SETEMBRO DE 1998

 
Matérias do Mês:
EDITORIAL:
Notas Sintéticas
Rhodia Investe e Inaugura Fábrica de Plásticos de Engenharia em SP
Plásticos de engenharia: tecnologia e qualidade a serviço do cliente
Fibra Du Pont Inaugurou Nova Fábrica
Primeira feira de embalagens do país acontece em outubro no Anhembi
Módulo em Technyl Equipa Alfa 156, o Carro do Ano Na Europa
Indústria de Polímeros Debateu Mudanças e Perspectivas do Setor
OPP Conquista a Certificação QS 9000
A Rax Representações na K’98
Primotécnica na K’98
Fortilit Fecha Contratos no Valor de US$ 3 Milhões
OPP Conquista Prêmios na Área de Comunicação
Du Pont Lança o Antron e o Cordura
Crescimento da Indústria do Plástico Ajuda o Setor de Informática
OPP marca presença na K’98
Você ainda não conhece a Pronatec?
A Imagem Ambiental do Plástico
Bayer Polímeros Investe e Cria Vantagem Competitiva

 


EDITORIAL
K’98: MAIS DE 2400 EXPOSITORES DE 45 PAÍSES

QUANDO ESTA EDIÇÃO DO JP estiver em circulação, estará sendo realizada, em Düsseldorf, na Alemanha, mais uma versão das tradicionais Feiras “K” - a 14ª - a maior do gênero no mundo, nos setores do plástico e borracha.
A K’98, ENTRE OS DIAS, 22 E 29 de outubro, apresentará um recorde em número de expositores - 2401.
A ÁREA DE EXIBIÇÃO dos estandes, entretanto, decresceu em relação à K’95, passando de 138.500m² para 137.000m² na K’98.
58% DOS EXPOSITORES - 1394 - são provenientes de outros países que não a Alemanha. Os anfitriões comparecem com 1007. Os países com maior número de expositores, após a Alemanha, são, pela ordem: Itália: 336, Reino Unido: 128, Estados Unidos: 111, França: 105 e Suíça: 74, Bélgica: 68 e Áustria: 67. 
K’98 TERÁ INÍCIO com um Evento Especial: “Plásticos na Tecnologia Médica”. Este debate contará com a apresentação de figuras abalisadas do mundo científico que trarão novidades acerca do crescimento potencial da tecnologia médica, desenvolvimento de produtos e matérias primas e tecnologia de transformação.
Para facilitar o contato entre expositores e visitantes, a K’98 trará um novo sistema de registro: os visitantes possuirão um cartão magnético com todos os seus dados. Assim, o expositor, através de "scaners", terá acesso imediato às informações sobre seus clientes.
É IMPORTANTE RESSALTAR que o Brasil está novamente presente com 12 estandes e que esse número é bastante expressivo se comparado ao de países vizinhos. 
AUGURANDO PLENO ÊXITO ao evento, não poderíamos deixar de assinalar a tradicional e impecável organização, a cargo da Messe Düsseldorf e, também, a participação brasileira, tanto em relação a expositores, como frisamos acima, quanto a dos milhares de empresários que lá comparecerão como visitantes, apesar do difícil momento por que passa a economia brasileira.

NOTAS SINTÉTICAS

 


Atenção Profissionais Ligados ao 
Setor de Plásticos e Polímeros

O JORNAL DE PLÁSTICOS pretende divulgar em seu site na internet, trabalhos técnicos relacionados a plásticos e polímeros. 
Se você é autor de alguma tese, monografia, artigo, etc.,
contate-nos pelo fone/fax: (021) 717-0375 ou pelo e-mail: jorplast@openlink.com.br 

 


Rhodia Investe e Inaugura Fábrica 
de Plásticos de Engenharia em SP

Empresa reforça sua liderança no segmento na América do Sul

A Rhodia, uma das líderes mundiais e principal empresa sul-americana em química de especialidades, inaugurou dia 26/8 sua nova planta industrial de plásticos de engenharia, em São Bernardo do Campo (SP), dentro de um projeto de investimentos da ordem de US$ 30 milhões até o ano 2000, que inclui a construção da fábrica, a aquisição de equipamentos e a implantação de novas tecnologias de produção que garantirão custos mais competitivos e ganhos de qualidade, e uma expansão de 25% da capacidade produtiva. Os plásticos de engenharia são utilizados por indústrias de transformação para a fabricação de peças de automóveis, eletroeletrônicos e eletrodomésticos.
“Esta é uma fábrica de alta tecnologia, moderna, comparável às mais avançadas do mundo em termos de qualidade e produtividade”, afirmou o presidente da Rhodia do Brasil, José Carlos Grubisich, ao fazer a inauguração das novas instalações, que ocupam área construída de 21,5 mil metros quadrados, no cinturão industrial de São Bernardo do Campo. Segundo Grubisich, a implantação dessa unidade industrial demonstra, mais uma vez, a confiança da empresa no crescimento da economia brasileira. “Estamos investindo para oferecer aos nossos clientes produtos que agreguem valor aos seus negócios”, afirmou. Significa também a valorização da região do ABC paulista, em um momento da conjuntura econômica em que muitas empresas estão deixando aquela região e se transferindo para outros estados.

Ampliação da produção
A implantação da nova unidade, de acordo com o gerente-geral da Rhodia Engineering Plastics, Francisco Ferraroli, faz parte de um projeto amplo de modernização desta atividade da empresa, que já é a principal produtora de plásticos de engenharia na América do Sul. 
“Na nova planta industrial implantamos novos equipamentos e transferimos para cá as equipes administrativa, comercial e de marketing, de assistência técnica e desenvolvimento, a estação de CAD/CAE e os laboratórios (de moldes e protótipos, de cor e de análise de matérias-primas)”, disse Ferraroli. “Esse arranjo deu às equipes, que antes tinham bases de operacões distantes entre si, uma enorme sinergia, muito mais agilidade nas respostas às solicitações e consultas dos clientes que só a proximidade e a visão in loco permitem produzir”, acrescentou. 
A primeira fase do projeto, até a inauguração da nova planta, representou investimentos de US$ 18 milhões. Outros US$ 12 milhões deverão ser aplicados em novas expansões de capacidade de produção até o ano 2000. A Rhodia Enginnering Plastics passa a ter agora capacidade de produção da ordem de 20 mil toneladas/ano de plásticos, que são comercializados sob as marcas Technyl, Techtal e Techster. A empresa vende também no Brasil, sob licença da Amoco (empresa de origem norte-americana), a linha de plásticos Amodel. 
Segundo Ferraroli, as expansões de capacidade estão em sintonia com a evolução dos principais mercados consumidores de plásticos de engenharia, em especial o eletroeletrônico e o automobilístico, nos quais vem se multiplicando o uso dessa matéria-prima em aplicações inovadoras. “Estamos preparados para atender a esse crescimento”, observou Ferraroli, lembrando que em todo o mundo as poliamidas (nylon) na área de plásticos de engenharia são as mais importantes e a Rhodia é líder mundial nesse segmento.

