NOVEMBRO DE 1998

Matérias do Mês:
EDITORIAL: Brasilplast '99
Notas Sintéticas
K'98: Sucesso pela inovação
MDK leva recorde de brasileiros à K'98
Palestra proferida pelo presidente da Interpack, ERNST H. BERNDL
Mercoplast '98
KPMG: fusões e aquisições
SYCAD apresenta o symold/98
Emissário submarino de plástico devolve a Praia de Icaraí à população
Produtos plásticos brasileiros serão normatizados
Caixas d'água em PEAD: um novo mercado
MDK aproxima o Brasil das grandes feiras internacionais
PVC: uma tradição lucrativa na transformação do plástico
Refrescos guararapes investe R$ 60 milhões em nova fábrica



EDITORIAL
BRASILPLAST '99

A CONTAGEM REGRESSIVA para a realização da próxima Brasilplast — versão 1999 — a ser realizada entre os dias 08 e 13 de março próximos está tendo início com a publicação da bela peça publicitária na 1ª capa dessa edição de novembro/98 do JORNAL DE PLÁSTICOS.
SENTIMO-NOS ORGULHOSOS, a cada realização de uma Brasilplast, de poder mostrar ao imenso público leitor do JP, hoje distribuído ao longo de 11.000 exemplares, a crescente pujança desse evento.
EM NOSSOS 42 ANOS de atividades, recém comemorados, temos a certeza, sem falsa modéstia, de que ajudamos a impulsionar um tímido parque transformador de plásticos, que contava com 300 empresas, lá pelos idos de 1956, até o expressivo índice de 6.000 empresas atualmente.
TAMBÉM COLABORAMOS, direta e indiretamente, com nossas divulgações, para a implantação de um poderoso parque petroquímico e de máquinas e equipamentos para o setor plástico.
COM RELAÇÃO À PRÓPRIA BRASILPLAST, nosso orgulho, também é relacionado ao fato de que, já em meados dos anos 60, lutávamos, em reuniões com os organizadores da Feira da Mecânica e com os dirigentes da entidade representativa das máquinas para plásticos, para que fosse criado, dentro desse evento, a “Ilha dos Plásticos” — setor que agruparia, num só local , todos os fabricantes de máquinas e equipamentos para plásticos.
ESSA “ILHA DOS PLÁSTICOS”, foi um dos embriões que resultaram, já na década de 80, na idéia de se realizar uma feira do setor plástico, agora englobando o setor das matérias primas e dos transformadores, juntamente com a de máquinas e equipamentos — as Brasilplast.
HOJE, EM PLENA ÉPOCA DE GLOBALIZAÇÃO da economia, a Brasilplast, através dos esforços de seus organizadores e promotores — Alcantara Machado Feiras e Promoções- e contando com o apoio decisivo da Abiplast, Abimaq, Abiquim e Siresp, rompeu fronteiras e transformou-se em uma Feira realmente de âmbito intenacional, sendo a mais importante da América Latina e uma das mais importantes a nível mundial.
EM 1997, QUANDO DA REALIZAÇÃO de sua última versão, o evento contou com 965 expositores — 47% do exterior — distribuídos por área de 33 mil m2 e recebeu público de 62 mil visitantes, sendo 1900 estrangeiros. Foram fechados, na época, negócios em torno de R$ 1,7 bilhão.
AGORA, NA DE 1999, temos a certeza, esses números todos irão se ampliar consideravelmente, pois apesar de prenúncios de recessão para o próxmo ano, nosso consumo per-capita de plástico é ainda muito baixo - 19 kg/ano - quando comparado, p.ex., ao dos Estados Unidos - 110 kg/ano. Ou seja, existem muitos nichos de mercado a serem explorados, e o interesse pelo assunto "plástico" é cada vez mais crescente como constatamos, não só através de inúmeras consultas à nossa redação, mas também, pelo sucesso de nosso Curso de Plásticos por Correspondência-CBIP- com seus mais de 900 alunos espalhados em todo o Brasil.

NOTAS SINTÉTICAS


Atenção Profissionais Ligados ao 
Setor de Plásticos e Polímeros

O JORNAL DE PLÁSTICOS pretende divulgar em seu site na internet, trabalhos técnicos relacionados a plásticos e polímeros. 
Se você é autor de alguma tese, monografia, artigo, etc.,
contate-nos pelo fone/fax: (021) 717-0375 ou pelo e-mail: jorplast@openlink.com.br 


K’98 - SUCESSO PELA INOVAÇÃO

Antonio Guarino de Souza
Empresário e Ex-Presidente do Sebrae nacional

Cerca de 4.000 brasileiros - industriais, técnicos e representantes comerciais - foram a Düsseldorf, Alemanha confirmar o lema da K’98 - SUCESSO PELA INOVAÇÃO. Todas as expectativas dos organizadores da feira foram superadas. Movidos pela competitividade globalizada, 265.000 visitantes, 50% dos quais vindos de outros 103 países, superlotaram os 16 pavilhões da maior exposição de plásticos jamais realizada.
Se as feiras anteriores foram marcadas por grandes descobertas científicas e tecnologicas, tanto nas matérias primas quanto nos equipamentos, a K’98 tratou prioritariamente de mostrar como as inovações acumuladas devem ser usadas de forma a produzir sempre mais, mais rápido e sem a interferência humana.
Os processos de transformação se tornam orgânicos e compactos. Mudou o conceito “Máquina-Periféricos”, superado pelo de “Unidade Produtiva” onde não se destaca ( e muitas vezes nem se pode ver), a separação física entre o equipamento medular e os periféricos.
No processo de moldagem distinguem-se apenas a matéria prima em seu estado original e o produto final devidamente moldado, decorado e embalado. Na “ilha” de produção estão incluídos: pigmentação, dosagem, moldagem, decoração das mais diversas formas (silk,off-set, hot stamping, tempografia, rotulagem e in-molde) e embalagens, tudo perfeita e rigorosamente controlado por um ou mais computadores capazes de permitir o acompanhamento em tela de qualquer fase do processo, desde a reologia do plástico até o desgaste dos componentes mecânicos.
Simplificando, poderíamos afirmar que o parâmetro fundamental de todos os processos de transformação foi o tempo. Media-se em cada stand o ciclo mais rápido e a melhor produtividade final.
O eixo dos negócios também parece ter se deslocado na K’98. As curiosas placas “sold tol” (vendido para) cada vez mais indicam que os fabricantes de bens de consumo final estão avançando na verticalização pura e simples, agregando os equipamentos de moldagem de suas embalagens ou sediando unidades inteiras de produção de seus tradicionais fornecedores.

