JUNHO DE 1998

 

 

MATÉRIAS DO MÊS
* EDITORIAL - 42 anos: JORNAL DE PLÁSTICOS. “Há uma luz no fim do túnel!”
* Notas Sintéticas
* LATINOPLAST supera todas as expectativas
* 3ª LATINOPLAST: grande sucesso
POLIBRASIL: a maior produtora de polipropileno da América do Sul completa 20 anos
* Missão comercial do Reino Unido
* VOLKSWAGEN entrega prêmio
* IMA desenvolve tecnologias de reciclagem de plásticos
* Chapas acrílicas: uma nova indústria está nascendo
* INP apresenta sua nova estrutura administrativa
* ABICLOR elege diretoria
* OPP recebe Top de Marketing por campanha ambiental
* OPP conquista, pela terceira vez, “Prêmio Fiat Melhor Desempenho”
* Um veterano com boas oportunidades: o poliuretano continua acumulando prêmios
* Pesquisadora brasileira ganha prêmio internacional
* Cresce a participação de estrangeiros em fusões e aquisições no Brasil, segundo estudo da KPMG
* OPP e TRIKEM: novo endereço
* ANPEI realiza sua reunião anual

 

EDITORIAL

42 anos: JORNAL DE PLÁSTICOS, "Há uma luz no fim do túnel!"

QUANDO já estiver em circulação essa edição do JP, estaremos, a 09/07/98, completando 42 anos de atividade ininterrupta na dilvulgação e promoção de nossa estimada Indústria Plástica/Petroquímica, Borracha, Máquinas e Equipamentos, e todos os setores afins e 2º aniversário de lançamento oficial do vitorioso CBIP-Curso Básico Intensivo de Plásticos, que acaba de atingir a impressionante cifra de 800 alunos matriculados em todo o Brasil e também no exterior.

 SENTIMO-NOS REALIZADOS, principalmente quando tomamos conhecimento de que o número de empresas transformadoras de plástico vêm crescendo, desde 1992, passando de, aproximadamente 4.600 para, em 1998, cerca de 5.900 !

 TEMOS PLENA CONSCIÊNCIA de que parte desse aumento de número de indústrias deve-se, justamente, ao fato de que muitas são criadas por ex-funcionários de empresas que fecharam, por causa da recessão provocada pelo plano Real e que, recebendo, p.ex., uma máquina como indenização, abrem um negócio de "fundo de quintal".

 ENTRETANTO, OUTRAS MUITAS SÃO FORMADAS por pessoas que quase diariamente entram em contato com nossa redação desejando e recebendo as informações necessárias para a criação dessas novas empresas. São investidores que acreditam no potencial do crescimento do consumo per-capita dos plásticos no Brasil, onde, só agora atingimos 18 kg, enquanto, em contrapartida, nos Estado Unidos, o consumo é superior a 130 kg.

 CONCLUI-SE, DAÍ, que o campo a ser explorado é ainda muito grande e que a taxa de crescimento de empresas plásticas indica, pelo menos, uma luz no fim desse longo túnel que é a nossa atual situação econômica.

 A FESTA DOS NOSSOS 42 ANOS é, portanto, também a festa da indústria, pois o JORNAL DE PLÁSTICOS é parte integrante desse meio empresarial.

 CERTOS DE ESTARMOS cumprindo uma missão que teve início naquele longínquo 1956, prosseguimos, com o mesmo espírito empreendedor que permanece, hoje, igualmente idealista e inovador.

 

 

NOTAS SINTÉTICAS

* AS INDÚSTRIAS ESTÃO SE UNINDO EM UM SÓ PENSAMENTO afim de eliminar as transportadoras poluentes utilizando seus próprios meios de transporte, seguindo o exemplo da Rhodia e da Kolynos que não permitem que seus caminhões tenham excesso de fumaça.

* O GRUPO IPIRANGA,  ESTÁ DETENDO AGORA 80% do capital da Petroquímica Ipiranga, ex-Polisul, após a aquisição dos 40%  da participação acionária da Hoechst. A atual produção da Petroquímica Triunfo alcança 330.000 t/ano de polietileno de alta densidade.

* A BORRACHA SINTÉTICA FIRMA-SE CADA VEZ MAIS no mercado, destacando-se a Petroflex, fornecedora da indústria automobilística, com a qual fechou um contrato para fornecimento de seu produto da ordem de US$ 60 milhões.

* A TIGRE S.A. É UM DOS ORGULHOS DA INDÚSTRIA NACIONAL DE PLÁSTICO, hoje considerada a maior fabricante de tubos de PVC do País. Aquinhoando a invejável parcela de 60% de um mercado de US$ 900 milhões, a poderosa Tigre planeja lançar 10 novos produtos sendo que, alguns deles, de PVC.

* APÓS UM DESEQUILÍBRIO DURANTE APROXIMADAMENTE OS DOIS ÚLTIMOS ANOS, inclusive no exterior, o mercado nacional do PET está reagindo- o que estimula a Engepack a aumentar sua produção com vistas à demanda do verão.

* O SETOR PETROQUÍMICO QUE TENDE, CADA VEZ MAIS, A CRESCER, acaba de receber uma ótima notícia: a adição de ítrio aumenta a durabilidade, em mais de 30%, dos tubos de aço dos fornos das empresas petroquímicas. Estes, tradicionalmente, eram substituídos a cada 5 anos e seu custo alcançava US$ 7 milhões. Da pesquisa realizada sobre este super-tubo destacamos a Villares que, hoje, é uma das detentoras dessa patente que lhe estimula a produção do novo material.

* FINALMENTE OS LÍDERES PETROQUÍMICOS FAZEM UM ACORDO para repartir os ativos petroquímicos do ex-grupo Econômico: a Conepar. Como não podia deixar de ser, essas destacadas figuras do setor são: Odebrecht; Susano; Ultra e Dow. ATÉ QUANDO! QUE RESPONDA EMÍLIO ODEBRECHT, com sua larga visão do futuro industrial petroquímico.

