JANEIRO DE 1999

Matérias do Mês
EDITORIAL: CBIP:
Três Anos de Sucesso
Notas Sintéticas
Workshop: "Comércio Exterior: uma
Grande Oportunidade para o Plástico
Brasilplast Retrata Novas Tecnologias da Indústria
Plástica, que Movimentou R$ 8,9 Bi em 98
Natal do JP
Triunfo Incentiva Produção Cultural
Gaúcha
Politeno na Brasilplast '99
Innova: Novidade no Copesul
Plastivida Conquista o Prêmio "O
Melhor Projeto Ambiental do Ano"
O Futuro da Reciclagem
Reciclagem na Brasilplast '99
Perde, a Nossa Estimada Union Carbide do Brasil,
um de seus Mais Devotados Servidores: Marcus G. Xavier
Lacres Plásticos
Gás Natural: Abiquim Defende "Livre
Acesso" para Grandes Consumidores
Triunfo: a Melhor do País Segundo o Imic
Mecalor Busca Novos Representantes
A Mecalor
Ipiranga Petroquímica em Expansão
Triunfo Renova Diretoria
Aplicação da Espectroscopia de
Impedância Eletroquímica em Avaliações
Rápidas de Embalagens Metálicas e Laminados Plásticos
Contendo Alumínio
EDITORIAL
CBIP: TRÊS ANOS DE TOTAL SUCESSO
APESAR DO VERDADEIRO PANDEMÕNIO
em que se transformou nossa já combalida economia, após
a liberação do câmbio, neste finalzinho
de primeiro mês do ano, não podemos deixar de registrar
importantes metas atingidas pelo CBIP-Curso Básico Intensivo
de Plásticos.
TRÊS ANOS APÓS o lançamento dessa vitoriosa
idéia, ainda temos em mente o editorial de janeiro/96,
quando apresentamos o Curso como uma das iniciativas de comemoração
do ano do 40º aniversário do JORNAL DE PLÁSTICOS.
DE LÁ PARA CÁ, só temos tido motivos para
nos orgulharmos de nossa obra educacional dos plásticos.
NUM BREVE BALANÇO, gostaríamos de ressaltar que
já recebemos mais de 2500 manifestações de
interessados em cursar o CBIP. Destes, efetivamente, quase 1000,
provenientes de todo o Brasil, estão cursando ou já
terminaram.
SE CONSIDERARMOS que a média de alunos, por turma, de curso
livre é de 20 alunos, chegaremos à impressionante
cifra de 50 turmas!
CAMINHAMOS, NO MOMENTO, PARA duas centenas de alunos formados
que expressam, de maneira espontânea, a satisfação
por terem concluído o CBIP.
PARA COROAMENTO desses dados, a Politeno, através da visão
avançada de seu Diretor Comercial, José Ricardo
Roriz Coelho, acaba de renovar o parocínio ao CBIP, mantendo,
dessa forma, uma parceria que tem dado certo.
ATRAVÉS DESSA INICIATIVA, poderemos continuar com a redução
em mais de 30% no preço de inscrição dos
alunos no curso, o que, certamente, propiciará um número
cada vez maior de experts em plásticos em nosso
País.
NOTAS SÍNTÉTICAS
DE DANBURY, CONNECTICUT, VEM
A NOTÍCIA DE QUE A UNION CARBIDE CORP., devido à
queda dos preços dos produtos químicos e orçamento
de despesas superado, teve uma receita 84% menor no quarto trimestre,
apesar de ser a maior fabricante de produtos químicos
usados em anticongelantes e plásticos poliéster.
A CHINA, COM SUA CAMBALEANTE ECONOMIA, POSTERGOU SEUS
PROJETOS DE EXPANSÃO na produção de produtos
químicos básicos de bilhões de dólares:
na corda bamba, a moeda chinesa - yuan - que o governo
continua com o propósito de não desvalorizar ...
A RECICLAGEM DE PVC PROJETA
O VALOR DOS TERMOPLÁSTICOS, ampliando o mercado e provocando
a redução de preços. A Waltubo, produtora
de eletrodutos, acreditou e se propôs a produzir condutores
plásticos na ordem de 30 toneladas, 40% mais baratos,
graças ao PVC recuperado.
EMBALAGEM DE POLIPROPILENO SUPERA
as tradicionais de madeira conquistando, assim, o acondicionamento
do já famoso queijo Catupiry. Produzido há, aproximadamente,
90 anos, o nosso queijo deve seguir para os EUA para ser comercializado,
já com nova roupagem que, por ser de polipropileno,
fica 30% mais barata.
A EXTRAORDINÁRIA MATÉRIA PRIMA PLÁSTICA
- PVC, teve um aumento de consumo da ordem de 12%. Segundo informa
o Instituto de PVC, esse plástico teve, em 1998, uma produção
de 681 mil toneladas, sendo que mais de 50% foram transformadas
em tubos e conexões.
A DESVALORIZAÇÃO DA MOEDA NACIONAL
motivou a valorização, entre outros
produtos, aqueles dos fabricantes de máquinas nacionais
que deverão, em conseqüência dessa medida,
ampliar suas exportações em 99.
O MERCADO BRASILEIRO CONTINUA A OFERECER EXCEPCIONAIS
CHANCES para aqueles que possuem visão e experiência
na transformação dos plásticos. É
o que vem de acontecer com a Fibope, produtora de Filmes Biorientados,
em Portugal, do grupo Nelson Quintasm que instalará, em
nosso País, de parceria com a canadense Intertape Polymer,
uma unidade que se dedicará à fabricação
completa de filmes termo-retráteis, filmes estiráveis
e adesivos para uso industrial, favorecendo, paralelamente, o
mercado empregatício com, inicialmente, 150 vagas.
A BOLSA DE NOVA YORK VAI NEGOCIAR ações
da Copene Petroquímica do Nordeste S/A, central de matérias
primas do Pólo Petroquímico de Camaçari,
na Bahia, na forma de ADRs (American Depositary Receipts) nível
2. A Copene é a maior empresa petroquímica da América
do Sul, com um faturamento anual de R$ 1,4 bilhão, produzindo,
anualmente, 1,2 milhão de toneladas de petroquímicos
básicos.
OBEBRECHT ENFRENTA 99 COM O SENTIDO DE DEFINIR suas atividades
no setor da química e da petroquímica, voltada
para a produção, corte de investimento e venda
de ativos.
WORKSHOP COMÉRICIO
EXTERIOR:UMA GRANDE OPORTUNIDADE PARA O PLÁSTICO

1- O presidente do Siresp, Jean Daniel Peter, apresenta as
medidas
para a redução do déficit comercial no setor
plástico.
2- Jean Daniel Peter, presidente do Siresp, Alexandrino de Alencar,
presidente do INP, Guilherme Duque Estrada, vice-presidente da
Abiquim e Celso Guzzo, vice-presidente da Abiplast.
A indústria do plástico
esteve reunida em dezembro, no auditório da Fiesp, em São
Paulo, para tratar de uma questão que há muito tempo
tem sido a grande meta do governo: a redução do
déficit comercial. Para tanto, algumas medidas foram anunciadas
pelas entidades que representam a cadeia do plástico no
Brasil - Abiquim, Siresp e Abiplast -, incluindo incremento nas
exportações e, conseqüente, redução
nas importações, além, é claro, de
uma reforma tributária, para que os resultados comecem
a aparecer em curto prazo de tempo.
