DEZEMBRO DE 1998

Matérias do Mês:
EDITORIAL: Apesar de Tudo, Feliz Ano Novo!
Notas Sintéticas
XV Encontro Nacional do Plástico Reuniu Lideranças do Setor
Pronunciamento do Sr. Merheg Cachum, Presidente da Abiplast/Sindiplast no
XV Encontro Nacional do Plástico

Bahiaplast
Encontro Avalia Plásticos na Ásia
Indústria Belga quer Investir no Brasil
Unipar Lucra R$35 Milhões de Janeiro a Outubro
Diagnóstico da Competitividade da Indústria de Produtos de Matérias Plásticas do Paraná
Chegou o Momento da Reestruturação
Retenção, Absorção e Perda de Aromas em Embalagens Plásticas
Techtal: Testado e Aprovado
Química Ambiental: Curso de Especialização, Instituto de Química, UERJ
The Coca-Cola Company Anuncia Acordo para Compra de Marcas da Cadbury Schweppes
Prêmio Qualidade Flexo 1998
Governo Desestimula a Indústria Química Nacional
Enconto dos Associados do Cetea - 1998
H. B. Fuller no Mercado Mundial



EDITORIAL
APESAR DE TUDO, FELIZ ANO NOVO!

NÓS, DO JORNAL DE PLÁSTICOS, temos que confessar aos nossos prezados e atentos leitores - que, espalhados pelos quatro cantos do Brasil estão habituados a ler, nesse espaço, invariavelmente, palavras otimistas quanto ao futuro do nosso País - nossa perplexidade com relação às sombrias perspectivas que, ao que tudo indica, virão a se concretizar em 1999!
O GOVERNO, AO QUE PARECE, e para não ser prejudicado em suas ambicões de reeleição, como se diz na gíria, “cozinhou o galo em banho maria”, desde o final de 97, na época da crise asiática, quando afirmava sermos imunes às crises internacionais.
POIS BEM, O QUE aconteceu, todo mundo sabe: em meados de 98, estourou a “bomba” nas economias brasileira e russa, e o Governo, como o “marido traído” da piada (“o último a saber...”) resolveu, ao invés de se ter preocupado em reduzir o déficit fiscal um ano antes, elevar o juros para tentar segurar o capital especulativo internacional, penalizando o setor produtivo e a população como um todo.
ESTE PONTO DE VISTA foi demonstrado de maneira extremamente lúcida pelo Presidente da ABIPLAST, Merheg Cachum, em pronuciamento durante o XV Encontro Nacional do Plástico, realizado no início de dezembro.Suas palavras, que estão reproduzidas na íntegra nesta edição, devem servir de balizamento para o setor transformador de plástico, com vistas ao novo ano.
PROCURANDO IR ao encontro das necessidades que, por certo, serão acentuadas em 1999, de se capitalizar o setor industrial, através do menor custo, o JORNAL DE PLÁSTICOS, numa iniciativa inédita, está promovendo, já a partir de janeiro, junto aos seus assinantes (e mesmo não assinantes!) formas de anúncios até com valor R$ 0,00!
NO NOSSO “SITE”, http://www.jorplast.com.br, agora com nova “roupagem”, entre outras atrações, como a publicação permanente dos números de telefone/fax de todos os Sindicatos de Transformação, o industrial dispõe de uma página chamada “Mercado Sintético On Line”, onde poderão ser inseridos anúncios de até duas linhas, inteiramente grátis, tendo como objetivo a compra e a venda de máquinas e matérias primas.
O VOLUME DE CONSULTAS de nossa página, na Internet, aproxima-se de 1.500/mês! Com a reformulação do “site”, com essas novas atrações, devemos duplicar ou até triplicar esse valor.
ESSA “BOLSA” DE ANÚNCIOS é uma reivindicação constante de inúmeros empresários que telefonam ao JORNAL DE PLÁSTICOS, diariamente, querendo divulgar a venda ou compra de um equipamento usado gastando o mínimo possível.
ESPERAMOS QUE, através de iniciativas como essa, que juntar-se-ão a outras, durante 1999, possamos colaborar para que todos tenham, apesar de tudo, um FELIZ ANO NOVO!

NOTAS SINTÉTICAS


Atenção Profissionais Ligados ao 
Setor de Plásticos e Polímeros

O JORNAL DE PLÁSTICOS pretende divulgar em seu site na internet, trabalhos técnicos relacionados a plásticos e polímeros. 
Se você é autor de alguma tese, monografia, artigo, etc.,
contate-nos pelo fone/fax: (021) 717-0375 ou pelo e-mail: jorplast@openlink.com.br 


XV ENCONTRO NACIONAL DO PLÁSTICO
REUNIU LIDERANÇAS DO SETOR

Empresários, executivos, demais lideranças dos diversos setores da indústria de transformação de material plástico e representantes da indústria de máquinas e equipamentos utilizados pelo setor participaram no dia 2 de dezembro, do XV Encontro Nacional do Plástico. Considerado um dos principais eventos nacionais de confraternização entre fornecedores e consumidores de matérias primas, produtos e quipamentos, o encontro foi realizado pela Abiplast durante almoço, às12 horas, no Buffet França, na Av. Angélica, nº 750, em São Paulo.
Com base em indicações feitas antecipadamente pelos setores envolvidos, foram homenageadas personalidades de destaque do ano de 1998 dos stores de resinas, transformadores de produtos plásticos e fornecedores de máquinas e equipamentos. No segmento das indústrias de transformação representadas pela Abiplast, conforme indicações feitas por sindicatos e associações regionais, o homenageado deste ano foi o empresário Humberto César de Almeida, diretor da Cande-Campina Grande Industrial S/A. Sua empresa, com 35 anos de existência, é líder estadual no segmento de tubos e conexões de PVC. Os demais setores indicaram, como homenageados, Henri A. Slezynger (Resinas Termoplásticas) e Francisco Augusto Semeraro Júnior (Máquinas e Equipamentos).
A Abiplast reuniu no XV Encontro cerca de 300 pessoas. O ponto alto da homenagem consistiu na entrega do troféu “Ministro Dilson Domingos Funaro”, uma escultura que, agregando pedra, metal e plástico, expressa, numa figura humana, as etapas marcantes da história da humanidade no planeta Terra. Concebido e modelado pela escultora catarinense Temis de Paris, o troféu traduz o conceito de que o avanço tecnológico deve ser expresso pela imagem de um pioneiro, rompendo barreiras através dos tempos.