* VOCÊ SABIA QUE, EM BREVE, ESTAREMOS BEBENDO refrigerantes importados do Caribe? A Jaleel, empenhado no assunto, vai investir US$ 10 milhões na iniciativa que vai lhes permitir fabricar 3 tipos de embalagens. ESSE ESPETACULAR MERCADO BRASILEIRO está sempre em desenvolvimento: De quem?

* SE VOCÊ NÃO SABIA, poderá ter uma leve idéia do mercado plástico no exterior, tomando conhecimento de que será construído um complexo no valor de US$ 1,1 bilhão na Austrália pela Dow Shell, promovendo um aumento de vendas de aproximadamente 20% de gás da North West Shelf.

* NÃO CONSIGO VENDER MAIS! OS NEGÓCIOS ESTÃO ESCASSEANDO, ESTOU ME SENTIDO INSEGURO, O QUE PODIA FAZER JÁ FIZ...

* Não fez não. VOCÊ CONHECIDO? SUA EMPRESA? SUA MARCA? Você tem quantos clientes? Só isso? SAIBA  QUE O SEU MERCADO CORRESPONDE AO DOBRO NUM TOTAL QUE ALCANÇA 6.000 EMPRESAS. REGISTRE: 6.000 EMPRESAS! Dessas, quantas o conhecem, pelo menos sua marca? Fale conosco, ouça o que temos para lhe dizer!!!

 


Atenção Profissionais Ligados ao 
Setor de Plásticos e Polímeros

O JORNAL DE PLÁSTICOS pretende divulgar em seu site na internet, trabalhos técnicos relacionados a plásticos e polímeros. 
Se você é autor de alguma tese, monografia, artigo, etc.,
contate-nos pelo fone/fax: (021) 717-0375 ou pelo e-mail: jorplast@openlink.com.br 

LATINOPLAST SUPERA TODAS AS EXPECTATIVAS

A terceira edição da Feira Latino-Americana da Indústria do Plástico e da Borracha, encerrou no  sábado, dia 06/06, deixando a certeza de que o setor plástico quer crescer ainda mais e investir em qualidade e tecnologia de ponta. Nos cinco dias de feira, cerca de 15 mil profissionais técnicos ligados aos setores do plástico e da borracha lá estiveram marcando sua presença e conferindo de perto os lançamentos. Os negócios devem ultrapassar aos US$ 150 milhões, levando-se em conta os que forem fechados nos próximos meses.

 A Latinoplast compareceu ao Parque de Eventos de Bento Gonçalves com 150 expositores, destes 25% do exterior.

 Das mais de 20 reuniões realizadas com a delegação italiana, já foram pré-concluídas três "joint ventures". Os nomes das empresas não estão sendo divulgados, porém representam o segmento de embalagens. Cabe à CESTEC levar ao conhecimento da União Européia, onde vai analisar as intenções dos empresários e estudar a viabilidade econômica das empresas. Além do intercâmbio empresarial com a Itália, a 3º Latinoplast também representou avanços no setor como um todo. O Presidente do Departamento Nacional de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico, ligado à Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Francisco Semeraro Júnior, esteve na feira buscando maior entrosamento com o evento e solicitando a transferência da data para setembro. Esta mudança, segundo Semeraro, vai facilitar uma participação maior, na Latinoplast, das empresas de São Paulo  , forte mercado de máquinas e equipamentos. O Sindicato do Plástico de Santa Catarina  também buscou na Feira informações e parcerias para a formação de uma Escola Técnica Superior em seu estado detentor de um expressivo mercado produtor de filmes para descartáveis.

 O JORNAL DE PLÁSTICOS  esteve presente, na Latinoplast, com um estande instalado na rua G e representado por seu  diretor, Engº Ângelo Roberto Sardinha Chagas. Na ocasião, foram distribuídos exemplares da edição de maio do JP e 3.000 “folders” do vitorioso CBIP - Curso Básico Intensivo de Plásticos que, hoje, conta com mais de 800 alunos provenientes de todo país.

 A próxima edição da Latinoplast já está marcada para setembro do ano 2000. Quanto ao local, a decisão pertence ao setor plástico. A previsão é de se anunciar a sede do evento nos próximos três meses, quando será realizada uma reunião entre os Sindicatos com o fim de definir esta questão.

Lélis J. Gaertner da Cunha e Sandra Ghilard,
Diretores da EFEP, empresa promotora da Latinoplast

 

3ª. Latinoplast Grande Sucesso

José Ferreira
Representante do JP na Latinoplast

Para os expositores da Latinoplast , ouvidos pela reportagem do JP, a Feira constituiu-se num sucesso!

Seguem as opiniões de alguns participantes desta que é a segunda maior feira da indústria plástica realizada no Brasil:

INDUSTRIAS  ROMI (Santa Barbara d’Oeste, SP)
Segundo seu representante, José Marzocchi, a Romi realizou excelentes negócios, tendo conseguido vender mais de 6 máquinas, inclusive a gigante Primax 1100R (5760g/1100ton./1250mm). Além disso, estabeleceram ótimos contatos para concretização futura. Expuseram, na feira, a Primax 300R (1416g/300ton.)

INDÚSTRIA DE MÁQUINAS MIOTTO (São Paulo, SP)
Para  Enrico Miotto, diretor dessa tradicional empresa fabricante de extrusoras, a feira foi boa e com bastante trânsito de visitantes.  Nela foi lançada uma nova linha de extrusoras  para laboratório,  mais versáteis, podendo produzir, no mesmo equipamento, perfis, laminados e filmes. Houve uma entusiástica recepção desta inovação por parte de universidades, escolas técnicas, e  transformadores. Apresentaram, também, roscas e cilindros bimetálicos fabricados pela Xaloy.

COPLASUL (Porto Alegre, RS)
Rudimar Lobato, diretor dessa distribuidora da OPP (Triunfo, RS) e da UNISTAR (Argentina),  considerou que a feira teve um bom número de participantes, com boa qualificação de pessoal visitante. Ressaltou também a abertura da nova filial da Coplasul, em Joinville, SC, de modo a melhor atender aos clientes daquela região, com pronta entrega, melhorando, portanto, a logística de fornecimento.

