utilizando as sinergias individuais, tendo uma única visão comum onde o cliente representa a parte principal.
A gama das máquinas de impressão foi projetada para satisfazer as exigências dos vários mercados no mundo dos plásticos, como extrusão, injeção e sopro, prestando especial atenção às cápsulas de alumínio para garrafas.
A contínua evolução da realidade política e comercial internacional conduziu a Calf S.p.A. a estar presente pela primeira vez na feira K’98, com o objetivo de encontrar os seus numerosos e afeiçoados clientes e dar a conhecer àqueles que ainda não o são, a avançada tecnologia e elevado padrão qualitativo dos seus produtos.
Segundo informaram,o pessoal da Calf terá o maior prazer de ilustrar a todos os visitantes do seu stand (pavilhão 8 - stand B58) duas máquinas de impressão com processos em Serigrafia, série Decoline, e Offset, série Litho.
A máquina serigráfica, série Decoline, automática e modular até seis cores, foi criada para ser o mais possível flexível para a sua utilização e para novos investimentos futuros. A elevada qualidade padrão das máquinas serigráficas Decoline, garante performances aos mais elevados níveis; os acessórios previstos ajudam o cliente a otimizar a própria atividade.
A máquina Offset, série Litho de cinco e seis cores, é líder nos mercados das máquinas de injeção e extrusão para tubos de diversas densidades nos mercados dos cosméticos, química farmacêutica, alimentar, além de representar o melhor produto para empresas fabricantes de cápsulas decoradas de alumínio e plástico. Portanto, Calf é o parceiro ideal para as empresas que acreditam no próprio trabalho para obter o melhor resultado.

 

DIRETORIA DO SIMPERJ TOMA POSSE NA FIRJAN

Cerca de 200 convidados estiveram presentes na posse da Diretoria do SIMPERJ - Sindicato da Indústria do Material Plástico do Est. do RJ, eleita para o triênio 1998-2001. A cerimônia, seguida de um "coquetel souper", realizou-se no dia 03 de agosto, na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro e reuniu diversas personalidades do cenário político do Estado. Entre as autoridades que prestigiaram o evento, podemos destacar o Deputado Federal Márcio Fortes; o Secretário de Estado de Indústria, Comércio e Turismo, Hélio Meirelles; o Vice-Presidente do Tribunal Regional do Trabalho, Azulino de Andrade Filho; o Vereador Waldir Abrão; o Delegado Regional do Trabalho, Luiz Edmundo de Rezende Vieira; Presidente da FIRJAN, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira; e Gilberto Ramos, candidato a vice-Governador do Rio de Janeiro, na chapa do ex-prefeito César Maia. Também estiveram presentes membros da Diretoria da FIRJAN e representantes de instituições como TRT, ADESG, além de empresários do Setor, Presidentes de Sindicatos de diversas categorias e a Diretoria do JORNAL DE PLÁSTICOS.
À frente da Diretoria do SIMPERJ, sendo reconduzido à Presidência pelo quinto mandato consecutivo, o empresário carioca, Gilberto Jaramillo. Bacharel e Licenciado em Química pela UERJ, Jaramillo é Diretor-Presidente da Neoplástica, Indústria, Comércio e Representações. Ocupa também o cargo de Diretor Efetivo da Firjan, Membro do Conselho de Administração da Comlurb e Juiz Classista de Empregadores do Tribunal Regional do Trabalho do RJ.
Toda a Diretoria do SIMPERJ é composta por profissionais de destaque e vasto conhecimento na área, oriundos de empresas de grande representatividade, confirmando o respaldo e apoio que o empresariado do Setor vem lhe conferindo na luta pelos interesses das indústrias de plástico, não só deste Estado, como de todo o País.
Em seu discurso, Gilberto Jaramillo mencionou o compromisso firmado pelo Presidente da Firjan, Eduardo Eugênio, para que os projetos do SIMPERJ se materializem. Em contrapartida, Jaramillo reafirmou a sua antiga convicção de que os Sindicatos devem ser os principais duvulgadores e vendedores dos produtos e serviços gerados pela Federação.
O Deputado Márcio Fortes, que presidiu a Cerimônia, destacou a importância da Indústria de Plástico perante a Sociedade, a Justiça do Trabalho e todo o Sistema Sindical, principalmente com as novidades no setor de petróleo e gás que gerarão uma força muito grande para o Segmento de Transformação.
O Juiz Azulino de Andrade Filho, Vice-Presidente do TRT, que também compôs a mesa, lembrou o empenho que os membros do judiciário tem tido em enjagar-se, cada vez mais, no contexto da Sociedade para apoiar a retomada de desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro.
O Secretário de Estado de Indústria, Comércio e Turismo, Hélio Meirelles, ressaltou que o grande desafio da nova Diretoria será colocar em prática o Rioplast, programa de incentivo à indústria de Transformação, que foi assinado pelo Governador Marcello Alencar. Esse será um dos caminhos para demonstrar ao Brasil inteiro a capacidade que essa indústria tem de contribuir para o desenvolvimento e a geração de empregos no Estado.

