JANEIRO DE 1998

 

EDITORIAL:CBIP: DOIS ANOS DE TOTAL SUCESSO
NOTAS SINTÉTICAS
SIMPERJ ENCERRA COMEMORAÇÕES DO CINQUENTENÁRIO COM NOITE ESPANHOLA CONHECIMENTO O NEGÓCIO É A CHAVE DO SUCESSO
ANO NOVO E VELHAS PREOCUPAÇÕES EM PAUTA
ABIPLAST PROMOVEU MAIS UMA EDIÇÃO DO ENCONTRO NACIONAL
DO PLÁSTICO E LANÇOU A BRASILPLAST'99
A PALAVRA DE JEAN DANIEL PETER, PRESIDENTE DO SIRESP
A PALAVRA DE MERHEG CACHUM, PRESIDENTE DA ABIPLAST
MEDALHA DE MÉRITO PEDRO ERNESTO
OPP É PREMIADA COM O "DESTAQUE ELECTROLUX" * INDÚSTRIA DO PLÁSTICO TEM FUTURO GARANTIDO EM NITERÓI
OPP FORNECE MATÉRIA-PRIMA PARA
NOVA LINHA DE LAVADORAS DA SUGGAR
UNION CARBIDE RECEBEU "PRÊMIO FORNECEDOR DO ANO DE 1997"
BRASILPLAST'99 REFLETIRÁ DESENVOLVIMENTO DE UM DOS PRINCIPAIS SETORES DA ECONOMIA GLOBAL
COPENE É ELEITA "EMPRESA DO ANO" POR GRUPO DO RIO DE JANEIRO
COURTAULDS PLC ADQUIRE COMPANHIA ALEMÃ

 
 

 

 

EDITORIAL 
CBIP: DOIS ANOS DE TOTAL SUCESSO

PODE PARECER lugar comum a afirmação que sempre se faz da sensação de que o tempo está passando cada vez mais rápido.

ISSO, ENTRETANTO, corresponde exatamente ao nosso sentimento ao completarmos, em janeiro de 1998, dois anos do lançamento da vitoriosa idéia do CBIP - Curso Básico Intensivo de Plásticos.

PARECE QUE FOI ONTEM quando, no editorial de janeiro/96, apresentamos o Curso como uma das iniciativas de comemoração do ano do 40º aniversário do JORNAL DE PLÁSTICOS.

DE LÁ PARA CÁ, só temos tido motivos para nos orgulharmos de nossa obra educacional dos plásticos.

NUM BREVE BALANÇO, gostaríamos de ressaltar que já recebemos mais de 1800 manifestações de interessados em cursar o CBIP. Destes, efetivamente, 700, provenientes de todo o Brasil, estão cursando ou já terminaram.

SE CONSIDERARMOS que a média de alunos por turma, de um curso livre é de 20 alunos, chegaremos à impressionante cifra de 35 turmas!

CAMINHAMOS, NO MOMENTO, PARA quase uma centena de alunos formados que expressam, de maneira espontânea, a satisfação por terem concluído o CBIP, como é o caso do aluno Cláudio Rambo, cujas palavras transcrevemos abaixo.

PARA COROAMENTO de nossa iniciativa, a Politeno, um dos mais tradicionais fabricantes de matérias-primas plásticas, através da visão avançada de seu Diretor Comercial, José Ricardo Roriz Coelho, resolveu patrocinar o CBIP.

ATRAVÉS DESSA INICIATIVA podemos, imediatamente, reduzir em mais de 30% o preço de inscrição dos alunos no curso o que, temos certeza, propiciará uma possibilidade cada vez maior de termos “experts”em plásticos em nosso País.

 

"Gostei muito do curso de vocês e, com certeza, aprendi coisas que ajudarão em minha vida profissional."

                   CLÁUDIO RAMBO

                                           (Técnico em Desenvolvimento e Tecnologia da GRENDENE - Farroupilha - RS)

NOTAS SINTÉTICAS

* ATREVIRA  UNIDADE DE FIBRAS SINTÉTICAS DA HOECHST na Alemanha está sendo negociada e, no Brasil, embora se comente, não há indícios de que a Hoechst venda sua participação no que se refere à produção de filamentos de nailon e poliester.

* DO SETOR PETROQUÍMICO VOLTADO PARA O MERCADO NACIONAL de fibras acrílicas, chega-nos ao conhecimento que a empresa franco-brasileira Crylor, de São José dos Campos, detentora de 50% da fabricação desse produto, estaria para passar seu controle da Rhodia-Ster para o grupo italiano Radici com sede em Bérgamo.

* DEGUSSA ALEMÃ aumentou o preço do pigmento negro em 1º de janeiro. Isto acontece depois de dois anos de preços estáveis. A Degussa produz 900.000 toneladas anuais de negro de fumo em todo o mundo em suas unidades industrias na Europa, EUA, Ásia e América Latina.

* DISSIDÊNCIA IMPREVISTA ENTRE OS ACIONISTAS DA NORQUISA: a Conepar vai ser fatalmente disputada por dois poderosos grupos formados, um, pela Odebrecht e Grupo Ultra e, outro, pela Dow Química e a Suzano. Paralelamente, é indisfarçável a preocupação com o adiamento do leilão da Conepar.

* CRISE INDUSTRIAL NO RIO DE JANEIRO? quem anda apregoando isso, não se sabe, mas o que todos agora estão sabendo, como divulgado pela imprensa, é que isso não é verdade porque a Firjan, após uma pesquisa, concluiu que 50% das empresas do Rio aumentaram em 51% seus investimentos.