Medidas para fortalecer a participação
dos produtos plásticos na área de comércio
exterior:
1) Integrar e fortalecer a cadeia produtiva
do plástico são passos fundamentais para alavancar
um melhor desempenho do setor na área de comércio
exterior. O objetivo é viabilizar políticas comerciais
que assegurem a exportação de produtos finais de
maior valor agregado e fabricar produtos que permitam substituir
parte do atual quadro de importações.
2) Nesse processo, será possível
fortalecer todo o parque industrial, em particular as pequenas
e médias empresas, a semelhança do que já
ocorre em países como EUA, Itália e Alemanha. O
segmento de pequenas e médias empresas pode contribuir
decisivamente, com produtos diferenciados, além de gerar
milhares de empregos. A título de exemplo, caso o Brasil
não tivesse importado 230 mil toneladas de resinas transformadas
em produtos finais poderia ter gerado 6 mil empregos.
3) Reconhecendo a importância
do mercado interno, o setor já identificou que 58% dos
produtos importados têm similar nacional e podem ser substituídos.
Para disputar esses nichos de mercado, o setor vai buscar melhor
performance de uso e maior competitividade.
4) Tomando por base o diagnóstico
realizado pelo professor João Bosco, da Fundação
de Comércio Exterior (Funcex), as entidades do setor plástico
estão formando um grupo de trabalho, Propex, sob a coordenação
do Sr. Celso Guzzo, da Abiplast, para impulsionar as ações
que vão permitir reverter o atual quadro. Neste grupo,
estarão representantes de toda a cadeia do Plástico
5) Esse esforço da cadeia produtiva
poderá ser INÚTIL se o governo não assegurar
isonomia competitiva para as empresas brasileiras em relação
aos nossos principais concorrentes. Essas condições,
que visam desonerar a produção, são, basicamente,
igualdade nas condições de financiamento e no peso
da carga tributária em relação ao preço
final do produto. O exemplo do sistema tributário de Hong
Kong, talvez, seja uma das principais razões do sucesso
daquele país nas exportações.
6) Nesse sentido, a atual TJLP compromete
qualquer perspectiva de sobrevivência do parque produtivo
nacional. A variação da taxa, mesmo sendo trimestral,
compromete o resultado do ano inteiro. Portanto, deve ser reduzida
imediatamente, adequando-se aos padrões internacionais.
Enquanto isso, para minimizar os efeitos desta alta taxa, propõe-se
uma redução imediata do spread cobrado pelo BNDES
e seus agentes.
7) A cadeia produtiva do plástico
se soma a outros setores industriais na defesa de uma reforma
tributária urgente. A indústria defende a instituição
do IVV (Imposto sobre Vendas a Varejo), um imposto moderno que
pode garantir transparência (todos saberão quanto
pagam de imposto), a desoneração da produção
(fim dos impostos em cascata), a cobrança na ponta do processo
(facilitando as exportações), a redução
da informalidade e o fim da guerra fiscal.
8) Caso o governo e o Congresso Nacional
façam a sua parte, o setor assume o compromisso de, num
período extremamente curto de tempo, ano após promulgada
uma verdadeira e completa reforma tributária, reduzir substancialmente
o atual déficit do setor (atualmente, de US$ 540 milhões/ano),
através da duplicação das exportações
atuais (alcançando o patamar da Argentina de exportar pelo
menos 6% do faturamento/ano) e da substituição de
parte dos produtos atualmente importados. Como foi dito no Workshop,
A melhor defesa contra as importações é
a exportação. Com certeza, será um
passo importante para o governo cumprir a meta estabelecida com
o FMI (superávit de US$ 2,8 bilhões).
BRASILPLAST RETRATA NOVAS
TECNOLOGIAS DA INDÚSTRIA PLÁSTICA,
QUE MOVIMENTOU R$ 8,9 BI EM 98
Entre 8 a 13 de março próximo,
cerca de 950 expositores estarão mostrando as novidades
do setor na 7ª Brasilplast - Anhembi
Somos uma ilha cercada de plástico,
diz Merheg Cachum, presidente da Associação Brasileira
da Indústria Plástica - Abiplast. Boa parte de tudo
que nos rodeia é feito com plástico, uma das principais
matérias-primas do mundo.
Com consumos per capitas anuais que chegam a mais de 100 kg nos
principais países consumidores, como Bélgica, com
157 kg, e Estados Unidos, com 145 kg, o plástico vem ganhando
espaço em segmentos que antes utilizavam outros tipos de
máterias-primas.
No Brasil, embora o consumo individual de 19 kg por ano esteja
longe dos países de ponta, o plástico vem recebendo
atenção especial das grandes empresas, que desvendam
novas tecnologias para a fabricação e transformação
do material.
Para manter o mercado informado sobre as atuais tendências
do setor, que movimentou no Brasil, em 1998, cerca de R$ 8,9 bilhões
no segmento de plástico comodites, que não pertencem
à classe dos utilizados em segmentos técnicos, a
Alcantara Machado Feiras de Negócios organiza a Brasilplast-Feira
Internacional da Indústria do Plástico.
Realizada entre os dias 8 e 13 de março, no Pavilhão
de Exposições do Anhembi, em São Paulo, a
sétima edição da feira traz novidades em
produtos, equipamentos e tecnologia utilizadas no setor pelas
mãos das principais empresas mundiais, como Politeno, Himaco
Hidráulicos e Máquinas, Rhodia do Brasil, Irmãos
Semeraro, Rulli Standard, Moltec, Indústrias Romi, Carnevalli,
Bayer e Indústria Bandeirante, entre outras. Da China está
acertada a vinda de uma delegação composta por mais
de 17 empresas, como a Asian Plastic, a Phyllis e a Jumbo Steel.
Segundo Evaristo Nascimento, diretor da feira, no total farão
parte do evento 500 empresas nacionais e 450 estrangeiras, distribuídas
em 75 mil m². O público esperado é de mais
de 60 mil visitantes técnicos, que assim como as empresas
chegam de vários países para ver de perto os lançamentos
e o que foi mostrado recentemente na feira alemã K98.
A Brasilplast é considerada uma das cinco principais feiras
do setor em todo o mundo e vem arrebatando a cada versão
mais credibilidade e importância. Cachum conta que muitos
classificam a feira como a terceira de maior expressão
mundial.
A seriedade adquirida requer mais estímulo para os organizadores,
que garantem: a Brasilplast99 estará maior e melhor
em qualidade se comparada com, a última performance, em
1997.
É o grande momento de trazermos tecnologia de ponta
para o mercado brasileiro, garante Cachum, entusiasmado
com as novidades. Entre elas, novos conceitos sobre a reciclagem
do material.
Barato e ainda com a alternativa de ser reaproveitado, o plástico
vem reafirmando a posição de destaque que tem no
panorama mundial. Segundo a Abiplast, no Brasil o consumo está
aumentando. O atual per capita brasileiro teve como base índices
mais baixos. Em 1992 o consumo individual era de apenas 8,81 kg.
De acordo com a associação, para tornar o quadro
cada vez mais favorável, o principal passo caberia à
estabilização da economia nacional, diz Cachum.
Quanto mais emprego, mais consumo de plástico pela
população, finaliza.
Congresso do Plástico
Além de conhecer de perto o que há de mais atual
no setor plástico, o visitante da Brasilplast terá
a chance de participar do 2º Congresso Latino Americano da
Indústria do Plástico, no dia 9, a partir das 8h30,
no 3º Mezanino do Pavilhão de Exposições
do Anhembi.
