FEVEREIRO DE 1999

Matérias do Mês

Salve a Brasilplast'99! (Apesar dos Pesares)
Notas Sintéticas
Pallman na Brasilplast'99
"SNC-F44, o mais Rápido Robot do Mundo"
Autothane Limited Recebe o Prêmio GS-9000
Quem Sabe Faz a Hora, por Sydney Latini
Mini-Secador
Politeno Lançara Manual de Moldagem por Sopro da Bekum na
Brasilplast'99
O Eteno de Gás Natural Vai Reduzir os Custos
Congresso e Feira Internacionais Avaliam o Setor de Plástico em SP
Brasilplast: Quinta Maior Vitrine Mundial do Setor
É Preciso Confiar e Esperar: Trabalhando, por Merheg Cachum
Brasil Poderá Produzir Plásticos Biodegradáveis no Ano 2000
Italianos em São Paulo
Itália: 1998, um Bom Ano
Associação do Setor de Máquinas para Borracha e Plásticos na Alemanha
Ipiranga Antecipa o Futuro da Petroquímica na Brasilplast





EDITORIAL
Salve a Brasilplast’99 ! (Apesar dos pesares...)

AO CIRCULAR ESTA EDIÇÃO DO JORNAL DE PLÁSTICOS, estará sendo descerrada a cortina de um dos maiores eventos petroquímicos/plásticos de todo o mundo: a Brasilplast’99, a ser realizada entre os dias 08 e 13 de março, no Parque Anhembi, em São Paulo.
PARA NÓS, DO JORNAL DE PLÁSTICOS, que, há 42 anos ininterruptos e sob a mesma direção, promovemos e divulgamos tudo o que acontece de importante em nosso setor, esse acontecimento, que se repete a cada dois anos, costitui-se em particular orgulho!
ORGULHO ESSE MOTIVADO pelo fato de que quando iniciamos nossas atividades, naquele distante 09 de julho de 1956, o parque transformador de plásticos no Brasil era composto por apenas 300 empresas, hoje ascendendo à impressionante marca de 6.000 graças, em grande parte, e, sem falsa modéstia, ao trabalho do JP que, desde seu início, foi também um batalhador para que os plásticos tivessem sua própria feira.
QUANTO À BRASILPLAST’99, a exemplo da versão anterior em 97, e, abrilhantada pela realização em paralelo do 2º Congresso Latino-Americano da Indústria do Plástico (ver matéria inserida na pág. 6) está, apesar das “nuvens negras” de nossa economia, “pintando” como um sucesso!
ISSO SE DEVE, SEM DÚVIDA, ao esforço de seus organizadores e promotores - Alcântara Machado Feiras de Negócios - e ao apoio decisivo de Abiplast, Abimaq, Abiquim e Siresp.
QUANTO A NÓS, DO JP, cumprimos nosso papel, através de uma ampla divulgação do evento na totalidade das 6.363 indústrias de transformação plástica no Brasil.
PARA FINALIZAR, gostaríamos de convidar nossos prezados leitores a visitar o estande da POLITENO, durante o evento, onde estaremos lançando o CBIP-Curso Básico Intensivo de Plásticos em disquete.

 
UM INCENTIVO AOS TRANSFORMADORES DE RESINAS PETROQUÍMICAS

A implantação das unidades de eteno e polietileno, a partir do gás natural extraído da Bacia de Campos, a ser conduzida pelas empresas RIOETENO e RIOPOLÍMEROS,
amplia de forma considerável ointeresse dos investidores do segmento de ransformação de plásticos no território fluminense.
Com o propósito de incrementar a geração de emprego e de melhorar a renda da população, o Governo do Estado do Rio de Janeiro instituiu, no âmbito do FUNDES - Fundo de Desenvolvimento Econômico e Social, em 14.08.98, através do Decreto
nº 24.584, o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Transformação de Resinas
Petroquímicas - RIOPLAST.

VANTAGENS PARA GARANTIR O SEU SUCESSO
Dentre as vantagens e benefícios que a RIOPLAST oferece, destacam-se os seguintes pontos:
• orientação para obtenção de linhas de crédito.
• capital de giro, com recursos do Fundo de Desenvolvimento Econômico e Social - FUNDES para a consolidação dos investimentos.
• áreas dotadas de adequada infra-estrutura para a implantação de unidades industriais.
• garantia de fornecimento de matérias-primas e suporte tecnológico oferecidos pelas empresas de 2ª geração, localizadas no Rio de Janeiro.

UM GRANDE INCENTIVO FINANCEIRO
Com base no FUNDES - Fundo de Desenvolvimento Econômico e Social, o programa RIOPLAST oferece atrativas condições financeiras.

 VALOR TOTAL
DO
EMPRÉSTIMO
 VALOR MÁXIMO
DAS PARCELAS
 PRAZOS
 ENCARGOS
 CARÊNCIA
 AMORTIZAÇÃO
 JUROS
 FLAT FEE
 100% DO
INVESTIMENTO
FIXO
 9.00% DO
FATURAMENTO
INCREMENTAL
 60 MESES
 60 MESES
 6.00% a.a.
 1.00% DE
CADA PARCELA

 RIO DE JANEIRO - A MELHOR OPÇÃO PARA SEU NEGÓCIO

Com a implantação, no município de Duque de Caxias, da RIOPOLÍMEROS, empresa responsável pela unidade de polietilenos, junto à REDUC, à PETROFLEX, à NITRIFLEX e à POLIBRASIL, vai se delineando naquela região o Pólo Gás-Químico do Estado do Rio de Janeiro.
Além dessa, outras vantagens competitivas são oferecidas pelo Estado:
• Disponibilidade de eteno, a partir do gás natural da Bacia de Campos, o que confere maior competitividade aos derivados petroquímicos em relação àqueles produzidos a partir da nafta.
• O Rio de Janeiro é o 3º maior processador de resinas plásticas do país e o 2º maior consumidor de produtos transformados.
• Moderna infra-estrutura logística, incluindo o Porto de Sepetiba (único hub port da América do Sul); o Porto da Cidade do Rio de Janeiro; o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, dotado do maior e mais moderno terminal intermodal de cargas; e amplas malhas ferroviária e rodoviária, ligando o Estado a fornecedores e consumidores do
mundo inteiro. Além disto, o Estado conta com quatro grandes armazéns alfandegados agilizando e reduzindo custos de importação e exportação.
• Rápido acesso a outros grandes mercados consumidores - São Paulo e Minas Gerais - que junto com o Estado do Rio de Janeiro, representam quase 70% do PIB nacional.
• Mão de obra mais escolarizada do País, com uma completa rede de escolas profissionalizantes.