* CINGAPURA AUMENTA SUA RECEITA DEVIDO AOS LUCROS DA PETROQUÍMICA, anunciando novos projetos bem avaliados, em particular, para os setores químico e farmacêutico, lamentando-se o declínio desse último no balanço de 1997. Depois do eletrônico, a indústria química de Cingapura ocupa o segundo lugar da produção nacional.

* A SOLVAY DO BRASIL VENDEU SUA DIVISÃO DE SODA CÁUSTICA, PVC E COMPOSTOS DE PVC, para a Indupa S/A, detentora do controle do PVC portenho. Esta empresa argentina pertence ao mesmo grupo que controla a companhia brasileira.

* OS ORGANIZADORES DA INTERPACK 99, 15ª Feira Internacional de Embalagens informam que as inscrições para expositores que desejarem participar desse importante evento que ocorrerá entre os dias 06 a 12 de maio de 1999, serão encerradas em 28 de fevereiro próximo.

* O BNDES CRIA DEPARTAMENTO ESPECIAL PARA FINANCIAR OS PROJETOS DA PETROQUÍMICA e fortalecer seu apoio à indústria de petróleo e gás. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) acreditou finalmente no que o JORNAL DE PLÁSTICOS vem, de há muito, afirmando: o mundo básico dos negócios está, hoje em dia, dividido entre os PLÁSTICOS e a INFORMÁTICA.

 
 

SIMPERJ ENCERRA COMEMORAÇÕES DO 
CINQUENTENÁRIO COM NOITE ESPANHOLA

 

O Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado do Rio de Janeiro realizou o seu tradicional Jantar Anual de Confraternização em vermelho e amarelo. Essas cores recriaram o clima "caliente" da Espanha, colônia estrangeira homenageada de 97, transportando os convidados às terras das castanholas e touradas, no evento que encerrou as comemorações dos 50 anos do SIMPERJ, completados em abril passado.

O Jantar aconteceu na Casa de Espanha do Rio de Janeiro, no último dia 11, e contou com a presença do Secretário Estadual da Indústria, Comércio e Turismo, Deputado Federal Márcio Fortes, além de representantes de importantes Instituições como FIRJAN, AD-RIO, TRT e empresários do Setor.

Em um breve pronunciamento, Márcio Fortes destacou que o Rio de Janeiro é detentor de 90% das reservas, hoje conhecidas, de Petróleo e Gás Natural, o que propicia a concentração, também aqui, da produção de seus derivados. Com a flexibilização do monopólio e outras ações que vem sendo realizadas, o Estado tem condições de ser efetivamente líder, não apenas em quantidade, mas em qualidade, em pesquisa e em inovação no Setor, afirmou. O Secretário colocou ainda que, neste momento, a Indústria do Plástico do Rio de Janeiro vai ajudar o Brasil a alcançar a pequena diferença que tem que retomar para o seu desenvolvimento. "É absolutamente a minha convicção de que nós teremos no Setor de Plástico um dos carros chefe do nosso desenvolvimento", enfatizou.

A atração da noite foi o Ballet da Casa de Espanha que apresentou a expressiva dança Flamenca, ao som do cantor cigano Mário Vargas, que veio especialmente de São Paulo para participar das Comemorações. O Ballet é dirigido por Mabel Martin, que já recebeu do Rei da Esapnha, Juan Carlos I, o Laço de Ouro de Isabel La Católica, símbolo de honra e mérito na dança. A coreografia é de Alberto Turina, que acompanha também o Grupo, dedilhando, com destreza, o seu violão. A participação de Mabel foi o ponto alto da apresentação, emocionando com a técnica e a naturalidade que só a experiência de muitos anos de estrada pode permitir.

A Culinária também teve o seu destaque. Sob o comando do Chef Pêpe, os presentes se deliciaram com iguarias como a autêntica e caprichada Paella Valenciana.

A noite de Confraternização culminou com um sorteio de brindes cedidos por empresas associadas ao Sindicato, como M.Agostini, Flex-A Carioca, Dover, Floredama, Idma e Guanapel, que, como não poderia deixar de ser, levaram exemplos de produtos que comprovam que plástico é, cada vez mais, sinônimo de praticidade, utilidade e bom gosto.

 

Professores Stela Sardinha Chagas de Moraes e Othon Jorge Nacif de Moraes,
Diretores do JP, presentes ao jantar

 
 
  

Deputado Márcio Fortes e 
Gilberto Jaramillo, Presidente do SIMPERJ 

 

 CONHECIMENTO DO NEGÓCIO É A CHAVE DO SUCESSO

 José Ricardo R. Coelho - Diretor Comercial da POLITENO

Fazendo um balanço geral de como foi o ano de 97 para a Politeno e quais as perspectivas para 98, é preciso ressaltar que este foi um ano difícil, em que as empresas nacionais, até bem pouco tempo atrás à margem do que acontecia no resto do mundo, se viram expostas, de maneira precipitada, à concorrência internacional.

A indústria brasileira teve que se reestruturar, tendo em vista a busca de escalas de produção, tecnologia, gestão de seus negócios, estrutura financeira etc., que a coloca em igualdade de condições ante as mais eficientes indústrias do mercado internacional.