PRONUNCIAMENTO DO SR. MEREHG CACHUM, PRESIDENTE DA ABIPLAST/SINDPLAST
NO XV ENCONTRO NACIONAL DO PLÁSTICO

“Minhas Senhoras e meus senhores:
Pela décima quinta vez estamos reunidos em um momento de confraternização para um balanço do que foi feito durante este ano e para uma avaliação do que poderá ser feito em 1999.
O aumento do consumo de resinas, no seu conjunto, justifica a expansão da segunda geração em mais de 5% no total. Apenas o polietileno de baixa densidade e o polipropileno tiveram uma pequena diminuição do consumo aparente.
Isto poderia indicar que a Indústria de Transformação termina o ano de 98 com indicadores auspiciosos, se comparados com um crescimento de 1% do PIB brasileiro.
Mas não foi bem assim. O ano de 1998 foi um ano muito difícil, complicado e contraditório. Para mim, pessoalmente, foi o ano mais difícil dos últimos 30 anos.
O ano começou difícil, ainda sob as consequências da crise asiática do final de 97. Em meados de 98, as apreensões aumentaram até que as ameaças sobre o Brasil e sobre a Rússia se concretizaram. A partir de setembro, a crise financeira se instalou e o Governo aumentou os juros e passou a tomar medidas francamente recessivas.
As medidas preventivas, de diminuição do déficit fiscal, que deveriam ter sido implementadas em novembro de 1997, ficaram no papel. Em 97, o Governo apenas aumentou impostos, mas não cumpriu a sua obrigação. Apenas a sociedade pagou pela inércia do Governo preocupado apenas com a reeleição.
A paralisação da indústria automobilística, eletroeletrônica e de eletrodomésticos determinou que importantes setores da indústria de transformação de material plástico também paralisassem suas atividades. O aumento da pressão sobre os preços na área de embalagens provocou uma diminuição do faturamento global e conseqüentemente, uma redução substancial da rentabilidade do setor.
Apenas alguns poucos setores, como os de utilidades domésticas, materiais de construção e produtos de consumo ainda tiveram algum fôlego para se sustentar.
Na criação de empregos, tínhamos previsto que a Indústria de Transformação teria, no final de 1997, 193.789 empregados. Em julho de 1998, o quadro de empregados caiu para 187.403. Foram 6.400 empregos a menos.
O faturamento estimado da Indústria de Transformação para 1998 deverá ficar em torno de US$ 8,9 bilhões de dólares, contra um faturamento estimado para 1997, de US$ 9,4 bilhões de dólares. Isto significou uma perda de 6,1% em valor, apesar de estarmos processando 5% a mais de resinas: estamos consumindo mais resinas e vendendo por um preço menor.
As contradições são evidentes. Uma análise mais detalhada demonstra, porém, que a Indústria de Transformação teve um comportamento heróico para enfrentar as variações do humor da economia em aberta crise financeira nacional por decorrência da crise internacional.
Com uma posição intransigente para defesa da estabilidade econômica resultante do Plano Real, o Governo e seus economistas não tiveram criatividade suficiente para encontrar sistemas alternativos de proteção da moeda que não penalizassem a atividade econômica.
Assim, a economia nacional ficou à mercê do capital volúvel, que permaneceu no País apenas enquanto estava ganhando e que desapareceu assim que desconfiou da política do Governo. Isto obrigou o governo a acenar com taxas de juros altíssimas, para não dizer indecentes, em qualquer tipo de economia. Nem mesmo no auge do processo inflacionário, quando a inflação superava 2.400% num ano, permitiu-se uma taxa de juros real superior a 40% ao ano.
Isto é vexatório. Se, de um lado, tais taxas tornam proibitivos quaisquer tipos de investimentos produtivos, de outro lado:
- dificultam e tornam inviáveis os financiamentos das exportações brasileiras;
- facilitam as importações com financiamentos externos e a longo prazo e, finalmente:
- aumentam a dívida interna brasileira que nós, a atividade produtiva, deveremos pagar inexoravelmente.
Não é por outro motivo que o presidente do Banco Central tem afirmado que a indústria brasileira está com um preço desvalorizado, bastante favorável para ser adquirida por investidores estrangeiros.
Se não bastasse isso, a Indústria, como um todo, ainda continua pagando o Custo Brasil, com um sistema tributário injusto, regressivo, cumulativo, que representa a maior carga tributária da América Latina e uma das mais altas do mundo, agora em 30% do PIB, mas que deverá ser elevada para 32%, após a aprovação do pacote que está em discussão no Congresso.
Nossas entidades têm procurado elaborar estudos, no nosso âmbito de atuação, para demonstrar o absurdo dessas injustiças, seja com alíquotas desalinhadas e desajustadas, seja com a concorrência desleal de produtos iguais terem alíquotas de IPI diferentes, quando feitos de outras matérias primas e, principalmente, com a transferência, para o Industrial produtor, do ônus de financiar a Previdência Social e a Fazenda Nacional, pagando as contribuiões e os impostos à vista, sem qualquer consideração quanto ao prazo do financiamento que normalmente se concede no faturamento.
Até agora, entretanto, nehuma resposta obtivemos. Mas vamos continuar insistindo em ser industriais num ambiente adverso, economicamente injusto, com taxas de juros indecentes, com aviltamento de preços e, finalmente, ainda sendo considerados sempre como contumazes sonegadores, como nos considera a Receita Federal, ao organizar o Cadastro Nacional de Pessoal Jurídicas - CNPJ e o Cadastro Nacional de Inadimplentes - CADIN, que não permitem ao contribuinte, sequer discutir a validade ou a arbitrariedade de uma exigência absurda de imposto ou de multa.
1998 foi um ano difícil. Mas é costume, todo o fim de ano, renovarmos nossas esperanças. É isto que desejamos fazer agora, neste XV Encontro Nacional do Plástico. Vamos esperar que o segundo mandato do Governo Federal possa defender a estabilidade do Plano Real com menos ênfase para as medidas monetaristas, que somente têm enriquecido os especuladores, e muito mais ênfase nas medidas de defesa da enconomia nacional e da indústria que aqui está instalada e é responsável pela riqueza do País.
Ainda sobrevivemos e é com satisfação que podemos, neste encontro, homenagear companheiros distinguidos pelos 3 segmentos-de resinas, de máquinas para transformação plásticos e dos transformados, que se destacaram nos seus respectivos setores e que são um exemplo para todos nós, que não poderemos nos deixar abater pelo pessimismo, nem nos desanimar com a adversidade dos fatos.
A homenagem não significará, portanto, apenas a distinção dos companheiros: Francisco Augusto Semeraro Júnior, Henry Armand Slezynger e Humerto César de Almeida. A homangem é, também, nossa afirmação de confiança no nosso trabalho e a certeza de que, apesar de todas essas adversidades, as Indústrias de Resinas, as Indústrias de Máquinas para Plásticos e a Indústria de Transformação saberão superar essas dificuldades, para fazermos o ano de 1999 um ano próspero, com crescimento e com muito sucesso, para podermos entrar no 3º milênio com confiança e com crescimento. Parabéns aos homenageados e um Feliz Natal para todos.”