E-mail: codin@codin.rj.gov.br - Home page: http://www.codin.rj.gov.br
Telefone: 55 21 240-3851 / 240-3588 - Fax: 55 21 262-0001
Endereço: Av. Nilo Peçanha, 10º andar - Centro, 20020-1000
Rio de Janeiro, RJ - BRASIL

 

NOTAS SÍNTÉTICAS

• O BENZENO TEM SEUS DIAS CONTADOS COMO MATÉRIA PRIMA, ao menos, para alcooleiros. Causador de vários tipos de câncer, além de anemia e aplasia da medula, o benzeno torna enfraquecido o organismo, que fica propenso a todo tipo de infecções. A esperança é que se concretize sua substituição pelo ciclohexano, na produção de álcool anidro, poupando, assim, mais de 2000 operários do setor dos efeitos maléficos daquele produto. Quanto a sua utilização na indústria petroquímica, no momento, não existe produto similar que possa substituí-lo. Entrementes, pesquisas recentemente efetuadas revelam que, pelo menos nesse setor, bem como no da siderurgia, o uso de benzeno, embora superior ao das usinas de álcool do país, é mais controlado.

• VEM CAINDO, PROGRESSIVAMENTE, A RECEITA DA PETROFLEX, que já acusa um prejuízo de R$ 33, 9 milhões, apesar de líder do segmento de elastômeros no setor de plásticos e borracha, sendo que seu patrimônio líquido alcança a ordem de R$ 132, 4 milhões.

• O GOVERNO CONGELA POR NOVENTA DIAS O PREÇO DA NAFTA que, como todos sabem, é matéria prima da indústria petroquímica, de onde se originam os plásticos e, devido à constante flutuação do dólar, decide, igualmente, congelar os preços, pelo mesmos noventa dias, do querosene de aviação e do asfalto.

• BONS NEGÓCIOS ESTIMULADOS NO MERCOSUL PELA CRISE. Entretanto, a petroquímica Indupa se vê prejudicada por ter investido fora do país, enquanto a Molinos Río de la Plata teve seus custos onerados em função do mercado brasileiro que, consumindo 30% de seus produtos, exige preços menores, levando-se em conta a atual recessão.

• A TIGRE S.A., FAMOSA PRODUTORA DE TUBOS E CONEXÕES, centraliza seu comando em Joinville, acertadamente, para ter o poder de execução administrativa imediato diante dessa crise de resultados imprevisíveis. Notável e tradicional fabricante de tubos de PVC e polietileno, ambos para fins específicos, com sua poderosa rede de distribuição de tubos por todo o país e excepcional mercado, será que a Tigre não deseja tornar-se auto-suficiente, isto é, produzir a matéria que consome?

• A COMPANHIA PETROQUÍMICA DO SUL (COPESUL), que havia registrado, em 1998, um lucro líquido de R$ 94, 251 milhões, teve reduzidos seus ganhos devido à queda de preços e à queda do volume de vendas.

• A DOW, COM O CONHECIMENTO DE NOSSO MERCADO, está disposta a investir em novas aquisições, uma vez que a Petroquímica americana dispõe de U$ 5 bilhões para adquirir indústrias nacionais.

• A DUPONT COMPANY SE PROJETA NA ÁSIA, na qualidade de maior fabricante mundial de filmes de poliéster, devendo realizar uma “joint-venture” com a japonesa Teijin Ltd., que, por sua vez, é a maior produtora de filmes de poliéster no Japão.

• AO FECHARMOS ESTE NÚMERO DO JP, chega-nos a notícia de que os produtores de petroquímicos básicos e de resinas na Bahia não vão se render à ameaça feita pelo governo de descongelar o preço da nafta, mantendo, assim, os aumentos de preços aplicados a seus produtos.

PALLMANN NA BRASILPLAST’99

A Pallmann do Brasil estará apresentando nesta Brasilplast um Moinho Micronizador tipo PKM modelo 450 com 60 CV para moagem fina de PVC, PE para rotomoldagem e coating e outros materiais.
Além disso, estará apresentando também um Moinho de Facas, com alimentação tangencial e facas ajustáveis por meio de gabarito fora da máquina.
Lembra, a direção da empresa, que a Pallmann do Brasil presta serviços de moagem e aglomeração de termoplásticos.


“SNC- F44, O MAIS RÁPIDO ROBOT DO MUNDO”

Gerhard Schubert GmbH extremamente satisfeitos com os resultados das exposições em Paris e Chicago - aproximadamente quarenta milhões de marcos esperados em novas encomendas.
Crailsheim. Gerhard Schubert, Sócio Gerente da Gerhard Schubert GmbH, está mais do que satisfeito com as feiras de outono de embalagens, Emballage/Paris e PackExpo/Chicago. O elevado nível de interesse mostrado em ambas as exposições foi realçado com a demonstração de competitividade em Chicago: o “mais rápido robot do mundo” - como foi assim anunciado - produzido por outro fabricante de máquinas foi claramente superado pela rapidez e precisão da linha da Schubert SNC-F44.
Schubert, representada pela primeira vez com o seu próprio”stand” na PackExpo, conta com pelo menos 40 projetos de longa escala - principalmente em panificação e indústrias de confecção e farmacêutica. Novas vendas nos Estados Unidos devem atingir 40 milhões de marcos.
Gerhard Schubert: “Uma vez que 5% da indústria de embalagem Norte Americana visitou a PackExpo, nosso “stand” desempenhou grande atividade. Avaliação das discussões de todos os nossos clientes demonstraram grande potencial para as soluções.”