IDEAL MOLDE (Maceira Lis, Portugal) e MOULDEXPORT (Marinha Grande, Portugal)
Seus diretores, respectivamente, Carlos Salgueiro  e José Batalha, sugeriram que, ao invés de 8 horas de realização da feira/dia,  o horário fosse um pouco reduzido e se adequasse melhor ao funcionamento das empresas durante a semana. Acharam, também, que foi pouco explorada e pouco divulgada a feira na região do Mercosul, uma vez que, apesar da proximidade da feira em relação aos países platinos,  a presença de nosso vizinhos foi pequena. Em resumo, os portugueses acharam que para uma feira  Latino-Americana faltou “latino”. Entretanto, declararam que foram feitos contatos que deverão frutificar nos próximos meses.

BATTENFELD/PUGLIESE  EQUIPAMENTOS (Osasco, SP)
Eduardo Loacatelli, seu representante, considerou a feira muito produtiva. Nela, foram demonstradas   uma injetora da série T  (260g/100ton/420mm) e uma sopradora de 2 litros produzindo embalagens de 500 ml. ao ritmo de 650 garrafas/hora. Durante a entrevista, falou também sobre a reforma da estrutura da empresa;  atualmente, a Battenfeld Brasil importa injetoras da Alemanha e da Áustria e as monta no Brasil, enquanto a Battenfeld /Pugliese projeta e fabrica sopradoras no Brasil.

POLIMARKETING (Porto Alegre, RS)
Para Luiz Hartman, diretor dessa empresa distribuidora de matérias-primas ,a feira, este ano, teve menor quantidade de visitantes, mas de maior qualidade, em relação à versão anterior da Latinoplast. Distribuidores da OPP (polietilenos e polipropilenos,), EDN(poliestirenos), e da Bayer(SAN e ABS) estavam duplamente felizes pois foi, também, durante a feira que se assinou o contrato de distribuição com a Bayer.  Aproveitando o ensejo, falou das vantagens da nova linha para sopro da OPP, inclusive do homopolímero clarificado (falso Random), onde antes só havia o copolímero Random.
Esta inovação, lançada há 3 meses, tem mais transparência, e a  sopradora pode ser operada com parede mais fina, sem modificação do molde , por ajuste do parison.
Lançaram, também, o homopolímero nucleado de alta fluidez para injeção , aumentando a fluidez sem diminuição da resistência ao impacto.

CITA MOLDES (Tomar, Portugal)
Carlos Carreira, diretor, disse-nos que  teve vários e bons contatos, com boas perspectivas para negociações de seus moldes.

SEIBT MÁQUINAS P/ PLÁSTICO (Nova Petropolis,  RS)
Carlos Henrique Seibt, seu  diretor,  considerou boa a feira embora bastante seletiva nos visitantes. Nela, demonstrou na feira o seu mais novo  lançamento: o moinho MGHS-800A para garrafas de PET. Prevê uma boa aceitação deste novo produto pelo aumento da reciclagem de garrafas de PET provocado pelo aumento de uso de garrafas de refrigerante descartável. O PET reciclado tem sido usado para fabricação de cordas, fibras,  perfis e embalagens termoformadas para ferramentas.

HIMACO HIDRÁULICOS & MAQUINAS (Novo Hamburgo, RS)
Marcelo Brandt,  Diretor Comercial,  considera que faltaram, nesta feira, as  embalagens. Sugere que na próxima edição, da Latinoplast, também o setor de embalagens esteja presente, uma vez que este setor perdeu bastante não comparecendo à Feira. Achou a qualificação dos visitantes muito boa. A Himaco expôs na feira duas injetoras: uma, a LHS500/120  (330g/115ton/310mm) e, a outra, 1800 H-750HNG  (630g/180ton/470mm).

ELETRISOL (São Paulo, SP)
Laurentino Boeing, seu  representante, informou que expuseram duas  linhas de termofixos de engenharia: a primeira, composta de resinas fenólicas sobre tecido de algodão prensado, conhecidas como celeron, aplicável em produção metal-mecânica, por ter boa resistência mecânica;  a segunda, composta de resinas fenólicas sobre carga de papel, conhecida como fenolite, com aplicação na linha eletro-eletrônica, pois tem boa isolação elétrica.

M. ROCHA REFRIGERAÇÃO Ltda. (Novo Hamburgo, RS)
Anselmo Rocha, diretor, achou a feira muito profissional . Na ocasião lançaram uma unidade de água gelada com comando remoto, que foi muito bem recebido, baseado em R-22 (CFC).  Já unidades ecológicas, baseadas em R-134A  e MP64 (HCFC),  tiveram venda mais lenta por serem 30% mais caras.

BIOPLAST  (Porto Alegre, RS) e SINPLAST /RS
Clóvis Eggers, diretor dessa empresa gaúcha e também do sindicato,  considerou a feira bastante profissional, com ótima organização, e com visitantes bastante qualificados, cujo sucesso se deve principalmente ao fato de ter atraído realmente  interessados nos setores plástico e borracha.

CENFER Ind. Com (Gravatai, RS)
Jair Dihl, afirmou que realizaram vários contatos e divulgaram os produtos para um público bem selecionado. Expuseram sopradoras modelo CN40 para pequenos transformadores, a partir  de R$ 44.000,00.

SERIGRAPH (West Bend, WI, EUA)
Dos Estados Unidos veio Angela Parker, representante dessa empresa fabricante de fitas para "hot stamping" e também de serviços desse processo de impressão.