DESTAQUES DA FEIRA:
Matérias Primas
Embora todos os grandes fabricantes de matérias primas estivessem presentes em grande estilo (como a Bayer, e a Basf, que ocuparam 1/2 pavilhão cada uma), ao contrário das feiras anteriores a proposta predominante era horizontalizar as aplicações das resinas preexistentes, que em passado recente foram formuladas para atender solicitações técnicas específicas.
Cada fabricante procurou divulgar as mais diversificadas e novas aplicações para suas resinas de linha, evidenciando a intenção de racionalizar pesquisas e ampliar ganhos sobre cada material. Nesse sentido a feira foi um verdadeiro show.
Como a indústria automobilística foi um dos temas centrais da feira, (o outro foi o plástico na medicina) o avanço dos plásticos sobre os metais nesse campo foi especialmente mostrado pela GE, Basf e Bayer. A GE com as resinas da família Noryl, Lexan e Cicolac, aplicadas desde as carrocerias dos carros até os menores componentes do sistema eletrônico de ignição. A Basf (intimamente ligada à origem e ao sucesso de todas as 14 feiras K já realizadas), apresentou seu copolímero de estireno, chapas de acrílico e, principalmente, os materiais de engenharia. A Bayer fez de seu stand um show denominado “Química sobre rodas” onde nada menos que 40 matérias primas foram exibidas em suas aplicações automotivas, com grande destaque para os poliuretanos.
Entre todas as matérias primas, entretanto, a grande atração foi o desenvolvimento obtido na utilização dos catalisadores metalocenos na produção de poliolefinas. Na K’95 eles eram ainda um “segredo de estado” e sua aplicação em larga escala esbarrava nos preços comparativamente muito altos em relação aos catalisadores convencionais.
A experiência acumulada desde então já permite alimentar expectativas amplamente favoráveis a curto prazo. Ao contrário dos catalisadores tradicionais Ziegler-Natta os metalocenos permitem analisar detalhadamente a sua estrutura, tornando possível definir em ampla escala as propriedades desejadas dos polímeros resultantes. Especialmente no PEBD acredita-se que os excelentes resultados já alcançados estarão muito em breve no mercado.
Se as grandes fabricantes alemãs de matérias primas foram as vedetes desse segmento, também estavam presentes todas as demais empresas do ramo, de todas as partes do mundo, inclusive as nossas OPP, Policarbonatos, Polibrasil e Cromex, com eficiente participação. Vale lembrar também que, na briga pelo mercado de frascos soprados o PET avança fulminantemente sobre o PVC e as poliolefinas na área de shampoos, detergentes e similares, além de reinar soberano nos tradicionais frascos de refrigerantes carbonatados.
Máquinas e Moldes
Dos 15 pavilhões da K’98, 11 foram dedicados a máquinas e moldes. Se pretendêssemos definir a feira em poucas palavras seria correto afirmar que ali se tratou de expulsar definitivamente o trabalho humano das fábricas de plástico. Desde o planejamento da produção ao detalhe final da embalagem para despacho, à informática e suas conseqüências práticas baniram inicialmente os trabalhadores braçais e em seguida os próprios gerentes de produção. É possível conduzir-se uma grande unidade produtiva com apenas 5 ou 6 homens. Também a relação máquina-molde foi radicalmente modificada especialmente no processo de injeção. Seguindo um paralelismo com o que ocorreu na informática, onde até bem pouco tempo reinava o “hardware” sobre o “software” e brevemente o “hardware” será dado como brinde, no estado atual da tecnologia dos moldes já se pode dizer que a máquina passou a ser sua parte metade e que brevemente será seu complemento. Os extraordinários softwares que auxiliam o projeto e a fabricação dos moldes, as câmaras e os bicos quentes com controle cada vez mais apurado de temperatura e a utilização de materiais especiais facilitadores da refrigeração, aliados a dispositivos de extração cada vez mais robotizados, fizeram com que o caminho natural entre a idéia do produto e sua produção inicie pela definição da matéria prima seguido do projeto do molde e finalmente a máquina, que terá que satisfazer tais especificações, principalmente em termos de velocidade de operação.
Vimos, por exemplo, uma máquina injetando pré formas de garrafas de PET em um molde com 96 cavidades com ciclos de 10 segundos e um molde de tampas de potes de margarina, na concepção “Stack Mold”, com quatro níveis de placas cavidade, cada uma com 24 cavidades, cuja produção era nada menos que 65.000 peças/hora. Mérito à Indústria Tradesco que projetou e construiu essa verdadeira maravilha tecnológica.
Mais de 100 fabricantes de moldes estiveram na feira, inclusive (e em grande número ) os portugueses de Marinha Grande. Como a maioria dos moldes expostos se destinavam a grandes fabricantes e a grandes lotes de produção, preços na casa dos 150 a 200 mil dólares não eram de se estranhar.
Presença marcante de empresas fabricantes de câmaras e canais quentes como a DME americana e a Mastip neozelandesa, que acaba de contatar a carioca Equipast para representá-la no Brasil.

Sopro
Na área de Sopro de poliolefinas e PVC ou de injeção-sopro de PET a robotização pontificou. O que tradicionalmente chamávamos de “uma máquina” é hoje uma verdadeira fábrica de plásticos. Sopradora, molde, controles, dosadores, resfriadores, rebarbadores, calibradores, rotuladeiras e embaladoras são hoje uma mesma unidade que gera uma produção massiva rigorosamente acéptica, em ambiente rigorosamente limpo.
Esse novo conceito se ajusta perfeitamente à tendência e verticalização observada. Os novos projetos de fábricas de detergentes ou shampoos incluem, além de suas máquinas tradicionais de mistura, dosagem e enchimento, uma linha de embalagem que irá trabalhar em perfeita sincronia com as necessidades de produção.
Dos fabricantes de sopradoras presentes à K’98 a nossa familiar Bekum expôs a pequena BM 106 para produção de frascos de 4 litros com uma estação e a MB704D com dupla estação e multicavidades para alta produção de grandes lotes (como frascos para sucos); a BA34.2 para produção totalmente automatizada de bombonas de até 30 litros ou peças técnicas de tal volume e também a RBS 440 com tecnologia inovadora para produção de garrafas de PET de até 2 litros e 4.400 peças por hora. Todos os demais fabricantes de sopradoras, alguns já bem conhecidos no Brasil como a Krupp e a Sidel lá estiveram.