Por outro lado, o aumento da concorrência com este mercado estrangeiro, em todos os segmentos industriais, obrigou as empresas a se adequar às necessidades exigidas pelo mercado e lançar novos produtos, com custos competitivos, qualidade e logística melhorada. Neste momento, foi preciso muita agilidade para realizar as modificações necessárias. Entretanto, convém lembrar que mesmo a abertura de mercado trouxe pontos positivos, como a consolidação da participação da companhia no Mercosul. Outro aspecto, que merece destaque, é o lançamento de novos produtos, caso das resinas Suplex®, desenvolvidas para atender uma fatia substancial do mercado de transformação que não precisará mais se preocupar em obter a matéria-prima essencial à fabricação de seus produtos.

Também ganhou notoriedade a consolidação da família de resinas Lintech® (à base de octeno).

Neste balanço anual, destaco que o grande diferencial competitivo é o conhecimento do negócio.

Nesta linha de raciocínio, é possível apontar com certeza que a prestação de serviços ainda será o grande diferencial para o próximo ano. Por isso, é preciso estar cada vez mais sintonizado com o cliente e predisposto a atender suas necessidades e superar suas expectativas. Isso só é possível através de bons serviços, que são realizados essencialmente por pessoas.

Para finalizar, vale lembrar que 98 será marcado pela reestruturação da indústria petroquímica brasileira e a Politeno está preparada para conquistar novos patamares no mercado interno e externo.

 
 
 

ANO NOVO E VELHAS PREOCUPAÇÕES EM PAUTA

 Antônio Guarino - Ex-presidente do SEBRAE Nacional

Nós, empresários brasileiros, já nos acostumamos ao terrorismo de fim de ano, que se repete desde o início da chamada década perdida dos anos 80.

Há sempre, entretanto, a descrença na competência dos analistas e a esperança de um outro ano igual ou melhor a se iniciar.

Nesses termos, o que pensar de 1998?

Sem qualquer sombra de dúvida 98 será o mais atípico de todos que meus 30 anos de industrial vivenciaram.

Pela primeira vez estaremos entrando no quarto ano consecutivo de estabilidade financeira (órfãos de astrônomicos ganhos em aplicações) e, principalmente, carregando o peso acumulado desses quatro anos de abertura ampla irrestrita, alegre e irresponsável de nossa economia ao mundo exterior.

É justamente a abertura e seu impacto sobre as pequenas indústrias que nos preocupa e nos recomenda alertar as autoridades. Da forma mais triunfalista o governo expôs a indústria nacional à retalhação internacional sem qualquer critério de averiguação de "dumping", subsídios, etc. A Indústria foi o único setor verdadeiramente exposto. Ficamos entre o setor financeiro protegido e o comércio inatingível e o resultado foi o verdadeiro massacre das pequenas e médias indústrias. Não se pode permitir que as poucas e dominantes cadeias de lojas de departamentos continuem a excursionar pela Ásia comprando todo o tipo de porcaria inútil, consumindo sua verba de compra e eliminando centenas de pequenos fornecedores nacionais, queimando divisas e, o que é pior, sem melhorar seus balanços. Compram grandes quantidades, pagam adiantado e, se não vendem, ( ou porque não souberam comprar ou porque compraram em excesso), ficam entulhadas, sem espaços para produtos nacionais tradicionalmente vendáveis.

Em compensação passamos um belo Natal iluminado com gambiarras que só acenderam 70% das lâmpadas e os outros 30% ou mais se queimaram antes dos fogos de 31/12. Milhões de brinquedos "maravilhosamente baratos" não assistiram sequer a queima dos fogos, mas colaboraram decisivamente para a quebra de centenas de micro e pequenas empresas nacionais. O desemprego, como dizem, é conjuntural, exceto para o desempregado que nem as famigeradas lampadinhas de três reais pôde comprar.

Não se pode em sã consciência aceitar passivamente que ministros e burocratas menores do governo declarem sem o menor pudor que o mercado deverá se aquecer após o 1º ou 2º trimestre do ano novo. Somente um alienado mental não percebe que o reflexo imediato dessas previsões é a demissão em massa nas pequenas atividades econômicas, que não têm forma nem força para criar saídas mirabolantes como banco de hora, redução de jornada, etc. E são justamente essas atividades que mais empregam e também as mais sensíveis à catástrofes anunciadas.

Tudo bem, se a abertura economica é inoxorável, porque não fazer como nosso mestre faz e só fazer como ele manda. Por que os Estados Unidos e a Europa possuem e usam os mais diversos mecanismos de proteção dos seus empregos (e das suas indústrias) e nós não? Por que permitir que os supermercados encham as prateleiras de geleias importadas enquanto milhares de fabricantes tupiniquins ficam de fora. A propósito, acho estranho que produtos das multinacionais não sofram também a mesma concorrência nas prateleiras e suspeito que haja um acordo internacional de divisão de mercado entre elas.

É bom, é muito bom e necessário que os tecnocratas que nos governam saibam que estão destruindo o tecido econômico das pequenas atividades industriais por não considerá-las em suas decisões de macroeconomia. Ou mudam já ou terão níveis de desemprego catastróficos a comemorar.

 ABIPLAST PROMOVEU MAIS UMA
EDIÇÃO DO ENCONTRO NACIONAL DO
PLÁSTICO E LANÇOU A BRASILPLAST'99

 No dia 10 de dezembro de 1997, no Salão Inferior do Buffet França, na Avenida Angélica, 750 - São Paulo - SP foi realizado o XIV Encontro Nacional do Plástico, tradicional evento de confraternização do setor industrial de transformação de material plástico, de resinas termoplásticas e de máquinas e equipamentos para o setor de plástico.