Mário Bossi, da Itália; Eurico Benedetti, Presidente da CIC/Bento Gonçalves;
César Codorniz, Presidente do Sindicato do Plástico do RS;
Darcy Pozzo, Prefeito de Bento Gonçalves e Lélis da Cunha, 
Presidente da Latinoplast e Diretor da EFEP

 

POLIBRASIL: A MAIOR PRODUTORA DE POLIPROPILENO
DA AMÉRICA DO SUL COMPLETA 20 ANOS

A Polibrasil, que em 1998 está completando 20 anos de atividades, possui 3 unidades localizadas nos Pólos Petroquímicos de Mauá, São Paulo; Camaçari, Bahia e Duque de Caxias, Rio de Janeiro. Em 1997 a empresa produziu 323.000 toneladas de polipropileno, atingindo um faturamento de US$ 466 milhões, e contando com um efetivo total de 630 colaboradores.

A Polibrasil é controlada pela Suzano, grupo nacional que opera nos segmentos de papel, celulose e petroquímica; e pela Montell, líder mundial na produção, comercialização e vendas de poliolefinas, materiais de tecnologia avançada e produtos correlatos, sendo o maior produtor de polipropileno do mundo. A Montell foi inicialmente formada em 1995 através da incorporação dos negócios poliolefínicos da Royal Dutch/Grupo Shell e da Montedison. Atualmente é uma companhia da Royal Dutch/Grupo Shell.

O polipropileno tem larga aplicação nas indústrias de embalagens autopeças e eletrodomésticos e a Polibrasil passa a ter uma enorme vantagem competitiva ao ampliar sua oferta, através de uma nova planta em construção no Pólo Petroquímico de Mauá, São Paulo, principal centro do mercado, que elevará a capacidade de produção da empresa para 540.000 ton/ano.

 

 MISSÃO COMERCIAL DO REINO UNIDO

MINISTÉRIO DE INDÚSTRIA E COMÉRCIO DO REINO UNIDO TROUXE MAIS UMA MISSÃO COMERCIAL PARA O BRASIL: ENTRE OS DIAS 22 DE JUNHO E 01 DE JULHO DE 1998.

Reforçando o compromisso com o mercado brasileiro, o Promoter de Exportações do Ministério de Indústria e Comércio do Reino Unido Paul Eadie trouxe 16 empresas britânicas de vários setores para encontros comerciais nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. O objetivo foi, como sempre, buscar oportunidades de negócios, aproximando empresários dos dois países para fecharem futuras parcerias.

 Paul Eadie, alto executivo com 25 anos de experiência em exportação, liderou mais de 25 missões para a América Latina. No período de 22 de junho a 01 de julho de 1998, o promotor de exportações esteve liderando a missão da BCI - Câmara de Comércio e Indústria de Birmingham, que reúne empresas de áreas tão diversas como presentes, jóias, cursos de inglês, estantes, capas de alumínio e conta-gotas para garrafas, corantes, produtos de papel e papelão, peças para aeronaves, turbinas a gás e outros. A diretora da missão, Helen Whistance, é também Diretora de Exportação da Câmara de Birmingham.

 Maiores informações: Consulado Geral Britânico em São Paulo - Fone: (011) 287-7722.

 

WOLKSWAGEN ENTREGA PRÊMIO

A Volkswagen do Brasil entregou no dia 16/06, o Prêmio Qualidade a 15 fornecedores no Brasil e três na Argentina, escolhidos só entre os de nível “A”, de excelente desempenho, dos setores metal-metalúrgico, químico e elétrico. Dos 700 fornecedores da Volkswagen do Brasil, 105 (15%) enquadram-se nessa classificação e têm preferência nos novos projetos da companhia, como a produção do Audi e Golf em São José dos Pinhais (PR), a partir de 1999. O presidente da Volkswagen do Brasil, Herbert Demel, participou da solenidade, no Rosa Rosarum em Pinheiros, São Paulo-SP.

 

IMA DESENVOLVE TECNOLOGIAS 
DE RECICLAGEM DE PLÁSTICOS

O IMA - Instituto de Macromoléculas Professora Eloisa Mano, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, desenvolve experiências pioneiras na reciclagem de plásticos. Sob a coordenação da professora que empresta seu nome ao Instituto e dos professores Carlos Hemais e Marcos Lopes Dias, o IMA atua na pesquisa científica de transformação de resíduos sólidos urbanos em matérias-primas alternativas para uso industrial. Seus projetos, desenvolvidos em escala piloto, já estão despertando o interesse de empresas e de comunidades.

 Atuando em diferentes grupos de pesquisa, o IMA desenvolveu quatro projetos científicos. O Imarble é um deles, que transforma copos, canudinhos e outras embalagens descartáveis em pisos, azulejos e revestimentos que imitam o mármore. Plásticos recuperados de peças automotivas dão origem ao Imacar, empregado na produção de tapetes, molduras e cestos de lixo. Baseado especialmente no reaproveitamento de sacos plásticos, o Imawood tem aplicações na construção civil e na agropecuária e, finalmente, o Imaplac, cuja textura porosa destina-se à acústica, aparece na forma de divisórias, painéis e tetos.

 Para realizar suas pesquisas o IMA participa de programas de coleta seletiva e interage com universidades e instituições, incluindo a Plastivida, com quem mantém acordo de cooperação técnica.

 

CHAPAS ACRÍLICAS: UMA NOVA INDÚSTRIA ESTÁ NASCENDO

Há 30 anos confeccionando chapas acrílicas, a Acrílicos Paulista, acreditando no potencial de mercado e na estabilidade financeira do país inaugurou no  dia 20 de Junho de 1998, sua nova instalação industrial.

 Independente da concorrência dos produtos importados, a Acrílicos Paulista produzirá em suas novas instalações chapas de Metil Metacrilato Puro, não mais trabalhando com material reciclado, com isto a qualidade do produto final se iguala ao importado ou seja de ótima qualidade.

 A produção anteriormente de 40 toneladas mês com métodos de fabricação arcaicos, utilizava um número maior de funcionários e uma demora expressiva na produção, tornando inviável a competição no mercado de chapas puras, em sua nova unidade industrial a capacidade de produção sobe para 150 toneladas mês, com o mesmo número de funcionários e com métodos de fabricação de última geração.