Schubert no mercado dos Estados Unidos
Nítidos aumentos de vendas são esperados

Em 1998, Gerhard Schubert empregava 400 pessoas com um volume de vendas de 100 milhões de marcos. Schubert projeta dobrar esse número nestes próximos anos e, provavelmente inaugurar uma fábrica na América do Norte. Para atender a crescente demanda, a Schubert abriu uma subsidiária para vendas e prestação de serviços nos Estados Unidos em meados do ano, enquanto a matriz em Crailsheim/Alemanha expandiu-se inaugurando uma segunda fábrica. Além disso, o agente Schubert em Paris constatou um aumento das vendas.
Gerhard Schubert GmbH, além da Interpack em Düsseldorf, planeja também marcar sua presença em exposições regionais. Numerosos associados na área de marketing estão espalhados no mundo todo e são coletivamente responsáveis pelo planejamento, execução e apoio a sistemas de embalagem bem como pela produção de partes dos componentes. Em 1997, 60% das vendas totais da companhia foram realizadas fora da Alemanha.
Schubert, a indústria líder mundial das máquinas robóticas pra embalagem, produz as linhas de colhedores SNC - F44, agora os “mais rápidos robots para embalagem no mundo”, e a SMB, um desenho modular de máquinas para embalagem. A SNC-F44 e SMB desempenham um importante papel no crescimento contínuo de Schubert e têm um potencial de aplicações quase ilimitado. Os principais clientes para essas máquinas são as grandes indústrias de panificação, confecções e produtos farmacêuticos..

 

AUTOTHANE LIMITED RECEBE O PRÊMIO GS-9000

Autothane Limited, fabricante de”autothane” elastômero microcelular para a indústria automobilística foi agraciada com a sua própria certificação QS-9000 pela BSI, poucos meses apenas após o recebimento da mesma distinção pela empresa matriz da Autothane, a Hiperlast Limited.
A conquista da certificação QS-9000 pela Autothane Limited completa outro importante estágio no desenvolvimento do conceito de “suprimento global por fabricantes locais”, declarou Mark Perry, Gerente de Negócios da Autothane.
O prêmio significa que o sistema de controle de qualidade é o reconhecimento do alto nível da indústria e habilitará a Autothane a expandir sua base de clientes ainda mais, dando prosseguimento ao seu acentuado crescimento.
“Juntamente com os nossos associados Autothane nos Estados Unidos, Malásia, China e Coréia, estamos agora habilitados a suprir a indústria automobilística com a nossa consistente qualidade os componentes de suspensão, fabricados com a utilização de idênticas tecnologias e matérias primas, para atender as necessidades dos programas de desenvolvimento das plataformas globais”, declarou Perry.
O prêmio QS-9000 cobre todos os aspectos dos objetivos de uma empresa, desenvolvimento, treinamento, fabricação e desempenho de qualidade, desde o controle da matéria prima fornecida até o monitoramento e confronto de desempenho com os seus concorrentes.
A cadeia completa de licenciados Autothane opera segundo os mesmos padrões, assim os consumidores podem conseguir a mesma qualidade de componente de supridores locais, em todo o mundo.
Autothane continua a crescer e a manter seu progresso tecnológico, como o adotado pela Rover que está usando Autothane em molas como absorventes de choques em seu novo sucesso, o modelo Rover 75.

QUEM SABE FAZ A HORA...

Sydney A. Latini (Consultor Econômico)

A crise cambial que o país atravessa faz lembrar uma outra conjuntura, semelhante à atual, vivida no após guerra.
Terminada a II Guerra Mundial o Brasil havia acumulado divisas forçosamente amealhadas durante o conflito, como exportador de matérias primas estratégicas para os países aliados e com as importações racionadas pelas circunstâncias.
No curto período de liberação de importações que se seguiu esgotaram-se as reservas e inaurgurou-se um longo período de rígido controle cambial e de importações. Estabeleceu-se o regime de licença prévia que - a par de todos os incovenientes - estímulou o processo de substituição de importações e a industrialização do país. Transformamos o limão numa limonada.
Foi quando surgiu e desenvolveu-se - entre outras - a indústria de plásticos. Inicialmente copiando toda a variada gama de utensílios e produtos de uso pessoal e doméstico justamente importados no período de vacas gordas. Depois produzindo no país as resinas sintéticas, que construíram a base para o florescimento da indústria petroquímica.
Vivemos agora conjuntura semelhante. Desta feita não se trata apenas de substituir importações. O desafio, desta feita, é ainda maior. Neste mundo de globalização dos mercados a sobrevivência de nossa indústria exige um gigantesco esforço para conquistar o mercado internacional.
A política cambial recém-inaugurada - propiciando uma taxa de câmbio que favorece as exportações e dificulta as importações - é o grande momento.
Cada fábrica - grande, pequena ou média - deve estar atenta à oportunidade que se oferece. Modernizar seus procedimentos de produção, absorver a melhor tecnologia, promover vendas, explorar campos desconhecidos com coragem e firmeza. Eis o desafio. Quem sabe faz a hora...

 

MINI-SECADOR

Webb Technologies Ltda. anuncia o lançamento de um novo secador termodinâmico, o Webtec Speedryer ( secador rápido) 1500.
Usando tecnologia inovadora de “tubos aquecidos” desenvolvida para o Speedryer 2000 original, o novo modelo é menor e responde à demanda de moldadores por um mini-secador que se adapta bem a máquinas de moldagem por injeção de 75 tons. ou menores. O Speedryer 1500 pode processar até 20lbs/hr da maioria de materiais higroscópicos após apenas 30 minutos do início da operação.
A combinação de “tubos aquecidos” com a transferência de calor termodinâmico assegura que todos os pellets de plástico colocados no secador se aqueçam rápido e uniformemente. O resultado é que o speedryer oferece desempenho equivalente a um secador que utiliza agentes dessecantes. No entanto economiza de 1/4 a 1/8 do tempo e consome menos da metade da energia elétrica. Uma vez que nenhum agente dessecante é usado, não é necessário controlar o ponto de condensação além de simplificar a limpeza e a manutenção.
Características do Speedryer 1500:
- Construído em alumínio e aço inoxidável
- Compostos/fibra/depósito revestido de epoxy
- 6 tubos aquecidos unitérmicos internos em longitudinais de alumínio
- Controle de temperatura “ Fuzzy Logic” PID
- Alarmes visuais e audíveis de alta e baixa intensidade.
-Vedação segura em caso de superaquecimento
- Desmontagem manual, não demanda ferramentas para limpeza em troca de materiais
- Exaustores elétricos geram contra-correntes de ar
- Aspiradores anelares na base do secador extra-vapores ou voláteis remanescentes das máquinas para moldar.
Medindo 25" de altura, o secador tem 10" de diâmetro e apenas 15" incluindo a cabine de controle. A corrente elétrica é 240 VAC, 1,5 KW. O peso total é 45 lb. Preço: $ 4.900,00