ABIPLAST
Associação Brasileira da Indústria do Plástico
Análise do ano de 1998 (Previsão)
Em 1.000 TON.

ANÁLISE DE MERCADO
CONSUMO APARENTE DE RESINAS TERMOPLÁSTICAS

   1996

 RESINA

 PROD.

IMPORT.

EXPORT.

CONS.*

 PEBD

 561.246

 26.448

 109.198

 478.496

 PELBD

 170.252

  17.903

  39.910

 148.245

 PEAD

 529.395

 80.879

 99.889

 510.385

 PS

 149.347

 95.911

 5.050

 240.208

 PS exp.

 10.376

 21.287

 1.721

 29.942

 PP

 589.577

 49.855

 102.770

 536.662

 PVC

 629.959

 81.252

 146.885

 561.326

 PET

 97.945

  100.091

  24.768

  173.268

 TOTAL

 2.735.097

 473.626

 530.191

 2.678.532

   1997

 RESINA

 PROD.

IMPORT.

EXPORT.

CONS.*

 PEBD

  664.363

 40.509

 177.118

 527.774

 PELBD

 176.662

 43.542

 27.896

 192.308

 PEAD

 643.538

 48.430

 128.419

 563.549

 PS

 132.696

 104.240

 3.594

 233.342

 PS exp.

 10.376

  21.287

1.721

29.942

 PP

635.939

 53.580

 94.572

 594.947

 PVC

 631.851

61.817  

 85.241

 608.427

 PET

 143.343

142.656  

 36.987

249.012 

 TOTAL

 3.038.788

 516.061

555.548  

2.999.301 

   1998

 ÍNDICE 98/97

 RESINA

 PROD.

IMPORT.

EXPORT.

CONS.*

 PEBD

 652.647

 24.611

 187.253

 490.005

  -7,16

 PELBD

 175.053

 48.068

 26.251

196.870  

2,37 

 PEAD

692.864

60.128  

 120.108

632.884   

 12,30

 PS

 129.879

120.822  

 4.594

246.107  

 5,47

 PS exp.

10.000

 23.000

1.500 

 31.500 

5,20 

 PP

 702.795

 54.373

176.004  

 581.164

-2,32 

 PVC

 649.480

 97.394

59.753  

687.121  

12,93 

 PET

200.000

 121.546

 23.133

 298.413

19,84  

 TOTAL

3.212.718

549.942  

598.596  

3.164.064  

5,49  

Índice 1998/1997
Fonte: COPLAST/ABIQUIM - dados revistos em 01/12/98
PS exp. e PET - valores estimados pela ABIPLAST
O consumo aparente de PET é somente de resinas;
não incluída a importação de pré-formas.
Obs.: CONS*= consumo aparente


ABIPLAST
Associação Brasileira da Indústria do Plástico
VALOR AGREGADO DE TRANSFORMADOS (em US$)
1998 - Previsão (dados provisórios)

Análise de Mercado
Consumo Aparente de Resinas

 RESINA

1996

 1997

 ÍNDICE

 1998

 ÍNDICE

 PEBD

 1.084.358.513

 1.386.610.915

27,87  

1.152.355.350 

(16,89) 

 PELBD

 462.815.674

578.581.180  

25,01  

604.339.448  

4,45 

 PEAD

1.134.063.013

1.683.507.562 

48,45  

 1.548.536.744

(8,02)  

 PS

 480.920.782

469.893.365  

(2,29)  

 475.985.611

 1,30

 PS exp.

138.192.881

128.925.493  

 (6,71)

 126.491.230

(1,89)  

 PP

1.436.774.547

1.614.000.427 

12,33  

1.610.537.002  

(0,21)  

 PVC

2.979.914.378

2.993.401.835 

0,45  

 2.590.064.777

(13,47)  

 PET

725.785.156

632.127.743  

 (12,90)

 803.851.445

27,17  

 TOTAL

 8.442.824.943

 9.487.048.540

12,37  

 8.912.161.607

(6,06) 
Fonte Estimativas e previsões feitas pela ABIPLAST (01/12/98)


BahiaPlast

Nós, do JORNAL DE PLÁSTICOS, testemunhas que somos, há mais de 42 anos, do desenvolvimento da Indústria de Transformação Plástica nacional, - desenvolvimento este que, temos a certeza, deveu-se, em grande parte ao nosso trabalho - sempre nos sentimos entusiasmados com iniciativas que visem a desconcentrar o setor industrial nacional e, com isso proporcionar esperança de negócios e empregos, principamente numa época como a que vivemos.
É o que está acontecendo , na Bahia, através de um programa, criado pela Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração denominado “BahiaPlast”. Em seguida, conforme nos informou a assessoria de comunicação, apresentamos ao empresariado plástico, seus principais pontos:

·Objetivo: fomentar o desenvolvimento do segmento de transformação plástica.
·Iniciativa inédita entre Governo do Estado e iniciativa privada, que elaboraram juntos o programa.
·O BahiaPlast representa um novo ciclo de crescimento para a petroquímica baiana, com a produção local de bens de consumo final e também de insumos para as novas indústrias que se instalam no Estado. O Copec, com seus 20 anos de atividade, inicia não apenas um novo ciclo de vida, mas também a adoção de um novo modelo produtivo, ajustando-se às exigências da globalização.
·As indústrias transformadoras de plásticos que se instalarem na Bahia gozarão dos benefícios do BahiaPlast, tendo direito aos seus incentivos fiscais.
·Iniciativa privada participa do BahiaPlast com a garantia do fornecimento de matéria-prima e concedendo também um bônus de 3% sobre o crescimento de suas compras.
·Prevê a redução da alíquota do ICMS, que passará para 10%, quando as vendas forem realizadas dentro do próprio Estado, e para 6%, caso o produto seja comercializado para outros estados.
·Todos os transformadores habilitados pelo novo programa, terão diferimento de ICMS em relação à matéria-prima, ou seja, o tributo não será cobrado na aquisição do insumo, mas na hora da venda do produto acabado.
·A criação do BahiaPlast acompanha uma tendência de diversificação perseguida pelo Governo do Estado em todos os setores da economia baiana, especialmente na indústria.
·O Pólo de Camaçari dispõe de todas as ramificações da arvore petroquímica básica, incluindo as olefinas e os aromáticos. Na mesma área, estão também disponíveis os principais ácidos utilizados na química, além do ácido cianídrico. Desta forma, além das novas oportunidades criadas para o segmento da transformação plástica, o Pólo oferece excelentes opções de investimentos nas indústrias de fármacos, defensivos agrícolas, intermediários de síntese e corantes e pigmentos.
·A implementação do BahiaPlast propiciará condições favoráveis para a atração de novos investimentos no segmento de transformação plástica, determinando a verticalização de sua cadeia produtiva.
Empresas que já estão se habilitando ao benefício:
·Tigre do Nordeste, localizada no Pólo Petroquímico de Camaçari, reviu sua decisão de transferir a unidade para Pernambuco. A fábrica vai receber mais R$ 12 milhões em investimentos para ampliar de 22 mil para 29 mil toneladas a sua produção de tubos de PVC.
·Termoplast, localizada em Salvador, ampliará a sua produção de sacos plásticos, em 1,2 toneladas/ano, investindo R$ 70.800,00 na aquisição de um equipamento que possibilitará à empresa aumentar o seu faturamento anual em mais de R$ 2,3 milhões.
·Resarbras (município de Candeias, Região Metropolitana de Salvador), fabricante de chapas acrílicas (utilizadas na construção civil), implantará uma unidade, ao custo de R$ 7 milhões, para produzir 3,9 toneladas de chapas/ano, gerando 142 empregos diretos.