 Toda a instalação foi acompanhada por auditores já visando o certificado ISO 9000, além de uma estrutura de segurança funcional o local da nova indústria é Zup 1, zona apropriada para as indústrias.

 Estes novos tempos que advirão para a Acrílicos Paulista, com certeza a tornarão, segundo sua diretoria, na maior indústria de chapas acrílicas do Brasil, ou até mesmo da América Latina.  Totalmente informatizada, voltou todo o preparo dos funcionários, tanto da produção como da administração, para a Qualidade Total. O objetivo maior é atender os clientes com Agilidade, Competitividade e Qualidade.

 Toda a estrutura é inovadora com métodos de produção ágeis e práticos proporcionando economia expressiva de tempo na produção, embalagem e expedição.

 

 INP APRESENTA SUA NOVA ESTRUTURA ADMINISTRATIVA

 

EMPRESA CONTATO
OPP  Alexandrino Salles R.de Alencar - DIR. PRESID. 
POLITENO José Ricardo Roriz Coelho - DIR. VICE-PRES. 
NOVOLIT Celso Hahne - DIR. 1º SECRET. 
METALMA Enrico Trifiletti - DIR. 2º SECRET. 
US-MOLD Paulo Roberto Cury - DIR. 1º TESOUR. 
SEMERARO Nelson Semeraro - DIR. 2º TESOUR. 
SEMERARO Francisco A.Semeraro Jr. - PRES. CONS. 
INJETEC  Merheg Cachum - VICE-PRES. CONS.
OPP Paulo Mattos de Lemos - SECRET. CONS. 
PLASCO Feres Abujamra - CONSEL. TITULAR
MUELLER Ricardo Max Jacob - CONSEL. TITULAR 
SANSUY Takeshi Honda - CONSEL. SUPLENTE 
ARAUPLAST Celso Luis Gusso-CONSEL.SUPLENTE
MAJESTIC Aurélio de Paula - CONSEL. SUPLENTE
IPIRANGA Júlio César Rabelo - CONSEL. TITULAR 
CARBIDE Jean Daniel Peter - CONSEL. TITULAR
POLIBRASIL Ernesto Teixeira Weber - CONSEL. SUPLENTE
SOLVAY Almir Daier Abdalla - CONSEL. SUPLENTE 
DOW Gonzalo Barquero - CONSEL. SUPLENTE 
ENAPLIC  Sérgio Magalhães - CONSEL. TITULAR
ROMI Giordano Romi Jr. CONSEL. TITULAR 
CIOLA Aldo Ciola-CONSEL.SUPLENTE 
BEKUM Antonio Fernando de Moraes - CONSEL. SUPL.
WORTEX Paolo de Filippis - CONSEL. SUPLENTE 

Segundo nos informou, também, o dinâmico José Simantob Netto, Superintendente do INP, o período, iniciado em 19/06/98, abrangido pela nova direção do Instituto Nacional do Plástico, é o triênio 1998/2001.

Os interessados em maiores informações sobre o trabalho desenvolvido pelo  INP-Instituto Nacional do Plástico, em prol do desenvolvimento do setor , devem se dirigir à Av. Paulista, 1313 - 7º andar - sala 702, CEP 01311-923, São Paulo - SP,  ou através dos Fones: (011)251-2926/3599/2289 e Fax: (011) 289-6287.

 

ABICLOR ELEGE DIRETORIA

Na eleição para o biênio 1998-2000, no dia 28/05, a Associação Brasileira da Indústria de Álcalis e Cloro Derivados - Abiclor definiu os representantes da sua diretoria e conselho. Foram reeleitos o presidente da entidade, Antonio de Castro Almeida, da OPP/Trikem, a 1ª e o 2º vice-presidentes, Maria Clara Pipitone, da Solvay do Brasil, e Mário Cilento, da Carbocloro, respectivamente.

O novo membro da diretoria é Alexandrino de Alencar, da OPP/Trikem, que assumiu o cargo de diretor de Relações Governamentais. Permaneceram José Valdírio Leite, da Igarassu, como diretor-secretário; Sérgio Cosulich, da Pan-Americana, como diretor-tesoureiro e Cléber Barroso, como diretor-técnico. No Conselho Fiscal, os efetivos são: Luiz Fernando Pinto, da Aracruz, José Tarcísio Neves, da Álcalis e Luiz Alberto Tocchetto, da Cenobra.

 

OPP RECEBE TOP DE MARKETING POR CAMPANHA AMBIENTAL

Campanha voltada para a preservação ambiental garante à OPP o Top de Marketing da ADVB, reforçando ainda mais a preocupação da empresa em estreitar sua relação de parceria com as comunidades.

Uma campanha de marketing voltada para o fortalecimento do conceito de cidadania na sociedade. Esta foi a estratégia usada pela OPP Petroquímica, empresa da Organização Odebrecht, para atuar junto às comunidades das regiões onde a empresa tem unidades industriais. O resultado da Operação Praia Lima e da Promoção Arte Praia não poderia ser melhor. A OPP recebeu, pelo segundo ano consecutivo, o prêmio Top de Marketing, promovido pela ADVB - Associação dos Dirigentes de Vendas do Brasil - na categoria Indústrias, com o case Marketing em Parceria com a Comunidade.

 Entre os meses de janeiro e março deste ano, a OPP realizou, nas principais praias dos estados de São Paulo, Bahia, Alagoas e Rio Grande do Sul, em parceria com as prefeituras locais, duas campanhas de conscientização ambiental. A primeira, a Operação Praia Limpa, distribuiu mais de 10 milhões de sacolas plásticas, produzidas com matéria-prima fabricada pela própria empresa, para acondicionamento de lixo. Os banhistas eram orientados, em seguida, a depositar as sacolas nas lixeiras de plástico instaladas pela OPP na orla. O carácter educacional do projeto sensibilizou autoridades e personalidades locais. Na Bahia, por exemplo, a cantora Daniela Mercury foi nomeada madrinha do projeto, por estar particularmente interessada nos resultados proporcionados para a comunidade. A Operação contabilizou um volume médio de cerca de 27 mil toneladas de lixo coletado.