WEBB TECHNOLOGIES LTDA. CONTATO: JIM NEILSON



POLITENO LANÇARÁ MANUAL DE MOLDAGEM
POR SOPRO DA BEKUM NA BRASILPLAST'99

A Politeno lançará a versão em português do Manual de Moldagem por Sopro da Bekum e a distribuirá, em primeira mão, aos visitantes de seu estande na Brasilplast’99 - Feira Internacional da Indústria do Plástico. O evento se realizará de 8 a 13 de março, no Anhembi.
A versão em português do mundialmente famoso “The Bekum Blow Moulding Handbook”, escrito por Tony Whelan, da Escola Politécnica de Londres, foi patrocinada pela Politeno, por meio do esforço conjunto dos seus engenheiros técnicos em sopro.
A iniciativa contou com o apoio da Bekum, uma das empresas mais respeitadas do setor de máquinas para moldagem de materiais termoplásticos por sopro, e que cedeu à Politeno os direitos de publicação em português de uma obra considerada essencial para os profissionais da área.
A obra traz uma abordagem completa dos diversos processos de moldagem por sopro; um estudo sobre as propriedades dos materiais plásticos moldáveis e seu manuseio; uma descrição do sistema de moldagem por sopro e de seu controle; detalhes sobre a operação, como introdução de calor, cáculo da refrigeração do molde e defeitos; os materiais específicos para utilização nesse processo, além de tabelas e fórmulas úteis para os técnicos.
O estande da Politeno na Brasilplast se situará numa ilha, entre as ruas E-40 e F-41, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. A Politeno, que fabricou cerca de 300 mil toneladas de resinas em 1998, detém aproximadamente 20% do mercado de polietileno no Brasil, matéria-prima utilizada na moldagem por sopro.

 

O ETENO DE GÁS NATURAL
VAI REDUZIR OS CUSTOS

A primeira produção de eteno a partir de gás natural, em nosso país, ocorrerá no pólo gás-químico do Rio - cuja inauguração, prevista para o ano de 2001, deve revolucionar o setor, se vier a se concretizar.
Com investimento orçado em torno de U$ 830 milhões, o pólo, dotado como um dos mais modernos, será constituído pela Rio Polímeros (formada por organizações de sócios privados) e pela Rioeteno, cujo capital se divide entre a própria Rio Polímeros (70%) e a Petrobrás (30%).
Em um tereno de 400 mil metros quadrados, ao lado da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), o complexo ficará situado na Baixada Fluminense que, assim, deixará de ser considerada uma das regiões mais carentes do Estado do Rio de Janeiro, pois, entre outras felizes previsões, inclui-se a da necessidade, durante as obras, de aproximadamente, 5 mil empregos diretos e indiretos.
Matéria prima de maior consumo na transformação dos plásticos e, em particular, na produção do polietileno, o eteno produzido com gás natural resultará em apreciável vantagem, uma vez que uma unidade de craqueamento custará 40% menos do que a similar que utiliza a nafta.
A Rioeteno admite vir a produzir 540 mil toneladas anuais de eteno, enquanto, a Rio Polímeros, 400 mil toneladas de polietileno por ano. O consórcio Univation cederá sua tecnologia ao grupo, que, por certo, vai oferecer, ao mercado, nova matéria prima de menor custo.

 


CONGRESSO E FEIRA INTERNACIONAIS
AVALIAM O SETOR DE PLÁSTICO EM SP

A globalização econômica, a internacionalização tecnológica, a ruptura de fronteiras comerciais e a consolidação do Mercosul abriram um espaço promissor para o sucesso do 2º Congresso Latino Americano da Indústria do Plástico, que será realizado dia 9 de março, no 2º Mezanino do Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Realizado pela ALIPLAST-Associação Latino Americana da Indústria do Plástico e organizado e promovido pela Alcântara Machado Feiras de Negócios, o congresso ocorrerá durante a Brasilplast, feira internacional do setor, e uma das cinco maiores do mundo nesse segmento industrial.
Os organizadores estimam que mais de 350 pessoas participarão do congresso, incluindo representantes de todos os países da América do Sul, além da Costa Rica, México, Estados Unidos e alguns países da Europa. O 1º Congresso foi realizada na Argentina, no ano passado, e confirmou que eventos dessa natrureza proporcionam ótima oportunidade para reflexão sobre assuntos de interesse comum e possibilita profícua troca de informações e conhecimentos em âmbito internacional.

Visão mundial
O empresário brasileiro Merheg Cachum, presidente da Aliplast e responsável pela palestra de abertura, salienta que no congresso não se pretende obter soluções e posicionamentos regionais, mas uma visão atualizada do cenário mundial, com debates de temas, a serem apresentados por palestrantes internacionalmente reconhecidos. As palestras e debates deverão contribuir para que os empresários do setor, de todos os países representantados, consigam enfrentar em melhores condições os desafios da evolução tecnológica e mercadológica. “A partir desse encontro, todos nós poderemos identificar melhor as tendências e alternativas no plano internacional”, assinala Cachum.
Os principais assuntos de interesse para o setor foram agrupados em quatro temas básicos:
- “Tendência mercadológica dos produtos transformados de plástico e tecnologias de reciclagem” com palestra do diretor da Associação Alemã do Plástico, H.Roger Kamps;
- O segundo tema, “Globalização no mercado do plástico - efeitos e consequências”, será apresentado por José M.Cavanillas, diretor da Confederação Espanhola de Empresários do Plástico;
- Jean Daniel Peter presidente do Sindicato da Indústria de Resinas do Estado de São Paulo, desenvolverá o terceiro tema “Matérias-primas, tendências para a América Latina e para o mundo”;
- O quarto e último tema, sobre “Plástico e meio ambiente”, terá como expositor Ernesto Teixeira Weber, diretor da Associação Brasileira da Indústria Química/Plastivida.