Injetoras
Na área de injeção, em que pese a supremacia dos moldes sobre as máquinas, notou-se a evolução dos controles do processo através de painéis cada vez mais eficazes, fornecendo informação em tempo real de todos os parâmetros envolvidos.
Face a velocidade exigida pelos moldes, as máquinas de grande produtividade possuem agora um cilindro extrusor que alimenta continuamente um acumulador e outro que exerce a função de injeção propriamente dito do material acumulado.
Todos os grandes fabricantes de injetoras exibiram equipamentos de dupla injeção, com matérias primas diferentes, moldando peças de utilidade doméstica, caixas de telefones celulares e pára choques com difusores de faróis integrados. Vertente muito explorada na injeção foi a de copos descartáveis e potes de margarina, briga histórica entre Husky e Netstal.
Aperfeiçoaram-se também os injetores totalmente elétricos da Nissei e muitas máquinas verticais (algumas rotativas) apropriadas à injeção sobre insertos.
Não menos curioso foi a menor injetora até hoje exibida, fabricada pela italiana Rombalde, medindo 89x45x65 cm com capacidade de até 12 cm³.

Extrusão
Diga a composição química e as características físicas do seu produto e os fabricantes de filmes lhe darão tantas camadas quantas necessárias para embalá-lo. Windmöller & Hölscher e Battenfeld expuseram suas linhas de extrusão de filmes com barreiras de 7 camadas ou seja, 7 extrusoras, com matérias primas diferenciadas, alimentando um cabeçote modular dotado de sistema automático de centralização.

Decoração e Rotulação
Como já foi dito, os acabamentos das peças são feitos cada vez mais próximos às máquinas de moldagem ou mesmo simultâneos ao processo, como no caso dos “in mold lable” onde um mecanismo robotizado coloca na cavidade dos moldes os rótulos fabricados com a mesma matéria prima da peça a ser moldada em absoluto sincronismo com os movimentos da máquina. Esses rótulos passam a ser parte integrante das peças e lhes auferem uma beleza multicolorida e indelével. Em Silk Screen nossa velha - e competente - conhecida Dubuit apresentou sua excelente máquina totalmente automática para gravação de tubos e frascos em duas cores, com secagem UV. Entre tampografia e hot stamping contamos cerca de 30 empresas oferecendo desde máquinas elementares até aquelas altamente sofisticadas.

Conclusão
Nós que acompanhamos as feiras K desde 1975, vimos experimentando as mais diversas sensações com relação à defasagem tecnológica que nos separa dos grandes centros de produção e consumo.
Em 1975 nos sentíamos cerca de 20 anos defasados. Tinhamos ainda um parque de transformação incipiente e horizontalizado, devido ao fechamento da economia ao mundo exterior. Sob a égide do protencionismo progredimos consideravelmente e chegamos ao final da década de 80 talvez uns 6 a 8 anos atrasados. Iniciou-se então a campanha da abertura e o combate feroz à proteção de nosso parque fabril, construído a duras penas. Estigmatizaram a indústria nacional ao invés de apoiá-la como fizeram todos os 7 grandes e muitos outros mais.
Escancararam as importações inclusive dos subprodutos asiáticos. A abertura facilitou a absorção de nossos fabricantes de máquinas pelas grandes empresas européias e americanas que obviamente preferiram engoli-las a preço de banana à construírem suas fábricas e empregarem mais mão de obra local.
Nesse contexto o que aconteceu com nosso estado atual da arte? Estamos novamente defasados, talvez em termos constantes, cerca de 15 anos. Nosso mercado interno murchou, nossos visitantes que compravam nossas fábricas limitaram seus mercados ao Mercosul (se tanto) para não competirem com suas matrizes. Racionalizaram a produção demitindo milhares de empregados e passamos a andar de marcha a ré em relação ao passado recente.
Ressalvadas as honrosas presenças de Carnevalli, Rulli e Primotécnica, tivemos menos expositores nacionais que a Índia, a Coréia, o México e os países da ex-cortina de ferro.
É absolutamente necessário que percamos a vergonha e o receio de discutir em profundidade os efeitos atuais da abertura irresponsável a que estamos sendo submetidos e as perspectivas de nosssas indústrias nesse cenário.

 

MDK LEVA RECORDE DE BRASILEIROS À K’98

Para a Interpack’99, a expectativa é de levar mais de 2.500 empresários brasileiros

A 14ª edição da K - Feira Internacional do Plástico e da Borracha, realizada em Düsseldorf (Alemanha), no período de 22 a 29 de outubro, bateu um recorde de visitação: ao todo foram 265 mil pessoas de 103 países. Neste contexto, o Brasil teve uma participação particularmente importante. Segundo Lauri Müller, diretor da MDK Feiras Internacionais, responsável pela promoção de todas as feiras de Düsseldorf no Brasil, 3.281 brasileiros visitaram a K’98. “Este não é apenas um recorde de visitação para a K, mas é um recorde de visitação brasileira em feiras internacionais”, analisa.
Müller justifica boa parte deste sucesso à excelente coordenação do evento no Brasil. “Os empresários brasileiros sentem-se seguros em investir numa feira como a K, sabendo que terão todo o respaldo necessário da MDK.” Além de auxiliar os brasileiros in loco, a MDK os ajuda a preparar a viagem, criando pacotes especiais em parceria com agências altamente capacitadas.
Para a 15ª Interpack - Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos de Embalagem e Máquinas para Confeitaria, agendada para 06 a 12 de maio de 1999, também em Düsseldorf, o sucesso deve se repetir. Müller garante que a visitação brasileira superará a marca de 2.500 pessoas.

EMBALAGEM, UMA INDÚSTRIA EM CONTÍNUA EXPANSÃO

Avaliado em US$ 350 bilhões, o mercado mundial de embalagem emprega hoje 5 milhões de pessoas em aproximadamente 100 mil empresas e representa entre 1,5% a 3% do PIB mundial. Os Estados Unidos permanecem como os primeiros consumidores de embalagem no ranking mundial, com cerca de US$ 93 bilhões. Na Ásia, o Japão é o primeiro em consumo de embalagem, com US$ 67,5 bilhões. Na Europa, o país líder é a Alemanha, com US$ 24 bilhões, seguido pela França, com US$ 16,5 bilhões.
Dados de uma recente pesquisa, encomendada pela Associação Brasileira de Embalagem (ABRE) à Fundação Getúlio Vargas, indicam que a indústria nacional de embalagens aumentou o valor bruto de sua produção em 1,86% no ano de 1997, em relação a 1996, totalizando um volume de negócios de cerca de R$11 bilhões.
A pesquisa detectou ainda que, de modo geral, a produção de embalagens no país caiu 4,59% no primeiro semestre deste ano, em relação a igual período no ano de 97. Esta desaceleração se deu em virtude da elevação das taxas de juros, que obrigou a indústria de embalagens a reduzir, gradativamente, sua produção. Os setores vidreiro e de papel e papelão foram os únicos que não demonstraram queda na produção.
O índice de preços das embalagens no primeiro semestre do ano permaneceu em alta, variando 1,17%. A maior variação detectada foi no setor vidreiro, cerca de 23,58%, apesar da indústria de embalagens de vidro registrar aumento de produção de 2,23%. Apenas o setor de embalagens metálicas apresentou variação negativa de 0,42% no índice de preços, nos últimos seis meses.