 Já a Promoção Arte na Praia reuniu, nas “oficinas de arte” armadas nas praias, crianças de todas as idades, interessadas em produzir objetos a partir de peças plásticas reutilizáveis, como copos e garrafas. Sob a coordenação de equipes de monitores, formadas por artistas plásticos e educadores ambientais, mas de 15 mil crianças passaram o verão brincando e aprendendo, de forma didática e divertida, questões como o ciclo de vida do plástico e a importância da reciclagem.

 A campanha contou ainda com amplo material de divulgação, como out-doors, bus-doors, faixas em aviões que cruzavam as praias e, até mesmo, filmes publicitários e spots de rádio, que também podiam ser ouvidos nos quiosques armados nas praias. A marca esteve presente também no vestuário dos monitores. Bonés e camisetas ajudaram a reforçar ainda mais a importância da preservação das praias.

COMPROMISSO COM O MEIO AMBIENTE

 Líder sul-americana na produção de resinas e especialidades termoplásticas, a OPP Petroquímica considera a relação com o meio ambiente parte integrante dos seus negócios. Seu Sistema de Gerenciamento Ambiental, em pouco tempo, deu mostras de sua eficiência, tornando-se o primeiro grupo petroquímico brasileiro a ter todas as suas unidades industriais certificadas simultaneamente pela ISO 14001 - a ISO do meio ambiente. Além da certificação, a empresa recebeu, no ano passado, três importantes prêmios institucionais: o Top de Ecologia, da ADVB Brasil, o Expressão Ecologia 97 e o Prêmio Especial Fernando Luiz Prandini 1997, da Editora Expressão, destacando sua conduta empresarial voltada para o desenvolvimento sustentável, controle de poluição ambiental e apoio às causas ambientais das comunidades onde atua.

 

OPP Conquista, Pela Terceira Vez, “Prêmio Fiat Melhor Desempenho”

A OPP Petroquímica recebeu, pelo terceiro ano consecutivo, o Prêmio Fiat Melhor Desempenho 97, oferecido pela empresa aos melhores fornecedores do ano. Em sua 11ª edição, o prêmio selecionou 20 empresas entre as que atuam em parceria com a Fiat. Qualidade, abastecimento, atendimento ao “Time to Market”, competitividade e avanços tecnológicos foram os principais critérios avaliados pela Fiat. “Estamos no caminho certo para atender às crescentes exigências do competitivo mercado globalizado”, afirma Marcelo Bianchi, diretor responsável por Especialidades. O próximo passo para a OPP é a conquista do Prêmio Qualitas 5, concedido às empresas que conquistarem a premiação por cinco anos seguidos.

 Líder sul-americana na produção de resinas e especialidades termoplásticas, a empresa da Organização Odebrecht é fornecedora exclusiva de polipropileno e seus compostos empregados nos veículos montados pela Fiat no Brasil e na Argentina. No ano passado, a Fiat consumiu uma média mensal de 1.600 toneladas de compostos de PP. Além da OPP, outras duas empresas que utilizam seus compostos foram contempladas: a Petri, que produz peças injetadas e volantes, e a Plásticos Mueller, que fabrica pára-choques, painéis e revestimentos plásticos. Receberam também o Prêmio Fiat Desempenho 1997, a Cofap, a Pirelli e a Magnetti Marelli, entre outras.

Atualmente, o setor automobilístico é responsável por cerca de 70% da produção de compostos de polipropileno da empresa, que também são empregados na indústria de eletroletrônicos e eletrodomésticos. No Brasil, cada veículo utiliza entre 60 e 90 quilos de plástico, que correspondem, em média, a 14% de seu peso. No final da década de 80 a média da aplicação de plástico nos carros era de apenas 30 quilos. 
 

 

 UM VETERANO COM BOAS OPORTUNIDADES 
O Poliuretano continua acumulando êxitos

Com mais de sessenta anos, o poliuretano (PUR) deveria  estar figurando como uma glória passada no campo dos polímeros. Mas esse composto, formado por polimerização e patenteado em 1937 pela atual  companhia Bayer AG de Leverkusen (Alemanha), é um dos materiais de maior êxito na gama de especialidades sintéticas.

 Visto que o consumo mundial desse produto ascende a cerca de 7 milhões de ton/ano, o poliuretano não pode ser considerado como um dos artigos mais lucrativos no âmbito dos plásticos. Mas, esse veterano, fruto de experiências químicas, possui uma extraordinária variedade de aplicações.

 Flexível ou rígido, maciço ou esponjoso: tudo pode ser feito com ele. O poliuretano é empregado no setor da construção, na fabricação de mobiliário, como material isolante ou de acolchoado, na fabricação de calçados e como fibra têxtil e em indústrias automobilística, aeronática e naval. Porém, sua lista de aplicações não termina aí, nem tão pouco foram descobertos todos os seus campos de aplicação.

 Durante a K’98, 14ª Feira Internacional do Plástico e Borracha que acontecerá entre 22 e 29 de outubro em Düsseldorf (Alemanha), será demonstrado, mais uma vez, que as oportunidades do poliuretano são excelentes.

 “O veterano tem tanta vitalidade como no primeiro dia”, proclama, com orgulho, a Bayer, principal produtor mundial do poliuretano.

 Entre as numerosas áreas em que se emprega o poliuretano, o mobiliário é uma das aplicações mais atraentes. Cerca de 30% do consumo mundial do poliuretano corresponde a esse mercado, utilizado, sobretudo, na confecção de assentos e colchões.

 O segundo lugar é ocupado pela indústria automobilística, com 15%, seguido pelo setor da construção, com 13%. Os isolantes técnicos representam 10%; a fabricação de calçados é de apenas 3%, apesar das solas grossas de plataforma estarem em moda. Os 29% restantes se distribuem entre setores mais díspares, como a construção naval e aeronáutica, peças técnicas ou aplicações médicas.

 Não há dúvida: os poliuretanos oferecem uma variedade fascinante de aplicações.