UNIPAR FECHA 1º SEMESTRE COM LUCRO DE R$ 19,4 MILHÕES
Empresa antecipa distribuição de dividendos

A UNIPAR registrou lucro líquido de R$ 19,4 milhões, pela Legislação Societária, no primeiro semestre do ano, o equivalente a um lucro por ação de R$ 0,09. Esse resultado demonstra uma expressiva recuperação frente ao mesmo período do ano passado, quando se verificou um prejuízo de R$ 3,6 milhões. O 2º trimestre foi o principal responsável pelo desempenho positivo da UNIPAR, registrando lucro líquido de R$ 13 milhões, o dobro do montante realizado no primeiro trimestre do ano. A empresa vai antecipar o pagamento de dividendos referente ao exercício de 1998, distribuindo em setembro R$ 0,01 por ação.
Esse resultado, segundo Vitor Mallmann, Vice-Presidente e responsável pela área de Relações com o Mercado da UNIPAR, foi obtido graças à implementação de programas de redução de custos fixos e racionalização da produção - inclusive com alienação de unidades industriais deficitárias sem perspectiva de reversão no médio prazo - o que proporcionou expressiva recuperação de resultados das empresas controladas e coligadas. “A localização da maioria das unidades em São Paulo permitiu a manutenção de margens adequadas, mesmo em um ambiente de retração de preços e superoferta de produtos petroquímicos em nível global”, comentou Mallmann.
Entre as empresas que mais contribuíram para o desempenho positivo da UNIPAR no semestre, vale destacar o resultado da Divisão Química da UNIPAR, cujo lucro bruto no período chegou a R$ 6,7 milhões, praticamente o dobro do valor registrado em igual período de 1997. Tal desempenho reflete a redução dos custos e a paralisação da unidade de oxo-álcoois.
Já a União Terminais – 100% controlada pela UNIPAR – fechou o semestre com lucro líquido de R$ 2,4 milhões, cerca de três vezes o valor registrado no 1º semestre de 1997. Esse desempenho foi conseqüência da restruturação da empresa, aliada ao melhor desempenho comercial do negócio. A contribuição da União Terminais para o resultado da UNIPAR, de R$ 2,4 milhões, correspondeu a cerca de 10% da receita de equivalência patrimonial da holding.
A Petroquímica União (PQU) – da qual a UNIPAR é o maior acionista, com 37% do capital votante – registrou um lucro de R$ 19,8 milhões no semestre, o que representou uma expressiva reversão do prejuízo registrado em igual período de 1997 (R$ 3,9 milhões). Com isso, a contribuição da PQU para o resultado da UNIPAR foi R$ 8,9 milhões, representando 35% da receitta de equivalência da holding.
Entre as empresas coligadas, a OPP Polietilenos teve lucro líquido de R$ 19,5 milhões no acumulado do ano, superando em cerca de 10% o montante alcançado em igual período de 1997. A contribuição da OPP Polietilenos para o resultado da UNIPAR no 1º semestre foi de R$ 7,3 milhões, correspondente a 30% da receita de equivalência patrimonial.
Já na Carbocloro, a alienação da unidade de anidridos e ftalatos, cuja operação vinha se mostrando deficitária, contribuiu para a obtenção de um lucro operacional no semestre de R$ 8,8 milhões, correspondente a um aumento de 150% em relação ao montante registrado em igual período de 1997. O prejuízo não operacional de R$ 15 milhões oriundo da alienação dos ativos da referida unidade não teve influência no resultado da UNIPAR, visto que seu efeito foi contabilizado no resultado de 1997. Desta forma, a Carbocloro contribuiu no semestre com R$ 5,8 milhões para o resultado da UNIPAR, correspondendo a 24% da receita de equivalência patrimonial.