POTENCIAL DE CONSUMO

Em nível mundial, o consumo médio de embalagens, por pessoa, gira entre 25 a 30 quilos/ano. Países como os Estados Unidos, contudo, registram consumos de 250 quilos/pessoa/ano; na França e na Alemanha a média anual de consumo por pessoa é de 200 quilos. A Europa, em média, estima 120 quilos/habitante enquanto que nos países em desenvolvimento, como o Brasil, este número é inferior a 10 quilos.
Hoje, um dos maiores desafios a ser enfrentado pela indústria de embalagem é solucionar a falta de sistemas adequados para o transporte e acondicionamento de alimentos. Em países desenvolvidos, a perda de alimentos pela falta de um bom sistema de embalagem atinge 2% a 3% de toda a produção. Nos países em desenvolvimento como o Brasil a situação é bem mais preocupante: a embalagem inadequada é responsável por perdas superiores a 30%.
Para discutir a situação desta indústria em crescente expansão e apresentar as novidades tecnológicas do setor, será realizada no período de 06 a 12 de maio do próximo ano, a 15ª Interpack - Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos de Embalagem e Máquinas para Confeitaria, em Düsseldorf, Alemanha. A Feira é representada com exclusividade no Brasil pela MDK Feiras Internacionais, com sede em São Paulo.

 

Discurso Proferido Pelo Presidente
da Interpack, Ernst H. Brendl, no Encontro com Jornalistas e Empresários Brasileiros em
Novembro de 98

 

“Prezados Senhores,
Em nome dos expositores, gostaria de cumprimentá-los cordialmente nesta conferência sobre a Interpack’99.
Em minha apresentação, hoje, apresento informações relevantes a respeito desta feira, que é a mais importante do mundo, trazendo os seguintes temas:
- a posição de destaque da Interpack para a indústria de embalagens e os motivos, pelos quais, não deve deixar de ser visitada em maio vindouro;
- a importância econômica do mercado de embalagens;
- as tendências interessantes que irão mostrar os rumos do setor no próximo milênio.

Interpack’99
O mundo da embalagem está voltado para Düsseldorf
A Interpack será outra vez, de 6 a 12 de maio de 1999, o foro de informação e comunicação para fornecedores internacionais de máquinas e equipamentos de embalagens, confeitaria e seus clientes.
Há mais de 40 anos, a Interpack dirige-se tanto à indústria de embalagens, como também à indústria para doces e panificação. Assim, em comparação com todas as outras feiras similares, está liderando, na vanguarda, com a maior internacionalização, tanto para expositores, como para visitantes. Ela é o evento principal, no qual fornecedores apresentam suas inovações de maior importância.

Interpack’99: mercado mundial máquinas e equipamentos de embalagem e máquinas para confeitaria.
A Interpack’99 será durante 7 dias o ponto de encontro para a oferta e procura do mercado mundial de empacotadoras, meios de embalar e máquinas para doces. Mercado mundial significa que será apresentado, praticamente, o espectro total dos produtores em todo o mundo. Além disto, mercado mundial também quer dizer que as pessoas com poder de decisão internacional tem como obrigação a visita à feira.
As vantagens para o visitante são óbvias:
- Tudo que procura encontra-se em um único lugar: Da mesa empacotadora para embalar manualmente, até a máquina de dosagem para iogurte de alta capacidade; do cone simples, até o big bag; do molde para chocolate, até a instalação completa para a fabricação e embalagem de barras de chocolate. Encontram-se na Interpack os interlocutores competentes para resolver todos os problemas.
- O “filé mignon” das indústrias de embalagens e máquinas para doces está expondo na Interpack: os visitantes têm, portanto, a possibilidade de adquirir, em pouco tempo, uma visão ampla sobre as ofertas de seus interesses. Podem-se comparar, diretamente, as ofertas concorrentes.
- Muitas soluções novas para embalar e inovações técnicas: a Interpack apresenta o ritmo das inovações no ramo. Têm-se, como visitante, a oportunidade de receber estímulos para o seus negócios. No setor técnico, a grande quantidade de máquinas expostas é, particularmente, inspiradora.
- Expositores orientados para a exportação: na Interpack, o ponto central para os expositores é a exportação. Estarão nos estandes, os responsáveis por regiões e, também, representantes das filiais em todo mundo.

Mercado e Tendências
1. O mercado
Nos países industrializados, em geral, a embalagem representa cerca de 2% do valor do produto. Para indústrias com alta demanda de embalagem, como no setor de alimentação, por exemplo, esse índice pode cehagar até 7 a 8 %. Raciocinando a respeito da amplitude e quantidade dos produtos, que atualmente são embalados, percebe-se, rapidamente, a importância deste ramo da economia. Em escala mundial, devem ser produzidos máquinas e equipamentos de embalagem em torno de US$ 600 bilhões. Estes números são um indício seguro que a Interpack permanecerá, mesmo no futuro, uma feira altamente atrativa.
Como sempre, a embalagem realiza, em todos os mercados independente do grau de desenvolvimento industrial, a função básica de proteção, distribuição/transporte e informação. O sucesso econômico do setor de embalagem está fundamentado em sua capacidade de corresponder com flexibilidade às demandas do respectivo meio sócio-econômico e às modificações do modo de vida e modificações no consumo. Assim, por exemplo, não seria imaginável o mercado de “self service”, como forma de venda usual, sem uma forma de embalar correspondente e uma diferenciação e especialização de suas funções básicas.
A função de proteção da embalagem consiste em:
- Proteção contra danificação e deterioração do produto
- Proteção do meio ambiente contra o contato com produtos perigosos

Sobre a função de informação nas embalagens:
- qual a marca do produto
- instruções quanto ao uso da mercadoria

Em relação ao transporte e distribuição encontram-se:
- transporte econômico das mercadorias
- embalagens de porções adequadas ao consumidor