BRASILPLAST: QUINTA MAIOR
VITRINE MUNDIAL DO SETOR

As informações transmitidas pelo 2º Congresso poderão ser conferidas, na prática, nos 75.000 m² do Pavilhão de Exposições, onde cerca de 500 expositores nacionais e 450 estrangeiros estarão em contato com mais 60 mil visitantes, segundo estimativas dos organizadores. A Brasilplast-Feira Internacional da Indústria do Plástico, em sua sétima edição, será realizada de 8 a 13 de março, sob a coordenação da Alcântara Machado e apoio da ABIPLAST-Associação Brasileira da Indústria de Plástico, ABIQUIM-Associação Brasileira da Indústria Química, SIRESP-Sindicato da Indústria de Resinas do Estado de São Paulo e ABIMAQ-Associação Brasileira da Indústria de Máquinas.
Situada entre as cinco maiores feiras do setor, a mostra apresentará as principais novidades e o que existe de mais avançado em produtos, equipamentos e tecnologia utilizadas pelo setor, incluindo boa parte do que foi mostrado no segundo semestre do ano passado, durante a K’98 realizada em Frankfurt, na Alemanha, considerada a maior mostra do gênero. “É o grande momento de trazermos tecnologia de ponta para o mercado brasileiro, inclusive para o desenvolvimento dos processos de reciclagem”, afirma Merheg Cachum, que também é presidente da ABIPLAST.
Barato, versátil e com amplas possibilidades de reciclagem, o plástico vem conquistando novos espaços no mercado brasileiro e, em 1998, movimentou cerca de US$ 8,9 bilhões por ano, sem incluir os materiais técnicos. Somando-se os valores referentes a esses produtos, o total atingiu mais de US$ 12 bilhões. O consumo per capita nacional, que há sete anos era de 8,8 quilos já atingiu 19 quilos, mas ainda há muito espaço para crescer, considerando-se os níveis atingidos pelos países consumidores, entre eles, Bélgica (157 kg) e EUA(145 kg).

FICHA TÉCNICA DO 2º CONGRESSO
Local: 2º Mezanino do Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo - Av.Olavo Fontoura, nº 1209 - Tel: 6971-5000- Metrô: Estação Tietê
Data e horário: 9 de março de 1999, das 8h30 às 12h30.
Informações/Inscrições: Tel: (011) 6096-5311/6381
E-mail: projetos@alcantara.com.br

 

É PRECISO CONFIAR E ESPERAR: TRABALHANDO!

Merheg Cachum - Pres. da Abiplast

A indústria transformadora de plásticos registrou, em 98, expansão média em torno de 5% no volume de resinas processadas e, como o consumo caiu também cerca de 5%, os preços recuaram, reduzindo as margens de rentabilidade.
Continuamos afetados pela elevação dos juros, pela concorrência em desigualdade de condições com fornecedores internacionais e por outros fatores decorrentes dos ajustes feitos pelo Brasil ao novo cenário mundial.
Apesar da perda de rentabilidade, a indústria de transformação continua se modernizando. Nesse aspecto, foi muito importante a participação da ABIPLAST na K’98, maior feira do setor, realizada em Frankfurt, na Alemanha. Os empresários brasileiros tiveram a oportunidade de conhecer melhor o avanço tecnológico mundial e identificar novas oportunidades de negócios.
O acesso das empresas brasileiras à tecnologia mundial, é porém, bastante difícil pela falta de financiamento adequado, pelos entraves à importação de máquinas e equipamentos e por não haver estímulos às exportações. O setor confia no programa de exportação e no trabalho da Camex-Câmara de Comércio Exterior da Presidência da República, agora sob o comando do secretário Botafogo Gonçalves. Estamos participando dessa iniciativa e uma das gerências da CAMEX está sob a responsabilidade da ABIPLAST.
As dificuldades enfrentadas em 98 persistem no início de 99 e agravaram-se com a intraqüilidade provocada pela ameaça de aumento de preço de resinas, agora suspensos.
O Brasil tem condições de transformar em realidade seu grande potencial, mas não pode ser eternamente o “País do Futuro”.
É preciso confiar e esperar:trabalhando! (“Plastinforme”)

BRASIL PODERÁ PRODUZIR PLÁSTICOS
BIODEGRADÁVEIS NO ANO 2000


José Geraldo Pradela, do IPT, ao lado do
bioreator onde são testados os plásticos
biodegradáveis

Dentro de dois a quatro anos estarão disponíveis para consumo os plásticos biodegradáveis, que se dissolvem em contato com a água ou a terra. Essas novas matérias-primas, produzidas com resinas provenientes da cana-de açúcar, milho, trigo e batata, estão sendo apontadas como ecologicamente corretas. Mas é bom lembrar que elas não desaparecem como num passe de mágica. Como qualquer elemento da natureza, transformam-se em outras substâncias, algumas não tão ecológicas como se poderia supor. Também é preciso estar atento à educação do consumidor, pois a simples idéia de que os biodegradáveis “evaporam” é um estímulo para que os resíduos sejam deixados em qualquer lugar.