Com apoio da Brasilplast e realizado pela Associação
Latino Americana de Indústria do Plástico (Aliplast),
o congresso tratará de assuntos segmentados em quatro temas.
Roger Kamps, da Associação Alemã do Plástico,
traz Tendência Mercadológica dos Produtos,
Transformados de Plástico e Tecnologias e Reciclagem,
às 8h50. A Globalização no Mercado
do Plástico e Efeitos e Consequências é
o tema de José M.Cavanillas, da Confederação
Espanhola de Empresários do Plástico, às
9h40. Jean Daniel Peter, do Sindicato das Indústria de
Resinas Sintéticas do Estado de São Paulo, fala
sobre Matérias-Primas, Tendências para Améria
Latina e para o Mundo. Por último, O Plástico
e o Meio Ambiente é assunto de Ernesto T.Weber, da
Associação Brasileira da Indústria Química/Plastivida,
às 11h40.
NATAL DO J.P.
NOITE FELIZ! NOITE FELIZ: Ainda se ouvem
ao longe, as vozes contagiantes das crianças buscando com
os olhos o eterno Papai Noel que ao som dos sinos vem nos abençoar
e alegrar com seu sorriso incomparável, trazendo em suas
mãos o presente tão esperado que nem os do aniversário
nos fazem lembrar.
Adultos, aguardamos os cartões natalinos dos amigos sinceros,
cartões que purificam o espírito e que nos animam
a remeter por nossa vez, mensagem de amizade, por um de perdão
e compreensão para aqueles que, por ventura nos magoaram.
Assim se encontram o JORNAL DE PLÁSTICOS e sua equipe,
alegres pelo dever cumprido durante mais de um ano, pedindo ao
Senhor suas bençãos para que neste ano, aqueles
que nos são caros conosco comunguem os momentos felizes
que, por certo, repetir-se-ão ao som de NOITE FELIZ! NOITE
FELIZ!
MENSAGENS AO JORNAL DE PLÁSTICOS
Com a nossa gratidão, transcrevemos, na relação
abaixo, o nome dos amigos que nos honraram com sua mensagem natalina:
ABIEF
Água & Saúde
Alberto Mansur
ARBURG
Canguru Embalagens
CARLOS AUGUSTO DO AMARAL JUNIOR
Colortronic
Dutisa
Fábio Júnior
Hidrossol Ind.Com.de Plásticos
IBS/Duosoft Brasil
Ingrupo Propaganda
Instituto Nacional do Plástico
Ipiranga
José Carlos
Juan Sabaté
Madia e Associados
Majestic
MARIA SIDELMA PEREIRA DANTAS
Menezes Comunicação
Messe Düsseldorf International
Monte Líbano
National Meassures
Pepasa
Plasmar
Polibrasil
Polipolymer
Politeno:
Fernando J.S.de Freitas
Jaime P.A.Sartori
José Ricardo Roriz Coelho
Refriac
Rhodia
SIMPERJ
Union Carbide do Brasil
Yara de Abreu Longo Najmann
BRINDES
O brinde de Natal tem um significado maior do que aquele que comumente
recebemos. Assim acontece com as chamadas Folhinhas
e Agendas que tradicionalmente nos oferecem com dois sentidos
indiscutíveis: manter-nos atualizados com uma mensagem
permanente das empresas com as quais lutamos em favor do progresso
do mercado a que estamos servindo.
INGRUPO
MAJESTIC
MONTE LÍBANO
PEPASA
POLITENO
RHODIA
TRIUNFO INCENTIVA PRODUÇÃO
CULTURAL GAÚCHA
A Petroquímica Triunfo (associada
à Plastivida), em parceria com a Fundarte, esteve promovendo
até 30 de dezembro, em Montenegro, RS, o Salão de
Artes em Plástico - a Plástica do Plástico.
A exposição teve por objetivo incentivar a produção
cultural do Estado e promover a pesquisa de materiais contemporâneos
nas produções artísticas, como é o
caso do plástico. A partir de janeiro de 99, a exposição
passará a integrar a mostra itinerante do Museu de Arte
do Rio Grande do Sul.
POLITENO NA BRASILPLAST 99
Com o objetivo de oferecer soluções
específicas para clientes e visitantes, a Politeno vai
montar um Espaço Técnico em seu estande de 297 m²
na Brasilplast99 Feira Internacional da Indústria
do Plástico, que se realizará de 8 a 13 de março,
no Anhembi.
No Espaço Técnico, profissionais da empresa ligados
à área de Assistência Técnica e Desenvolvimento
de Mercado estarão à disposição para
atendimento individual aos visitantes, com o objetivo de discutir
soluções específicas em seis processos industriais
(injeção, extrusão, coextrusão, moldagem
a sopro, rotomoldagem e hot melt), além de aspectos ligados
à logística oferecida pela Politeno.
Desta forma, poderão ser tiradas dúvidas específicas
sobre os processos e as aplicações envolvendo os
52 tipos de resinas produzidas pela empresa a partir de seus oito
produtos básicos: PEBD (polietileno de baixa densidade),
PEMD (polietileno de média densidade), PELBD (polietileno
linear de baixa densidade), PELMD (polietileno linear de média
densidade), PEAD (polietileno de alta densidade), EVA (copolímero
etileno-acetato de vinila), e as resinas especiais LINTECH (base
octeno) e SUPLEX.
Cada visitante interessado receberá catálogos, um
brinde-surpresa, e terá ainda à disposição
o Manual de Moldagem por Sopro da Bekum, livro cuja edição
em português contou com o patrocínio da Politeno.
Também estará à disposição
um CD-rom com informações sobre a empresa, seus
produtos e aplicações, que permite a impressão
dos catálogos. E estará em demonstração
o Fast-line: uma linha direta entre o computador do cliente e
a Politeno.
O estande da Politeno na Brasilplast se situará numa ilha,
entre as ruas E-40 e F-41, no Pavilhão de Exposições
do Anhembi, em São Paulo. A Politeno, que fabricou 296
mil toneladas de resinas em 1998, detém cerca de 20% do
mercado de polietileno no Brasil.
INNOVA: NOVIDADE NO COPESUL

O diretor da Inova, Flávio
Barbosa (dir.), assina o protocolo do Fundopem,
ao lado do diretor do grupo Perez Companc, Haroldo Dahm
Se depender dos esforços e do
andamento das obras da Innova, o Pólo Petroquimico passará
a fornecer estireno a partir de dezembro de 1999 e poliestireno
a partir de junho de 2000. O cronograma está sendo cumprido
à risca: os serviços de terraplanagem do solo e
de drenagem da lagoa artificial estão concluídos.
A urbanização do terreno - construção
de ruas e de deságue pluvial - está praticamente
concluída. Todas as obras subterrâneas estão
sendo terminadas, afirmou o engenheiro químico José
Alberto Larpin.
Na avaliação de Jorge de La Rua, vice-presidente
do Conselho de Administração da Innova, a realização
do projeto corresponde à concretização do
Mercosul. A efetiva integração entre argentinos
e brasileiros, come este empreendimento, comprova que o intercâmbio
entre os dois países agrega valor ao negócio,
afirmou o diretor no almoço de confraternização
da Innova, no dia 18 de dezembro, na Copesul.
Segundo De La Rua, a meta da Perez Companc, ao estabelecer sua
primeira empresa no Brasil - o grupo está instalado em
quase toda a América do Sul - , não se resume ao
desenvolvimento de mais um empreendimento. A instalação
de um negócio no Rio Grande do Sul se dá a partir
de uma série de análises: grande potencial do mercado
brasileiro, disponibilidade de matéria-prima e de recursos
humanos, explicou De La Rua.