Além disso, atualmente, a embalagem deve observar as exigências ecológicas do meio ambiente.
A estas demandas, os fabricantes correspondem com as máquinas e equipamentos de embalagem mais modernos, os quais garantem alto grau de flexibilidade, eficiência e segurança.
As tarefas pricipais dos fabricantes de embalagens são:
- possibilitar a produção econômica de embalagens para a venda, coleta e transporte, com alta flexibilidade referente à forma e tamanhos específicos
- assegurar um envasilhamento higiênico e proteger o produto de uma deterioração antecipada.
- economia nos custos de embalar, por exemplo, pelo fornecimento de materiais de embalagem integrados na máquina (as assim chamadas máquinas para formar, carregar e vedar), pelo emprego de materiais de embalar mais delgados e de possibilitar o emprego de materiais de embalar com tolerâncias maiores de qualidade.
- adicionar informações importantes na embalagem
- supervisionar e documentar todo o processo de embalar

A fabricação de máquinas e equipamentos para embalagens, há tempo tem se desenvolvido através de alta tecnologia, com uma produção mundial acima de US$ 17 bilhões. Os EUA e a Alemanha contribuem com uma participação no mercado cerca de 20% cada, seguidos pela Itália e Japão, com cerca de 15%. A destacada internacionalização da Interpack como “A Feira” do ramo de embalagens, é aproveitada pelos expositores de todo o mundo para as exportações.
Com volume em torno de US$ 2 bilhões, o âmbito de exposição das máquinas de confeitaria é nitidamente menor que o das embalagens. No ítem internacionalização, os fabricantes de máquinas de confeitaria não ficam devendo em nada aos fabricantes de emabalgens. Assim, por exemplo, do volume de produção alemão de máquinas de confeitaria, cerca de US$ 489 milhões (máquinas para a produção de doces: US$ 296 milhões; máquinas para embalar doces: cerca de US$ 201 milhões) 80 a 90% são para a exportação.

2 - Tendências da Técnica
Novidades de feira são segredos bem guardados. Portanto, ainda não podemos, nesta data, citar os impactos da feira Interpack 99. Temos, entretanto, ouvido vários expositores e gostaríamos de apresentar algumas tendências da Interpack:
Técnica de etiquetagem
Etiquetas assumem, progressivamente, funções dos displays das reembalagens. Assim, economiza-se material de embalagem e - em contraposição da reebalagem que necessita ser retirada antes do uso - o efeito de propaganda da etiqueta se mantém durante todo o período de retirada do produto. Além disso, as etiquetas podem assumir funções adicionais. Assim, o cliente pode, na compra de pilhas, por exemplo, verificar seu estado de carregamento com a ajuda da etiqueta. No comércio, medidas de proteção eletrônica contra furto, integradas em etiquetas, dificultam a vida dos ladrões de lojas.

Embalagem agrupada/final
Nas estantes de “self-service” de grandes supermercados, a embalagem de transporte assume cada vez mais a função de venda da embalagem primária. Além disso, nas compras semanais a amarração para o transporte, muitas vezes, torna-se a unidade de venda. Portanto, a influência do departamento de marketing aumenta sobre a elaboração da embalagem de transporte. Por isto, as máquinas de embalagem devem efetuar, de forma eficiente, mesmo cortes de embalagens fora do comum e devem mostrar uma seleção maior de formatos, possibilitando a flexibilidade para ações especiais. Deve ser possível aplicar alças para facilitar o transporte para casa. Totalmente de acordo com essa tendência, encontram-se máquinas para equipar automaticamente o sortimento do display para a apresentação do produto ou em áreas de vendas promocionais no comércio.

Automatização
A automatização do processo de embalar não chegou ao fim com o carregamento e proteção do sortimento. O próximo passo é a interligação física e a técnica da informática com o processo de embalar e a técnica de armazenamento. Aqui o alvo desejado é a otimização da logística de produção na empresa e, ao mesmo tempo, a diminuição de estoques.

Técnica de comando
Devido às exigências cada vez maiores de flexibilidade e de lotes cada vez menores para a produção de embalagens idênticas, nota-se, também, uma tendência para unidades de máquinas de comando individual. Essa tendência é apoiada pela disponibilidade de motores auxiliares, a preços favoráveis em todos os mercados, que possibilitem um desenvolvimento de comandos individuais sem o uso do eixo distribuidor.

Máquinas para confeitaria - aços finos na vanguarda
“Hygienic Design” virou palavra chave no ramo das máquinas para confeitaria. A construção de máquinas é elaborada incluindo os aspectos de higiene, para satisfazer as crescentes exigências dos clientes. Externamente nota-se isto devido ao fato que cada vez mais máquinas são elaboradas com “aços finos”.

Máquinas para confeitaria - maior demanda por flexibilidade
A indústria de doces têm-se desenvolvido como uma “marketing-driven industry”. Para ações promocionais no comércio são oferecidos variações do tamanho do produto e da embalagem, são feitas embalagens sortidas e nos displays apresentados diversos produtos. Para isto, não apenas as instalações de produção e embalagem devem apresentar um grau elevado de flexibilidade. Também deve ser possível a combinação livre das instalações individuais para produtos e embalagens. O manejo destas instalações complexas é feita com a moderna técnica de postos de comando, que no caso têm sistemas de visualização permitindo que a visão geral sobre os acontecimentos na produção seja mantida.

Embalagens de produtos farmacêuticos - sólidos
Na área da embalagem de produtos farmacêuticos sólidos, o desenvolvimento é dividido. De um lado, têm-se demandas por capacidades cada vez maiores, que são necessárias para os produtos com movimento de vendas elevado no segmento OTC do mercado. Aqui são unidas, diretamente, as prensas de pílulas e máquinas de blister. O alvo desejado é uma diminuição da quebra de pílulas, evitando os sistemas intermediários de envio e com isto uma redução dos desarranjos na máquina de blister.
Do outro lado, têm-se a exigência de embalar diversos produtos em pequenos carregamentos nas instalações modernas de embalagem, equipadas com muita técnica de segurança. O alvo desejado é um aproveitamento melhor dos altos investimentos. Aqui os pontos de partida são, ao lado da facilidade maior para a limpeza e mudança totalmente automática de formato, os numerosos equipamentos adicionais que eliminam de forma segura a confusão de produtos, embalagens e folhetos, e fornecem uma documentação sem lacunas do processo de embalagem.