A opinião do Sindicato da Transformação Plástica da BA
Em entrevista ao JORNAL DE PLÁSTICOS, o dinâmico empresário baiano Luiz Antônio de Oliveira, presidente do Sindicato das Indústrias Plásticas da Bahia, explanou a posição da indústria plástica baiana sobre o assunto:
“O Governo da Bahia, ao criar o programa “BahiaPlast”, imaginou um mecanismo para reduzir os custos de empresas que viessem a se implantar em nosso Estado e, portanto, torná-las competitivas quando em comparação às já instaladas em outros centros, compensando, como dissemos, o alto custo penalizador do frete pelo fato de estarmos longe do grande mercado consumidor do sudeste/sul.
Com relação a novas indústrias, o projeto é realmente muito bom. No que tange, entretanto, às indústrias já instaladas na Bahia, o Sindicato não concorda com a redação da lei que estabelece que, para se beneficiarem do programa, as empresas em funcionamento, terão de apresentar projetos de elevação de produção de 30% ! Ora, se considerarmos que as empresas já vêm trabalhando com um índice de ociosidade de 30%, nesse ponto, discordamos e vamos lutar para que todos, as novas e as empresas instaladas, tenham o mesmo tratamento.
Acreditamos que uma boa perspectiva para se tirar proveito das vantagens do programa seria a de parcerias entre empresas já instaladas na Bahia com sócios de outros estados para criação de novas indústrias.
Quanto ao tipo de produtos a serem fabricados, achamos que devem-se levar em conta os que têm consumo garantido na Bahia, como é o caso, p.ex. de utilidades domésticas, e, que, atualmente, são de 80 a 90% “importadas” do sul e sudeste”.

Maiores informações
As empresas interessadas em maiores detalhes sobre o “BahiaPlast” devem dirigir-se à Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração da Bahia, através do fone:
(071) 370-7806/7816 - Fax: (071) 370-7928, ou pelo e-mail: sicmba@sicm.ba.gov.br

ENCONTRO AVALIA PLÁSTICO NA ÁSIA

Numa iniciativa conjunta da ABIPLAST, ABIQUIM e SIRESP, foi realizado, no dia 10 de dezembro, em São Paulo, um workshop para avaliar as grandes oportunidades dos produtos plásticos no comércio exterior.
O encontro concretizou-se, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Av.Paulista, 1313- 15º andar.
O programa constou de três grandes temas:
1- A expansão do mercado asiático e o desenvolvimento dos países desse continente. O tema foi apresentando por um especialista chinês em exportações e nas perspectivas de crescimento da região.
2- Barreiras enfrentadas no mercado europeu pelos produtos plásticos transformados. Estratégias a serem adotadas para facilitar o acesso desses produtos na CEE. A apresentação do tema foi feita por um expert europeu.
3- Potencialidades do setor em prol do esforço de ampliação das exportações brasileiras. A experiência de empresários brasileiros do setor. O encontro reuniu representantes do Finame, executivos e exportadores do segmento de transformação de plástico.
No momento em que o Brasil busca novas alternativas e oportunidades para fortalecer as receitas de exportação, equilibrar e gerar superavit na balança comercial, o workshop despertará grande interesse dos exportadores do setor.

 

INDÚSTRIA BELGA QUER INVESTIR NO BRASIL

Se, por um lado, a abertura econômica tem provocado, muitas vezes, efeitos danosos para o País, não podemos negar o aparecimento de oportunidades e ampliação do leque de ofertas de produtos muito interessantes, principalmente, para a indústria de transformação plástiva nacional.
É o caso da empresa belga Julien Environmental Technology-JET, que está procurando um representante, em âmbito nacional, com conhecimentos em conjuntos de máquinas para reciclagem de resíduos plásticos .
Os interessados devem dirigir-se ao Escritório de Representação Econômica e Comercial da Bélgica, através do fone:(011) 253-9009, com a Sra. Angela da Silva.

UNIPAR LUCRA R$ 35 MILHÕES DE
JANEIRO A OUTUBRO

EMPRESA MANTÉM RESULTADOS POSITIVOS APESAR DA CRISE INTERNACIONAL

A UNIPAR obteve lucro líquido de R$ 35 milhões, pela Legislação Societária, no período de janeiro a outubro, o equivalente a um lucro líquido por ação de R$ 0,16. Esse resultado é duplamente favorável para a empresa. Representa uma reversão do quadro registrado no mesmo período do ano passado (quando registrou prejuízo de R$ 45,4 milhões). E, além disso, confirma o acerto da estratégia adotada pela empresa de concentrar e ampliar os seus negócios no eixo Rio-São Paulo, maior centro consumidor do país, reduzindo a dependência do mercado externo.
Tanto que, mesmo durante a crise internacional provocada pelo colapso da economia russa, com reflexos em todo o mundo, a Unipar manteve os resultados positivos, lucrando R$ 11 milhões de agosto a outubro. O valor das ações da UNIPAR vem se mantendo, enquanto o Ibovespa acumula queda de 30% desde o início do ano. Por conta dos bons resultados, a empresa, pela segunda vez no ano, vai antecipar o pagamento de dividendos referente ao exercício de 1998, distribuindo R$ 0,01 por ação no dia 17 de dezembro. “Alcançamos uma rentabilidade patrimonial superior a 10%”, afirma o presidente Roberto Dias Garcia. Esse número ganha maior expressão ao ser confrontando com a média de 1,22% registrada no mesmo período por todo o setor petroquímico, segundo a Abiquim.
Garcia destaca o desempenho da Petroquímica União (PQU), da qual a Unipar é a principal acionista, com 37% do capital votante. A central de matérias-primas contribuiu com 33% do resultado da Unipar de janeiro a outubro. “A PQU vem colhendo os frutos do projeto de modernização industrial e administrativa, iniciado em 1996”, comenta Dias Garcia. "Tanto que, hoje, a PQU está alinhada às mais modernas empressas do setor em todo o mundo em parâmetros como capacidade de produção e confiabilidade operacional, segundo levantamento realizado pela consultoria Solomon (especializada em análises do setor petroquímico)”, ressalta o presidente.
As empresas controladas pela Unipar também vêm apresentando forte recuperação de resultados. Juntas representam 20% do resultado acumulado até outubro. “Valorizar os negócios próprios da Unipar é um dos principais eixos de nossa estratégia”, afirma Dias Garcia, ressaltando que “a família Geyer está efetivamente desempenhando seu papel de acionista controlador, através da presença constante de D.Maria Cecília Geyer”.
O presidente da Unipar afirma que a empresa, em 1999, vai consolidar a estratégia de expandir os seus negócios no eixo Rio-São Paulo. No Rio, terão início as obras do Pólo Gas-Químico, da qual a Unipar é sócia ao lado da Suzano, Grupo Mariani e Petrobrás. Em São Paulo, a empresa estuda projetos de ampliação para a PQU.