Na oportunidade, foram elaborados balanços detalhados do desempenho desses três importantes segmentos industriais da economia nacional, que devidamente representados por seus titulares nas respectivas entidades de suas categorias econômicas, bem como foram prestadas homenagens as personalidades que se destacaram durante o ano de 1997 dos três setores industriais acima citados, as quais abaixo descrevemos:

- indústria de material plástico: Takeshi Honda

(presidente da Sanuy S/A)

- indústria de resinas termoplásticas: Armando Guedes Coelho ( Diretor da Divisão Petroquímica da Cia Suzano de Papel e Celulose)

- indústria de máquinas/equipamentos: Paulo Roberto Cury ( Diretor US-Mold Ltda.)

Durante o evento, também, foi realizado o lançamento oficial da Brasilplast'99, hoje considerada a 5ª maior feira do mundo no âmbito setor industrial de transformação de material plástico.

 
 
 

A PALAVRA DE JEAN DANIEL PETER,
PRESIDENTE DO SIRESP

 Não é novidade para as pessoas aqui presentes que o mercado de plásticos encontra-se em franca expansão. Todos os nossos parceiros da Abiplast, Abimaq e Abiquim sabem disso, vivem essa realidade no seu dia-a-dia.

O mais importante é que começamos a adotar uma postura pró-ativa como setor. Esse é o nosso melhor saldo neste ano de 1997. Houve um amadurecimento das relações internas ao setor, com o estabelecimento de práticas comerciais mais transparentes e a busca de novas oportunidades de mercado.

Este processo se expressou, também, na concretização do grupo denominado Força-Tarefa, que está trabalhando para colocar a plena carga a indústria de plásticos no Brasil. É um esforço para definir pontos de trabalho comuns, como o desenvolvimento de produtos nacionais com qualidade e preço para competir com os estrangeiros e um programa de incentivo à exportação; ou a necessidade do governo realizar uma reforma tributária, que assegure isonomia de materiais concorrentes e o fim do imposto sobre a nafta petroquímica.

A Força-Tarefa é um desdobramento da realização do Workshop, em maio, onde pudemos entre todos debater e definir caminhos para a competitividade. Aquele evento foi elogiado por todos, mas seu teste de fogo era a concretização de um trabalho conjunto Siresp/Abiplast, o que começa a ocorrer.

Da parte dos produtores de resinas, posso afirmar a confiança plena não só nos resultados desse trabalho comum, mas no crescimento do mercado. Não fosse assim, este ano não teríamos colocado mais 300 mil t/ano de resinas no mercado, o que foi possível a partir da expansão da PQU, Copesul e Copene. E teremos um mercado muito maior, com o novo salto que se aproxima, que virá com as duplicações da Copesul e PQU e a instalação dos pólos do Rio de Janeiro e Planalto Paulista.

 
 
 

A PALAVRA DE MERHEG CACHUM,
PRESIDENTE DA ABIPLAST

Pelo décimo quarto ano consecutivo, estamos aqui reunidos para encerrar mais um ano de nossas atividades. Cumprindo a tradição, estamos homenageando os nossos companheiros que foram distinguidos por seus pares, como aqueles que têm contribuído de forma efetiva para o desenvolvimento de cada um dos segmentos. A simples leitura dos currículos de Armando Guedes Coelho, pela Petroquímica, de Paulo Roberto Cury, pelos fabricantes de máquinas e moldes, e de Takeschi Honda, pelos transformadores, dá a o testemunho do que têm sido suas vidas na luta pelo crescimento e, às vezes, pela sobrevivência de suas empresas. E isto é uma linguagem que todos nós entendemos porque, de alguma forma, em uma determinada época, cada um de nós viveu as preocupações, os desafios, as tristezas e as alegrias de se ser industrial neste país. Por isto é que, homenageando os companheiros Guedes, Cury e Honda, estamos também todos os industriais das 3 gerações petroquímicas e da indústria de máquinas.

Ainda cumprindo a tradição, cada um dos oradores que me antecedeu, teve oportunidade de demonstrar os números de seus respectivos setores.

Para a Indústria da Transformação o ano de 1997 foi um ano difícil e complicado, cheio de altos e baixos, de avanços e recuos.

A globalização dos mercados atingiu o setor das formas mais variadas: enquanto a indústria de brinquedos conseguia do governo uma proteção alfandegária excepcional, os produtores de autopeças e de peças industriais ficaram expostos a uma concorrência internacional mais acentuada, seja pela eliminação das proteções existentes como decorrência de incentivos dados à indústria automobilística, seja pela composição, no exterior, de parcerias entre montadoras e fornecedores de autopeças, para se instalar no Brasil, em condições de vantagens que não são permitidas para as indústrias nacionais. O conceito de parceria fica distorcido porque, ao menor sinal de crise, a montadora ou a indústria retira os moldes, volta a se verticalizar e provoca a paralisação do transformador.

Isto tem representado, para o setor, preocupações, dúvidas e incertezas, acirramento da concorrência e deslocamento de nichos de mercado, quando não determinam o fechamento da indústria de transformação.

As dificuldades ficam maiores quando se enfrenta as incertezas e as restrições do mercado nacional, com uma política francamente recessiva, de juros altos, de inibição de consumo, de aumento de tributos e manutenção de taxas de câmbio.

O que de pronto chama a atenção na análise do nosso mercado é o custo do déficit da balança comercial.