Prestação de serviços e Qualidade
Atuando em segmentos extremamente exigentes, a Rhodia Engineering Plastics continua investindo forte na sua estrutura de prestação de serviços ao cliente. Entre os serviços oferecidos estão o desenvolvimento de novas aplicações, onde são encontradas as soluções para se conceber peças originais, um núcleo que conta com o apoio de sistemas CAD/CAE que ajudam na criação de protótipos e assistência técnica para a escolha e injeção da matéria-prima.
“Onde quer que esteja nosso cliente é o principal beneficiado de uma política mundial de pesquisa e desenvolvimento, comandada pela Nyltech, empresa de plásticos de engenharia da Rhodia mundial, com seus seis centros técnicos no Brasil, França, Alemanha, Japão, Itália e Taiwan, que atua no sentido de melhorar a performance dos produtos e adaptá-los às necessidades dos clientes e aos processos de fabricação mais atualizados”, informou Ferraroli. 
O empenho da Rhodia Engineering Plastics em desenvolver a qualidade de seus produtos tornou-a a primeira empresa no âmbito do Mercosul a receber a certificação ISO 9001, a mais abrangente das normas da série ISO 9000, que engloba desde a concepção até a comercialização dos plásticos, passando pela fabricação. E até o final deste ano a empresa pretende conquistar a certificação QS 9000 (Quality System Requirements), um conjunto de normas lançadas por três grandes montadoras norte-americanas (e que vem ganhando terreno na indústria autombilística), tornando-se uma das pioneiras no time dos tier-2 - fornecedor do fornecedor. 
Com essas normas, disse Ferraroli, as montadoras querem uniformizar os requisitos de sistema de qualidade para orientar seus fornecedores, tendo como metas a redução da variabilidade na qualidade de seus produtos, a prevenção de defeitos e a melhoria contínua. “Esta verdadeira obsessão pela qualidade representa a compreensão de que o sucesso nos negócios está diretamente ligado ao sucesso dos nossos clientes. Para garantir isso, temos de oferecer o melhor produto e o melhor serviço, de forma permanente”, concluiu o gerente-geral da Rhodia Engineering Plastics.

PLÁSTICOS DE ENGENHARIA: TECNOLOGIA
E QUALIDADE A SERVIÇO DO CLIENTE

Os plásticos de engenharia da Rhodia são aplicados na fabricação de peças que atendem a mercados importantes do setor industrial. O principal produto da linha Rhodia são as poliamidas, o maior grupo entre todos os plásticos de engenharia no mundo, comercializadas sob a marca Technyl. Outros produtos vêm se somar à gama oferecida ao mercado tais como o PBT, sob a marca Techster, o poliacetal Techtal e as poliftalamidas Amodel.
Nos automóveis, por exemplo, os produtos Technyl e Techster estão presentes em peças do motor: tampa de comando de válvulas, coletores de admissão e tampa do motor, e em maçanetas internas e externas, corpo de retrovisores, peças de painel, entre outros. O Techtal é utilizado para vários tipos de clips de pequenas engrenagens. Os produtos da linha Amodel (marca da Amoco) são empregados em conectores dos circuitos elétricos. Para o mercado eletroeletrônico, a Rhodia produz matérias-primas antichamas com ampla variedade de cores e facilidade de desenho, permitindo a fabricação de produtos com a integração de funções e com propriedades que são cada vez mais exigidas pelas normas internacionais. Por exemplo: chaves de contato industriais, abraçadeiras, disjuntores, tomadas, interruptores, conectores em Technyl, Techster e Amodel.
A Rhodia Engineering Plastics oferece uma variedade de materiais mais eficientes para o mercado de eletrodomésticos e linha branca, orientados para o desenvolvimento de peças que exijam resistência mecânica e elétrica e com ampla redução de custos. Nestas aplicações são destaque os sistemas de regulação, componentes de motores elétricos e elementos de conexão.
A empresa está presente em outros mercados, como mobiliário, casa, industrial, ferramentas elétricas e isqueiros, nos quais são fatores determinantes a qualidade mecânica e de design, o ganho de peso e a redução de custo.

Fibra Du Pont Inaugurou Nova Fábrica

A joint-venture formada pela Fibra, empresa do grupo Vicunha e DuPont, líder mundial na produção de nylon, inauguraram em julho, na cidade de Americana, no interior de São Paulo, mais uma fábrica de nylon têxtil.
Foram investidos mais de US$ 100 milhões na construção da nova fábrica (foto), que ocupa uma área de 147 mil m² . Agora o complexo fabril de Americana é o maior da América Latina em produção de nylon. A capacidade de produção da fábrica é de 10 mil toneladas/ano de fios. Deste total, cerca de 10% serão exportados anualmente para a América Latina e Europa.
A nova fábrica da Fibra DuPont é uma das poucas da América Latina, que além de produzir o fio, trata também do processo de urdimento. Dessa forma, o nylon é entregue em carretéis prontos para serem utilizados em teares de malharia de urdume. E é este diferencial que proporciona economia e agilidade, uma vez que o processo de urdimento geralmente é feito pelo comprador do fio.

PRIMEIRA FEIRA DE EMBALAGEM DO PAÍS ACONTECE EM OUTUBRO NO ANHEMBI

Organizada e promovida pela Alcantara Machado, a Brasilpack - Feira Internacional da Embalagem será de 13 a 17 de outubro, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. O evento, único no País voltado especificamente para esse segmento, reunirá mais de 200 expositores de 15 países.