José Geraldo Pradela, chefe de Biotecnologia do Instituto de Pesquisas Tecnológicas - IPT, explica que os novos plásticos degradam-se em ambientes microbiologicamente ativos. Lagos, rios, mares e solos ou usinas de compostagem e estações de tratamento de águas são ambientes que favorecem o desenvolvimento de microorganismos, responsáveis pelo processo de biodegradação. Nesses locais, após alguns meses, plásticos obtidos da cana-de-açúcar viram dióxido de carbono e água e aqueles provenientes do milho transformam-se em ácido lácteo. O IPT desenvolve com a Copersucar o único projeto de plásticos biodegradáveis da América Latina, a partir do açúcar.
Embora seja cedo para prever quantidades, os plásticos biodegradáveis devem contribuir para a redução do volume do lixo urbano, mas isto depende do número e do tipo de aplicações que possam alcançar. Um dado é certo: os biodegradáveis irão ajudar na limpeza urbana se forem separados e destinados corretamente para estações de compostagem ou de tratamento de água. “Se encaminhados para aterros sanitários também não poderão cumprir a última etapa de seu ciclo de vida”, alerta o arqueológo e professor Wilson Hughes, da Universidade de Tucson, no Arizona, Estados Unidos. Wilson, que desde 1988 realiza experiências em um bioreator, instalado num aterro sanitário da cidade de Delaware, comprova que os materiais, sejam eles biodegradáveis ou não, tornam-se um pouco mais úmidos, porém não se desintegram no aterro.

BIODEGRADÁVEIS PODERÃO SER UTILIZADOS
EM PRODUTOS DE CONSUMO RÁPIDO
Os novos plásticos deverão ser utilizados em produtos de consumo rápido como talheres, aparelhos de barbear, pentes, cotonetes, absorventes higiênicos, fraldas e utensílios médico-hospitalares (cateteres, seringas etc).
Para a professora Lúcia Mei, da Faculdade de Engenharia Química da Unicamp, “as resinas biodegradáveis vão ocupar um segmento importante no mercado, mas não devem substituir as sintéticas, que deverão ter seu espaço garantido em produtos que requerem maior vida útil, resistência às intempéries e a outros agentes degradativos”. É impossível pensar, por exemplo, num pára-choques de automóvel dissolvendo-se com a chuva ou numa batedeira que se desintegre logo após a preparação de um bolo!
No mundo, atualmente, há cerca de trinta empresas empenhadas na fabricação dos plásticos biodegradáveis. “Nosso País tem chances de iniciar o século como um dos grandes produtores mundiais de biodegradáveis”, avalia Lúcia. Na Europa já existem sacos para embalar mudas de plantas que são absorvidas pela terra e algumas indústrias norte-americanas estão produzindo brinquedos de plásticos biodegradáveis e, surpreendetemente, comestíveis. A produção é ainda incipiente, pois tanto as formulações químicas das resinas como os custos estão sendo ajustados. O quilo de plástico sintético, por exemplo, custa US$1,60, enquanto o biodegradável varia de US$ 4 a US$ 10. (“Plastivida News”)


ITALIANOS EM SÃO PAULO
Primeira exposição coletiva de
fabricantes na “Brasilplast 99”

A sétima bienal Brasilplast, que acontecerá em São Paulo, de 8 a 13 de março, apresentará, pela primeira vez, uma exposição coletiva, coordenada pela Assocomaplast, em uma área aproximada de 1000m2, com 33 expositores italianos. A mesma aparecerá junto ao estande da própria associação, onde se distribuirá o material informativo sobre a indústria italiana do ramo, que, como se sabe, é a segunda do ranking na Europa e a terceira do mundo, em termos de produtividade e exportação.
Na coletiva italiana exporão as seguintes empresas: Bianchi, Caccia Engineering, Comi, Convertin Machinery Sideco, Elettromodul, Euroviti, Formech, Franceschetti Elastomeri, Friul Filiere, Gefit, Govoni Sim Bianca, Gruppo Colines, Icma San Giorgio, Ipm, Isap OMV, Itib Machinery, Lara Parco, Macchi, Marra, Meico, OMV, Polivinil, Polytype Italia, Prealpina, PRT, RE, REG, SCS, SES, Soten, Svecom, Temaplast e Termostampi.
O esforço promocional que a Assocomaplast se propõe a realizar persegue o objetivo de respaldar os fabricantes italianos de máquinas, equipamentos e moldes para plástico e borracha, em um trabalho que já lhes permitiu conquistar uma importante cota do mercado, a fim de exaltar sua imagem nessa exposição.
Mas a presença italiana no recinto paulista da feira não acaba aqui: outros fabricantes de tecnologia exporão diretamente e através de suas respectivas filiais brasileiras, ou em estandes de representantes e distribuidores do Brasil.
Cabe ressaltar que durante o triênio 1995-1997, no Brasil, a importação de artigos italianos do setor aumentaram de maneira constante, passando de 167 bilhões de liras a 237 bilhões de liras; o que representa 6% do total das exportações italianas. Por outro lado, 1998 frente ao ano anterior, apresentou uma baixa, ainda que limitada: 5% e transações de 225 bilhões. Mas, mesmo assim, o Brasil encontra-se nos principais postos do ranking dos mercados importadores de produtos italianos.
Também vale a pena ressaltar que, não faz muitos anos, algumas empresas italianas inauguraram suas fábricas no Brasil, enquanto que outros fabricantes italianos estão planejando ficar no país, graças à potencialidade da indústria transformadora local, com vistas a toda a América do Sul. De fato, o Brasil conta com mais de 6 mil empresas que, em 1997, faturaram 8 bilhões de dólares, sendo que o consumo de polímeros já ultrapassou as 3 milhões de toneladas.
A estratégia de desenvolvimento da Assocomaplast no Brasil, apesar da recente crise do real, se ve confirmada pelo otimismo substancial dos profissionais brasileiros do setor, sobre o alcance e a duração dos efeitos desta crise. Em linhas gerais, todos expressam idéias positivas; por mais que ninguém negue as consequências a curto prazo. Sem dúvida, todos estão de acordo, ao afirmar que o Brasil superará essa fase e que a expansão econômica, a longo prazo, continuará, o que poderá ser sentido a partir do terceiro trimestre do ano em curso (ou até antes disso). E, do mesmo modo, dever-se-ia produzir uma recuperação integral na indústria do material plástico, ainda que, futuramente, haja previsão de uma diminuição de importações de máquinas para plástico e borracha, em razão da desvalorização do real, enquanto que as compras de tecnologias para aplicações especiais, que incorporam um elevado nível tecnológico, que não tem concorrentes no país, não só não sofrerão as consequências da crise, como poderão até aumentar.