Em 1996, as importações de produtos transformadores de plástico atingiram US$ 821 milhões; estima-se para 1997 uma importação total de US$ 904 milhões, contra exportações de apenas US$ 330 milhões, com um déficit de US$ 574 milhões. Essas importações eqüivalem a um consumo adicional de cerca de 350 mil toneladas de resinas e 73% dessas importações são decididas porque o preço do importado é mais vantajoso que o preço nacional. Isto confirma as declarações dos representantes da Sadia e da Parmalat, no workshop de maio, de que estavam importando de 30 a 40% das embalagens para seus produtos.

Apesar disto, a indústria de transformação conseguiu crescer em 1997. O consumo aparente das 8 principais resinas, que foi de 2,6 milhões de toneladas em 1996, passou para 2,8 milhões de toneladas em 1997. Como as importações de resinas (360 mil toneladas) e as exportações (467 mil toneladas) ficaram nos mesmos níveis de 1996, o aumento de consumo foi possível graças ao aumento da produção que passou de 2,6 milhões de toneladas, para 2,8 milhões de resinas.

Já o consumo aparente de transformadores plásticos, que em 1996 foi de 2,8 milhões de toneladas, alcançou em 1997 3,1 milhões de toneladas.

Esses números em valores representam: o consumo aparente de resinas nacionais, cresceu de US$ 2,9 bilhões para US$ 3,3 bilhões; um aumento de 14%, resultante de um aumento de 9% na quantidade e um aumento dos preços das resinas, em média, de 5%. As importações, como vimos, cresceram de US$ 821 milhões para US$ 904 milhões; as exportações passaram de US$ 250 milhões para US$ 330 milhões; disto resultou que o consumo aparente de artefatos de material plástico, das 8 principais resinas, que foi de US$ 7,3 bilhões em 1996, passou para US$ 8,1 bilhões, com um crescimento de 11%.

Se a esses US$ 8,1 bilhões acrescentarmos o faturamento estimado dos outros plásticos

(termo-fixos, acrílicos, naylon, fenólicos, plásticos de engenharia, etc.) vamos verificar que os 190 mil empregos formais que a indústria de transformação do plástico mantém, são responsáveis por um faturamento total estimado em US$ 12,5 bilhões.

Esses números seriam magníficos se não fosse o pacote de 10 de novembro. A nova elevação da taxa de juros, o aumento de 3 pontos percentuais nas alíquotas da TEC, as medidas restritivas de consumo, a eliminação de isenções ou incentivos fiscais, o aumento de impostos são um desestímulo e um freio ao desenvolvimento de qualquer indústria. Para a Indústria de Transformação do Plástico, que depende de outras indústrias, para as quais fornece peças, embalagens e produtos intermediários, essas medidas, além do desestímulo, representam uma real ameaça de aumento de preços internos das resinas, como decorrência do aumento da proteção alfandegária, uma diminuição das encomendas e, conseqüentemente, recessão.

Durante todo o ano de 1997, nas reuniões técnicas com o SIRESP, aprendemos que é possível construir um diálogo produtivo para definir problemas comuns e buscar soluções conjuntas criativas. Já nos entendemos quanto a números, problemas fiscais do IPI e do ICMS, de levantamento de mercado, de análise de importações e identificação de desafios que interferem em nossos negócios do dia a dia. Falta agora a discussão e o entendimento de nível político, para se avaliar as políticas de investimento, de oferta de máquinas e de resinas, de complementação do mercado através das importações e exportações.

As discussões sobre produtividade e competitividade de nossas indústrias, produtas de máquinas, de resinas e de artefatos, deverão passar obrigatoriamente pela discussão da qualidade dos produtos, do nível de preços internos e internacionais, de modo que possamos trabalhar sem precisar de artifícios de proteção injustificada ou de subsídios camuflados de incentivos. Esse é o desafio; esse será o nosso objetivo para 1998.

Meus Senhores:

É notório que o enfretamento e o êxito desses desafios passam necessariamente pela reengenharia das empresas e com a mesma ênfase e importância, pela reformulação do Estado.

Em palavras mais simples, pela redução ou eliminação sempre que sonhada do "custo Brasil" que, por sua vez, significa o cumprimento de um conjunto imponderável de normas burocráticas, de um número excessivo e indiscriminado de tributos ineficiência comprovada e consagrada dos serviços público ligados à produção onerando sobremaneira os custos e chegando, às vezes, a inviabilizar a competitividade e, conseqüentemente, a concretização dos negócios.

Todos sabemos que é impossível competir sem recursos; é impossível competir com a ineficiência dos serviços públicos; é impossível competir com a elevada carga tributária; é impossível competir com as altas taxas de juros, a defasagem cambial e o custo do capital; é impossível competir ou sobreviver com o atual "Custo Brasil".

Mas não esmoreceremos. A nossa confiança fica demonstrada aqui, neste encontro, onde o lançamento da BRASILPLAST 99, hoje considerada como a quinta maior feira do mundo, em tamanho, porém, em grau de importância, de acordo com a opinião de diretores da SPI, considerada a terceira maior do mundo, o que muito nos envaidesse, é a reafirmação da disposição dos produtores de resina, dos fabricantes de máquinas e de equipamentos e dos transformadores de que nada poderá diminuir o nosso entusiasmo nem a nossa disposição de continuar crescendo. E vamos mostrar isso em 1999.

Assim é que desejo, para todos, que o ano novo de 1998 possa ser pródigo em realizações e sucesso, para alcançarmos esse êxito.