Mercado consumidor cada dia mais exigente no que diz respeito à conservação e apresentação dos produtos. Donas-de-casa em busca de praticidade. Mudanças bruscas de temperatura. Alta concorrência das empresas nos pontos-de-vendas. É neste cenário que a embalagem adquiriu fundamental importância, tornando-se um dos fatores de maior influência na decisão da compra.
Também o Plano Real, que fez aumentar o poder aquisitivo da população de baixa renda, contribuiu para que o setor ganhasse um novo ritmo de desenvolvimento - registrou crescimento de 10% e faturou R$ 10,8 bilhões em 97. Para acompanhar a evolução desse mercado, a Alcantara Machado, principal organizadora e promotora de feiras de negócios da América Latina, estruturou a BrasilPack - Feira Internacional da Embalagem.
O evento, primeiro do País no gênero, terá, já em sua edição inicial, área de 15 mil m² e mais de 200 expositores de 15 países. O número de visitantes do setor está estimado em 10 mil pessoas. “Nosso objetivo é congregar todos os segmentos ligados à área numa mesma feira. Entre eles, o de embalagens acabadas (vidro, metálicas, flexíveis, madeira, derivados de celulose e papel, entre outras), de máquinas e equipamentos, design, matérias-primas, instrumentação e controles, material de ponto-de-venda, acessórios e insumos”, explica Evaristo Nascimento, diretor da BrasilPack.
Além de expositores nacionais e internacionais, de países como Argentina, Japão, Estados Unidos, Espanha, Suíça e França, a feira contará com pavilhões oficiais, como o da Itália. A Alcantara Machado firmou acordo operacional com o Centrexpo- Centro Mostre Specializzate, que permitirá a participação no evento de vinte companhias daquele país.
Uma das principais tendências da BrasilPack’98 serão as embalagens ecológicas. A preocupação com o meio ambiente é um dos fatores que vem fazendo com que as empresas do setor coloquem no mercado produtos protegidos com material menos nocivo à natureza.


BrasilPack: de 13 a 17 de outubro. Local: Pavilhão do Anhembí. Horário: das 10 às 19 horas. Público: profissionais da área. Entrada: com convites ou comprovante de vínculo com o setor. Informações: (011) 826-9111

Módulo em Technyl Equipa Alfa 156, 
o Carro do Ano Na Europa

Performance, potência do motor, consumo de combustível, conforto. Esses foram os quesitos analisados pelo grupo de jornalistas europeus especializados que elegeu o Alfa 156 o carro do ano de 1998. A Nyltech, empresa 100% Rhodia, comemorou a conquista do prêmio junto com a Alfa Romeo. É que sob o capô do modelo, tanto na versão 1,8 como na versão 2,0 litros, um conjunto de peças em Technyl contribui para assegurar potência e rentabilidade elevadas ao veículo, além de um ótimo desempenho em termos estéticos e de isolamento acústico.
A cooperação entre a Alfa Romeo, a Bosch e a Nyltech - respectivamente montadora, autopeça e fornecedora de matéria-prima - permitiu a concepção de um módulo multifuncional que combina, de maneira harmoniosa, forma e função. O módulo em Technyl é composto de coletor de admissão com aspiração variável, tampa do comando de válvulas com separador de óleo e cobertura do motor.
O coletor de admissão em Technyl do Alfa 156 proporciona a quantidade de ar necessária para otimizar potência e consumo tanto em alta como em baixa rotação. Em baixa rotação, o acionamento a vácuo integrado ao coletor de admissão envia ar para a parte inferior da peça por um caminho mais longo, a fim de melhorar a flexibilidade nas retomadas. Sob alta rotação, o ar passa pelo caminho mais curto, para maximizar a potência do motor. O corpo principal do coletor se compõe de duas semiconchas injetadas em Technyl reforçado com fibra de vidro. Após a aplicação de uma junta, elas são montadas com a ajuda de um sistema de fixação por clip. Só os plásticos de engenharia permitem esse tipo de montagem, dispensando rosqueamento ou soldagem suplementar o que torna esse dispositivo particularmente econômico. 
Pesaram na escolha do material sua excelente resistência ao impacto, alongamento, rigidez dinâmica e estática. Para a tampa do comando de válvulas, optou-se por uma formulação de Technyl com fibra de vidro e carga mineral, matéria-prima que respondeu às exigências de estabilidade dimensional e rigidez elevadas, bem com uma temperatura de deflexão sob carga elevada, boa resistência ao envelhecimento térmico e excelente resistência química. O separador de óleo, confeccionado no mesmo material, é integrado ao comando de válvulas e soldado por clipsage.
Com o cáculo de elementos finitos realizado pela Rhodia/Nyltech, a concepção foi otimizada de forma a garantir toda estanqueidade numa faixa de temperatura que varia de -30ºC a 125ºC. 
Em parceria com o transformador, foram feitos estudos para definir a concepção do ferramental e a melhor posição do ponto de injeção, a fim de minimizar problemas de contração e deformação. Para evitar ruído e transmissão de vibrações, a tampa do comando de válvulas é afixada no cabeçote, garantindo completo isolamento acústico. A peça comporta, sobre a parte superior, uma placa suportando as quatro bobinas de ignição a duplo centelhamento para as oito velas que equipam os motores Twin-Spack. Há ainda outras peças fixadas por insertos ou clips suplementares.
Do módulo multifuncional, a peça que mais chama a atenção de quem abre o capô do Alfa 156 e observa o comportamento do motor é certamente a sua cobertura - uma tampa nas cores vermelha e prata, confeccionada em Technyl com carga mineral.
Para a aplicação, buscou-se uma formulação da poliamida que, além de elevadas estabilidade dimensional e rigidez, propiciasse uma boa qualidade de acabamento. Fixada à tampa do comando de válvulas, a cobertura do motor recobre também o coletor de admissão. Além de uma ótima solução estética, a peça assegura uma isolação acústica complementar. Todas essas aplicações se inserem na tendência de utilização crescente dos plásticos de engenharia em peças periféricas do motor, contribuindo para responder às exigências das montadoras, que buscam alternativas inovadoras para reduzir peso e custo de veículos. É por isso que as poliamidas Technyl - que garantem elevada estabilidade dimensional, alta resistência química e ao calor - têm conquistado um espaço cada vez maior em aplicações tradicionalmente reservadas aos metais. Além disso, Rhodia e Nyltech oferecem aos clientes toda uma estrutura de serviços, que permite apoiá-los em todas as etapas - da concepção da peça até a fabricação em série.