A contretização do empreendimento avançou
mais em outubro deste ano. Assinamos o Fundopem-Proplast
com o governo do Estado, informou Flávio Barbosa,
diretor da empresa. Ele explicou que o programa de incentivo permite
o abatimento de 75% do ICMS durante oito anos. O imposto
que a empresa deixa de recolher deve, obrigatoriamente, ser investido
em melhorias ou em capital de giro do próprio empreendimento,
podendo aumentar ainda mais a arrecadação,
argumentou Flávio.
PLASTIVIDA CONQUISTA O PRÊMIO
O MELHOR PROJETO AMBIENTAL DO ANO
O projeto de reciclagem de resíduos
plásticos da Plastivida, desenvolvido em parceria com a
APAE, acaba de ser homenageado com o Prêmio PNBE de Cidadania,
na categoria de melhor projeto de meio ambiente do ano.
Concedido anualmente pelo PNBE, Pensamento Nacional das Bases
Empresariais, o Prêmio tem como principal objetivo valorizar
e reconhecer publicamente idéias e ações
de empresas, entidades e cidadãos, que contribuam para
melhorar as condições de vida dos brasileiros. A
proposta da Plastivida, além de promover a solidariedade,
estimula a preservação e a educação
ambiental.
Atualmente, o projeto Plastivida-APAE coleta mais de 55 toneladas
por mês de resíduos plásticos, em locais públicos
e privados. Desse total, cerca de cinco toneladas são recolhidas
em escolas da cidade de São Paulo, envolvendo 60 mil pessoas,
incentivadas por aulas de educação ambiental do
Instituto 5 Elementos. Transportados por caminhões da APAE,
os resíduos seguem até a sede da Entidade, localizada
em Mauá, onde se faz a triagem, prensagem e o enfardamento
dos materiais. Com a comercialização dos resíduos
para as empresas recicladoras, a APAE vem obtendo uma renda constante
para manter e ampliar o atendimento que presta a excepcionais.
Para 1999 a Plastivida pretende realizar investimentos na unidade
piloto de reciclagem da APAE Mauá, ampliar as aulas de
educação ambiental e estimular a montagem de pólos
estratégicos de recebimento e comercialização
de resíduos plásticos em outras regiões do
Estado de São Paulo.

Ernesto Weber,
Coordenador da Plastivida
O FUTURO DA RECICLAGEM
Pesquisa inédita, patrocinada
pela PLASTIVIDA e pelo Instituto do PVC, devem contribuir para
o crescimento da reciclagem no Brasil.
A Plastivida e o Instituto do PVC estão
patrocinando a primeira pesquisa oficial sobre o mercado de reciclagem
no Brasil, atividade relativamente nova no País e carente
de informações.
Os dados obtidos estarão à disposição
dos que desejarem ingressar no mercado de reciclagem de plásticos
ou mesmo daqueles que pretenderem incrementar negócios
já existentes, informa Silvia Rolim, assessora técnica
da Plastivida, sobre a pesquisa a ser realizada pela empresa Interscience.
Com início em dezembro e conclusão prevista para
abril de 99, a pesquisa deverá gerar dados que serão
compilados e editados, pelas duas entidades, em forma de manual,
contendo também o cadastro nacional das empresas de reciclagem.
Brevemente, os interessados poderão contar com uma importante
ferramenta de trabalho para o incremento desse mercado.
RECICLAGEM NA BRASILPLAST99
A Plastivida Comissão
de Reciclagem de Plásticos da Abiquim apresentará
as ações que desenvolve em favor da educação
ambiental e da reciclagem, na Brasilplast99 Feira
Internacional da Indústria do Plástico, de 8 a 13
de março, no Centro de Exposições Anhembi,
em São Paulo.
Ganhadora dos prêmios PNBE de Cidadania 1998 e Top de Marketing
da ADVB 1997, ambos na categoria Meio Ambiente, a Plastivida mostrará
seus projetos e sua atuação no estande da Abiquim
e distribuirá material didático.
Entre seus projetos, a Plastivida impulsiona há quatro
anos uma ação de educação ambiental
junto a seis escolas de São Paulo, que envolve 60 mil pessoas
entre estudantes, familiares e professores, além de entidades
do Terceiro Setor como o Instituto 5 Elementos de Educação
Ambiental e a Apae Associação de Pais e Amigos
dos Excepcionais de Mauá. Além disso, a entidade
está mapeando os recicladores no Estado de São Paulo.
Palestra
O coordenador da Plastivida, Ernesto Weber, fará uma palestra
sobre O Plástico e o Meio Ambiente, no 2º
Congresso Latino-Americano da Indústria do Plástico,
que se realizará simultaneamente à Brasilplast99.
A palestra será realizada no dia 9 de março, às
11h30, no salão do mezanino do 2º andar no Anhembi.
Antes dele, falarão, a partir das 8h30, o presidente da
Associação Alemã do Plástico, H. Roger
Kamps, sobre tendências mercadológicas; o presidente
do Sindicato da Indústria de Resinas, Jean Peter, sobre
tendências das matérias-primas; e o diretor da Confederação
Espanhola de Empresários do Plástico, José
Cavanillas, sobre a globalização no mercado dos
plásticos.
PERDE A NOSSA ESTIMADA UNION CARBIDE DO
BRASIL UM DE SEUS MAIS DEVOTADOS SERVIDORES: MARCUS XAVIER
Foi para mim um rude golpe, o que por
certo o mesmo estará se dando com você, que teve
a ventura de conhecer essa figura que deixará uma lacuna
nos quadros de venda da tradicional Union Carbide do Brasil: Marcus
G. Xavier.
Há 45 anos nos ligamos aos plásticos, sendo que
a 42 anos lançamos no Brasil a tradicional publicação
que constituil o setor numa família, que lamentavelmente
nela se infiltra por vezes, elementos estranhos ao meio de nosso
País.
Em nossa luta também temos a felicidade de conhecer homens
como Marcus Xavier, que foi para o plano superior
imprevisivelmente deixando uma bagagem de exemplo profissional
aos seus colegas e admiradores.
Em nosso último contato de Marcus recebemos a seguinte
mensagem:
Aos amigos Ataliba e Ângelo meus sinceros votos de
um Natal cheio de paz e alegrias e um 1999 de muita saúde
e, se Deus quiser um Jornal de Plásticos cheio de atrativos
e mensagens promocionais.
MARCUS GUIMARÃES XAVIER
Nascimento: 27/04/36
Natural de:Belo Horizonte - MG
Casado com: Margarida de Souza Xavier
Filhas: Bianca Stefanini Xavier, Renata de Souza Xavier
Filhos: Marcus Guimarães Xavier Filho; Rodrigo de Souza
Xavier
Admissão: 19 de julho de 1965
Cargo:Representante Técnico de Vendas e Produtos Industriais
e Plásticos
Promoção: em 01/02/78 passou a ser Gerente de Desenvolvimento
de mercado
Promoção: em 01/06/79 tornou-se Gerente de Vendas
Promoção: em 01/05/84 tornou-se Gerente de Marketing-
Plásticos
Desligou-se: em 06 de Julho de 1995 como Gerente de Marketing
Plásticos
Fixou-se:REPRESENTANTE DA UNION CARBIDE DO BRASIL EM BAURÚ
- ESTADO DE SÃO PAULO.