 


Medalha de Mérito Pedro Ernesto

O Presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado do Rio de Janeiro, Gilberto Jaramillo, será condecorado com a Medalha de Mérito Pedro Ernesto, em reconhecimento à sua atuação em prol da Indústria Petroquímica de 3ª Geração em nosso Estado. O empresário carioca foi o autor e idealizador da implantação do Pólo Petroquímico no Rio de Janeiro e da Escola de Plástico do SENAI, que fornecerá mão-de-obra especializada para atender à demanda que crescerá em decorrência do Pólo. A iniciativa é do Vereador do PMDB, Waldir Abrão

 

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Gilberto Jaramillo

O SIMPERJ completou 50 Anos em abril deste ano, tendo o empresário Gilberto Jaramillo à frente de sua Presidência desde 1985. Bacharel e Licenciado em Química pela UERJ, é Diretor-Presidente da Neoplástica, Indústria, Comércio e Representações. Ocupa também o cargo de Diretor Efetivo da FIRJAN, Membro do Conselho de Administração da Comlurb e Juiz Classista de Empregadores do Tribunal Regional do Trabalho do RJ.

 
 

OPP É PREMIADA COM O "DESTAQUE ELECTROLUX"

A OPP Petroquímica, empresa da Organização Odebrecht, líder na produção de resinas e especialidades termoplásticas na América do Sul, recebeu, por meio da Unidade de Especialidades, o "Prêmio Destaque Electrolux". Instituído este ano, o prêmio pretende homenagear os principais fornecedores de matérias-primas e prestadores de serviços, entre os 421 que, atualmente, atendem a Electrolux do Brasil. Qualidade, atendimento e custo foram os quesitos avaliados pela empresa, que selecionou apenas os fornecedores certificados com a ISO 9000 por um órgão independente. "Essa iniciativa tem por objetivo alinhar nossos fornecedores com a visão Electrolux de proporcionar produtos e serviços com tal superioridade que os consumidores prefiram fazer negócios conosco", explica João Cláudio Guetter, diretor de Logística e Suprimentos e coordenador do comitê de avaliação. Seguindo essa linha, a OPP não se limita apenas ao fornecimento de produtos. Sua parceria com a Electrolux disponibiliza, também, um amplo suporte de serviços, com destaque para o desenvolvimento de estudos de simulação e modelagem de peças plásticas.

Líder de mercado

 A produção média mensal de 4 mil toneladas faz da OPP líder do mercado nacional de compostos de polipropileno, com 65% de participação. Desse total, 600 toneladas destinam-se exclusivamente ao setor de eltroeletrônicos. Fornecedora exclusiva de resinas e compostos de polipropileno para a Electrolux, a OPP vem concentrando esforços no intuito de aumentar ainda mais essa participação, que já responde por 15% de suas vendas de compostos. A matéria-prima produzida pela OPP é aplicada nas lavadoras, ar condicionados e aspiradores de pó da Electrolux. "Em dois anos, o setor de eletroeletrônicos estará consumindo em torno de 25% da nossa produção de compostos de polipropileno", estima Marcelo Bianchi, diretor da Unidade de Especialidades da OPP. Plásticos de engenharia e materiais metálicos, até então utilizados como principais matérias-primas em eletroeletrônicos, vêm sendo substituídos com freqüência por compostos de polipropileno, que garantem ao produto final grande durabilidade e excelente custo-benefício. A nova linha de lavadoras da Electrolux, por exemplo, apresenta cesto e tanque, que eram tradicionalmente fabricados em aço, agora produzidos em plástico. No setor automobilístico, responsável por 75% das vendas de compostos de PP, a empresa também é líder de mercado, com 70% de participação.

 
 

 INDÚSTRIA DO PLÁSTICO TEM FUTURO
GARANTIDO EM NITERÓI

A Prefeitura de Niterói, através da recém-aprovada Lei Municipal 1.613, está concedendo um dos mais importantes incentivos fiscais para as indústrias que pretendem ampliar seus investimentos ou mesmo expandir as suas atividades de produção: A isenção do IPTU por um período de 8 (oito) anos.  Este poderoso incentivo deverá ser concedido às empresas industriais que se instalarem nos próximos dois anos nos bairros do Barreto e de São Lourenço.

 Trata-se de dois bairros com características tipicamente industriais, e que têm ainda como diferencial competitivo, o fato de contarem com toda a infra-estrutura necessária pronta, possibilitando a instalação e operação imediatas da empresa. Além disso, contam com mão-de-obra abundante e qualificada, pois existe no Barreto uma das mais antigas escolas de formação profissional do SENAI-RJ, além do Centro Profissionalizante Henrique Lage hoje em fase de redinamização. A proximidade com o centro urbano do município e o fato de serem vizinhos da ponte Rio-Niterói, principal ligação com a região metropolitana do Rio, podem facilitar muito a logística de distribuição dos produtos fabricados.

 Os empresários do setor podem ficar tranqüilos com uma proposta de instalação definitiva, pois a Prefeitura de Niterói pretende consolidar a revitalização econômica dos bairros, orientando permanentemente através da ADM - Agência Municipal de Desenvolvimento, a prestação de serviços de assistência administrativa e avaliação mercadológica.

Uma oportunidade imperdível!