Indústria de Polímeros Debateu 
Mudanças e Perspectivas do Setor

Em comemoração ao 10º ano de sua fundação, a ABPol (associação Brasileira de Polímeros) promoveu seu 3º Encontro Nacional, sob o tema “Perspectivas da indústria de polímeros na virada do milênio”, no dia 23/09, das 14h às 18h, no Crowne Plaza Hotel (R.Frei Caneca 1.360). Com 900 associados, a ABPol tem por missão a aproximação entre a universidade e as empresas do setor de polímeros.
Segundo o presidente da ABPol, Edson Roberto Simielli, o encontro debateu as perspectivas a partir das mudanças estruturais ocorridas na indústria do setor, impostas pela globalização, que resultaram em modernização de produtos e processos, inovação tecnológica e causaram impacto na área acadêmica.
Cada um dos participantes abordou o papel da indústria de polímeros na virada do milênio, desde sua perspectiva. A programação do encontro foi a seguinte:
14h - Abertura: Edson Roberto Simielli, presidente da ABPol
Claudio L.F.Raeder, secretário de Desenvolvimento Tecnológico do Ministério da Ciência e da Tecnologia
15h - Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro)
16h - Francisco Ferraroli dos Santos, gerente geral da Rhodia
17h - Edson Roberto Simielli: “ABPol 10 anos - contribuição e perspectivas”
18h - Coquetel de encerramento

OPP Conquista a Certificação QS 9000

Norma de qualidade baseada na ISO 9001, voltada para o setor automobilístico, agrega valor aos compostos de PP da empresa, que também são aplicados no setor eletroeletrônico.

A OPP Petroquímica estreitou ainda mais a sua relação com o competitivo e globalizado setor automobilístico. Após auditoria realizada pela ABS Quality Evaluations, a empresa, que já concentrava no setor automobilístico cerca de 75% de sua produção de compostos de polipropileno, foi certificada pela norma QS 9000, elaborada pelas montadoras Ford, Daimler-Chrysler e General Motors, com base na ISO 9001, para qualificar seus fornecedores de matérias-primas e componentes.
Segundo o Responsável pela Unidade de Especialidades da OPP, Marcelo Bianchi, a QS 9000, além de fortalecer a relação de fornecimento local para as montadoras, abre novas perspectivas de exportações a estes mesmos clientes, impondo forte imagem de qualidade no mercado global. “A certificação QS 9000 é o reconhecimento do trabalho conjunto de várias áreas da empresa na busca incansável do constante aperfeiçoamento do Sistema de Qualidade e da satisfação dos clientes”, afirma Bianchi. “Ela é válida, inclusive, como garantia ao sistema da qualidade da empresa em outros segmentos que utilizam as especialidades poliolefínicas, como os eletroeletrônicos”.
Com uma capacidade de produção de 50 mil toneladas de compostos de PP, distribuídas em suas três unidades - Triunfo, Itatiba e Mauá -, a OPP teve, em 1997, uma participação aproximada de 65% no segmento de compostos voltados para o setor automobilístico e eletroeletrônico, responsáveis pela transformação de mais de 65 mil toneladas da matéria-prima. No Brasil, cada veículo utiliza entre 60 e 90 quilos de plástico, que correspondem, em média, a 14% de seu peso. No final da década de 80, a média da aplicação de plástico nos carros era de apenas 30 quilos.

Processo de certificação
O processo de adaptação do Negócio de Especialidades da OPP para os requisitos da norma QS 9000 começou em fevereiro de 97, com a capacitação dos integrantes das unidades de Triunfo e Itatiba, concluindo-se em 3 de julho deste ano, com a auditoria realizada pela ABS Quality Evaluations, que recomendou a empresa para a certificação. A QS 9000 divide-se em três seções. A primeira, contempla os requisitos gerais, que consistem na própria ISO 9001 com adendos; a segunda, os específicos do setor automobilístico; e a terceira e última, os específicos de cada cliente. “Na unidade gaúcha, que já possuía a ISO 9001, foram realizadas adaptações, como a utilização do processo de Análise de Modos de Falha e seus Efeitos; a elaboração de Planos de Controle; a aplicação da Análise do Sistema de Medição; e a implementação do Planejamento Avançado da Qualidade do Produto”, explica Danielle Senatore, responsável pela coordenação do processo de certificação, ao lado de Flávia Freitas, que completa: “Na unidade de Itatiba, inaugurada em março do ano passado, a experiência de Triunfo foi a base para a implantação do Sistema de Garantia de Qualidade, e, por conseqüência a norma QS 9000”.

A Rax Representações na K’98

Especializada em soluções avançadas para os transformadores de plásticos, a Rax Representações estará presente na K’98 através de suas representadas abaixo, com uma equipe de três especialistas brasileiras. Os mesmos estarão disponíveis inclusive para a discussão de projetos individualizados. Também é possível agendar honorários personalizados para visitas.

Moretto do Brasil - Pavilhão 8 - Stand 8 H 25
A tradicional firma italiana de periféricos, Moretto, é a mais recente parceria da Rax Representações, em conjunto com a Plast - Equip.-Estará expondo sua linha de alimentadores, válvulas proporcionais, secadores à ar quente, desumificadores, dosadores volumétricos, inclusive para concentrados (“Masterbatch”), esteiras transformadoras para peças e galhos, misturadores mecânicos, centrais completas de alimentação e equipamentos especiais para CD’s e PET.
Todos os equipamentos estão construídos em aço inoxidável, com comandos microprocessados/CLP.

Rapid - Pavilhão 7 - Stand 7 D 22
A mundialmente conhecida Rapid estará expondo na K’98 e além dos tradicionais moinhos, apresentará algumas novidades:
- O moinho A - 90, especial para moer os esqueletos resultantes da termoformagem em linha, com retorno direto ao funil da extrusora, para aproveitamento total e imediato do moído.
- O moinho 3560 - K, com entrada de 350 x 600 mm e isolação acústica, para peças de porte médio à grandes.
- Para aqueles que necessitam de moinhos de porte maior, estarão à mostra os moinhos 6090-K e 8045-K, com bocas de 600 x 900mm e 800 x 450mm
- Estará sendo exibido o maior moinho jamais produzido pela Rapid, o modelo 80150. Este gigante tem a dimensão do bocal de 800 x 1500mm, o que dá uma idéia do tamanho das peças que podem ser moídos, de uma só vez.
Além do seu país de origem, Suécia, a Rapid tem fábricas na Alemanha e nos Estados Unidos. A matriz está localizada em Bredaryd, Suécia.