 A reação extremamente simples para a obtenção do poliuretano, pode ser demonstrada através da mistura entre seus agentes principais: dois componentes, o poliol e o poliisocianato, mais um catalisador; e, se houver interesse na obtenção de espuma, basta acrescentar um propelente adequado.

Pele de poliuretano para orca

 Hollywood também utiliza o poliuretano. A pele da orca de 6 tons. do filme “Free Willy 3” foi feita com esse material (PUR). Da mesma forma que a da serpente gigante “Anaconda”. As peles de numerosos dinossauros também foram feitas de PUR, nos filmes  “Jurrasic Park” e sua continuação, que aterrorizaram tanto os paleontólogos fictícios, quanto os espectadores.

 Free Willy 3, a epopéia cinematográfica que trata da amizade entre um garoto e uma baleia, é uma lição ilustrativa de tudo o que é possível ser criado com poliuretano. A estrela dessa obra comovente é um modelo de 6 tons. do cetáceo Willy, uma orca mecânica de terceira geração, segundo informaram os estúdios de Hollywood. Esse animal, dotado de mecanismos hidráulicos e sistemas computadorizados em suas entranhas, foi construído por Walt Conti e sua empresa, Edge Innovations. Para conseguir a aparência tão extraordinariamente real da pele de Willy, Conti e sua equipe utilizaram mais de 2 tons. de poliuretano que, quando endurecido, formando uma capa de vários centímetros de espessura, apresentou uma consistência similar à do tecido adiposo dos cetáceos.

 Apesar de tal utilização, a indústria cinematográfica americana não chega a ser um grande consumidor de poliuretano.

As indústrias automobilística e de construção, por outro lado, vêm aumentando a utilização desse produto. Segudo Luc Deno, um executivo do fabricante britânico ICI, o mercado de poliuretano para aplicações no automóvel aumentará em 20% no próximo quinquênio. As fábricas de veículos recorrerão, cada vez mais, a esse material, para ampliar a liberdade de movimento no que diz respeito ao design e ao equipamento, afim de simplificar os processos de produção. Acrescenta Luc Deno: “a versatilidade da molécula do poliuretano permite desenvolver novas tecnologias que satisfaçam condições mais rigorosas quanto à comodidade do veículo, segurança, redução do peso e rentabilidade.”

 Francamente favoráveis são os prognósticos referentes ao poliuretano tanbém como fator essencial de uma cadeia frigorífica. Segundo informações, nos últimos 20 anos, o PUR se impôs a nível internacional , como espuma rígida utilizada no isolamento térmico. As excelentes propriedades isolantes do material, unidas a suas vantagens relacionadas com o design, converteram esse material no favorito para equipamentos frigoríficos. A espuma rígida de poliuretano adere fortemente às finas chapas metálicas dos frigoríficos e congeladores, conferindo, assim, a solidez necessária a tais equipamentos.

Fibras de alta resistência

 Há quase 60 anos, os inventores do poliuretano sonhavam com a versatilidade e as imensas possibilidades de aplicação de novos compostos químicos. Mas, em 13 de novembro de 1937, para o químico Otto Bayer (1902-1982), Diretor do Laboratório Central Científico da Bayer AG em Leverkusen, foi outorgada a patente fundamental referente à fabricação do poliuretano. Porém, não era previsível o êxito que teria essa inovação polimérica. O “produto obtido por poliadição de isocianatos e poliol”, como reza na patente, provocou no círculo de colegas mais brincadeiras do que reconhecimento. O novo material não convencia. Ainda que com a massa pegajosa e consistente fosse possível obter fios, estes não eram suficientemente adequados para as aplicações têxteis, ainda que fossem utilizados em cordas de alta resistência.

 Otto Bayer e sua equipe produziram a espuma de PUR casualmente após uma série de experimentos falhos. Se não era possível obterem-se fibras para tecer, eles queriam produzir, pelo menos, massas moldáveis como base de criações macromoleculares. Todavia, as amostras apresentadas de misturas moldáveis de poliéster e diisocianatos, tinham tal quantidade de falhas, que os encarregados do setor de controle de qualidade devolveram-nas, acompanhadas de comentário irônico: “ Em todo caso, útil para fabricar imitações de queijo suiço”.

 Otto Bayer e sua equipe tiraram partido de seu fracasso inicial. Ao buscar as causas das falhas, descobriram que a dissociação do dióxido de carbono dava lugar à formação das indesejáveis “bolhas” na massa. Acescentando porções de água com exatidão, foi possível provocar, de forma controlada, a formação de tais “bolhas” definidas na substância básica. Essa foi a origem da espuma de piluretano,

 Com o advento da 2ª Grande Guerra Mundial, a espuma de poliuretano só veio a ser lançada, comercialmente,  dez anos após.

 Nos anos 50 descobriu-se, enfim, a fórmula exata para a confecção de espumas diversas de PUR: flexíveis para colchões e elementos acolchoados, ou rígidas para aplicações técnicas. Na 1ª Feira Internacional de Plásticos e Borracha, K’52, a empresa Bayer apresentou, como novidade, uma espuma leve como material ideal para acolchoar.

Novo propelente como força impulsora

 A produção de poliuretano, em escala industrial, começou a partirde 1952. Saíam da fábrica da Bayer, em Leverkusen, 100 ton/ano. Hoje em dia,  estima-se o consumo mundial de PUR em cerca de 7 milhões de ton/ano. Essas cifras são de outubro de 97. Os líderes na fabricação de matérias primas como Bayer, Dow, ICI acreditam num crescimento médio de 6% ao ano. A demanda na Europa e na América do Norte continuará elevada. Espera-se um incremento quase explosivo, tanto na América Latina como na Ásia.

 A possibilidade de reciclagem dos poliuretanos está aumentando claramente. As fibras reforçadas e novas tecnologias de transformação abrirão ao PUR novos campos de aplicação, competindo com os materiais termoplásticos. Depois de renunciar ao fluorcarbono, como propelente, para os poliuretanos espumosos,  dispõe-se, atualmente, segundo a aplicação prevista e normas nacionais correspondentes, de novos propelentes que não degradam o meio ambiente, como, p.ex., dióxido de carbono (CO2) ou ciclo pentano, que breve implementarão a possível expansão do poliuretano.