 

MERCOPLAST 98 & RODA DE NEGÓCIOS
MOSTRE SEUS PRODUTOS E CONQUISTE NOVOS MERCADOS

Já foi dado início ao lançamento da Mercoplast’98, que será realizada de 10 a 13 de novembro, na Firjan, e terá um perfil diferente e inovador. O objetivo do Simperj é possibilitar que as indústrias realizem joint-ventures, transferências de tecnologia, parcerias, associações em projetos e outros negócios, com empresas nacionais e internacionais. O intuito, também, é dedicar um espaço maior às indústrias de Transformação de Plástico, reunido, lado a lado, às grandes empresas do Setor, com as pequenas e médias, que terão a oportunidade de expor suas linhas de produtos e lançamentos para os compradores de seus principais e potenciais clientes.
Outro ponto de diferenciação será a parceria com o Centro Internacional de Negócios da Firjan, através do Eurocentro, que estará organizando uma Roda de Negócios específica do Setor de Plástico. Esta contará com a vinda de uma missão empresarial com participantes de cerca de 20 indústrias do Setor, oriundas de países como Áustria, Alemanha, Espanha, Suécia e Portugal, que virão ao Brasil, em uma missão patrocinada pela Comunidade Européia, especialmente para buscar oportunidades de negócios com indústrias brasileiras.
Realizado a cada dois anos, o evento vai para a sua 3ª edição, sendo ainda sucessor da I e II BIP (Brasilian International Plastic), todos organizados pelo Simperj. O último aconteceu em 96 e teve cerca de 60 empresas expositoras, sendo 11 de Portugal. Estavam presentes empresas de diversos segmentos do Setor, como Transformação, Matéria-prima e Máquinas que, durante cinco dias, mostraram ao mercado seus produtos e novidades. A Mercoplast’96 foi realizada simultaneamente à Rio Oil & Gás, que é organizada, também nos anos pares, pelo IBP - Instituto Brasileiro de Petróleo. Ambas aconteceram no Riocentro e tiveram cerca de 18.000 visitantes.


PLÁSTICOS PAGAM MAIS IPI NAS FASES DE PRODUÇÃO

O grupo Força Tarefa, formado pela Abiplast, Siresp e Abiquim, prova que os plásticos são mais onerados do que outras matérias-primas. O fato veio à tona a partir de uma pesquisa encomendada pelo Grupo ao economista Fábio Tavares Fusco, que pautou seu estudo em entrevistas com especialistas na área de plásticos e numa pesquisa junto à Nomenclatura Brasileira de Mercadorias, onde verificou dados sobre a incidência do IPI em ítens de consumo final iguais, porém de matérias-primas diferentes.