Exportações Italianas para o Brasil de Máquinas
e Matérias Plásticas e Borracha (Milhões de Liras)

 

 1996

 1997

 1998 (estimativa)
 Calandras e laminadora

 399

 Impressoras flexográficas

 15.168

20.169

8.000
 Plantas para mono e multifilamento

2.007

3.497

4.000
 Injetora

42.594

34.430

22.500
 Extrusora

18.125

14.911

9.500
 Máquinas de sopro

20.101

18.121

9.500
 Termoformadoras

6.033 

4.618

4.000
 Prensas p/pneus e câmara

42

1.068

500
 Prensa

5.420

8.630

10.000
 Máquinas para formar e modelar

11.701

18.967

24.000
 Máquinas para espuma

1.880 

6.081

5.000
 Outras máquinas

27.181

39.150

50.000
 Componentes e partes

25.881

47.922

22.000
 Moldes

48.056

19.455

56.000
 Total

224.587

237.019

225.000

 

ITÁLIA: 1998 - UM BOM ANO
Para os fabricantes de máquinas e
todo o setor de plástico e de borracha

1998, apesar das crises econômico-financeiras que assolaram o panorama internacional, foi um ano que podemos definir como de crescimento e consolidação, tanto para os fabricantes italianos de máquinas, equipamentos e moldes, como para todos os demais setores que compõem a indústria de plástico e de borracha.
De fato, segundo as primeiras estimativas, a produção e o consumo de polímeros na Itália registrou um crescimento de 5 a 6 % em relação ao ano de 1997. Em termos de volume, representam entre 4 e 6,3 milhões de toneladas. Para o ano em curso, pelo contrário, prevê-se uma diminuição da demanda italiana, a qual, de todos os modos, poderia chegar a apontar um aumento de 3 a 4% em relação a 1998.
Consequentemente, podemos considerar que 1998 também deve ter sido um bom ano para a indústria transformadora italiana, apesar da produção registrar baixa nos últimos meses do mesmo. De fato, calcula-se que as exportações de manufaturas de plásticos estiveram em torno dos 5,7 milhões de euros, com um crescimento de 8% com relação a 97 e com 2 milhões de tons. ( +10%). Se analisarmos os diferentes mercados de aplicações, podemos verificar que no setor automotivo houve uma baixa, enquanto que a construção civil ainda não se recuperou de todo, pois os incentivos ainda não deram frutos concretos.
Em contrapartida, os destaques do setor em 1998 foram as indústrias de eletrodomésticos, da eletrônica, a agricultura (sobretudo, filmes) e, em geral, todas as aplicações técnicas dos componentes plásticos.
O importante segmento da embalagem, que atualmente absorve 45% do total dos polímeros fabricados na Itália, em fins de 1998, protagonizou um crescimento de 3% em relação a 1997. E as previsões indicam que poderá crescer ainda mais (5%) até o final deste ano.
Graças ao bom andamento desses segmentos, os fabricantes italianos de injetoras e de linhas de extrusão para filmes e laminados, em primeiro lugar e os de máquinas de sopro, puderam conservar os níveis de faturamento alcançados precedentemente.
Em linhas gerais, as expectativas da indústria transformadora para esse ano que ainda está começando, segundo indica um estudo que a Assocomaplast efetuou, entrevistando uma mostra significativa de empresas do ramo, revelam um moderado otimismo que se apoia em alguns parâmetros fundamentais, a saber: resistência da economia global ante as investidas da crise e recuperação; capacidade de inversão em inovação tecnológica e consecução de um novo equilíbrio de preços das matérias primas para acabar uma queda dos preços de venda dos produtos plásticos que ficaram insustentáveis.
No que se refere diretamente aos fabricantes de máquinas e equipamentos para o material plástico e borracha, de acordo ao indicado pela associação do ramo, Assocomaplast, podemos afirmar que o ano passado encerrou com um aumento discreto do volume do faturamento, enquanto que as exportações, em comparação com 1997, aumentaram 9%, graças sobre tudo ao aumento de vendas italianas em países mais industrializados e, especificamente, na União Européia, onde o setor consolidou seu mercado prioritário, em torno, constantemente, de 40% das vendas. Sem falar na América do Norte, cuja importância nesse ramo aumentou durante os anos anteriores, e que em 97 se fez com 12 a 13% das vendas.
Cabe ressaltar o fato de que, em matéria de produtividade e exportações, a indústria italiana do setor encontra-se no segundo lugar do ranking europeu e no terceiro do ranking mundial.
Mas, voltemos para as previsões para o ano de 99. Levando-se em conta que a incerteza afeta as variáveis da economia mundial, para os fabricantes italianos de tecnologia destinada à transformação de polímeros e borracha, delineia-se um ano em que se conservarão os resultados obtidos e será possível nutrir um otimismo moderado, sobre a viabilidade de melhora nos setores técnicos e na fabricação de maquinaria personalizada. Agora, no que se refere ao mercado italiano, em particular, as mesmas empresas consideram que é indispensável que se defina e aprove, o quanto antes, o pacote de medidas governamentais previstas no Acordo Social, de fins de 98, a fim de apoiar a indústria manufatora italiana, através de incentivos para a inversão, aproveitando os benefícios operativos das empresas.