Embalar material de construção - novidades nas amarras pequenas e grandes
Novidades são de se esperar, entre outras, nas amarras pequenas e grandes. Assim, o saco com válvulas entrou em uso para amarras pequenas com conteúdo de 5 kg. Nos big bags as capacidades de carga até agora são limitadas, devido a seu manuseio complicado. Conceitos para linhas totalmente automatizadas de alta capacidade estão sendo imaginadas para satisfazer as exigências dos clientes por capacidade maior.
Despertamos a curiosidade? Neste caso, fica o convite: Encontre o mundo de embalagens na Interpack’99 em Düsseldorf.

 


MERCOPLAST '98

De 10 a 13 de novembro foi realizada a MERCOPLAST’98, na Sede da FIRJAN – Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro. O evento, organizado pelo SIMPERJ – Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado do Rio de Janeiro, aconteceu paralelamente a uma Roda de Negócios reunindo empresários do Setor de Plástico do Brasil e da Europa. A Roda foi promovida pelo Centro Internacional de Negócios daquela Federação, com o apoio da Comissão Européia, através do Programa AL-Invest.
Estiveram presentes mais de 30 empresários da Alemanha, Áustria, Espanha, Itália, Portugal, Suécia que realizaram reuniões com quase 150 empresários brasileiros, em busca de oportunidades de negócios, “joint-ventures”, transferência de tecnologia e outras parcerias. Segundo os empresários estrangeiros, cerca de 79,5% das entrevistas realizadas tiveram saldo positivo e poderão gerar resultados concretos.
De acordo com as primeiras avaliações dos expositores da MERCOPLAST, a participação no evento foi considerada proveitosa para as empresas e boa parte já afirmou que pretende participar da próxima edição. Entre as que participaram com estandes na MERCOPLAST’98 estavam a Rigormolde, Ipiranga Petroquímica, Politeno, Codin, Rio Polímeros, Sistema FIRJAN, Neoplástica, Plasmar, Dover, Hartmann, Exaplas Resinta, J. Simões, Peri Plásticos, Modelar, Fraspol, Plastigel, ELC, AD-Líder, W.S. de Campo Grande, LG e JORNAL DE PLÁSTICOS.
Entre os visitantes, empresários e compradores do setor farmacêutico, de construção, de cosméticos, de alimentação e do próprio segmento de plástico, prestigiaram os quatro dias do evento em busca de novos fornecedores. A abertura oficial da MERCOPLAST aconteceu no dia 10 de novembro, às 18 horas, com a presença do Secretário de Estado de Indústria, Comércio e Turismo do RJ, Hélio Meirelles; do Cônsul Comercial da Áustria, Franz Dorn; do Presidente da FIRJAN, Eduardo Eugenio Gouvêa; e de Fernando Peregrino, representante do Governador Eleito do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho.
Durante a MERCOPLAST’98 também foi realizado o Seminário RIOPLAST, no qual foi apresentado o Programa de Apoio e Incentivo à Indústria de Transformação de Resinas Petroquímicas do Estado do Rio de Janeiro. O Seminário culminou com a assinatura de um convênio entre o Governo do Estado, a FIRJAN, o SIMPERJ, a CODIN, o SENAI, o SEBRAE, a Rio Polímeros, a Petroflex, a Nitriflex e a Polibrasil com o intuito de garantir a efetiva implantação e divulgação do Programa.
No Seminário foi ainda realizado o painel Ouvindo o Cliente, do qual participaram Carlos Fernando Gross, Diretor do Laboratório Gross S.A., e Luiz Henrique Sanches, Gerente da Área de Lubrificantes da Cia. Brasileira de Petróleo Ipiranga, que falaram sobre como tem sido o seu relacionamento com o Setor de Transformação de Plástico, as dificuldades, as soluções encontradas e as perspectivas.
Houve também a participação do Diretor do SEBRAE, Sérgio Rodrigues, que apresentou os incentivos que tem sido oferecidos às micro e pequenas empresas, e do Diretor Superintendente da Rio Polímeros, Roberto Villa, que falou sobre a implantação do Pólo Gás Químico do Rio de Janeiro.

 


KPMG: FUSÕES E AQUISIÇÕES

A KPMG desenvolve todo trimestre, desde 1992, uma pesquisa que indica o ranking setorial de fusões e aquisições no Brasil. Recentemente, foi publicado o levantamento referente ao 3º trimestre de 1998. Nele estão relacionados o número de transações domésticas e “cross border” que ocorreram em cada um dos 27 setores, totalizando 130 negócios.
Os estrangeiros ficaram com 70 enquanto o empresariado nacional ficou com 43 operações. A soma dos negócios de capital nacional e estrangeiro representa 113 operações. Isso se deve ao fato de algumas companhias adquiridas terem operações em mais de um estado.

Químico e Petroquímico
O setor de produtos químicos e petroquímicos, em quarto lugar no último ano, com 22 transações, saltou para segundo lugar neste trimestre, sendo que de um total de 7 transações, todas envolveram empresas estrangeiras.
A pesquisa apresenta também o ranking dos primeiros nove meses do ano e um comparativo entre as transações que ocorreram em 1996, 1997 e 1998, além do número de transações nacionais em cada Estado do País.