LACRES PLÁSTICOS
A presença cada vez maior de
lacres plásticos em bens de consumo revela a crescente
preocupação dos fabricantes com a violação
e a falsificação de seus produtos. Ao mesmo tempo,
esses dispositivos estão sendo utilizados para agregar
maior competitividade às empresas, como afirmam alguns
fabricantes.
O uso de lacres plásticos começou na década
de 70, com o famoso caso de adulteração do Tylenol
líquido, da Johnson & Johnson dos Estados Unidos. Na
época, a empresa teve que indenizar consumidores e promover
rápidas mudanças na embalagem do produto. Surgia,
então, o lacre plástico, ajudando a Johnson &
Johnson a reconquistar a confiança dos usuários
e a manter o Tylenol na liderança de seu segmento. Hoje,
os lacres plásticos aparecem também nos alimentos,
bebidas, cosméticos e artigos de higiene pessoal. Segundo
Laércio Inaba, diretor-presidente da Oriplast, de Diadema,
SP, fabricante de lacres em PVC, pequenos e médios fornecedores
obtêm maior aceitação de seus produtos, nas
grandes redes de supermercados, quando estes estão lacrados.
Os lacres também podem cumprir outras funções,
trazendo impressas as especificações e composições
do produto, informações sobre a empresa e os serviços
de atendimento ao cliente. Além disso, acrescente Laércio,
os consumidores preferem produtos vedados. Para Moacir Menegotto,
gerente de controle de qualidade da Seagran, o uso desses dispositivos
plásticos é essencial para dificultar a falsificação
das bebidas, colocação de corpos estranhos e a violação
das embalagens nos locais de venda.
O Código de Defesa do Consumidor ou outras leis que regulamentam
a produção de embalagens não exigem lacres,
mas responsabilizam fabricantes pela integridade do produto. Desta
forma, é inegável a contribuição desses
dispositivos plásticos para proteger o consumidor, transmitir
credibilidade e valorizar a imagem do produto.
GÁS NATURAL: ABIQUIM
DEFENDE LIVRE ACESSO PARA GRANDES CONSUMIDORES
Ao contrário de outros países,
o Brasil não garante, na prática, a negociação
direta entre grandes consumidores e produtores e transportadores
de gás natural. As conseqüências podem ser preços
maiores para o gás, menor competitividade industrial e
desestímulo à utilização deste insumo
como fonte energética .
O Brasil pode ampliar a utilização do gás
natural como fonte alternativa e complementar de energia e, ao
mesmo tempo, estimular novos investimentos industriais no País.
Uma das ações para que isto ocorra está na
adoção dos mecanismos de by-pass e livre
acesso dos grandes consumidores de energia aos produtores
ou transportadores de gás natural. Sem esses mecanismos,
aplicados na maioria dos países, há o risco de o
gás natural ter o seu custo onerado pela obrigatoriedade
da participação das distribuidoras nos contratos
de fornecimento, mesmo no caso de grandes consumidores industriais
de gás.
O livre acesso para grandes consumidores, ressalta
estudo elaborado pela ABIQUIM e entregue ao Ministério
de Minas e Energia, é prática comercial comum em
países com os quais o Brasil compete, como Estados Unidos,
Argentina, Canadá, México e Inglaterra. Nesses países,
consumidores industriais de grande porte e geradores de energia
elétrica podem negociar diretamente contratos de fornecimento
com os produtorese transportadores, pagando entre 46% e 90% menos
do que os consumidores residenciais. Essas vendas diretas acabam
por se converter em referenciais de preços, possibilitando
ao mercado regular as tarifas de gás natural.
Privatização
No Brasil, a legislação não garante a negociação
direta entre grandes consumidores e produtores ou transportadores
de gás. E, como há a possibilidade de inclusão
nos editais de privatização das companhias estaduais
de gás de cláusulas estabelecendo a obrigatoriedade
da interveniência dessas empresas nos contratos de fornecimento,
como já ocorreu no Rio de Janeiro, há o risco de
que essas companhias sejam avaliadas e arrematadas por valores
superiores ao do equilíbrio econômico. Como conseqüência,
as tarifas poderão ser estabelecidas em função
dos valores pagos nos leilões de privatização,
o que pode retardar ou desestimular o uso do gás natural
no País.
Embora o patamar de preços previsto para o gás natural
importado pelo Brasil, no chamado city-gate, não
esteja distante dos valores internacionais - em torno de US$ 2,7
por milhão de BTU -, no Brasil não existem as condições
que permitem os descontos que caracterizam, em nível mundial,
as relações comerciais entre grandes consumidores
e produtores e transportadores de gás. Para a ABIQUIM,
este fato, somado ao perfil da demanda (no Brasil, os consumidores
residenciais e comerciais representam apenas 2,3% do consumo,
enquanto nosEstados Unidos representam 42% e na Argentina 26%),
são fatores negativos para o crescimento em bases econômicas
da indústria de gás natural no Brasil.
GÁS TEM GRANDE IMPORTÂNCIA
NA MATRIZ ENERGÉTICA MUNDIAL
O estudo da ABIQUIM considera de grande importância para
o País aumentar a participação do gás
natural na matriz energética nacional. Em 1996, a produção
mundial de energia somou 377 quatrilhões de BTU. Desse
total, 85% foram obtidos a partir de combustíveis fósseis.
O gás natural, um combustível limpo e seguro, responde
por cerca de 60% da energia gerada por todos os derivados de petróleo
no mundo.
As reservas brasileiras de gás são modestas - apenas
228 bilhões de m3. Mas o acesso a fontes externas de gás
natural, como as da Bolívia e da Argentina, abre novas
possibilidades para a utilização deste nsumo no
País. Hoje, enquanto na Venezuela a participação
do gás natural no consumo global de energia primária
é de 55% e na Argentina de 51%, no Brasil essa participação
está limitada a apenas 2,5%.
(Enfoque Abiquim)
TRIUNFO: A MELHOR DO PAÍS SEGUNDO O IMIC
A Triunfo não é
a maior, mas é a melhor indústria petroquímica
brasileira (IMIC)
Dona apenas da 12ª receita operacional líquida entre
as indústrias petroquímicas do País, a Petroquímica
Triunfo é, entretanto, a melhor de todas - a considerar-se
os seus resultados em rentabilidade sobre a receita operacional
líquida, rentabilidade sobre o patrimônio líquido,
liquidez corrente e nível de endividamento. Essa é
a conclusão a que chegou o Instituto Miguel Calmon de Estudos
Sociais e Econômicos (IMIC), da Bahia, ao analisar as demonstrações
financeiras de quase 5.000 empresas brasileiras.
Por três anos consecutivos distinguida com o Prêmio
Excelência Empresarial da Fundação Getúlio
Vargas e premiada em 98 pela Revista Exame (Maiores e Melhores)
como a empresa de melhor desempenho no setor químico-petroquímico
brasileiro, a Companhia chega agora, também, ao segundo
ano consecutivo de reconhecimento pelo Instituto Miguel Calmon.
O Prêmio Desempenho Nacional foi entregue ao diretor Sérgio
Guimarães Pessoa, no dia 3 de dezembro, durante uma cerimônia
realizada na cidade de Salvador.
A distinção, segundo o Diretor-Superintendente da
Petroquímica Triunfo, Vasco Nunes Leal, enche de
orgulho todas as pessoas que trabalham na empresa - não
apenas pelo seu caráter nacional, mas sobretudo por ter
sido conquistada num setor dos mais desenvolvidos dentro da economia
brasileira e em um ano de muitas turbulências no mercado.