Os resultados da pesquisa mostraram o que já se sabia, mas nunca foi documentado. Se os derivados de plásticos recebessem o mesmo tratamento fiscal concedido aos demais produtos, seriam mais acessíveis e de uso mais generalizado para as classes de renda com menor poder aquisitivo”, constata Fábio Fusco, ratificando posição já defendida pela cadeia petroquímica. Segundo o economista, como as matérias-primas são classificadas como isentas, não tributadas ou reduzidas a alíquota zero, não cabe a taxação cumulativa em todas as fases do produto até ele chegar ao consumidor final.
O estudo constatou que a incidência do IPI - Imposto sobre Produtos industrializados, aplicada aos produtos derivados de resinas termoplásticas, é superior às aplicadas sobre os mesmos produtos derivados de outras matérias-primas. Tomando por base o princípio da isonomia fiscal, pelo qual produtos destinados ao mesmo uso devem ter a mesma taxação, o economista identificou o rol de artigos derivados de plásticos que tem suas alíquotas diferenciadas em relação aos demais, com o objetivo de comparar essas alíquotas e quantificar seus efeitos sobre os preços finais destes produtos.
Trocando em números, caixas e caixotes engradados de plástico são taxados em 15% de IPI, enquanto sobre os de cartonagem a incidência é de 8% e os de madeira são isentos. Ao composto de PVC para janelas e perfis, é imposto 12%, para os de alumínio 10%, os de ferro 5% e para os de madeira é zero. Material escolar e artigos para escritório em termoplásticos têm taxação de 15% e 20%, respectivamente. Nesse segmento os produtos de madeira são isentos de IPI. Já para embalagens, ráfia paga 5%, algodão e juta são isentos, enquanto as resinas sintéticas (exceto para fertilizantes) e o papel (exceto para produtos alimentícios) são taxados igualmente em 15% de IPI. “Essa situação cria um desequilíbrio na concorrência, uma vez que o imposto deixa de ser neutro para se tornar um ônus maior sobre os artefatos de plástico”, diz Merheg Cachum, presidente da Abiplast. Segundo ele, isto passa a ser uma desvantagem maior para os artefatos de plástico em relação a produtos iguais, de materiais diferentes.
Os produtos plásticos são taxados desde sua produção até chegar às prateleiras. As empresas de 2ª geração taxam e recolhem 12% sobre os preços finais de seus produtos. Já a parcela relativa aos petroquímicos básicos (eteno, propeno, benzeno e outros) não é descontada, onerando o produto final proporcionalmente à parcela destes insumos. Em etapas posteriores, as resinas termoplásticas(PEAD, PEBD, PEBDL, PP e PVC), tem vários produtos derivados taxados com alíquotas inferiores, ficando impossibilitados de compensar o IPI e também sofrendo o ônus na proporção da matéria-prima.

Diferenciação da carga tributária
“Existe uma categoria de produtos plásticos ou aplicações destes que têm suas alíquotas diferenciadas visando reduzir o preço final do bem de consumo ou viabilizar um projeto específico, como os destinados à indústria alimentícia, fertilizantes, farmacêuticos, têxtil, saneamento básico e à indústria aeronáutica”, diz o economista. Com relação aos reflexos nos preços finais dos protuos plásticos, decorrentes da incidência dos impostos não compensáveis, Fusco explica que eles incidem em cada etapa do processo produtivo e não se compensam em etapas posteriores. “Como a cadeia produtiva dos produtos plásticos é longa - 8 a 10 etapas até o consumidor final - a incidência é ainda maior. Essa tendência só é anulada quando é pequena a participação das matérias-primas na composição do preço final”, completa. Para os transformadores, diz Merheg Cahum, o Custo Brasil fica agravado, em primeiro lugar, pela existência das distorções decorrentes do desalinhamento das alíquotas e, em segundo lugar, pelo número de etapas da cadeia produtiva, agregando, em cada uma delas, as taxas de incidência fixa. Todo o esforço da terceira geração, para aumentar sua competitividade, fica anulado pela tributação, injusta e prejudicial”, completa.
Outro capítulo do estudo de Fusco generaliza: o comportamento da incidência do PIS e COFINS no preço final dos produtos é de cerca de 6% e, quando agregados a Contribuição Social e o CPMF, a participação no preço final vai para 8,5%. A avaliação final é que existem distorções na aplicação das alíquotas do IPI que são mais intensas quando analisados os produtos termoplásticos, cujas alíquotas de imposto são maiores comparativamente às das demais matérias-primas. “O grupo Força Tarefa pretende agora formular propostas para amenizar estas distorções, visando tornar os produtos temoplásticos mais competitivos e de mais fácil acesso a uma camada maior de consumidores”, conclui o presidente do Siresp, Jean Daniel Peter.

 


SUBSTITUIÇÃO DE IMPORTAÇÕES EXIGE ESFORÇO SEGMENTADO

Para avaliar e dimensionar as Importações Brasileiras de Produtos de Matérias Plásticas, o Grupo Força Tarefa, formado pela Abiplast, Siresp e Abiquim, ecomendou uma pesquisa nacional. Esta radiografia do setor petroquímico, coordenada pela eng. química Solange Stumpf, contemplou as quatro regiões brasileiras onde há indústrias de resinas petroquímicas ou pólos de transformação dessas matérias-primas.