SYCAD APRESENTA O SYMOLD/98

Direcionado para o segmento de ferramentaria, modelação e usinagem, o Symold/98, evento que a Sycad Systems Informática Ltda. realizou nos dias 01, 03 e 08 de dezembro, das 13:00 às 18:00 hs, nas instalações do Senai Manuel Garcia Filho (Diadema), Escola Salesiana São José (Campinas) e Senai - Fundação Romi (Santa Bárbara do Oeste), respectivamente, teve como atração as últimas novidades na fabricação de moldes através da tecnologia integrada do “software” Cimatrom.
Representante exclusiva no Brasil dos “softwares” T, G e Vericut, a Sucad vem apresentando ao longo deste ano, em várias cidades como Curitiba, Joinville, Canoas e Caxias do Sul, o evento que traz as versões mais atuais destes “softwares” e enfatiza a otimização desde a concepção do projeto, o modelamento e usinagem final, de forma acessível e de fácil manuseio.
O T, produzido pela empresa israelense Cimatron Ltda. com sede em Tel-Aviv, é um “software” de CAD/CAM/CAE, para modelamento, análise, projeto e programação CNC. É o primeiro a utilizar o conceito de tecnologia integrada, onde toda a sua estrutura está baseada em um único banco de dados, tornando-o, assim, mais confiável e eficiente.
Uma das características do software da Cimatron é a sua interface gráfica. Quase 90% do “software” está baseado em operação por “mouse”, sendo necessário o mínimo uso do teclado. O sistema é, totalmente, modular e integrado e proporciona ao cliente que possui o módulo básico fazer “up-grades” adquirido outros módulos. Dentre os principais módulos estão: Draft, Wireframe, Superfícies, Re-Enge, Sólidos, NC e Módulo User de Solados.
Plataforma e Sistema Operacional
Outra característica técnica do T é que ele pode ser instalado tanto na plataforma PC quanto na plataforma Workstation, com a mesma funcionalidade, podendo rodar nos sistemas operacionais DOS, Windows 95, Windows NT e UNIX (Workstation).
Um dos pontos fortes do sistema é também a parte de CAM, onde a meta da ferramenta de NC é converter um projeto para um processo de manufatura de um modo rápido e confiável. O Módulo de NC é otimizado para a rapidez, tanto na forma de como ele constrói o caminho da ferramenta, como na forma que ele trabalha com os dados do projeto. A integração do processo de usinagem com associadas aplicações de modelamento é simples, garantindo que as peças que foram projetadas sejam produzidas exatamente como o esperado.
Operando diretamente no banco de dados do modelo projetado, o Módulo NC gera um caminho de ferramenta preciso para qualquer processo de manufatura de controle numérico. Fornece soluções para usinagens 2 ½ à 5 eixos, torneamento, puncionamento e eletroerosão a fio. Além disso, uma função de simulação sofisticada permite que o caminho da ferramenta seja visto e verificado na tela do computador.
O T está presente em grandes empresas espalhadas pelo mundo, como por exemplo: The Benetton Sport Group (Itália), Daihatsu (China), Mattel (EUA), Yamaha (Brasil), Gessy Lever (Brasil), Formold (Brasil), Fiat Ferroviária (Itália), El Al Airlines (Israel) entre outros.
Maoires informações, contatar a Sycad pelo telefone: (011) 222-3033 ou fax (011) 222-3239, ou ainda: sycad@sycad.com.br .

 

EMISSÁRIO SUBMARINO DE PLÁSTICO DEVOLVE
A PRAIA DE ICARAÍ À POLULAÇÃO

Integrante do Sistema Niterói-Sul de saneamento, o emissário submarino de esgotos de Icaraí, com 3.339 metros de comprimento e um metro de diâmetro, deverá ser concluído em breve.
Além do emissário submarino, o Governo do Estado do Rio de Janeiro realiza em Niterói, como parte do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara - PDBG, a reforma geral da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) Lemos Cunha, o emissário terrestre (700 metros), em Icaraí, a melhoria e a construção de novas elevatórias.

Emissário
O emissário submarino, em polietileno de alta densidade (PEAD), encontra-se em fase de montagem dos tubos no canteiro de obras, na Praia de Charitas, Niterói (RJ). Desse local, segmentos de 500 metros - os chamados tramos - são arrastados por dois rebocadores numa distância de 4 km, até a Praia de Icaraí, altura do Canal Ary Parreiras.
Nesse ponto, através de uma caixa de transição, junto à orla da praia, há a junção dos emissários terrestre - em fase final de construção - e submarino.
Os esgotos, antes de serem lançados ao mar, no canal central da Baía de Guanabara, numa profundidade de 23 metros, serão tratados a nível primário na Estação Lemos Cunha, em Icaraí, também em reforma.
O conjunto de obras, em que o Governo do Estado e o Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID investem R$ 10,1 milhões, beneficia cerca de 250 mil habitantes dos bairros Boa Viagem, São Francisco, Ingá, Icaraí, Santa Rosa, Charitas e Imbuí.
Para melhorar a eficiência do sistema coletor, o Governo está reformando a elevatória de esgotos de São Francisco e construindo as de Charitas, Boa Viagem, Imbuí e Icaraí (Rua Paulo César). Durante as obras, são gerados, em média, 150 empregos/mês.




PRODUTOS PLÁSTICOS BRASILEIROS
SERÃO NORMATIZADOS

Qualidade e especificação dos produtos plásticos norte-americanos e europeus, apesar da globalização, já não são referências para a indústria brasileira. A descoberta bateu à porta dos setores de resinas termoplásticas, de transformação e de máquinas, a partir de pesquisa do Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial (Inmetro) sobre a qualidade das cadeiras plásticas nacionais e as importadas. A maioria dos modelos brasileiros submetida aos exames de impacto e resistência obteve ótima “performance”. Já a aferição das importadas mostrou que não atendem às necessidades de uso no País. Alguns fabricantes nacionais, cujo produto foi reprovado pelo Inmetro, possuem laudos de entidades européias ou norte americanas assegurando a qualidade do produto. Assim como ocorre com as cadeiras, no Brasil não há normatização, nem padronização de produtos transformados de resinas termoplásticas - lacuna prestes a ser fechada.
O primeiro Comitê criado pela nova diretoria do Instituto Nacional do Plástico (INP) trata da Normatização de Produtos Transformados Plásticos, para padronizar os produtos brasileiros. Na mira do Siresp, da Associação Brasileira das Indústrias de Plástico (Abiplast), da Associação Brasileira das Indústrias Químicas (Abiquim) e da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas (Abimaq), que formam o Comitê, em primeiro lugar estão as cadeiras de polipropileno, os copos descartáveis, de poliestireno, e os sacos para lixo, de polietileno. Esse comitê vai atuar no CB-10 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e junto ao Inmetro e ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). “Estamos constituindo grupos de trabalho com engenheiros especialistas na produção e transformação de resinas termoplásticas, com conhecimentos mercadológicos sobre bens de consumo final, que irão atuar na especificação dos produtos”, antecipa o vice-presidente do INP e coordenador do Comitê, José Ricardo Roriz Coelho.
O engenheiro de materiais Luís Fernando Cassinelli, da OPP Petroquímica, explica que o IPT, por meio de seu laboratório credenciado, poderá testar e emitir o laudo técnico sobre o produto final. Depois, a normatização realizada pelo Comitê é proposta à ABNT, para sua validação. Assim, o produto é colocado no mercado com seu número da Norma da ABNT.
Para saber mais sobre o material, processo de produção e as peculiaridades de um item, os consumidores poderão consultar a norma, procurando pelo número do registro na ABNT.
Vendo o produto brasileiro no contexto internacional, o assessor de Comércio Exterior da Abiplast, Francisco Salazar levanta outra questão. “Com a ISO 9000, o produto doméstico assim como o importado, teoricamente, cumpriu uma série de exigências de padrões. Mas a norma certifica o processo de produção, válida para o comércio entre duas pontas”, alerta. A normatização é a garantia ao consumidor final. Cassinelli esclarece que a normatização contemplará conhecimentos sobre normas internacionais para diferentes produtos, somados às especificações das necessidades do mercado brasileiro. “A partir da norma da ABNT, os similares importados também poderão ser fiscalizados e, se causarem lesão ao consumidor, será possível inclusive processar a fábrica no exterior”, enfatiza o engenheiro de materiais. (“Vetor Plástico”)