 
 
 

OPP FORNECE MATÉRIA-PRIMA PARA
NOVA LINHA DE LAVADORAS DA SUGGAR

 Durabilidade e design moderno são algumas das vantagens que o plástico 
oferece para a linha Tourbillion 2002

A Suggar Eletrodomésticos está lançando a linha de lavadoras Tourbillion 2002, que emprega o revolucionário processo de lavagem por turbilhonamento vertical. Produzida nas versões Super Luxo Èlectronique, Luxo e Tanquinho, a linha inova também na estrutura. Seus gabinetes são fabricados em composto plástico, fornecido exclusivamente pela OPP Petroquímica, que utiliza carbonato de cálcio e polipropileno homopolímero de alta rigidez. As máquinas têm grande durabilidade, design moderno e, ao contrário das máquinas convencionais, nunca enferrujam. Outra vantagem que o plástico garante a Tourbillion é o peso. As lavadoras pesam em média 18 kg, sendo 60% em plástico, enquanto que as que utilizam chapas de aço pesam, em média, 26 kg.

 "A montagem das máquinas em gabinetes plásticos elimina etapas do processo de produção como estamparia, funilaria, soldagem, tratamento químico e pintura, proporcionando economia de tempo e otimização do espaço físico", destaca Paulo Raimundo Carvalho, supervisor e Engenharia da Suggar. "A redução nos gastos com produção e matéria-prima garantem, ainda,  um preço mais acessível ao consumidor", completa.

Controle de Qualidade

 A OPP realizou testes de simulação do processo de produção em Mold Flow, um software capaz de indicar e controlar desde a entrada de material na cavidade até a produtividade final da máquina, incluindo os índices de troca térmica do material com o molde, refrigeração e resistência mecânica. "Oferecemos ao cliente, além da excelente qualidade dos produtos, um serviço de atendimento diferenciado, que vai do processo de produção à comercialização das lavadoras", afirma Maurício Peixoto Fernandes, engenheiro de Assistência Técnica da OPP.

 O sucesso inicial da nova linha no mercado está motivando a parceria entre a OPP e a Suggar a continuar investindo. Em dezembro, engenheiros das duas empresas estarão em Portugal, acompanhando a fase final dos testes de um novo gabinete plástico, que deverá ser lançado em 1998.

 
 

UNION CARBIDE RECEBEU
"PRÊMIO FORNECEDOR DO ANO DE 1997"

A Union Carbide foi eleita pelo Sintirj (Sindicato das Indústrias de Tintas e Vernizes e de Preparação de Óleos Vegetais e Animais do Município do Rio de Janeiro) o Fornecedor do Ano de 97, na categoria "elemento aditivo", produto cellosize®hec. A entrega do Prêmio aconteceu no dia 11 de dezembro, no Rio de Janeiro, com a presença do presidente da empresa, Jean Daniel Peter e Paulo Roberto Pazinatto da área de Cellosize, que também foi homenageado como Fornecedor, Personalidade do Ano de 97.

 O cellosize®hec (Hidroxietil Celulose) é uma matéria-prima utilizada amplamente nos setores de construção civil, tintas, petróleo, detergente, cosméticos e higiene pessoal. No segmento de tintas, é usado para conferir aos produtos finais, maior viscosidade, melhor transferência, plasticidade, aderência, adaptação às superfícieis irregulares, resistência e facilidade de homogeneização.

 Um dos grandes diferenciais da empresa no Brasil é o desenvolvimento de aplicações inéditas para o cellosize®hec, o que permite a contínua exploração de novos mercados. A unidade industrial em Aratu (BA) foi a primeira fábrica de Hidroxietil Celulose do hemisfério sul. Inaugurada em 1981, conta com 94 funcionários e produz 5,2 mil toneladas/ano. Além de atender ao mercado interno, 40% do Cellosize é exportado para a América do Sul, África e Estados Unidos, entre outros.

 A Union Carbide Corporation possui mais duas unidades produtoras de Cellosize: Bélgica e Estados Unidos, e é a pioneira da produção de matérias-primas para a Indústria de Plásticos no Brasil, líder da América Latina.

 
 
 

BRASILPLAST'99 REFLETIRÁ DESENVOLVIMENTO DE
UM DOS PRINCIPAIS SETORES DA ECONOMIA GLOBAL

Alguém poderia imaginar a sociedade contemporânea sem o plástico? Pare um pouco para pensar como seria, por exemplo, uma escova de dentes caso ele não existisse. Aspectos como praticidade, higiene e resistência caracterizam essa matéria-prima, que é usada na fabricação dos mais variados objetos-peças para automóveis, eletrodomésticos, utensílios para o lar, produtos hospitalares, etc. Outras de suas vantagens são o preço e o fato de ser reciclável.

 Somente para se ter uma idéia, 78% dos itens que compõem a cesta básica são embalados com plástico, sendo que esse tipo de embalagem representa menos de 2% do seu custo médio. O plástico reduz a 4% as perdas de produtos alimentícios e representa somente 7% do peso do lixo doméstico. Além disso, a produção dos objetos com esse material produz baixa emissão de gases para a atmosfera, o que contribui para o equilíbrio natural do meio ambiente.

 Para mostrar quais os principais avanços do setor, em termos de tecnologia de produção e transformação do plástico, a Alcantara Machado, com o apoio de entidades como a Abiplast - Associação Brasileira da Indústria do Plástico - , está lançando a 7ª edição da Brasilplast - Feira Internacional da Indústria do Plástico, principal evento desse segmento no hemisfério Sul. Com expectativa de reunir cerca de 1.000 expositores, de diferentes países, a feira pretende atrair, em sua próxima edição, agendada para 1999, maior número de expositores estrangeiros.