Maguire - Pavilhão 8 - Stand 8 G 09
Maior fabricante mundial de dosadores gravimétricos, a Maguire, Inc. de Aston, PA., Estados Unidos, estará expondo alguns lançamentos na K’98, tais como:
- MB (Micro-Blender) - Dosador/Misturador gravimétrico especialmente desenvolvido para injetoras de pequeno/médio porte. Como todos os dosadores gravimétricos da Maguire, podem ser montados diretamente no bocal da respectiva máquina.
- Os WSB (Weigh-Scale-Blenders) - Dosadores/misturadores gravimétricos nos modelos: 440 R, com 4 válvulas dosadoras e funis removíveis; 241 R, também com 4 válvulas, funis removíveis e mais uma rosca de dosagem; 140 RM1, modelo menor, com 4 válvulas, funis removíveis e válvula de micro - pulso. Esta válvula permite acrescentar à mistura um aditivo ou corante em quantidade reduzidíssima, tal com 3 à 4 grãos apenas. Uma bomba para corantes líquidos/viscosos também fará parte da exposição.
- Haverá em demonstração o “software” Mlan, capaz de gerenciar múltiplos dosadores gravimétricos, por meio de um PC, fornecendo ainda históricos completos com dados detalhados sobre cada lote de material, produção ou máquina.

Cofit - Pavilhão 7 - Stand B 74
A Italiana Cofit International s r l estará expondo na K’98 diversos tipos de troca - telas manuais e de acionamento hidráulico, tanto simples como de fluxo contínuo. Eis aí alguns dos equipamentos que poderão ser vistos:
- Filtro de Fluxo Contínuo, Modelo Codv, de duas placas deslizantes, de acionamento hidráulico. Fabricando em tamanhos que variam entre 50 até 250 mm, permite a troca das telas filtrantes sem interrupção da produção da extrusora, sendo indicado para as linhas de produção e de reciclagem de polímeros com alto grau de contaminação.
- As Granuladoras Modelo GRO (“Pelletizers”) operam à anel de água, podendo granular polímeros tais como PP, PE, ABS, PS, elastômeros termoplásticos, concentrados de cor, (masterbach) além de muitos outros. Os diversos modelos disponíveis podem processar de 200 até 1000 kg/h.
- Unidade de filtragem e refrigeração de água para granuladores, modelo URF-N.- É adaptável à qualquer aplicação onde um sistema de reciclagem de água se torna necessário. A recirculação da água é de 4000 litros/hora. A recirculação da água filtrada e esfriada permite uma operação muito econômica no processo de esfriamento dos grânulos.

Brampton Enginnering, Inc.- Pavilhão 15 - Stand 15 a 06
- Sistema Anti - Bloqueio de refrigeração interna do balão (I.B.C.) - Patente requerida
Uma das grandes novidades no “stand” da B. E. será o novo sitema anti-bloqueio de refrigeração interna do balão, recentemente desenvolvido para oferecer uma solução ao problema de bloqueio em aplicações que envolvem filme pegajoso. O Sistema anti-bloqueio introduz ar frio no balão no ponto de arraste, sendo assim mais eficiente do que métodos externos. O novo I.B.C. apresenta um “design” especial, que permite ao ar emergir à um nível mais alto e refrigerar o filme mais perto do arraste.
- Lançamento mundial: primeiro cabeçote de fluxo dinâmico de dez camadas
Outro ponto alto no “stand da B.E. será a apresentação do primeiro cabeçote S C D (Stremlined Coextrusion Die), ou seja cabeçote de fluxo dinâmico, de 10 camadas. Os visitantes terão oportunidade de observar as vantagens em incrementar o número de camadas coextrudadas em uma estrutura de filme. Aumentando o número de camadas permite usar um maior número de polímeros e combinações de polímeros, resultando numa embalagem superior. O cabeçote S C D em exibição está provido de matriz de 10”.
- Sistema computadorizado para controle de linhas de filme tubular soprado Italycs II
Ênfase é dada também a capacidade da B.E. em apresentar e oferecer, na K’98, sistemas completos de controles para linhas de coextrusão pelo Italycs II (Integrante Temperature And Line Yield System II). Introduzido pela Brampton Engineering em 1997, o Italycs II é um pacote de software de controle, trabalhando em ambiente Windows, e permitindo ao operador o controle total sobre uma linha de extrusão, além de habilitar o operador a pré-definir as condições operacionais e usar as características automáticas do sistema afim de manter espessura, largura e composição do produto final.

 

Primotécnica na K’98

A primotécnica estará expondo no seu Stand - Hall 8 Stand B57, sua linha de fabricação de equipamentos para reaproveitamento e reciclagem de materiais plásticos: moinhos, aglutinadores, granuladores, misturadores, transportes pneumáticos entre outros, com diversas capacidades de produção para atender a necessidade do cliente. Este ano estão levando, como lançamento, os moinhos de baixa rotação para operarem junto as injetoras ou sopradoras para reaproveitamento imediato das sobras plásticas, evitando o desperdício do produto com manuseios e incidência de pó junto ao material granulado e eliminando também a estufagem de materiais com tendências à absorção de umidade. Há uma forte tendência para este nicho de mercado e a Primotécnica, com trinta anos de existência, segundo informou sua diretoria, está preparada com equipamentos e tecnologia de primeiro mundo para produzir moinhos com altíssima qualidade e com preços imbatíveis.
Estarão colocando sua equipe técnica para esclarecimento de dúvidas aos interessados durante e após o evento.