CAIXAS D’ÁGUA EM PEAD: UM NOVO MERCADO

O tradicional mercado de caixas d’água de fibrocimento pode estar com seus dias contados. Grandes empresas como a Tigre, Fortilit, Isdralit e Astra, descobriram que fazer caixas d’água à base de polietileno tornou-se um grande negócio. Algumas das características que saltaram aos olhos desses investidores, estão registradas na facilidade de produção, na resistência ao impacto superior, aliado ao menor peso da caixa, o que constitui facilidade no manuseio, empilhamento, estocagem e transporte. Na realidade, essa febre nacional começou há alguns anos com pequenas empresas de rotomoldagem que não tinham o poder de logística das grandes companhias. Os grandes produtores de conexões e tubos plásticos, que já tinham um sistema de distribuição de primeira linha, encararam o desafio e vêm investindo maciçamente para ganhar participação no mercado. Fruto dessa nova realidade, outras empresas já estão no mesmo caminho, como é o caso da Casalar e Fortlevesul.
Por sua vez, a Politeno com sua tradicional modernidade, colocou à disposição de seus clientes uma vasta família de resinas especiais para produção de caixas d’água: pelo processo de rotomoldagem oferece os polietilenos de média densidade RA-34 U3 e HRA-551U3, além do polietileno de alta densidade HRB-641U3, e ainda possui para moldagem por injeção o PEAD SIA-96U3. Segundo Marcos Rossatti - Coordenador de Rígidos , “este é um mercado em pleno crescimento, pois produzia em 1997 cerca de 8 mil caixas/mês, e atualmente já produz cerca de 18 mil caixas/mês”. Como a Politeno é a única produtora de resinas especiais para rotomoldagem, a companhia assume o compromisso de dar todo o suporte técnico para as empresas deste mercado e garante a disponibilidade das resinas. E para quem está de olho no crescimento desse novo segmento, Rossatti arrisca uma previsão: “Estimo que cerca de 14% de todas as caixas d’água produzidas no Brasil são feitas de polietilenos e, em três anos, essa marca deve atingir 80% deste segmento”. É investir e conferir. (“PoliNews”)

 

MDK APROXIMA O BRASIL DAS
GRANDES FEIRAS INTERNACIONAIS

Representante das duas maiores sociedades de feiras da Alemanha - Messe Düsseldorf e Köln Messe, há cinco anos a MDK Feiras Internacionais representa, com exclusividade no Brasil, 52 feiras internacionais especializadas, dos mais diversos setores das atividades industrial e comercial. O objetivo, como explica Lauri Müller, diretor da empresa, é oferecer ao empresário brasileiro a oportunidade de participar, como visitante e como expositor, dos maiores e mais importante eventos do mundo, com toda a infraestrutura necessária para garantir o melhor aproveitamento do investimento.
Hoje, a participação anual de brasileiros em feiras na Alemanha é superior a 6.600 pessoas. Em termos de expositores, este número supera a marca de 450 empresas, que ocupam uma área total de mais de 4 mil m²/ano. Somando todos os eventos, em função de sua sazonalidade, esta área ultrapassa a marca dos 7 mil m².
Mas, para obter todo este sucesso, Müller, que carrega uma experiência de mais de 18 anos trabalhando com feiras alemãs, recomenda algumas precauções. “O empresário deve ficar atento e exigir os três itens básicos que formam um pacote para visitar uma feira internacional: ingresso, passagem aérea e hotel. “Segundo ele, é comum agências pouco experientes, excluírem um destes itens ou oferecê-lo de forma inadequada.

 

PVC: UMA TRADIÇÃO LUCRATIVA NA TRANSFORMAÇÃO DO PLÁSTICO

As indústrias de transformação de plásticos ligadas ao PVC devem fechar o ano de 1998 apontando crescimento de 9% em relação ao ano anterior. Isso está relacionado ao aumento do consumo de PVC utilizado na construção civil. A Fortilit se prepara para investir, em 1999, na construção de novas fábricas, tanto no nordeste como no sul do país, enquanto que a Tigre investirá em modernização e aumento de produtividade de suas fábricas já existentes.
Apesar dos tubos e conexões de PVC representarem seu maior consumo, outras aplicações da resina já se encontram no mercado, como em laminados, calçados, embalagens, catetéres, entre outros. O mercado europeu também utiliza muito o PVC em construção civil, como em janelas, o que ainda é pouco explorado no Brasil.
Sendo assim, apostar no PVC é garantir o mercado lucrativo.

 

REFRESCOS GUARARAPES INVESTE
R$60 MILHÕES EM NOVA FÁBRICA

O Grupo Franco, engarrafador da Coca-Cola nos estados de Pernambuco e Paraíba, lançou dia 18, a pedra fundamental de sua mais nova fábrica no Recife, que estará entre as cinco mais modernas da Coca-Cola em todo o mundo. Com um investimento de R$ 60 milhões, a unidade deve entrar em operação em julho de 99.
As obras da nova fábrica do Grupo Franco, que fica no Complexo Industrial Portuário de Suape, no Cabo de Santo Agostinho, já começaram. Ela terá quatro linhas de produção - com possibilidade de expansão para seis - e capacidade de produção de 550 milhões de litros por ano.
Vale destacar que uma vez atingida sua capacidade plena de produção, a nova unidade, montada com o apoio do Programa de Desenvolvimento de Pernambuco (Prodepe), do Governo do Estado, deverá ultrapassar a marca de 870 milhões de litros por ano. Na fábrica de Suape, além de toda a linha de descartáveis, serão produzidas embalagens em lata. O projeto prevê a implantação de uma unidade interna de sopro de garrafas PET, em parceria com a Alcoa.
Instalada numa área de nove hectares - 28 mil m² só de área construída - a fábrica terá, ainda, um sistema de co-geração de energia, implantado pela Refrescos Guararapes, em conjunto com a Energy Works.
A nova fábrica da Coca-Cola é um investimento de grande porte, que deverá aquecer ainda mais a economia do estado de Pernambuco. É mais uma demonstração do novo momento rumo ao desenvolvimento que vive a economia do Nordeste. O Complexo Industrial Portuário de Suape é, hoje, um grande e bem conduzido canteiro de obras.