Nadando contra a maré, justamente, é
a primeira frase utilizada pelo próprio IMIC, no editorial
de sua revista, para caracterizar a verdadeira façanha
das empresas destacadas com o Prêmio Desempenho. A essas
empresas, o Instituto dedicou sua homenagem e a admiração
pela pertinácia de lutar pela sobrevivência num País
cuja arrecadação de tributos supera os 30% do PIB,
mas onde os serviços públicos fornecidos em contrapartida
são modestos e os juros escorchantes.
Por essa razão, o Instituto não considerou estranho
ou surpreendente que o lucro médio das 1.000 maiores empresas
brasileiras, em relação ao seu patrimônio
líquido, tenha sido de apenas 3,9% neste ano.
Contenção
O fato de que o ano de 1997 não tenha sido de grandes investimentos
feitos pela Companhia pode, segundo Vasco Nunes Leal, ter contribuído
para o desempenho por ela alcançado. É preciso
ter o timming para saber-se se é bom ou mau negócio
fazer investimentos num momento de crise, ensina, não
esquecendo de creditar ao corpo técnico-funcional da Triunfo
os méritos que lhe são devidos em cada nova conquista.
O nível de competência e dedicação
dos nossos quadros é muito elevado. O maior patrimônio
da Companhia são os seus colaboradores, afirma.
A reportagem que a revista do IMIC traz sobre a Triunfo relaciona,
ainda, outros bons motivos para o sucesso da empresa- como, por
exemplo, a adoção de uma política financeira
conservadora, porém muito atenta aos movimentos do mercado,
a racionalização dos seus custos, a produção
recorde alcançada em 97 e o aumento de 5,4% nas suas vendas
totais.
Na reportagem, o que mais se destaca é o fato de a Triunfo
ser uma empresa dita pequena, mas com ótimo
desempenho. Aliás, vem sendo essa a circunstância
que a levou a adotar uma tática que deu certo - a de otimizar
a prestação de serviços junto aos seus clientes,
preocupando-se mais com a qualidade no entendimento.

Em cerimônia realizada em Salvador, o IMIC entregou
distinção às melhores indústrias do
país
MECALOR BUSCA NOVOS REPRESENTANTES
A Mecalor, líder na produção
de sistemas d água gelada utilizados na indústria
de plástico para resfriamento de moldes de injeção,
sopro e extrusão está dando continuidade ao seu
plano de expansão. Iniciado em 1998, com a introdução,
muito bem recebida pelo mercado, da nova linha de Unidades de
Água Gelada, o plano prevê um atendimento mais rápido
e eficaz aos clientes de todo o Brasil. Já foi estabelecida
uma rede de assistência técnica que cobre todo o
território nacional e para 1999 trabalhos de triagem de
novos representantes para o Brasil. Os interessados devem entrar
em contato com o Depto.Comercial pelo telefone (011) 6954-51333,
fax (011) 6954-5295 ou E-mail: homemeca@uol.com.br.
A MECALOR
Fundada em 1960, a Mecalor é
uma empresa de tecnologia que se dedica ao projeto, fabricação
e instalação de equipamentos e sistemas de refrigeração
e aquecimento de processos industriais.
Ao final de 1997, após grandes investimentos em treinamento
e equipamentos, conquistou a ISO 9001 concedida pela renomada
ABS Quality Evaluations, Inc, sagrando-se a única empresa
do ramo a ter esta cobiçada certificação.
A Mecalor é líder de mercado nos dois setores em
que atua: Unidades e Sistemas de Água Gelada (incluindo
chillers) e Projetos Especiais. Cerca de 60% das vendas são
decorrentes da linha de Unidades Móveis Compactas de água
Gelada e de chillers utilizados para resfriar os mais diversos
processos industriais incluindo:
- moldes de injeção, extrusão
e sopro de plásticos;
- extrusão de borracha;
- rotativas gráficas;
- linhas de galvanoplastia;
- processos na indústria alimentícia;
- outras aplicações industriais
O restante das vendas refere-se a produtos
com índice crescente de engenharia, produzidos sob encomenda,
para atender necessidades específicas dos processos tais
como:
- Câmaras para ensaios climáticos com recursos para
controlar temperatura (de - 60 até 180ºC), umidade
relativa e distribuição de ar. São utilizadas
em diversos ramos industriais para testar produtos eletrônicos,
geladeiras e freezers domésticos, componentes da indústria
automobilística, cabos de fibras óticas, etc.
- Estufas para aquecimento, cura, secagem, ou bum-in.
- Câmaras frigoríficas para alimentos em restaurantes
industriais ou para a conservação outros produtos
industriais perecíveis.
- Túneis de resfriamento e de aquecimento em processos
produtivos.
- Sistemas de condicionamento de fluidos indutriais (aquecimento,
resfriamento, filtragem, etc.).
Durante 1997 a Mecalor investiu cerca
de 100 mil reais no desenvolvimento da linha 1998 das Unidades
de Água Gelada, que inclui modelos de 5.000 até
90.000 kcal/h de capacidade de refrigeração, com
opção de condensação a água
ou a ar. A excelente aceitação desta linha pode
ser creditada ao seu projeto avançado, à nova central
eletrônica inovadora e à grande facilidade de operação
e de manutenção. Tudo isto aliado ao elevado nível
de qualidade assegurados pelos procedimentos da ISO 9001 e à
conveniência de atendimento de assistência técnica
em todo o território nacional.
Em visista à k-98 (feira internacional da indústria
de plásticos realizada em Düsseldorf em outubro de
1998) verificamos que a tecnologia nacional incorporada aos produtos
da Mecalor nada deixa a desejar. Muito ao contrário, os
produtos da Mecalor tem certos recursos inovadores e são
comercializados a preços competitivos com qualquer concorrente
interncional. Esta é a razão pela qual conquistamos
contratos de fornecimento de quipamentos e de projetos especiais,
enfrentando concorrentes internacionais, para empresas multinacionais
com operação no Brasil tais como as japonesas (Nec,
Denso, National), francesas (Valeo e Sommer Allbert), Italianas
(fiat e Magnetti Marelli), sueca (Ericsson), alemãs (Bosch,
Basf, e Siemens), americanas (General Motors, Xerox e Motorola),
holandesa (Philips), brasileira (Multibrás, bauducco),
entre outras.
A Mecalor se orgulha de ter como clientes empresa de todos os
tipos e tamanhos, desde multinacionais de grande porte até
empresas pequenas que estão iniciando suas atividades.
O principal fator de sucesso tem sido atender cada cliente de
forma personalizada orientando-o para alcançar a melhor
solução técnica a um custo competitivo.
No período de 1993 a 1997 a Mecalor mais do que dobrou
seu faturamento e espera fechar o ano de 1998 com um crescimento
de 5% sobre as vendas do ano anterior. Ao longo do presente ano
demos continuidade ao plano de investimentos e apesar da grande
ênfase no aumento de produtividade e redução
de custos o número de funcionários permaneceu estável.
Acreditamos estar bem preparados para enfrentar os desafios de
1999, ano em que se pretende investir cerca de 50 mil reais apenas
em treinamento de pessoal.
Existem em funcionamento várias milhares de Unidades de
Água Gelada e Chilers da Mecalor. Há casos de clientes
que operam com equipamentos com mais de 20 anos de idade. Por
esta razão a recomendação boca-a-boca
tem sido um fator essencial para o fortalecimento da nossa imagem.
Vale a pena destacar que a Mecalor teve uma atuação
importante ao longo de 1998 no desenvolvimento e fornecimento
de sistema de refrigeração de água potável
para a produção de água mineral e de refrigerantes
gaseificados, para algumas das importantes engarrafadoras do país.