Perfil da Unipar
A Unipar-União de Indústrias Petroquímicas S.A. - empresa de participações no setor petroquímico, está entre as maiores do segmento no país, com faturamento consolidado de R$ 600 milhões em 1997. A Unipar tem participação direta em 10 empresas, entre controladas e coligadas, responsáveis por 2.800 empregos diretos.
Os negócios da Unipar - cuja holding é sediada no Rio - estão concentrados no eixo Rio-São Paulo, na produção de petroquímicos básicos (primeira e segunda gerações), com crescente atuação no segmento de termoplásticos (utilizados na fabricação de artefatos e embalagens plásticas). Este é o segmento mais importante do setor petroquímico no Brasil e no mundo.
O crescimento da Unipar coincide com a trajetória de implantação e expansão do setor petroquímico no Brasil. Criada em 1969, participou da instalação da primeira central de matérias-primas do país, a Petroquímica União, em São Paulo, da qual a Unipar é o maior acionista, com 37% do capital votante.
Entre os investimentos da Unipar previstos para os próximos três anos, destacam-se a implantação da Rio Polímeros e da Rio Eteno, que constituirão o primeiro complexo gás-químico do país, com produção de 500 mil toneladas/ano de polietilenos, num investimento de US$ 840 milhões, e a ampliação em 20% da capacidade de produção da Petroquímica União, com investimento de US$ 90 milhões.
A Unipar tem ações negociadas em Bolsa desde 1969. O controle acionário da empresa pertence à Vila Velha Participações, com 52% do capital votante.



DIAGNÓSTICO DA COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA DE PRODUTOS DE MATÉRIAS PLÁSTICAS DO PARANÁ

Em um de nossos editoriais passados, falávamos de nossa satisfação pelo fato de que, atualmente, diversas publicações de entidades de classe empresarial dos plásticos têm divulgado estatísticas muito importantes a respeito de nosso setor - o que favorece, em muito, a definição de estratégias e montagem de projetos de novos investimentos que contribuirão para o desenvolvimento das indústrias transformadoras de plásticos.
É o caso do Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado do Paraná que lançou um trabalho que dá título a essa matéria, e cuja conclusão temos o prazer de transcrever em seguida.

CHEGOU O MOMENTO DA REESTRUTURAÇÃO

A conclusão do Diagnóstico é a de que a IPMP/PR (Indústria de Produtos de Matérias Plásticas do Paraná) precisa passar por uma forte reestruturação para adequar-se às transformações nos condicionantes do seu desenvolvimento nos planos sistêmico, setorial e empresarial.
À primeira vista, tal afirmação causa desconforto porque o seu enunciado tanto pode ser entendido como obviedade porque toda indústria com uma trajetória como a da brasileira em geral precisa, necessariamente, reestruturar-se.
No outro extremo, seria uma generalização infundada, porque uma indústria que entre 1990 e 1997 mais do que dobrou a sua participação em um mercado que se abriu para a concorrência internacional não pode estar necessitando de reestruturação.
O aprofundamento da reflexão indica que não se trata de obviedade nem de generalização, porque reestruturação é um processo de restauração da competitividade perdida ou ameaçada de uma indústria madura. A indústria efetivamente não perdeu a sua competitividade, se esta for aferida pelo seu recente desempenho extraordinário. Mas se a competitividade for entendida como um fenômeno essencialmente dinâmico, não há dúvida de que uma parcela expressiva da indústria tem a sua sobrevivência ameaçada e necessita passar por um processo radical de reestruturação nas áreas de gestão, de produção, de inovação, de qualificação de recursos humanos e principalmente na composição societária, de forma a permitir tamanhos de empresas mais compatíveis com a internacionalização da concorrência.
O padrão de competição da IPMP é fundado em preço - em certos segmentos também em diferenciação de produtos e em outros atributos, o que requer capacitação em custo e, portanto, em escala. Portanto, muitas pequenas empresas da indústria paranaense e brasileira, produzindo commodities, não têm nenhuma chance de sobrevivência a longo prazo.
É prioritária a busca de escalas adequadas em termos de produção, distribuição, suprimento de insumos, capacitação técnica dos recuros humanos e acesso a fontes de financiamento. Os instrumentos para isto estão à disposição da indústria e são toda a sorte de arranjos cooperativos e associativos. A este respeito pode-se dizer que a indústria de produtos de matérias plásticas, considerada como um todo, está em descompasso com a reestruturação que ocorre na petroquímica. Nos últimos três anos os preços das resinas e dos produtos da 3ª geração caíram em mais de 40%, em termos reais, e uma das razões disto é a reestruturação que está em curso.
Uma das constatações importantes é a de que as 15 maiores empresas do Paraná são responsáveis por mais de 50% do consumo de resinas do Estado. Na Região Sul este número é de 42 empresas. Os três Estados têm 743 empresas participando em torno de 25% do consumo aparente brasileiro dos principais termoplásticos.
O grupo de 42 empresas é uma espécie de “ilha de excelência” e está perfeitamente integrado no movimento de reestruturação, na petroquímica brasileira.
Uma outra constatação é a de que no Paraná, a exemplo do que ocorre na Região Sul, um número expressivo de empresas ainda não vislumbrou uma rota de crescimento a longo prazo. Na sua maioria são pequenas empresas voltadas predominantemente para o mercado local. Se estas empresas não buscarem arranjos associativos ou não conseguirem entrincheirar-se em algum nicho de mercado com produtos diferenciados, não terão viabilidade no futuro.
Está evidenciado que o mercado brasileiro é uma das maiores fronteiras mundiais do negócio do plástico e por isto será um dos palcos mais importantes da guerra mundial da concorrência. No que respeita aos produtos, a concorrência será menos pelo lado das importações e mais pelos investimentos estrangeiros, que já começaram a ocorrer. Já no que respeita às resinas, a concorrência também vem pelo lado das importações, pois os seus produtos têm um alto grau de tradeabillity. Portanto, só as “ilhas de excelência” da 3ª geração (entre 150 e 200 empresas em um universo de aproximadamente 5.500 empresas em termos de Brasil) não são suficientes para conduzir a expansão da petroquímica brasileira. Isto significa a urgente necessidade de redobrar os esforços de parceria. Estas ações deverão render frutos e, na medida em que contribuírem para capacitar a pequena empresa transformadora, criarão uma espécie de proteção virtuosa ao mercado regional (Mercosul) e, portanto, à expansão da petroquímica brasileira.