Fortilit Fecha Contratos no Valor de US$ 3 Milhões

A Fortilit Tubos e Conexões, empresa pertencente ao grupo suiço Amanco, vai fornecer tubos de PVC às companhias CAERN - Cia.de Águas e Esgotos do Rio Grande do Sul, CASAN - Cia.Catarinense de Saneamento, LUMINAR - Distribuidor Fortilit, COPASA - Cia. de Saneamento de Minas Gerais, COELCE - Cia. de Eletricidade do Ceará e Construtora Ativa de Cuiabá.
Em 1997, a Fortilit anunciou investimentos de US$ 142 milhões numa mega fábrica em Sumaré (SP). Ao longo de 1998, comunicou outros investimentos, de US$ 70 milhões, para a construção de duas outras unidades fabris - no Nordeste e no Sul do País, integralizando 70% do total investido (US$ 212 milhões) em recursos próprios e 30% em recursos externos.
As novas fábricas irão produzir 70.000 ton/ano assim divididas: Nordeste - 30 mil e Sul- 40 mil. A empresa espera produzir, até 1999, 236 mil toneladas anuais de tubos e conexões no Brasil, somando as produções de todas as suas unidades e também vai expandir atividades para o Mercosul.

OPP Conquista Prêmios na Área de Comunicação

Preocupada em estreitar seu relacionamento com integrantes, clientes e com o setor petroquímico, a OPP vem aprimorando constantemente a utilização de novas ferramentas no seu processo de comunicação empresarial, desenvolvendo soluções que vem de encontro às expectativas e necessidades de informação do mercado. Uma boa prova disso foi a conquista dos prêmios Top de Internet 98 e Top NewMedia’98 (Intranet), oferecidos pela ADVB - Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil - e pela Abranet - Associação Brasileira dos Provedores de Acesso, Serviços e Informações da Rede Internet São Paulo -, em reconhecimento ao desenvolvimento e implantação das novas ferramentas de comunicação. O objetivo da premiação, em sua segunda edição, é avaliar as soluções e o encaminhamento da comunicação empresarial, tendo em vista o uso das redes eletrônicas no relacionamento com o público interno e externo à corporação. Na categoria Intranet, apenas OPP e Petrobras foram premiadas. O presidente da OPP, Álvaro Cunha, representou a empresa na cerimônia de entrega do prêmio, dia 12 de agosto, no Clube Monte Líbano, e atribuiu a conquista ao grande empenho da área de marketing da empresa, comandada por Alexandrino de Alencar, que também esteve no evento.
A implantação da Intranet OPP revolucionou os processos de comunicação interna da empresa. Seja pela integração das bases de dados corporativos em um único ambiente, e sua disponibilização para acesso simultâneo em todas as unidades, seja pelo conjunto de recursos que oferece como apoio às necessidades dos funcionários, a Intranet representa hoje uma realidade rumo à integração total da empresa, que possui unidades industriais nos estados de Alagoas, Bahia, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Além das informações sobre unidades, produtos, história e objetivos da empresa, a Intranet OPP fornece dados pessoais, em ambiente de segurança, como holerite, freqüência e férias, entre outros. Fácil de operar, a Intranet conta ainda com o recurso da interatividade. Por meio dela, é possível construir, por exemplo, apresentações de suporte a palestras, utilizando textos e fotos.
Implantada há dois anos, a home page da OPP disponibiliza aos clientes, profissionais da área petroquímica e do mercado de plásticos, jornalistas e estudantes, além do público geral, informações e serviços on-line, que vão desde consultas a bancos de dados e informações técnicas e corporativas até serviços que facilitam a comunicação entre as diversas áreas da empresa. A Internet conseguiu aliar na empresa aumento da produtividade comercial e racionalização de procedimentos operacionais, além de proporcionar facilidades aos seus clientes, por meio de serviços como assistência técnica, dados de produtos e informações sobre o mercado.

Du Pont Lança o Antron e o Cordura

A DuPont lançou dois novos fios de nylon: o Antron, destinado ao segmento de carpetes, e o Cordura, para o segmento têxtil. Ambos são fios de alta resistência. Com estes lançamentos, a DuPont, que no ano passado registrou um faturamento de US$ 1,3 bilhão, espera chegar ao ano 2000 na marca dos US$ 2 bilhões.
Os carpetes e tapetes fabricados com o Antron são especiais para ambientes comerciais - como escritórios - porque foram feitos para durar 10 anos, mantendo sempre a aparência de novo. O Antron oferece ainda outras vantagens: não solta pelos, porque o seu filamento é contínuo; não suja fácil, pois sua secção transversal com bordas lisas evita a adesão de poeira; é anti-estático, pois possui filamentos de carbono que dissipam as cargas estáticas e não é inflamável.
O Cordura é um fio de nylon de alta resistência, que proporciona ao tecido, extrema durabilidade. Por isso, foi desenvolvido especialmente para ser usado em mochilas, calçados e acessórios técnicos para montanhismo. É também amplamente usado na fabricação de roupas institucionais, como uniformes do exército. Mas, o mercado da moda já descobriu as vantagens do Cordura e várias grifes de roupa e acessórios utilizam este fio de nylon, como por exemplo: a Osklen, Lauro Wollner, Redley e West Coast.

Crescimento da Indústria do Plástico 
Ajuda o Setor de Informática

Estado do Rio de Janeiro sedia o segundo maior número de empresas de tecnologia do País. A concentração de centros de pesquisa, a qualidade da mão-de-obra e a infra-estrutura urbana sustentam a vocação natural do Estado que tem como desafio sedimentar, nos próximos anos, a posição de importante pólo de tecnologia. Para Maurício Mugnaini, presidente licenciado do Sindicato das Empresas de Informática do Rio de Janeiro, o crescimento regional da indústria é o grande aliado nesta trajetória. “Todo o investimento dirigido à indústria se reflete no nosso setor e, recentemente, os bons resultados da área petroquímica e de plástico
significam um impulso considerável para as empresas que desenvolvem e comercializam produtos e serviços de informática. A ampliação do nosso mercado se beneficia porque produzimos insumo básico para toda a atividade primária da economia”, explica Mugnaini. 
A boa expectativa do setor de informática está diretamente relacionada à construção do Pólo Gás Químico, em Duque de Caxias, e a recente decisão da Prefeitura de Niterói de não cobrar IPTU das empresas industriais que ampliarem atividades nos bairros do Barreto e de São Lourenço. Esta segunda iniciativa, noticiada pelo JORNAL DE PLÁSTICOS na edição de janeiro/98, agiliza os planos de instalar na antiga zona industrial de Niterói o Pólo Transformador de Plástico. Os industriais transformadores de plástico e a ADM-Agência de Desenvolvimento Municipal, de Niterói, estão unindo esforços para realizar o empreendimento. 
Para o setor de informática a expansão de atividade da indústria petroquímica e de plástico fluminense representa mais que a perspectiva de um crescimento a curto e médio prazos. Segundo Maurício Mugnaini, as empresas fluminenses de tecnologia acreditam que o setor de plástico pode projetar a imagem do Estado como articulador de uma política econômica eficiente. O bom resultado de um setor atrai investimentos de outros segmentos. “A parceria entre o setor petroquímico e de plástico com os governos estadual e municipal prova o amadurecimento do empresariado, que enfrenta problemas mas está organizado para encontrar soluções. Somos aliados!”, concluiu Maurício Mugnaini.