Estes sistemas incluem chilers, reservatório e tubulações
totalmente de aço inoxidável.
IPIRANGA PETROQUÍMICA
EM EXPANSÃO
1- CERTIFICAÇÃO ISO 9001
DAS FILIAIS IPQ
As Filiais da Ipiranga Petroquímica na Argentina
e no Chile foram certificadas na norma ISO 9001 pela ABS/QE no
final de 1998, juntamente com a Auditoria Semestral de manutenção
da Certificação da Empresa no Brasil. Desta forma,
a IPQ passa a garantir para seus clientes neste dois países
o mesmo padrão de qualidade de produtos e serviços
oferecido a seus clientes no Brasil desde fevereiro de 1995. As
duas Filiais foram estruturadas a partir do final de 1997 e tem
como função executar as vendas naqueles dois países,
mantendo estoques locais para garantir plenamente a satisfação
de seus clientes. Trata-se de mais um diferencial oferecido pela
IPQ, pois trata-se da única empresa petroquímica
brasileira a ter sua própria estrutura no exterior a fim
de garantir a seus clientes na Argentina e no Chile o mesmo padrão
de qualidade de serviços oferecido a seus clientes no Brasil.
2- PROJETOS DE EXPANSÃO DA IPQ
Os projetos de expansão da Ipiranga Petroquímica
em Triunfo continuam em andamento estando em fase final de montagem.
Mantém-se a expectativa de partida da nova unidade de 150.000
t/ano de PP para abril/99, e da unidade de 150.000 t/ano de PEAD/PEBDL
para junho/99 em conjunto com a partida do novo cracker da Copesul.
A obra está mobilizando 1.500 pessoas de diversas empresas
juntando esforços para atingir os prazos o orçamento
de investimentos estimado em US$ 300 milhões.
TRIUNFO RENOVA SUA DIRETORIA

Da esquerda para a direita:
Sergio Bezerra, Vasco Nunes Leal,
Luiz Briones e Sergio Pessoa
A diretoria da Petroquímica Triunfo
tem nova composição. Seus dois novos integrantes,
são Vasco Nunes Leal (Diretor-Superintendente) e Sergio
Guimarães Pessoa. Completam o staff diretivo da Companhia
os diretores reeleitos Sergio Martins Bezerra e Luiz Arthur Ribeiro
Briones
Essa formação, segundo Vasco Nunes Leal, inicia
uma nova fase na Triunfo, muito positiva e de melhor entendimento
entre os acionistas da empresa. A sócia Petroplastic passa
a ter um diretor: Sergio Pessoa.
O novo Diretor-Superintendente, oriundo da Petroquisa, prevê
um futuro de harmonia, pois todos temos o propósito
de fazer com que a Triunfo caminhe sem qualquer percalço.
Sobre o futuro da Companhia, ele apenas afirma que ela tem
um plano de investimentos que no momento está dependente
de matéria-prima.
Mineiro, Vasco Nunes Leal é químico industrial com
especialização em tecnologia de álcalis na
França e na Polônia e tem uma longa história
de serviços prestados ao setor, passando por cargos técnicos
e diretivos na Polialden Petroquímica, na Companhia Nacional
de Álcalis e na Acrinor. Sergio Pessoa, natural da Bahia,
é administrador de empresas. Iniciou suas atividades no
mercado financeiro em corretoras e distribuidoras de valores,
passando pela Companhia de Eletricidade da Bahia e pela Construtora
Habitacional. Há três anos, presta consultoria na
Petrochem, holding da Petroplastic.
APLICAÇÃO DA ESPECTROSCOPIA
DE IMPEDÂNCIA ELETROQUÍMICA EM AVALIAÇÕES
RÁPIDAS DE EMBALAGENS METÁLICAS E LAMINADOS PLÁSTICOS
CONTENDO ALUMÍNIO
por Dantas, S. T.
Alumínio e aço são
materiais básicos na embalagem metálica. Paralelamente
aos tratamentos superficiais químicos e físicos,
várias etapas de acabamento superficial são realizadas,
de forma a aumentar a estabilidade em relação à
interação das superfícies metálicas,
principalmente por meio da aplicação de revestimentos
orgânicos como os vernizes ou laminados. Os materiais plásticos
laminados contendo alumínio requerem uma adequada resistência
à delaminação, de forma a apresentarem desempenho
adequado em relação à interação
com os produtos acondicionados.
A espectroscopia de impedância eletroquímica (EIS)
permite, além da avaliação dos processos
eletrocondutores descritos em termos de resistência ôhmica,
quando se utilizam as medições por corrente contínua
(DC), a avaliação das propriedades das camadas não-condutoras
entre eletrodos. Estas camadas atuam como capacitores, mostrando
uma resistência dependente da freqüência (impedância),
expressa como amplitude (Z) e ângulo de fase (ø).
Normalmente são registrados aspectros em freqüências
variando de 10-2 a 105 Hz. Aplicam-se principalmente a sistemas
de eletrodo onde a aparência do espectro é influenciada
por uma mistura de diferentes processos de eletrodo, ou seja,
ôhmico, capacitivo e indutivo. O espectro obtido é
complexo e é interpretado através de recuros de
computação, para estabelecer circuitos equivalentes,
os quais servem, por exemplo, como modelo para a estrutura da
superfície do material. Processos de corrosão específicos
em superfícies metálicas envernizadas, assim como
as propriedades de proteção dos revestimentos, podem
ser estuados com detalhe por esta técnica.
A aplicação da EIS tem se tornado uma ferramenta
muito útil no campo de avaliações de embalagens
metálicas à base de aço e de alumínio,
com o objetivo de aumentar a estabilidade em relação
à corrosão e minimizar a migração
de metais para os alimentos e bebidas. As diferentes possibilidades
de aplicação da EIS permitem que muita informação
seja levantada a respeito da condição de uma superfície
metálica, acerca das propriedades dos revestimentos, tais
como espessura, peso, porosidade, aderência e etabilidade
mecânica, e a respeito das tensões em tratamentos
térmicos.
A estabilidade em relação à interação
dos materiais de embalagem se referem a processos de degradação
do material em conseqüência do ataque dos componentes
do produto acondicionado. Existe a possibilidade de ataque direto,
como ocorre nos processos de corrosão dos materiais metálicos,
ou a interação resultante dos processos de permeação
através das camadas de material, especialmente em polímeros
orgânicos utilizados como filmes laminados em um substrato
de material de embalagem. Embora os polímeros utilizados
como substrato dos laminados em um substrato de material de embalagem.
Embora os polímeros utilizados como substrato dos laminados,
como as poliolefinas, o polietileno tereftalato, o policarbonato
e o PVC, em geral, não apresentem problema do tipo porosidade,
também em função da espessura normalmente
empregada, as camadas intemediárias, utilizadas como auxiliares
para formação dos laminados, compostas por adesivos
e por revestimentos de pré-tratamento, assim como as interfaces
entre materiais, como as camadas de passivação ou
de conversão das superfícies metálicas, não
apresentam boa estabilidade contra os componentes dos alimentos.
Neste caso, embora não exista contato direto do produto
acondicionado com estas camadas, pode ocorrer falha do material,
principalmente por separação parcial ou total das
camadas. Além disso, pode haver desenvolvimento de processo
de corrosão na superfície metálica.