 


RETENÇÃO, ABSORÇÃO E PERDA DE AROMAS
EM EMBALAGENS PLÁSTICAS

por C. I. G. L. SARANTÓPOULOS

O sabor e o aroma são aspectos essenciais na aceitabilidade de alimentos, mas são difíceis de serem controlados. Os ingredientes de um produto, seu processo de fabricação, o material de embalagem, a presença de produtos promocionais dentro da embalagem e as condições de estocagem podem causar modificações no sabor e reduzir a intensidade do aroma ou permitir o aparecimento de componentes de odor estranho.
Solventes de impressão ou de laminação da embalagem podem conferir ao produto odor indesejável. Compostos voláteis provenientes das embalagens de transporte, dos filmes de paletização, da queima de combustível dos caminhões de transporte, do ambiente de estocagem de cargas mistas ou do local de venda podem ser absorvidos pelo alimento, causando alterações de aroma e sabor.
As gorduras e os óleos dos alimentos funcionam como um solvente para as moléculas grandes de compostos do aroma e do sabor. Estes compostos sulubilizam-se facilmente na gordura. Por causa desta afinidade, os produtos gordurosos retêm os componentes do aroma e do sabor de um alimento, liberando-os gradativamente. Um exemplo disto é a adição de um aroma de morango em uma emulsão de partes iguais de óleo e água. Se houver uma separação da emulsão, vai-se verificar que 75% do aroma estará no óleo, porque o aroma é mais solúvel no óleo do que na água. Outro exemplo relacionado a essa afinidade de componentes do aroma e do sabor com óleos e gorduras é que se adicionarmos quantidades iguais de aroma de morango em um copo d’água e em um copo de óleo, o odor será inicialmente mais forte sobre a superfície da água (maior pressão de vapor) porque a água não retém o aroma tão bem quanto o óleo.


O sabor e o aroma, para serem percebidos, devem ser liberados do alimento. Assim, o coeficiente de participação destes compostos entre a fase gasosa ao redor do produto e a matriz do alimento é relevante para a sensação do consumidor.


Devido a esta dinâmica, a perda de componentes do aroma é mais intensa nos produtos diet e light, em que se fez uma redução ou eliminação da gordura. Sem a mesma quantidade de gordura para reter os componentes do aroma e sabor na matriz do alimento, nos produtos diet e light estes componentes rapidamente se volatilizam no espaço-livre da embalagem e podem permear através do material de embalagem. Além da perda de aroma, o problema é agravado pela menor concentração de aromas usada nestes produtos, pois o consumidor geralmente percebe um aroma mais forte se este for adicionado na mesma concentração do tradicional, devido à maior concentração do aroma na fase gasosa, quando o produto é diet ou light. A absorção de odores estranhos também é um problema nestes produtos, porque certos níveis de contaminação que não são dectáveis nos alimentos tradicionais, são perceptíveis quando a gordura é reduzida. Nos produtos diet e light, os odores desejáveis e os indesejáveis permanecem mais na forma gasosa, não dissolvido, e mais disponíveis para a detecção pelo consumidor.
O problema de odor estranho também é critico nos alimentos gordurosos, mas por outra razão. Devido à maior afinidade destes alimentos com os componentes do aroma e sabor, eles são muito susceptíveis à absorção de aromas indesejáveis, provindos do próprio material de embalagem, do ambiente de distribuição e estocagem ou de brindes adicionais no interior da embalagem.
A embalagem exerce um papel importante na manutenção do sabor e aroma de alimento e, conseqüentemente, na sua qualidade e vida-de-prateleira. O sabor e aroma podem ser alterados em função da perda do aroma característico através da permeação pela embalagem, pela oxidação dos compostos do aroma pelo oxigênio do ar que permeia a embalagem e/ou pela absorção de aromas indesejáveis através da permeação pelo material da embalagem. Outro problema é a absorção de alguns aromas pela camada interna da embalagem, fenômeno conhecido como scalping.
De maneira geral, diz-se que embalagens que apresentam boa barreira ao oxigênio também são boa barreira a vapores orgânicos. Contudo, uma boa barreira a gás não é um pré-requisito para uma boa barreira á perda ou absorção de aroma.