OPP MARCA PRESENÇA NA K’98

Entre os dias 22 e 29 de outubro, participa em Düsseldorf, na Alemanha, da K’98 - Feira Internacional de Plásticos e Borracha. Em sua 14ª edição, a K, considerada a principal feira mundial do setor, contará com cerca de 2,5 mil expositores de mais de 110 países, distribuídos em 15 pavilhões, numa área aproximada de 130 mil m2. O evento reúne empresas de quatro áreas ligadas ao setor de plásticos e borracha: máquinas, equipamentos e acessórios; produtos acabados e semi-acabados; matérias-primas e aditivos; e serviços.
Contando com estande próprio, a OPP apresentará sua linha completa de produtos, responsável pela liderança da empresa no mercado sul-americano de resinas e especialidades termoplásticas.
A OPP produz PP, PEAD, PEBD, PEBDL, EVA e especialidades, em suas 11 unidades industriais, distribuídas nos três pólos petroquímicos brasileiros.
Além disso, estará acompanhando de perto a participação de alguns de seus clientes, dos mais variados segmentos, que estarão expondo produtos fabricados a partir de matéria-prima da OPP. A K representa não só a oportunidade do contato com as principais tendências e novidades do setor, mas também uma grande vitrine para o competitivo mercado globalizado. Na edição passada, em 95, a feira contou com 261 mil visitantes. Para este ano, estima-se que este número ultrapasse os 300 mil.

VOCÊ AINDA NÃO CONHECE A PRONATEC?

"A Pronatec foi criada em 1987 e através do espírito empreendedor e do desenvolvimento de seus colaboradores, descobriu a sua real vocação de negócios, que é a indústria e comércio de máquinas e equipamentos de transformação de plásticos.
Ao produzir Rolos Curvos Abridores e Eixos Pneumáticos, colocou-se em posição de destaque e de consulta técnica permanente. Sua qualidade comprovada por centenas de aplicações em diversas indústrias do Brasil, reafirma os conceitos de produtividade, versatilidade e garantia, o que torna sua marca objeto de confiança no mercado de equipamentos. A especialização em construção de máquinas para transformação resulta, agora, na fabricação pioneira no Brasil da Máquinas Formadora de Bolhas (Plástico Bolha), modelo MBPR1300 (veja a página 6).
Ao apresentar esta máquinas, que se caracteriza por:
- Produzir produto de fácil colocação no mercado de embalagens,
- Propiciar o retorno do investimento em poucos meses de produção,
- Uma excelente relação custo/benefício,
A Pronatec consolida sua função de oferecer equipamentos que se destacam pela produtividade, pela qualidade, pelos índices reduzidos de custos e manutenção e por ter preços inigualáveis no mercado."

(Departamento de divulgação Pronatec).


A Imagem Ambiental do Plástico

O plástico como elemento de desenvolvimento, sem agressão ao meio ambiente. Com este objetivo, a Plastivida – Comissão Setorial da ABIQUIM voltada para uma imagem ambiental do plástico, vem trabalhando em três áreas distintas, buscando conscientizar governos, comunidade e indústria.

Como um dos responsáveis pela área ambiental da ABIQUIM– Associação Brasileira da Indústria Química, o diretor industrial da Petroquímica Triunfo, Luiz Briones, apresentou recentemente à COPLAST – Comissão Setorial de Plástico da entidade dados que comprovam a necessidade de uma atuação conjunta entre as áreas pública, privada e sociedade para uma conscietização geral do significado da presença cada vez maior do plástico no mundo moderno – tanto em termos ambientais como empresariais.
“ A imagem ambiental é um compontente importante do negócio”, observa Briones, lembrando que hoje se produz no Brasil quase 3 milhões de toneladas/ano de resinas plásticas, utilizadas em praticamente todas os aspectos da vida moderna. São resinas que se transformam em sacos de supermercados, sacos de leite ou de lixo ( polietileno de baixa densidade), em utilidades como baldes e bacias ( polipropileno ), em embalagens, tubulações ou esquadrias ( PVC ), em espumas isolantes ou térmicas ( poliestireno) ou em garrafas de refrigerantes ( PET, material mais leve com muita resistência mecânica ).
Ao mesmo tempo, o Brasil gera 25 milhões 600 mil toneladas/ano de lixo doméstico urbano, segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Urbana. A conclusão, segundo esses dados, é que se todo o plástico produzido por ano no país, se fosse jogado fora, representaria apenas 12% da produção total de lixo doméstico gerado. Briones lembra, ainda, que grande parte do plástico produzido é utilizado de forma permanente, como o PVC no setor de construção e outras resinas no setor de bens duráveis, como geladeiras, fogões, etc: “Portanto, dizer que o plástico tem presença significativa no lixo doméstico é um mito”, observa.
O fato é que, segundo o diretor industrial da Triunfo, as indústrias têm sido vistas, pela população, como as “vilãs” na questão ambiental. Ele cita uma pesquisa realizada pela Fundação Zoobotância do Rio Grande do Sul em conjunto com a Secretaria do Meio Ambiente, onde 49% dos entrevistados citam as indústrias como principal causa de destruição do meio ambiente, ao mesmo tempo em que as instituições de ensino são apontadas como as que têm maior participação na defesa ambiental. “Na verdade, a percepção das pessoas em relação ao ítem poluição cresce na proporção de sua convivência diária com o que polui”, argumenta Luiz Briones. “Aquilo que se vê seguidamente, o que está mais exposto, é o que aparece como o mais poluente, mesmo que na prática não o seja, e este é o caso do plástico” .