ASSOCIAÇÃO DO SETOR DE MÁQUINAS PARA BORRACHA E PLÁSTICOS NA ALEMANHA
Eschwey é o novo presidente

No final de 1998 Walter Steibeck, sócio gerente da Windmöller & Holscher Maschinenfabrik in Lengerich, se aposentou. Desde 1979 ele foi initerruptamente membro da diretoria do setor de máquinas para a indústria de borracha e plásticos em associação com a VDMA, desde 1982 como vice-presidente e a partir de 1991 como presidente deste importante setor da indústria alemã de engenharia mecânica. Enquanto ocupou esta importante posição honorária, W. Steinbeck dedicou muito de seu esforço pessoal no que se refere aos interesses da indústria de máquinas para o setor de plásticos, tanto a nível nacional quanto internacional. A indústria tem para com ele uma grande dívida de gratidão.
Sucedendo Steinbeck, Helmut Eschwey, membro da diretoria da SMS AG, Grupo Battenfeld, assumiu a presidência do setor associado a partir de janeiro de 1999. Ele foi indicado membro da diretoria em 1994 e tornou-se vice-presidente em 1997. A indicação de Eschwey é uma garantia que o trabalho bem sucedido da associação da indústria alemã de máquinas para a indústria de plásticos e borracha terá prosseguimento.
Werner Fillmann, presidente de Krupp Kusntstofftechnik, Essen e Peter Steinbeck, presidente da Windmöller & Hölscher Maschinenfabrik, Lengerich, foram nomeados novos membros da diretoria.

IPIRANGA ANTECIPA O FUTURO DA PETROQUÍMICA NA BRASILPLAST

A Ipiranga Petroquímica S.A. - IPQ - estará participando de 8 a 13 de março próximo da Brasilpast’99, a maior feira internacional de plástico do hemisfério, no Pavilhão de Exposições do Parque Anhembi, em São Paulo. Além de exibir a diversificação de suas linhas de resinas termoplásticas, que serão oferecidas a partir das novas plantas industriais com início de operação ao longo do 2º trimestre deste ano, a IPQ também estará demonstrando soluções inovadoras na área de serviços, como o transporte rodoviário de produtos a granel e os Centros de Distribuição de Produto que garantem as entregas just-in-time.
As resinas termoplásticas fabricadas pela Ipiranga Petroquímica - Polipropileno (PP), Polietilieno de Baixa Densidade Linear (PEBDL) e Polietileno de Alta Densidade (PEAD) - são utilizadas na fabricação de produtos plástico, tanto os empregados no dia-a-dia, para as indústrias em geral, como os especiais e mais complexos, destinados à indústria automotiva, por exemplo. Um grande diferencial da IPQ é a certificação ISO 9001 que atesta a adoção de normas de padrão internacional, assegurando a garantia da qualidade de seus produtos e serviços.
Segundo Paulo Roberto Peixoto de Magalhães, diretor superintendente da Ipiranga Petroquímica, “a empresa situa-se atualmente entre as maiores indústrias do setor no Brasil, produzindo 350.000 toneladas/ano de Polietileno de Alta Densidade. Neste ano, com a entrada em operação de duas novas plantas industriais no Pólo Petroquímico do Sul, em Triunfo (RS), - uma planta swing de 150.000 t/ano de PEBDL e PEAD, além de uma planta de PP com igual capacidade - serão produzidas 650.000 toneladas, entre Polietilenos e Polipropileno. Estas novas plantas somam um investimento total de US$ 270 milhões”. A IPQ já detém cerca de 25% do mercado sul-americano e 40% do mercado brasileiro de Polietileno de Alta Densidade.
A meta da IPQ para este ano é atingir 15% do mercado brasileiro de Polipropileno e 25% do mercado de Polietileno de Baixa Densidade Linear. Com a escala industrial a ser alcançada, a empresa garantirá competitividade internacional aos seus produtos.

EMBALAGENS E TRANSPORTE
A IPQ estará anunciando também durante a Brasilplast’99 uma série de soluções inovadoras na área de serviços. Dentre os novos desenvolvimentos da empresa na área de logística, estão o transporte rodoviário de produtos a granel e os Centros de Distribuição de Produto - depósitos próprios, localizados próximos aos clientes, que tem o objetivo de agilizar a entrega. A IPQ também estará destacando durante a Brasilplast’99 diferentes tipos de embalagens desenvolvidas adaptadas às necessidades específicas dos consumidores. Alguns exemplos de embalagens diferenciadas são as big-bags com capacidade para 700 kg e 1.200 kg.
Outro diferencial em termos de serviços é o transporte personalizado oferecido de acordo com as características específicas de armazenamento do cliente. Além disso, a IPQ também oferece a entrega programada, onde o cliente recebe suas cargas nas datas previamente agendadas.

MERCADO EXTERNO
A IPQ é o braço do Grupo Ipiranga no setor petroquímico, ao qual está integrada desde a sua fundação, na década de 70, com o nome Polisul. O grupo Ipiranga é o maior grupo privado brasileiro do setor de refino e comercialização de derivados petróleo e um dos controladores da Companhia Petroquímica do Sul – COPESUL -, através da participação acionária da IPQ.
A partir de 1994, estabeleceu uma estratégia que tinha como meta a de concentração dos negócios da empresa nos setores de petróleo e petroquímico. Este plano incluiu a compra ações pertencentes a Hoechst AG, em 1998, no valor de US$140 milhões. Com esta compra, o Grupo Ipiranga passou a ser o sócio majoritário da IPQ, com 87% das ações.
O Grupo Ipiranga expandiu suas atividades também no mercado chileno através da Petroquim, empresa que irá operar no complexo petroquímico de Talcahuano, no final deste ano. A Petroquim é uma associação da IPQ com empresas locais, entre as quais a petroquímica San Julio e a companhia de petróleo chilena ENAP, totalizando um investimento de US$ 150 milhões. A Petroquim produzirá 100.000 toneladas/ano de Polipropileno, estando a gestão da empresa a comercialização dos produtos, sob a inteira responsabilidade da Ipiranga.
Através de seus investimentos na Petroquim, a IPQ pretende tornar-se cada vez mais competitiva no mercado latino-americano, considerado seu “extended home market”. Trata-se ainda de um importante passo que a empresa dá no sentido de sua internacionalização.
A Ipiranga Petroquímica possui ainda escritórios próprios no Chile e na Argentina, através do quais comercializa seus produtos no mercado sul-americano. Os clientes externos representam 25% das vendas totais da empresa. Julio Rabelo, diretor comercial da IPQ, lembra ainda que a empresa, em Santiago, possui um Centro de Distribuição de Produto que garante entregas just-in-time aos clientes chilenos

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