A melhor maneira de proteger um alimento destas alterações de aroma e sabor é utilizar um material de embalagem com boas propriedades de barreira a aroma, ou seja, que preserve os componentes do aroma e sabor característicos e bloqueie a entrada de odor estranho. Nos casos de perda de aroma, é interessante reduzir o volume do espaço-livre das embalagens, a fim de minimizar a volatização dos componentes do aroma e sabor. Embora estes componentes irão volatizar até saturarem o espaço-livre da embalagem, eles irão atingir um estado de equilíbrio com a concentração no produto, minimizando perdas adicionais. Quando a alteração de sabor e aroma estiver associada à oxidação dos componentes, o material de embalagem deve apresentar boa barreira ao oxigênio do ar.
As propriedades de barreira a vapores orgânicos da embalagem devem minimizar o movimento dos voláteis do interior para o exterior da embalagem e vice-versa, através do material. Vapores orgânicos típicos são os solventes, os componentes do aroma e sabor, combustíveis de automotivos e vapores de produtos de limpeza e de produtos químicos, que podem estar estocados próximos ao produto alimentício. A taxa de permeabilidade de compostos químicos e vapores orgânicos através de embalagens plásticas é algo que pode ser controlado. Um parâmetro importante á a escolha do polímero. Embalagens de PET, poliamidas, polivinil álcool-PVOH, copolímero de etilena e álcool vinílico-EVOH, copolímero de cloreto de vinilideno-PVDC e filmes com revestimento ou laminados a uma folha de alumínio são boa barreira a vapores orgânicos. A espessura do material de embalagem também afeta a barreira. Fatores ambientais como a temperatura e a umidade relativa também são importantes. A umidade relativa do ambiente de estocagem e a umidade do próprio alimento afetam a barreira de alguns polímeros hidrofílicos, como as poliamidas, PVOH e EVOH, diminuindo a sua efetividade.
Existe muita informação na literatura sobre as propriedades de barreira a gases, como oxigênio e gás carbônico, e barreira ao vapor d’água, que são permeantes que não interagem com os polímeros, com exceção do vapor d’água, que atua como plastificante em alguns plásticos. Estas propriedades podem ser facilmente medidas, com equipamentos e métodos de ensaio muito difundidos. Contudo, os estudos sobre a permeação de compostos que interagem com o material de embalagem, a exemplo dos vapores orgânicos, são limitados. Essa interação permeante/polímero pode mudar a configuração das cadeias poliméricas e sua mobilidade, ao longo do tempo. Outra limitação é que estes poucos estudos são focalizados em um único componente do aroma para cada sistema de embalagem, com pouca consideração sobre a permeação simultânea de misturas de vapor orgânico de múltiplos componentes. Este fato resulta da dificuldade de se avaliar as interações associadas à exposição do material plástico da embalagem com os vapores orgânicos de um alimento. No entanto, a permeação e misturas de múltiplos componentes é mais representativa do sistema real produto/embalagem, visto que o perfil do aroma e o sabor de um alimento contém grande número de compostos voláteis.
O conhecimento do efeito de constituintes orgânicos voláteis nas propriedades de transporte de massa de um polímero é importante na escolha de um material de embalagem. Por exemplo, o ganho ou a perda de um componente do sabor e aroma, como resultado de sua permeação através da embalagem, pode alterar as carcterísticas de transporte de um segundo permeante através da embalagem. Outros componentes do aroma atravessam o material em uma taxa dependente da sua concentração.
Diferentemente da barreira a gases e ao vapor d’água que podem ser medidas precisamente, a intensidade do aroma é mais subjetiva, e mais difícil de ser medida. Métodos subjetivos de avaliações sensoriais podem ser utilizados em avaliações de alterações de sabor e aroma. Pode-se embalar produtos sensíveis e avaliar as alterações organolépticas no alimento ou as alterações de aroma no ambiente (ou microambiente) ao redor da embalagem.
O CETEA, com a preocupação de diagnosticar a origem das alterações de sabor e aroma de alimentos, está ampliando sua infra-estrutura com a instalação de cromatógrafos e gás com detector de massa e um sistema de concentração de voláteis.


TECHTAL: TESTADO E APROVADO

O resultado do teste não deixou dúvidas: o M6, o mais novo grade de gama de poliacetal TECHTAL da Rhodia Engineering Plastics, respondeu à altura às necessidades da Plastec, em especial a alta fluidez da matéria-prima, imprescindível para a produção de componentes para persianas. TECHTAL garantiu um bom preenchimento das cavidades, com baixa deposição no molde.
A prova de fogo foi realizada com o espaçador, a peça mais difícil de injetar. Ao constatar o resultado conferido pelo TECHTAL M6 à peça, a Plastec decidiu adotar o poliacetal da Rhodia como matéria-prima única para toda a linha de componentes para persianas. Para Nilton Medeiros de Faria, um dos quatro sócios da Plastec, a alta fluidez de TECHTAL M6 é excelente para sua linha de produtos, principalmente o espaçador - uma peça de espessura muito fina. “O uso de material de baixa fluidez exige aumentar a pressão na injetora. Isso não é bom, porque o molde pode abrir e dar rebarba na peça.” Além disso, esse tipo de matéria-prima exige mais testes para regulagens de máquina, o que significa perda de tempo de produção”, explica Nilton. Ao adotar TECHTAL M6, a Plastec obteve vantagens, modificando as condições de operação das injetoras. As máquinas trabalham com temperatura entre 175º e 180º centígrados e a regulagem de pressão caiu de 43% para um índice em torno de 30% a 37%.
“Quanto mais suave a injeção, melhor, porque desgasta menos as máquinas”, destaca Nilton. Além da fluidez, THECTAL M6 respondeu a outras exigências da aplicação: resistências da aplicação: resistências mecânica e ao atrito, já que as peças para persianas têm de deslizar com facilidade, mas não podem se desgastar.

QUÍMICA AMBIENTAL: CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO INSTITUTO DE QUÍMICA
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Pelo quarto ano consecutivo, vem o Instituto de Química/UERJ oferecer um curso em nível de Especialização, que engloba as atividades de pós-graduação lato-sensu, utilizando-se da capacidade do seu corpo docente associada à dos docentes vinculados ao Setor de Ecologia do Instituto de Biologia/UERJ e o Instituto de Oceanografia/UERJ.
Por se tratar de um Curso integralmente ministrado no período noturno, claro está que o Curso visa atender prioritariamente à clientela constituída por graduados na área da Química e correlatas vinculados a empresas.
Diferentemente do formato vigente em Cursos de Especialização, exigir-se-á de cada aluno um Requisito Curricular Suplementar na forma de uma Monografia que poderá ser adredemente acertado entre o docente orientador e o aluno e voltado especificamente a prover subsídios para a solução de um problema de particular interesse para a empresa. Entre as áreas em que já foram desenvolvidos temas de Monografia encontram-se aquelas relacionadas à Utilização de Polímeros no Controle da Poluição das Águas Residuárias - remoção de cátions pesados, p.ex. - e a Reciclagem de Material Polimérico Pós-Consumido.
Além disso, se concedido o apoio já solicitado, o Curso poderá, por período máximo de 12 meses, oferecer até 10 bolsas de Especialização - valor atual R$ 483,02 - para alunos sem vínculo empregatício, cuja carga horária, em edição àquela exigida em sala de aula, deverá ser de um mínimo de 16 horas/semana em atividades de pesquisa relacionadas ao tema de sua Monografia.

Período de Realização do Curso: abril 1999 a abril 2000.
Carga Horária Total: 360 horas, distribuídas em 3 módulos.
Horário do Módulo 1 (abril a julho): 2ª a 5ª das 19:00 às 22:00 horas.
Horário do Módulo 2 (agosto a setembro): 3 dias por semana das 19:00 às 22:00 horas
A carga horária corresponde ao Módulo 3 (equivalente a 90 horas-aula) é integralmente dedicada ao Trabalho Experimental/Elaboração da Monografia.
Período de Inscrição/Seleção: 25 de janeiro a 26 de março de 1999.
Resultado da Seleção: 01 e 02 de abril de 1999.
Matrícula e Início das Aulas: 05 de abril de 1999.
Taxas Escolares: Inscrição: R$ 50,00; Expediente Escolar: R$ 60,00; matrícula: R$ 150,00.
Informações/Inscrição: CEPUERJ (Centro de Produção da UERJ) Rua São Francisco Xavier, 524-Pavilhão João Lyra Filho-Bloco F - 1º andar - sala 1006 - SERSINF
Tels: (021) 587-7278;587-7417 e 587-7502
Coordenação do Curso: (021) 587-7322 ramais 41/42

 