Estes processos são muito complexos, dificultando a previsão
de desempenho em relação à interação
com base nas propriedades do material. Em materiais metálicos
revestidos, os principais fatores de influência são
a composição e qualidade de produção
do substrato metálico, as propriedades de resistência
química e física do revestimento orgânico,
assim como as condições de aplicação.
Em materiais laminados, os fatores de influência resultam
das propriedades das camadas individuais a serem laminadas, da
composição química dos adesivos e da condição
real de produção em relação ao revestimento,
cura e têmpera. Deve-se lembrar ainda da importante contribuição
do produto acondicionado propriamente dito, em função
de se tratarem de matrizes com composição muito
complexa.
O desempenho em relação à interação
tem sido geralmente levantado por meio de testes de estabilidade
através da manutenção do material em contato
com o produto ou com um simulante por período previamente
determinados, podendo-se fazer uso do aumento da temperatura como
recurso para a aceleração dos processos. Estes estudos
são, sem sombra de dúvida, os mais eficientes para
avaliações completas, permitindo a reprodução
dos mecanismos reais de interação e a determinação
da cinética de reação.
Entretanto, em algumas situações, faz-se necessária
a realização de avaliações prévias
rápidas, que possibilitem que se obtenha uma indicação
preliminar dos processos críticos de interação
embalagem/alimento. Neste sentido, a utilização
de método envolvendo a EIS em avaliações
de materiais para pesquisa e desenvolvimento na indústria
de embalagem tem se mostrado promissora. Os campos de aplicação
são as superfícies metálicas, os tratamentos
superficiais e os processos de conversão ou de formação
de camadas, os revestimentos metálicos com vernizes, primers,
adesivos e filmes laminados ou coextrusados. As propriedades da
superfície são avaliadas em relação
à reatividade, resistência à corrosão,
inibição e passivação do metal, assim
como em relação à estabilidade à interação,
porosidade e aderência de sistemas revestidos.
A seguir, serão resumidas três aplicações
da EIS na avaliação de materiais de embalagem, ou
seja, a avaliação de superfícies metálicas
revestidas por método combinado com tratamento catódico,
o método rápido de avaliação de latas
para bebidas e o método denominado cut edge para avaliação
de materiais laminados.
Método combinado AC/DC/AC
Os métodos de ensaio na área de embalagem não
se restringem ao simples status de uma medição única.
A aplicação de métodos combinados é
uma importante ferramenta, onde a amostra, ou seja, a superfície
do material, é tratada por meio de ação química
e/ou física entre dois momentos de medição.
Os tratamentos podem envolver, por exemplo, a interação
com energia química, pelo contato com meio agressivo, térmica,
pela aplicação de temperatura, ou mecânica,
pela introdução de deformação.
O método AC/DC/AC caracteriza-se pela aplicação
de energia eletroquímica, por meio da introdução
de um tratamento catódico a 2000 mV em corrente contínua,
pelo período de 120 segundos. O método combinado
objetiva a indução da delaminação
de camadas orgânicas aplicadas sobre a superfície
metálica, o que resulta em informação sobre
as propriedades de aderência do revestimento. Este procedimento
pode ser usado também em combinação com outro
tratamento do material, a exemplo da introdução
de deformação.
O sistema ideal à aplicação deste método
é a superfície envernizada apresentando algum defeito
ou alguma porosidade residual.
Método rápido para avaliação de latas
para bebidas
A análise simples pode ser utilizada para uma rápida
estimativa do nível de qualidade de latas de duas peças
para bebidas, fabricadas em alumínio ou em aço.
O ensaio é restrito a uma faixa de freqüência
específica, ou seja, entre 1000 e 1Hz, o que permite que
o ensaio seja executado em curto período de tempo. A informação
sobre o revestimento de uma embalagem em particular é obtida
pelo valor de impedância à freqüência
de 1000 Hz, e o ângulo de fase a 1Hz é usado como
uma indicação da porosidade do revestimento. Este
teste pode ser realizado com a lata na posição normal
ou na posição invertida, sendo que, neste caso,
avalia-se o efeito e a condição da recravação
da lata no espectro de impedância, podendo-se concluir sobre
a existência de danificação do revestimento
durante a operação de recrevação.
A avaliação estatística é realizada
por meio da construção de diagramas de freqüência
acumulada, os quais permitem a obtenção de informação
sobre o critério de qualidade de uma determinada amostra
de latas. A figura 1 apresenta um exemplo da aplicação
deste método em dois tipos de latas de refrigerantes tipo
cola, mostrando que a amostra identificada como D apresenta maior
porcentagem de latas cujas medidas de fase à freqüência
de 1Hz estão próximas à ideal (90º),
quando comparada à amostra identificada como B, mostrando
uma condição superior da primeira.

Figura 1. Aplicação
do teste rápido para latas de bebidas em dois tipos de
embalagem para
refrigerante tipo cola, mostrando melhor condição
na lata identificada como D (HOLLAENDER, 1998).
Método cut edge para laminados
Baseado no princípio de que a redução catódica
durante o teste AC/DC/AC causa delaminação entre
a superfície metálica e a camada de revestimento
orgânico, este sistema de análise foi aplicado também
para a avaliação de materiais laminados com folha
de alumínio. Devido às propriedades do material,
ou seja, material orgânico em ambas as faces do material
metálico, praticamente inexistem poros ou defeitos que
permitam a aplicação do tratamento catódico
na superfície. Assim, é necessário um acoplamento
direto com o metal, de forma a induzir a delaminação,
o que é alcançado pelo corte do corpo-de-prova em
tiras, cuja seção transversal expõe o alumínio,
as quais são imersas em um eletrólito. Desta forma,
é possível a ocorrência da delaminação
durante o tratamento catódico, que se inicia nas extremidades
cortadas.
A avaliação dos resultados é efetuada no
espectro de impedância com base na capacitância de
transferência de carga (CCT)da superfície exposta
do alumínio. O valor de CCT corresponde diretamente à
área da superfície exposta, a qual, por meio de
calibração antecipada, permitiu estabelecer a equivalência
entre a capacitância e a área de alumínio
exposta. Assim, pela medida de impedância antes e após
o tratamento catódico, é possível calcular
a área de delaminação por subtração,
e, portanto, verificar a tendência do material à
delaminação, o que permite a avaliação
da condição de fabricação, principalmente
quando se dispõe de um material de referência, ou
seja, de desempenho conhecido. A figura 2 apresenta uma representação
do método.

Figura 2. Princípio
do método de ensaio cut edge (de delaminação
induzida catodicamente)
aplicação a laminados poliméricos contendo
folha de alumínio (Hollanender, 1997).
Estes ensaios foram recentemente introduzidos
no CETEA, e acreditamos que sua aplicação em diferentes
materiais, de forma a estabelecer critérios para a avaliação
comparativa entre diferentes embalagens e/ou estruturas, permitirá
que esta ferramenta analítica seja bastante útil
em estudos preliminares de desempenho de embalagens ou de matérias-primas
para laminados, como por exemplo os adesivos, assim como diferentes
situações de falha no desempenho destas estruturas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
HOLLAENDER, J. Implementation of EIS test routines into industrial
application. Eletrochemical Applications, Freising, n.1, p2-4,
July, 1998.
HOLLAENDER, J. Rapid assessment of food/package
interactions by electrochemical impedance spectroscopy. Food Additives
and Contaminants, v.14, n.6-7, p. 617-626, 1997.
HOLLAENDER, J.Aplicações
EIS em avaliações de embalagens. Campinas: CETEA/ITAL,
14/08/98.
(Palestra apresentada no CETEA)
(Informativo CETEA)