Segundo o estudo, o valor total das importações de consumo plásticos, em 1997, foi de US$ 894 milhões, 5,9% superior a 1996. Deste valor, 90% são produtos acabados e 10% entram no País na forma de autopeças e brinquedos. O valor unitário das importações teve incremento de 13,8%, sinalizando maior sofisticação dos importados. Ou seja, o Brasil passou a importar produtos plásticos de maior valor agregado do que aqueles que exporta. No consumo aparente, a participação das importações foi de 9,7%.
A substituição da totalidade das importações de produtos plásticos, que em 1997 foi de 221 mil toneladas, pela transformação no mercado brasileiro poderia gerar incremento de 8% no consumo aparente. No mix das empresas brasileiras, a produção de autopeças, por exemplo, não representa mais do que 7%, enquanto as montadoras importam 45% dos produtos de plástico que utilizam. No setor de eletroeletrônicos, as indústrias da Zona Franca de Manaus são responsáveis por 61% do volume total de eletrônicos e eletrodomésticos importados pelo Brasil e os setores farmacêuticos e de higiene importam 57% dos produtos devido à inexistência de similares nacionais. Outros 37%, apesar de possuirem similares no País e terem baixa performance, também são importados.
Grupos se diferenciam por características preponderantes
O grupo de produtos formado por fitas adesivas, revestimentos de paredes, pallets industriais e embalagem pouchet e outro composto por tampas com injeção bicolor, tubos conectores, caixas para telefonia e tampas especiais para remédios, apresentam as melhores condições para um desenvolvimento focado. O primeiro tem elevada importação por ítem, possui similar nacional, mas 56% deles tem melhor desempenho - equilíbrio de preço e qualidade e boa possibilidade de parceria com fornecedor local. A importação desses artigos são caracterízadas pela decisão de compra baseada na performance de uso do produto em 45,6% dos casos. No outro, que se diferencia pela baixa importação por ítem, foi constatado que dos produtos sem similar nacional, 42% do total, cerca de 62% podem ser produzidos no Brasil sem necessitar de grandes investimentos ou avanços tecnológicos. Porém, 50% do total diz não estar desenvolvendo produto com fornecedores nacionais. Juntos, eles totalizam 58,2% da amostra e podem representar um mercado potencial de cerca de US$ 415 milhões.
Um outro grupo, que tem como ítens filme de BOPP e PVC, pré-formas de PET, caixas para CDs e bobinas PS, relativos a produtos comparáveis em termos de qualidade com o nacional, a questão preço é decisiva na hora da compra para 48% dos casos. A importação por ítem neste caso é baixa e o fornecedor local aparece como uma das suas alternativas. A pesquisa também avaliou filmes especiais de poliéster e fitas shrink e stretch, cuja importação por ítem é elevada, devido à preponderância da qualidade dos produtos, ficando difícil estabelecer parceria com fornecedores locais.Além disso, percebeu-se uma clara barreira de capital ou tecnologia para o desenvolvimento de fornecedores no Brasil para esse grupo.
As recomendações do estudo são as mesmas que as três entidades envolvidas na expansão do setor de plásticos brasileiro vêm promovendo e estão sendo incrementadas a partir da implantação do grupo Força Tarefa. O presidente da Abiplast, Merheg Cachum, identifica, no estudo uma oportunidade de mercado para o artefato transformado. “Precisamos conhecer muito bem as motivações dessas importações para que o transformador possa adquirir e desenvolver a tecnologia necessária para aumentar a produção desses produtos importados”.
O presidente do Siresp, Jean Daniel Peter, concorda e completa: “para substituir as importações, é necessário esforço segmentado, onde as particularidades de cada setor importador sejam analisadas e daí surjam propostas eficazes. Como indica a própria pesquisa, existe um sinalizador bem definido para a substituição do produto importado, a médio prazo”.

 

TUBOS E MANGUEIRAS É COM A INPLA

O JORNAL DE PLÁSTICOS, ao completar 42 anos na promoção de nossa prestigiosa indústria plástica nacional, sente, cada vez mais, orgulho em divulgar notícias de êxitos empresariais, como é o caso da INPLA - Indústria e Comércio de Plástico Ltda., sediada em Londrina, no Paraná.
Fundada em agosto de 1976, fabrica mangueiras de polietileno para construção civil e irrigação agrícola.Recentemente, sua linha industrial foi acrescida de tubos para esgoto em várias medidas e mangueiras em PVC para jardim.
Os produtos INPLA são sempre dirigidos, portanto, para uso na construção civil e agricultura.