THE COCA-COLA COMPANY ANUNCIA
ACORDO PARA COMPRA DE MERCAS
DA CADBURY SCHWEPPES

A The Coca-Cola Company fechou acordo para compra de marcas de bebidas da Cadbury Schweppes em mais de 120 países em todo o mundo, num negócio de US$1,85 bilhão. A notícia foi divulgada pelas duas empresas, dia 11 de dezembro. Entre as marcas envolvidas na transação, estão a Schweppes, Canadá Dry, Crush, além de águas engarrafadas, bebidas à base de frutas e outros produtos regionais. A transação não inclui Estados Unidos, França e África do Sul.
Com a aquisição, a The Coca-Cola Company passará a contar com marcas fortes em segmentos de bebidas não-alcóolicas nos quais não participava de maneira signficativa. Em função do grande número de países incluídos, as duas empresas esperam concluir toda a transação até meados do ano que vem.
“Estaremos oferecendo mais opções aos nossos consumidores”, afirmou M.Doug Ivester, chairman e CEO da The Coca-Cola Comapany. O presidente da Coca-Cola Brasil, Stuart Cross, ressaltou que as marcas Cadbury Schweppes representarão um importante acréscimo para a linha de produtos da The Coca-Cola Company. “O negócio representará novas oportunidades de crescimento para a Coca-Cola no Brasil”, disse Stuart Cross. No Brasil, a Cadbury Schweppes detém quase 1% do mercado total de refrigerantes, que movimenta mais de 10 bilhões de litros/ano.
“A Coca-Cola terá imenso prazer em receber o time da Cadbury Schweppes. Grandes marcas não se formam por acaso. Elas são resultado do trabalho, talento e comprometimento das pessoas unidas num time”, conclui Doug Ivester.

 

PRÊMIO QUALIDADE FLEXO 1998

A ABFLEXO/FTA-BRASIL convidou os profissionais da imprensa para a entrega de troféus do Prêmio Qualidade Flexo 1998, que aconteceu dia 11 de dezembro, às 19:30 h no Buffet Umberto, localizado à R.Atilio Innocenti 919, Itaim Bibi, SP.
Nesta ocasião, 39 empresas foram homenageadas pelos trabalhos de impressão em flexografia realizados neste ano.
Além dessas empresas, Horácio Lafer Piva, presidente da Fiesp, recebeu a premiação de Personalidade do Ano.
Após a entrega dos prêmio, houve um coquetel e jantar.

 

GOVERNO DESESTIMULA A
INDÚSTRIA QUÍMICA NACIONAL

Parece incrível que o governo, ao invés de estimular a indústria nacional, facilitando suas transações, penalize, por exemplo, as vendas dos produtos do setor químico com impostos de astrônômicos índices de 26,2%!
Para que se tenha uma idéia, nos Estados Unidos, a carga tributária é de apenas 6,5%.
Fora essse absurdo, a indústria química nacional tem, ainda, que competir com produtos que entram ilegalmente no País.

 

ENCONTRO DOS ASSOCIADOS DO CETEA - 1998

O CETEA completou neste ano de 1998, 15 anos de atuação no setor de embalagens, com relevante contribuição ao desenvolvimento tecnológico das indústrias produtoras e usuárias de embalagens no país.
Nestes 15 anos, o CETEA expandiu suas atividades nos setores de embalagens metálicas, plásticas, celulósicas, de vidro e embalagens de transporte e distribuição, ampliando sua atuação da área de alimentos e bebidas para o setor farmacêutico, higiene e limpeza, eletroeletrônico, químico e higiene pessoal.
Visando partilhar com seus associados e clientes um momento de comemoração do sucesso e credibilidade conquistados no setor de embalagens, o CETEA promoveu o Encontro dos Associados CETEA - 15 anos.
Este evento realizou-se no dia 1º de dezembro , às 18:00 h, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, FIESP , Av.Paulista, 1313 - 16º andar - São Paulo.

 

H.B. FULLER NO MERCADO MUNDIAL

Falar que uma empresa que foi citada na revista Fortune como uma das 500 maiores companhias americanas começou na cozinha, no mínimo, soa como uma imagem surrealista. Mas foi dessa maneira que Harvey Benjamim Fuller, um americano típico que gostava de elaborar fórmulas de colas em sua cozinha, criou a H.B.Fuller. Hoje, é difícl encontrar uma região do globo terrestre onde a companhia não tenha uma filial.
O Brasil também ganhou participação na crescente onda de empresas que a H.B.Fuller tem colocado em todo o mundo. Chegando ao País em 79, a companhia se instalou na cidade do Sorocaba (SP), voltando-se para o mercado de adesivos e especialidades químicas. Dentre os diversos produtos que fazem parte da relação de negócios da companhia, a HBF conta com hot melt (adesivo à base de termoplástico), que serve para colagem de descartáveis higiênicos-a galinha dos ovos de ouro da empresa.
No segmento de cigarros, a empresa detém 45% de participação no mercado e adota o PVAc (cola branca, com base aquosa) para a colagem de várias partes do cigarro e sua embalagem. Já nos setores de Embalagens e Madeira, a participação da companhia em território brasileiro tem crescido, utilizando-se a variação de hot melt, com EVA da Politeno, e PVAc para a composição de colagem dos produtos.

NA LINHA DO CRESCIMENTO

A proposta da H.B. Fuller do Brasil é calcada em crescimento contínuo. Para Gerson Richtenberg, supervisor de mercado, “a proposta de trabalho de nossa empresa sempre é baseada no respeito ao meio ambiente. Por isso, já abrimos mão de determinadas fatias de mercado e optamos por outras, com potenciais de consumo menores que as escolhidas para se atuar” - neste caso específico, ele está falando sobre uréia-formol, muito utilizada na indústria moveleira, que pode se tornar prejudicial aos funcionários que lidam com o produto.
Nas previsões de Gerson, a introdução de uma nova linha de produtos, denominada Rakoll (sucesso na Europa), para colagem de bordas (de madeira, papel, plásticos) para móveis será um marco. Os produtos dessa linha serão fabricados na planta de Sorocaba e isso tornará o Brasil o centro exportador para os demais países da América Latina.
“Dentro da linha de crescimento, temos também o lançamento da Linha Focus 2000, família de adesivos para sistemas de embalagens (fechamento de caixas, fechamento de cartuchos, sistemas multiplack). Essa linha de produtos já foi lançada na Argentina e se tornou, rapidamente, um sucesso de vendas, por reduzir em muito os gastos com manutenção dos equipamentos aplicadores dos clientes e, conseqüentemente, um menor número de paradas de máquinas”, diz Gerson.
É com esse combustível que a H.B.Fuller vem conquistando mercado e preconizando há anos aquilo que os economistas gostam de chamar de globalização, ou seja, a verdadeira interação com o mercado mundial. (“PoliNews”)