Gestão Integrada do Lixo Urbano
Briones questiona os argumentos geralmente utilizados quando se fala no potencial poluidor do plástico: “São argumentos puramente visuais.O plástico na verdade não tem impacto ambiental. Não ser biodegradável é até uma vantagem, pois não gera resíduos que possam contaminar lençóis freáticos, por exemplo. É preciso informar a opinião pública sobre o fato de que a biodegradabilidade depende das condições a que os materiais estão expostos; a depender delas os materiais ditos como biodegradáveis permanecem inalterados durante anos.”
A própria dificuldade de reciclagem do plástico tem solução e é perfeitamente viável, se for encarada como prioridade por indústrias, governos e pela ação da comunidade. A separação doméstica do lixo seco e orgânico, a organização de sistemas de coleta seletiva, a implantação de usinas de triagem de materiais são algumas das providências apontadas como necessárias por Luiz Briones para redução da presença do plástico no lixo urbano.
Além da reciclagem mecânica, já conhecida do público, estão sendo desenvolvidas outras alternativas técnicas para reutilização do plástico, tais como a recuperação de energia e a reciclagem química: “O plástico é petróleo, e portanto tem poder combustível”, analisa Briones. Pode substituir parcialmente o óleo combustível utilizado em fornos de cimento. Sua queima em incineradores gera energia que pode ser utilizada em caldeiras, por exemplo”. Já estão disponíveis tecnologias “limpas” que asseguram que a queima dos plásticos seja feita sem a geração de emissões gasosas nocivas ao ser humano e ao meio ambiente, o que atende às justas preocupações de organizações ambientalistas. Já a reciclagem química – onde o plástico é desmanchado, tornado líquido e depois remontado como plástico, com a vantagem de não apresentar restrições ao uso – está dando os primeiros passos na Europa e ainda não é utilizada aqui no Brasil. 
Lembrando que a própria sociedade decidiu incorporar o plástico ao estilo moderno de viver, Luiz Briones esclarece que o trabalho desenvolvido pela Plastivida segue três direções básicas: Relações Institucionais, que trata de legislação ambiental, organiza o Forum Ambiental da Indústria do Plástico e que apoia o conceito de gestão integrada dos resíduos urbanos. A segunda vertente, a Área Técnica, acumula informações e troca conhecimentos com universidades e associações congêneres, americanas e européias. Está implantando um Banco de Dados de recicladores e novas tecnologias e realiza, anualmente, um Seminário Internacional sobre tema de interesse. A terceira área, a da Comunicação, desenvolve projetos de relacionamento com a comunidade, especialmente junto a escolas, entidades e condomínios, com orientação técnica e didática, através de folhetos, vídeos e palestras. Em São Paulo, por exemplo, a Plastivida realiza projeto de coleta seletiva com oito escolas e dois recicladores, unindo a prática da separação do lixo com a conscientização de que a participação de todos é fundamental. 
No conjunto das atividades dessas três áreas, a Plastivida investe cerca de R$ 1 milhão por ano, atualmente. Isso ainda é muito pouco – declara Briones. Precisamos investir mais e na proporção em que formos identificando outros projetos de interesse. Para tanto, é indidpensável que a indústria do plástico reconheça, plenamente, a visão de que o trabalho sobre a imagem ambiental do plástico é, antes de mais nada, essencial para a sustentabilidade do negócio.”

Bayer Polímeros Investe e Cria Vantagem Competitiva

Investimentos de US$ 23 milhões na produção de termoplásticos das unidades de Camaçari e São Bernardo do Campo deverão gerar um salto tecnológico substancial, para alcançar uma qualidade global para seus produtos e processos, implementar suas instalações ambientais e a segurança do trabalhador.

Com a aquisição, em janeiro de 98, das instalações de Compostos da Proquigel, em São Bernardo do Campo (SP), e dos negócios de resinas termoplásticas ABS - acrilonitrila butadieno estireno - e SAN - estireno acrilonitrila - da Nitriflex pela Bayer Polímeros S.A., a empresa traçou uma importante meta, que deverá sacudir o mercado de plásticos na América Latina: atingir uma produção total de 50.000 toneladas/ano de estirênicos. 
Por isto, a Bayer Polímeros S.A. estará desembolsando US$ 23 milhões, em três anos. Além dos US$ 2,0 milhões já investidos em 1997, este ano serão investidos mais US$ 7,5 milhões na ampliação de capacidade das unidades que produzem os intermediários polibutadieno, ABS concentrado e SAN, além das suas unidades finais de compostos, em Camaçari (BA) e São Bernardo do Campo.
Segundo o gerente de Projetos, Meio Ambiente e Segurança, Walter Carvalho, novas tecnoligias de produção e precesso desenvolvidas e utilizadas nas plantas de ABS da Bayer, na Europa e nos Estados Unidos, serão introduzidas, visando a obtenção da qualidade dos produtos Bayer, em nível mundial.

ALTA TECNOLOGIA EM BUSCA DA QUALIDADE
A Bayer Polímeros desenvolve, atualmente, os chamados produtos globais, com formulações fornecidas pela Bayer AG (matriz alemã) a todas as suas plantas de ABS no mundo. Como esses produtos requerem controle de qualidade compatível, os laboratórios de Camaçari e de São Bernardo estão sendo dotados de equipamentos e instrumentos, com a mais alta tecnologia.
Os investimentos não param por aí. Eles continuam nas áreas de segurança do processo, do trabalho e de meio ambiente. Na unidade Polibutadieno, por exemplo, ora em fase de implantação, deverão ser implantadas medidas mitigadoras, após uma detalhada análise de segurança.
Na área ambiental, estão sendo modernizadas as instalações de captação de efluentes líquidos, bem como a sua condução para a Cetrel S.A., empresa que trata e acondiciona, dentro dos padrões tecnológicos mais recentes, todas as espécies de efluentes líquidos e resíduos gerados nas indústrias do Pólo Petroquímico de Camaçari.
“Os investimentos em curso estão capitalizando a energia de todas as áreas da Bayer Polímeros, em direção a um salto tecnológico”, explica Walter, concluindo que, com esta iniciativa, estarão sendo priorizadas a qualidade dos processos e dos produtos, a responsabilidade ambiental e a segurança dos colaboradores. (“Bayer Repórter”)