 Em resumo, há grandes possibilidades de que o poliuretano, o “veterano curtido por êxitos”, continue sua trajetória gloriosa nos próximos anos. Na mesma Feira “K”, em 98, poder-se-á ver que um plástico que completou 60 anos tem, ainda, muita vida pela frente.

Vista panorâmica dos pavilhões onde será realizada 
a fabulosa k'98 em Düsseldorf, Alemanha

 

  PESQUISADORA BRASILEIRA GANHA PRÊMIO INTERNACIONAL

A sociedade de Ciência de Polímeros do Japão (SPSJ) escolhe anualmente um cientista estrangeiro para homenageá-lo com um prêmio, por seus trabalhos científicos e por sua atuação em promover o intercâmbio científico no campo de Polímeros entre o seu país e o Japão. Em 1998, foi escolhida para receber este prêmio a Professora Eloísa Biasotto Mano, Professora Emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro e fundadora do Instituto de Macromoléculas Professora Eloisa Mano desta Universidade.

 O Prêmio foi entregue em Kyoto, Japão, durante a 47ª Reunião Anual da SPSJ, que ocorreu na última semana de maio . Nessa oportunidade, a Professora Eloísa Mano apresentou conferência honorária sobre o tema: ”Hibridização de Polímeros Naturais e Sintéticos”, abordando aspectos de sua pesquisa na UFRJ, onde orienta teses de Mestrado e Doutorado em Ciência e Tecnologia de Polímeros.

 

CRESCE A PARTICIPAÇÃO DE ESTRANGEIROS EM FUSÕES E 
AQUISIÇÕES NO BRASIL, SEGUNDO ESTUDO DA KPMG

O capital estrageiro esteve presente em 58% das 94 operações de fusões, aquisições e joint ventures registradas no primeiro trimestre de 1998. Os dados fazem parte da pesquisa trimestral de Fusões e Aquisições da área de Corporate Finance da KPMG, uma das maiores empresas de auditoria e consultoria do mundo.

 O ranking da pesquisa é liderado pelas intituições financeiras, com 12 operações. Os estrangeiros participaram em 75% delas. Para Márcio Lutterbach, gerente da KPMG e responsável pelo estudo, o setor financeiro deverá liderar o movimento de fusões e aquisições em 1998, podendo ocorrer negócios que envolvam bancos locais. “O setor está passando pela terceira etapa de reestruturação, na qual busca a sua adequação ao tamanho do mercado brasileiro e às necessidades de atuar em um mundo globalizado”, afirma. A primeira etapa foi o saneamento do sistema financeiro e a segunda, a entrada dos bancos internacionais.

 Os setores químico e petroquímico ocupam o segundo lugar com 11 operações e lideram o movimento de avanço do nível de internacionalização geral da economia - 100% das operações tiveram a participação de capital estrangeiro. Com as fusões, a área petroquímica inicia a segunda fase de reestruturação, que começou em 1992 com as privatizações, quando as empresas do setor foram compradas por companhias brasileiras e as condições não eram favoráveis para os estrangeiros. O terceiro lugar é ocupado pelos setores de alimentos, bebidas e fumo e de metalurgia e siderurgia, com 9 operações cada um.

 Na opinião de Lutterbach, a onda de fusões, aquisições e joint ventures deverá manter o mesmo ritmo em 1998, conforme já se observa nos três primeiros meses do ano. O número de transções cresceu 8% em relação ao mesmo período de 1997. “O Brasil entrou mesmo na rota dos investidores estrangeiros”, afirma. A estabilidade econômica e política, a dimensão do mercado, a concessão de incentivos fiscais e a carência de investimentos em infra-estrutura são alguns dos fatores apontados pelo gerente da KPMG.

 A empresa realiza desde 1992 a pesquisa de fusões, aquisições e joint ventures no Brasil. Uma operação só é registrada no estudo após divulgada publicamente. Por isso, os números podem não refletir a totalidade de dados envolvidos na negociação. As transações são analisadas individualmente, e os dados constantes na pesquisa ficam limitados aos divulgados pelo mercado.

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ANPEI REALIZA SUA REUNIÃO ANUAL

A ANPEI - Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Industriais realizou, em 18 e 19 de junho, sua XIV Reunião Anual dos Associados, em Salvador/BA.

A reunião iniciou-se com o painel “P&D Industrial no Brasil e os novos paradigmas da competição globalizada: o ponto de vista das empresas líderes”, contando com o depoimento das empresas Mercedes-Benz, OPP Petroquímica, Siemens e Weg sobre suas estruturas de P&D e as perspectivas futuras face à globalização. Um dos pontos de destaque de tais depoimentos foi a constatação de que as grandes empresas multinacionais não estão necessariamente centralizando a P&D em suas respectivas matrizes. Na realidade, estão preferindo explorar suas competências locais consolidadas, adequando-se com mais eficácia às necessidades de seus clientes.

Durante a reunião foi destacada também a nova postura da ANPEI frente ao cenário tecnológico nacional. Segundo seu Assessor Técnico, Roberto Sbragia, a Associação deve ter cada vez mais um papel ativo e crítico na definição das políticas tecnológicas do país, além de se constituir num fórum de excelência para trocas de experiências entre associados e entidades similares nos Estados Unidos (IRI - Industrial Research Institute) e Europa (EIRMA - European Industrial Research Management Association).

No segundo dia de reunião, foi realizada uma visita à CETREL - Central de Tratamentos de Efluentes, bem como às instalações da COPENE e da OPP Petroquímica, empresas estas que recepcionaram os membros da ANPEI este ano.

Os interessados em maiores informações sobre a ANPEI e sua reunião anual devem contatar o Gerente de Projetos, dessa associação, Sr. Tales Andreassi através do Fax/Fone: (011) 822-3533.