 Na última Brasilplast, que aconteceu de 17 a 22 de março desde ano, estiveram presentes 965 expositores, entre eles 454 estrangeiros, que ocuparam área de 33 mil m² do Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. O evento recebeu 62 mil visitantes nacionais e 1,9 mil estrangeiros. "Tivemos a presença de um tipo de público altamente qualificado, o que se torna fator importante para eventos como esse, onde se estreita relacionamento com antigos clientes e se realiza novos contatos. Tudo isso gera negócios", certifica Evaristo Nascimento, diretor da Brasilplast.

 Embora o consumo brasileiro per capita de plástico seja ainda baixo, em torno de 15 kg/ano - os Estados Unidos chegam a 83 kg e o Japão atinge 61 kg - , nosso País se encontra hoje entre as dez potências mundiais na fabricação e transformação desse tipo de matéria. Segundo dados da Abiquim - Associação Brasileira da Indústria Química e Produtos Derivados, a indústria nacional de resinas plásticas possui capacidade instalada de 3 milhões de t/ano e faturamento de US$ 2,6 bilhões/ano. Já o setor que agrega empresas que cuidam da transformação da matéria-prima teve faturamento de quase US$ 5,5 bilhões no ano passado. (Veja abaixo a tabela sobre a evolução da BRASILPLAST).

 

EVOLUÇÃO DA BRASILPLAST

ANO 1995

* Área 29 mil m2
* 700 expositores
* 60 mil visitantes

ANO 1997

* Área 33 mil m2
* 965 expositores
* 63,9 mil visitantes

 

 

COPENE É ELEITA "EMPRESA DO ANO"
POR GRUPO DO RIO DE JANEIRO

A Copene Petroquímica do Nordeste S.A. foi escolhida como "Empresa do ano" pelo Grupo de Permuta de Informações Salariais do Estado do Rio de Janeiro - Grupisa. O Prêmio Grupisa 97 foi entregue oficialmente dia 18 de dezembro, às 15 horas, em uma solenidade no auditório da Furnas, no Rio de Janeiro. A premiação - que destaca anualmente iniciativas de todo o país na área de gestão de relações humanas - já foi concedida a empresas como a IBM, Bayer e Bradesco.

 A iniciativa do Grupisa é um reconhecimento nacional à Copene pelo seu pioneirismo na criação de um Plano de Carreira baseado em um sistema de Remuneração por Habilidade. "A premiação nos coloca lado a lado com quem está na ponta da tecnologia de gestão de recursos humanos, comprovando a linha de excelência empresarial da Copene", comemora o administrador de Recursos Humanos da empresa, Marcelo Bispo.

 Voltado inicialmente para os empregados da área de operação e do laboratório da Copene e em fase de expansão para outras carreiras, o plano substituiu critérios subjetivos de promoção salarial por um processo inovador que estabelece regras para o crescimento na carreira a partir do desenvolvimento de habilidades. O modelo foi desenvolvido pela própria empresa sem auxílio de consultoria externa e já está sendo utilizado como referência nacional para diversas empresas.

 Através deste sistema, os funcionários podem até planejar sua ascensão na empresa através do micro-computador. Para isso, basta acessar o programa PCH-Plano de Carreira por Habilidade. No sofware, os empregados encontram informações sobre seu posicionamento no quadro de pessoal da empresa e recebem orientação sobre como adquirir os conhecimentos e habilidades necessários para um crescimento na carreira.

 O Prêmio Grupisa é voltado para o reconhecimento das práticas administrativas inovadoras na área de remuneração. Além da "Empresa do Ano", o concurso elege também o "Profissional do Ano". Este ano, o profissional escolhido foi o professor universitário e administrador da White Martins no Rio de Janeiro, Marcelino Tadeu de Assis. Criado em 1960, o Grupisa é uma entidade sem fins lucrativos voltada para ações e estudos na área de remuneração e cargos e salários que reúne cerca de 90 grupos empresariais.

COURTAULDS PLC ADQUIRE COMPANHIA ALEMÃ

O conglomerado inglês Courtaulds PLC - do qual faz parte a subsidiária brasileira Tintas Internacional - acaba de comprar a companhia alemã Emst Platt Bochum Lack-und Lackfarbenfabrik Gmbh, que fabrica revestimentos para a área industrial.

 Com a nova aquisição, a Courtaulds passa a ser o 3ª maior fornecedora de revestimentos na Alemanha. As vendas da Emst Platt, em 1996, somaram 12 milhões e seiscentos e vinte e oito mil dólares.

 A Courtaulds PLC é um conglomerado internacional que atua nas áreas têxtil e de tintas e comemorou, através de sua subsidiária brasileira, 70 anos de existência no Brasil em 97. Sediada em Londres, fatura cerca de US$ 3,5 bilhões anuais, alcançando a 8ª posição no ranking mundial do segmento de fabricação de tintas.

 Com atuação destacada no setor de tintas industriais, a empresa é líder em Tintas Marítimas, Tintas para Iates e Tintas em Pó e emprega 17 mil pessoas em 43 países. Fundada no século XIX, 50% de sua produção é de tintas e 50% de produtos têxteis.

 No Brasil, a Courtaulds fabrica cinco linhas distintas entre tintas imobiliárias, marítimas, para iates, para manutenção industrial e tintas em pó. A empresa possui três unidades industriais no País; em São Gonçalo - RJ, que produz tintas e vernizes líquidos; em Cajamar - SP-, que fabrica vernizes para embalagens metálicas; e a de São Roque - SP, para a produção de tintas em pó.

 

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